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sol

07/02/2012

às 8:19 \ Corpo

Praia – com que roupa eu vou?

Thinkstock

 

Minha família passou o mês de janeiro no litoral norte de São Paulo. Foi para mim boa ocasião de conferir na prática algumas importantes regras de proteção solar.

Primeira regra: prefira os horários antes das 10:00 e depois das 16:00.

Pois é, ninguém acordava antes das 9:30, principalmente as crianças. E mais: ao contrário da nossa rotina normal, a família tomava o café da manhã com calma. Resultado: ninguém saía de casa antes das 11:00. E vai pedir para o pessoal esperar até as 4 da tarde para ir à praia. Impossível. Por isso, eu caprichava muito na próxima regra.

Segunda regra: aplique filtro solar antes de sair de casa.

Era a hora de correr atrás das crianças e implorar para tirarem a roupa e serem lambuzadas com filtro. Rosto, orelhas, corpo. E insistir para ficarem um tempinho esperando o filtro secar. Operação difícil, algumas vezes com brigas. Mas bem sucedida devido à minha persistência.

Terceira regra: fique à sombra nos horários de pico do sol.

Difícil limitar crianças à sombra de um guarda-sol. Criança não fica parada. E o mar é tentador, para elas e para muitos adultos. Principalmente nas horas de sol escaldante. Então, eu recorria à quarta regra.

Quarta regra: use roupas que protejam do sol.

Todos nós usávamos na praia camiseta, chapéu e óculos de sol o máximo de tempo possível.

Uma camiseta normal protege a pele dos raios solares, mas existem tecidos especialmente desenvolvidos para dar uma proteção maior, que levam em sua composição dióxido de titânio. Esses tecidos foram desenvolvidos na Austrália, país com a maior incidência de câncer de pele do mundo e que por causa disso é um dos mais adiantados em pesquisas nessa área. Ali, o mercado dessas roupas de proteção UV, que dão uma alta proteção contra os raios ultravioleta, tornou-se muito grande.

Cada ano que passa, vejo na praia mais e mais pessoas usando roupas de proteção UV,  não só fora, mas também dentro do mar. Nadando e surfando com elas. É prático também porque não precisa ficar reaplicando filtro solar. Até a estética na praia está mudando. Por exemplo, aquele boné que tem abas para proteger orelhas e nuca não é mais considerado tão feio assim, porque muita gente usa, já que oferece uma proteção importante. E quanto mais gente usa, mais aceitável fica. Vi camisetas de proteção UV de mangas curtas, médias e até longas, desfilando na praia nos corpos da garotada. E surfistas usando no mar, além de camiseta, boné preso no queixo com fivela, que tinha protetores de orelhas, essa área de pele tão exposta ao sol. Enfim, gente que adora praia e mar, não quer abrir mão desse prazer, mas está cada vez mais consciente dos perigos do sol e por isso procura se proteger dele.

Por Lucia Mandel

15/11/2011

às 12:34 \ Beleza, Doenças

Manchas brancas após o sol

Meu nome é Pedro e tenho 19 anos. Há três anos apareceram manchas brancas em meu rosto, e foram diagnosticadas como pitiríase alba. Tentei vários tratamentos, mas nada resolveu. O que faço?

A pitiríase alba é uma condição de pele causada por fatores genéticos. É comum e geralmente desaparece completamente depois de alguns anos. Normalmente ela se inicia na infância, mas pode aparecer mais tarde, como parece ter acontecido com você. E ela tem preferência por quem tem alergia de pele ou alergia respiratória.

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Por Lucia Mandel

09/08/2011

às 14:49 \ Doenças

Câncer de pele

Em teoria, qualquer pessoa pode desenvolver câncer de pele em algum momento da vida. Mas existem características que aumentam o risco individual. Quem está no grupo de risco deve tomar cuidados extras, como autoexaminar sua pele , consultar um dermatologista regularmente e nunca se descuidar sob o sol. Você está no grupo de risco se apresentar uma ou mais das seguintes características:

Pele clara

Pele clara tem menos melanina, pigmento que ajuda na proteção ao sol. Por isso é mais sensível a radiação ultravioleta. Pele branquinha, do tipo que se queima e que nunca ou raramente fica bronzeada, tem mais risco de manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele. O risco aumenta se a pessoa também tem cabelos claros ou ruivos e olhos claros.

Parente com câncer de pele

Existe tendência genética para desenvolver câncer de pele. Preste atenção se você tiver avô, tio ou primo com câncer de pele. O risco aumenta se o parente for mais próximo, como mãe, pai ou irmão.

Histórico pessoal de câncer de pele

Se você teve câncer de pele, então já sabe: cuidados triplicados.

Mais de 50 pintas

Além do número, o tamanho também conta. Quem tem alguma pinta com 6 mm ou mais de diâmetro, entra para o grupo de risco.

Passado de muita exposição ao sol

O nosso corpo não esquece o passado, e a predisposição a câncer de pele cresce conforme aumenta a quantidade total de radiação ultravioleta que tomamos durante a vida. Assim, se você já abusou do sol, se já ficou vermelho ou com bolhas por ter se descuidado, seu risco aumenta. Nessa matemática, contam (e muito) os episódios de queimadura solar que aconteceram na infância e também a radiação ultravioleta das câmaras de bronzeamento artificial.

Queratose actínica

Queratoses actínicas são lesões pré cancerosas. Assim como o câncer de pele, também aparecem principalmente em quem tomou mais sol do que a genética permitia. Se você tem ou já teve queratose actínica, tem risco maior para desenvolver câncer de pele.

Uso de medicamentos imunossupressores

É o que ocorre, por exemplo, em pessoas que recebem um transplante. Para evitar rejeição do órgão transplantado, é importante tomar medicamentos que inibem a ação do sistema imunológico. Um dos efeitos colaterais é o risco aumentado para queratoses actínicas e câncer de pele. Seguindo o mesmo raciocínio, portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico (como linfoma ou HIV) também correm risco maior para câncer de pele.

E lembre-se: câncer de pele tem cura se for detectado a tempo.

Por Lucia Mandel

09/11/2010

às 13:59 \ Corpo

Filtro solar para as crianças: chatice necessária

Você sabe a opinião do seu filho sobre lavar as mãos antes das refeições: ele acha chato. E escovar os dentes depois? Chatíssimo. Colocar o cinto no carro? Chato. Dar a mão para atravessar a rua? Chato. Mas ele se acostumou a fazer tudo isso. Então não ache impossível convencê-lo a se proteger do sol, passando filtro toda vez. Que é chato, é chato. Mas é muito importante.

1.    A proteção solar nos nossos filhos
O sol que se pega na infância influencia no aparecimento de câncer de pele na vida adulta. Por isso, proteja seu filho da exposição ao sol. É simples: antes de sair ao sol, passe um filtro com FPS 30 ou mais, que tenha no rótulo especificada a ação contra UVA e UVB. Ensine seu filho a aplicar o filtro. Procure um protetor que seja agradável de usar, já que há produtos nas mais variadas texturas. Filtros em spray facilitam a aplicação. Existem filtros coloridos, que podem atrair a simpatia das crianças pequenas. E filtros em bastão, práticos para se aplicar em rostos pequenos sem irritar os olhos. Não se esqueça de passar o filtro em você também. Assim, as crianças vão percebendo que passar protetor é regra para todos. Não se limite a usar filtro apenas em viagens ou em finais de semana. Use todos os dias.

Ensine seu filho a brincar na sombra nos momentos de sol mais forte. Se vocês estiverem na praia ou piscina, mostre que quando a sombra dele fica pequena é hora de ir para debaixo do guarda-sol. Use e ensine seu filho a usar óculos de sol e chapéu ou boné. Na praia ou piscina, proteja-o com roupa nos momentos de pico do sol.

2.    Não passe para seu filho a cultura de que bonito é ser bronzeado
Muita gente se sente mais atraente, segura e feliz com a pele morena. Se essa visão mudar, a saúde da sua pele agradece. E o seu filho não vai herdar essa estética tão prejudicial.

3.    Ensine seu filho a cuidar da pele
Leve-o ao dermatologista a partir da adolescência. Ensine a ele que cuidar da pele é cuidar da saúde.

Por Lucia Mandel

13/10/2010

às 14:15 \ Corpo

Sardas brancas causadas pelo sol


Dentre as várias lesões de pele causadas pelo sol, está a leucodermia puntata. É uma pequena mancha branca ovalada de milímetros de diâmetro. Quase todo mundo que passou dos 30 tem uma ou outra manchinha dessas. E muita gente, principalmente entre os que se excederam ao sol, têm várias delas espalhadas pela pele. Aparecem em braços e pernas e, esteticamente, podem incomodar ou não, dependendo do contraste que fazem com o tom de pele da pessoa.

É comum essas manchas, também chamadas de sardas brancas, se sobressaírem no verão. Porque, conforme a pessoa ganha um bronzeado, o contraste com a pele aumenta e elas ficam mais nítidas.

Proteja-se do sol

O melhor modo de evitar a sarda branca é a prevenção. As recomendações são as mesmas de sempre: use filtro solar na pele exposta ao sol, o que inclui face, pescoço, colo, braços, mãos e, eventualmente, pernas. Na praia ou piscina, reaplique o protetor a cada 3 horas ou até antes se você se molhar ou suar muito. Fique à sombra nos momento de pico do sol.

Tratamento

É mais complicado remover sarda branca do que tratar manchas escuras causadas pelo sol. O resultado varia de acordo com a pessoa. Enquanto uns melhoram muito, para outros o tratamento não funciona.

A crioterapia é a primeira opção de tratamento. O médico aplica sobre cada lesão um jato de ar gelado. As sessões são repetidas a cada mês, e o número de sessões varia de acordo com a resposta individual. Casos que não melhoram com crioterapia podem melhorar com peelings químicos, peeling de cristal ou diamante ou com laser fracionado.

Por Lucia Mandel

16/03/2010

às 15:01 \ Doenças

Você só tem a ganhar com o check up de suas pintas

 

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É simples: você tira a roupa e, em poucos minutos, o dermatologista avalia uma a uma as pintas do seu corpo. A maior parte é conferida a olho nu. Outras podem precisar de lupa especial, que diferencia pintas normais de pintas cancerosas. Se houver pinta suspeita, ela é removida e enviada ao patologista.
Esse exame é simples e importantíssimo porque pode salvar sua vida: o melanoma, o mais agressivo dos cânceres de pele, é curável se detectado nos estágios iniciais.

Faça o check up uma vez por ano

Quando o melanoma é detectado no começo, a taxa de cura é próxima a 100%. Com o tempo, ele se desenvolve e pode se espalhar para outros órgãos. É triste quando uma pessoa descobre um melanoma avançado: a mesma doença que podia ter sido curada, agora provavelmente custará a vida.

Dois estudos científicos publicados recentemente comprovam que, quando o dermatologista confere rotineiramente as pintas de seus pacientes, acaba descobrindo melanomas iniciais. Por isso, mesmo que você nem imagine ter uma pinta suspeita, mesmo que garanta que nenhuma pinta se modificou ao longo do tempo – ou mesmo quando tudo o que espera do dermatologista é uma caprichada no Botox – o exame dermatológico é fundamental.

Grupo de risco

Todo mundo corre risco de ter melanoma, basta estar vivo. Mas existem pessoas mais suscetíveis. Quem passou dos 50 e tem pele clara, quem costuma se queimar ao sol e ficar vermelho e quem já teve queimaduras solares com bolhas está no grupo de risco. Também está quem tem mais de 50 pintas pelo corpo. Ou quem tem na família alguém que já teve melanoma. O risco é maior se o parente for próximo, como mãe, pai ou irmão. Esportistas que passam muito tempo ao ar livre também entram no grupo de risco, e adeptos do bronzeamento artificial idem.

Se você se encaixou no grupo de risco, marque uma consulta com um dermatologista e faça um check up de suas pintas. Se você já vai ao dermatologista para cuidar de assuntos de beleza ou mesmo para olhar uma unha com micose, peça a ele que aproveite e olhe também suas pintas. Porque a detecção precoce é a melhor arma contra o câncer de pele.

Leia também: Câncer de pele – melanoma

Por Lucia Mandel

10/02/2010

às 12:47 \ Beleza

Como se bronzear sem tomar sol

creme-pele-bronzeada

Na música, o Alceu Valença canta “Morena Tropicana, eu quero o teu sabor.”
E as mulheres respondem em coro: “Ai, ai, ai, ai.”

Vai ver que o choro dessas mulheres é por causa da pele ardendo, depois de pegar horas de sol, tentando ficar com cor de jabuticaba.

Lá vou eu de novo lembrar, como em um refrão insistente: não é saudável se bronzear. O sol aumenta a predisposição a câncer de pele e causa envelhecimento precoce, acentuando rugas e manchas. Ai, ai, ai, ai.

Mas se você já tem consciência de tudo isso e nem assim resiste à tentação de pegar a corzinha tropical, eis aqui um assunto que pode interessar: os autobronzeadores, produtos de uso tópico que dão um tom bronzeado sem prejudicar a saúde.

O que é autobronzeador?

É um produto que, através de uma reação química, muda a cor da nossa pele. O resultado é um tom parecido com o do bronzeado. Seria como se a gente tingisse a pele, com a vantagem do tingimento não sair no banho, na piscina, no mar e nem com o suor. A cor só sai conforme a pele se renova e descama naturalmente.

O autobronzeador, seja em creme, loção, spray, ou até em toalhinhas úmidas, funciona à base de dihidroxiacetona, ou DHA. Quanto maior a concentração de DHA, maior a potência. Assim, um autobronzeador mais concentrado escurece mais a pele. O tom final do bronzeado vai depender de uma combinação entre o seu tom de pele e a ação do produto. Peles muito claras não se adaptam bem a um creme muito concentrado: o tom final fica alaranjado. Peles morenas podem usar um produto mais potente. O mesmo princípio vale na hora de decidir a frequência de uso. Quanto mais dias seguidos você usar, mais a cor se intensifica, e o tom da pele acaba ficando alaranjado. Como não existe música enaltecendo mulheres cor de laranja, uma boa regra é aplicar um creme adequado ao seu tom de pele por dois ou três dias seguidos e depois fazer uma manutenção, usando uma ou duas vezes na semana.

A camada córnea

Nossa pele tem na superfície uma camada protetora, formada de células mortas endurecidas e impermeáveis à água. Chama-se camada córnea, e é ela que vai mudar de cor com o autobronzeador. Como a pele tem áreas onde a camada córnea é mais grossa, existe a chance de essas áreas ficarem com cor mais forte. Assim, palma das mãos, cotovelos, joelhos, nós dos dedos e calcanhares podem ficar mais escurecidos. Essa variação de cor pode resultar numa aparência manchada. Se isso acontecer, esfregue delicadamente a área com uma toalha úmida. Unhas, cabelos e sobrancelhas também mudam de cor com o autobronzeador. Evite o contato dele com essas áreas. Parece complicado, mas depois de algumas aplicações você pega o jeito.

O falso bronzeado não protege a pele contra o sol. Sendo assim, continue a usar seu filtro solar habitual, como se a pele estivesse no tom original.

Aí vão algumas dicas para uma aplicação mais uniforme:

Aplicação no corpo:

-Use o autobronzeador depois do banho, com a pele seca.
-Esfolie a pele no banho antes de aplicar o creme. Isso uniformiza a pele, e o resultado fica mais homogêneo. A esfoliação pode ser feita no dia da aplicação ou no dia anterior. Mas atenção: esfoliações corporais devem ser feitas até duas vezes por semana. Não ultrapasse esse número se você for usar o creme com maior freqüência.
-Use luva durante a aplicação. Depois, retire-a e espalhe o creme no dorso das mãos e dos dedos. Não aplique o creme nas unhas.
-Não se depile enquanto estiver sob efeito do auto-bronzeador. Tanto cera quanto lâmina removem parte da camada córnea, e a cor acaba saindo junto. E aí, a pele fica manchada. Espere uma semana após sua última aplicação para fazer a depilação.

Aplicação no rosto:
As orientações para o rosto são muito parecidas com as do resto do corpo, mas existem algumas particularidades:
-Se você estiver usando autobronzeador no rosto, suspenda o uso de ácidos para tratamento da pele.
-Depois da aplicação, limpe as sobrancelhas com um cotonete.

E se a pele ficar manchada?
-Basta esperar uma semana e tudo voltará ao normal. Para encurtar esse tempo, esfregue delicadamente a área escura com uma toalha úmida. Ou então use um esfoliante. Todas as manchas escurecidas causadas pelo autobronzeador desaparecem, porque conforme a pele se renova, o efeito passa.

Se você achou que passar autobronzeador dá muito trabalho, existem locais que fazem isso por você: é o chamado bronzeamento a jato. Toma-se um jato de ar com a loção bronzeadora, e a cor fica uniforme.

Achou que é muita mão de obra assim mesmo? Então, fique sabendo que do mesmo jeito que pele bronzeada está na moda, pele não bronzeada, saudável e bem cuidada também está.
Branquinha Tropicana também é sucesso nacional.

Por Lucia Mandel

26/01/2010

às 10:35 \ Corpo

Como cuidar da pele das crianças no verão

Crianças na praia

Estima-se que 80% da radiação solar que uma pessoa toma durante toda a vida ocorra antes dos 18 anos de idade. Apesar de surpreendente, dá para entender esta informação. Meus filhos, por exemplo, brincam no parquinho enquanto eu fico trancafiada no meu consultório. Além de estarem mais tempo expostos ao sol do que os adultos, crianças têm pele mais fina e mais clara – e, portanto, mais sensível.

Como o efeito cancerígeno da radiação UV se soma durante toda a vida, é fácil compreender que a proteção na infância é fundamental. De fato, estudos mostram que a exposição solar excessiva e desprotegida durante a infância se relaciona ao aparecimento de melanoma na vida adulta.

Aproveite o verão sem se esquecer da saúde

Crianças adoram brincar sob o sol, mas é necessário fazê-las entender que isso pode prejudicar sua saúde no futuro. Tudo bem, tarefa impossível. Então a responsabilidade dos cuidados sobra para os pais. Por isso, preste atenção a essas recomendações, ainda mais importantes nesta época de verão:

1. Evite os horários de pico do sol, entre 10h e 16h. Se vocês não saírem da praia ou da piscina nesse horário, estimule seus filhos a brincarem sob um guarda-sol.

2. Use filtro solar com FPS 30, no mínimo, e que proteja contra UVA e UVB. O produto deve ser aplicado antes de sair de casa, em grande quantidade. Se o seu filho for se molhar, use filtro à prova d´água. Reaplique a cada 2 ou 3 horas ou ainda antes se ele suar ou se molhar. Use também protetor labial. Uma dica: se os olhos do seu filho ardem quando o filtro é aplicado perto das pálpebras, experimente usar o protetor labial na pele próxima à pálpebra inferior. Crianças menores de 6 meses não devem usar filtro solar. Mas também não devem ficar expostas diretamente ao sol forte. Se for inevitável sair sob o sol, cubra a pele da criança e use uma sombrinha.

3. Use uma camiseta. Para incrementar a proteção, escolha roupas feitas com tecidos especiais que protegem mais contra os raios ultravioleta.

4. Use um chapéu, de preferência com abas largas e que proteja orelhas e pescoço. Se o seu filho achar fora de moda e não concordar de jeito nenhum, ofereça um boné.

5. Estimule a criança a usar óculos de sol que garanta proteção UV. Além de câncer de pele, o excesso de sol predispõe a catarata. Se seu filho for contra, experimente deixá-lo escolher a armação.

As crianças aprendem com você

Um último conselho: proteja-se você também. Além de diminuir suas chances de envelhecimento precoce e câncer de pele, você estará educando seus filhos. Sirva de modelo e eles irão cooperar mais na hora de cuidar da pele.

Por Lucia Mandel

29/12/2009

às 6:30 \ Corpo, Sem categoria

Índice Ultravioleta

sol-praia

A essa altura você já sabe que tomar sol em excesso aumenta o risco de câncer de pele, não é mesmo? Mas sabia que, para ter risco aumentado de câncer, conta o sol que você tomou a vida toda, desde criança? Por isso é que tanto se fala na importância da proteção solar, que deve começar o mais cedo possível.

O efeito cancerígeno do sol acontece por conta dos raios ultravioleta. Existem três tipos deles: os ultravioleta A, B e C (UVA, UVB, UVC). O UVC não nos atinge, porque ele é totalmente filtrado pela camada de ozônio da atmosfera. Sobram o UVA e o UVB. O UVA praticamente não é filtrado pela atmosfera, e chega até nós desde a manhã até o final da tarde. E o UVB é parcialmente filtrado e nos atinge principalmente nos horários em que o sol está mais forte, entre 10 e 16 horas.

O índice ultravioleta (IUV)

O IUV cataloga o grau da potencia da radiação ultravioleta que nos atinge durante uma hora, no horário de pico do sol. A escala vai de 1 a 11. Para chegar ao valor do IUV, algumas variáveis são levadas em consideração, como condições climáticas, estação do ano, presença de nuvens ou neblina, espessura da camada de ozônio, altitude e poluição. O índice, tal qual a previsão do tempo, é calculado para o próprio dia e para alguns dias adiante. É mais uma referencia que você pode usar na hora de planejar sua atividade de lazer. Assim você se programa e aproveita o dia sem esquecer de cuidar da saúde.

Veja abaixo a tabela de IUV disponível no site da Organização Mundial de Saúde (OMS) os cuidados recomendados para cada resultado.

tabela-uva

Índices baixos (1 ou 2) indicam que é seguro sair sem proteção. A proteção é necessária a partir de IUV 3. Nesse caso, fique à sombra nos horários de pico, use filtro solar, roupas, chapéu ou boné e óculos escuros. Índices mais altos, a partir de 8, requerem cuidados intensos. Não se exponha ao sol nos horários próximos ao meio-dia e tome todas as medidas anteriores, com atenção redobrada.
O IUV foi criado por agências americanas, e hoje é calculado para todas as cidades do mundo. As informações sobre o IUV acompanham a previsão do tempo em alguns jornais e meios especializados. Existem vários sites onde você pode obter a informação sobre o IUV da sua cidade. Por exemplo, no Wheather Channel  ou no site do CPTEC – Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos.

Por Lucia Mandel

27/10/2009

às 9:38 \ Corpo

Envelhecimento das mãos

maos-velhas

Tenho 43 anos e percebi que minhas mãos estão envelhecendo rapidamente, a pele ficou ressecada e estão surgindo manchas senis. Qual o melhor tratamento? Existe algum modo de prevenir que o problema se agrave?
(Roberta)

Roberta, muita gente se preocupa com o envelhecimento do rosto e esquece de outras áreas como pescoço, colo e mãos. Antes das dicas para cuidar das suas mãos, você precisa saber o que causa o envelhecimento da pele.

Os inimigos

Existem dois grupos de fatores que causam o envelhecimento da pele: os fatores internos e os externos.

Os internos são determinados pela genética. Independem do que a gente faça, e fogem ao nosso controle. Pela genética, a partir dos 30 anos diminui a produção de colágeno e elastina, proteínas que dão firmeza e elasticidade à pele. A hidratação natural da pele também é afetada. A pele das mãos vai ficando fina, menos elástica e ressecada. Como se não bastasse, com o tempo a quantidade de gordura sob a pele diminui. Por isso, veias e tendões das mãos ficam visíveis.

Os fatores externos são agentes do meio ambiente que aceleram o envelhecimento da pele. Nesse grupo, o estilo de vida conta muito. O principal agente externo de envelhecimento das mãos é o sol. Quer uma prova? Estique os braços para frente e olhe a pele do dorso das mãos e dos braços. Agora compare com a pele da parte interna dos braços. É menos manchada, não é? Essa diferença acontece porque um lado do braço toma sol enquanto o outro não.

No caso das mãos, outro fator externo é o contato com produtos químicos, como detergentes e sabões, que ressecam a pele. Por isso, muitas donas de casa têm mãos sensibilizadas. Se esse for seu caso, minimize o contato com detergentes. Use luva ao lidar com produtos de limpeza e hidrate constantemente as mãos com cremes potentes, que podem ser prescritos por um dermatologista.

Prevenindo o envelhecimento

Precisa falar? Evite se expor ao sol forte e passe diariamente nas mãos um filtro com FPS 30 ou mais. Como uma parcela dos raios solares ultrapassa o vidro das janelas, aplique o protetor mesmo se ficar dentro de casa. Uma dica que vale ouro: deixe um frasco com filtro solar no carro e passe o creme nas mãos antes de ligar o motor. Ou então, use luvas com tecidos especiais que bloqueiam os raios ultravioleta. Assim você previne manchas e preserva o colágeno da sua pele.

Os tratamentos

1.    Cremes. Além do filtro solar, use nas mãos hidratantes que contenham, por exemplo, um ou mais desses elementos: uréia, lactato de amônio, ácido hialurônico ou silicone. Você também pode usar cremes à base de ácido retinoico à noite, e isso deve ser prescrito por um dermatologista. O tratamento com cremes hidrata, melhora a textura da pele e retarda o envelhecimento, mas dificilmente remove manchas.

2.    Laser para manchas. O tratamento com laser ou luz pulsada para remover manchas senis é fantástico. Bastam algumas sessões e as manchas somem ou suavizam consideravelmente. O laser queima a mancha sem agredir a pele normal. Depois da sessão surgem casquinhas que caem em duas semanas.

3.    Laser para estimular o colágeno. Boas opções são os laseres fracionados, como o Fraxel ou o Pixel. Eles agridem a pele em pontinhos salteados e estimulam a formação de colágeno novo.

4.    Peelings químicos. Gosto do efeito dos peelings à base de ácido tricloroacético (ATA), que removem manchas e melhoram a qualidade do colágeno. Esse tratamento requer cuidados após a sessão, pois a pele fica muito sensível. O peeling de ATA funciona melhor em pessoas de pele clara. Quem tem pele negra ou morena não deve se submeter a esse tratamento, sob risco de as manchas se agravarem.

5.    Ácido hialurônico injetável. O ácido hialurônico (aquele que se usa nos preenchimentos faciais) absorve muita água. Por conta dessa característica, surgiram formulações com ele que, injetadas na pele, incrementam a hidratação local. O efeito é pele rejuvenescida e mais firme. Para o tratamento dar certo, é preciso repetir a aplicação algumas vezes por ano.

A decisão de qual tratamento é melhor para você vai depender da avaliação do seu dermatologista. Boa sorte.

Por Lucia Mandel

 

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