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sol

13/02/2013

às 11:53 \ Doenças, Tratamento

Como tratar a queratose actínica

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Tenho 68 anos e muitas queratoses actínicas. Já me submeti a diversos tratamentos e elas melhoram, mas voltam depois de alguns meses. Não tomo mais sol, mas o problema parece não acabar nunca. Será que isso não tem fim?

(Claudio)

Queratoses actínicas são lesões pré cancerosas na pele que aparecem pela exposição exagerada e desprotegida ao sol. Pessoas de pele clara que se expuseram muito ao sol podem começar a ter queratoses actínicas por volta dos 50 anos, principalmente no rosto, decote da blusa, braços, mãos, enfim, regiões expostas ao sol por anos a fio. Nos homens calvos a lista das regiões vulneráveis inclui couro cabeludo e orelhas.

Pois é, Claudio, no tempo de sua infância e juventude pouca gente ligava para proteção solar. Dia de sol era sinônimo de chance  para bronzeamento. Os raios ultravioleta eram ameaças de que pouco se falava ou sabia. Hoje esse panorama mudou e uma prova disso é a grande quantidade de frascos de filtro solar que vemos nas prateleiras das drogarias e nas mãos dos jovens e dos adultos à beira da praia e da piscina.

Suas queratoses refletem um acúmulo de exposições solares, e conta o sol que você pegou a vida toda, desde a infância. Muita gente na sua faixa etária apresenta esse problema. E se a exposição ao sol no passado foi exagerada, é possível que elas teimem em aparecer mesmo que, agora, você esteja se protegendo adequadamente. Contudo isso não é motivo para você não se proteger. Quanto mais desprotegido, mais queratoses virão.

Tratamento

Por ser pré-cancerosa, a queratose actínica precisa ser tratada. Existem vários métodos disponíveis, como congelamento, destruição com bisturi elétrico, remoção cirúrgica ou uso de cremes.

Os tratamentos destroem as lesões, mas a tendência a desenvolver novas queratoses na pele que foi exageradamente exposta ao sol vai persistir. Por isso você deve retornar periodicamente ao consultório médico, tratar suas lesões e, se necessário, repetir o tratamento quantas vezes forem necessárias.

Leia também: Boa notícia para os tratamento de queratose actínica

Por Lucia Mandel

04/12/2012

às 9:10 \ Beleza, Tratamento

Quatro coisas para fazer por sua pele

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Um livro quer que você visite 1000 lugares antes de morrer. Outro, que faça 101 coisas antes de casar, engravidar ou envelhecer. Outro, ainda, quer que você coma 500 coisas antes de ser tarde demais. Eu só estou pedindo que você faça 4 coisinhas para manter sua pele bonita.

1 – Use filtro solar todo dia, mesmo quando não for verão

Mesmo fora do verão o sol não é bonzinho. Use filtro solar o ano inteiro, ele ainda é a principal defesa contra o envelhecimento da pele. Dia após dia, os raios ultravioleta emitidos pelo sol atingem nossa pele causando manchas, rugas e flacidez. Lógico que durante o verão o cuidado deve ser redobrado. Mas mesmo o pouco sol que se pega em épocas não tão quentes conta negativamente.

Existem protetores solares em diversas apresentações, para todos os gostos e necessidades. Alguns, inclusive, já vêm formulados com ativos antiidade, como os antioxidantes. E, para mulheres, uma dica são os protetores solares com tom de base, ou então bases que incluam filtro solar na formulação.

2 – Lembre-se do pescoço e das mãos

Por que eles são tão desprezados, o que fizeram para você? A partir de agora cuide do seu pescoço e mãos e peça a seu dermatologista que oriente o uso de cremes especiais para essas áreas. Ou então, use o mesmo creme de seu rosto no pescoço e nas mãos (isso vale tanto para cremes de tratamento quanto para filtro solar). Nas mãos, o uso do filtro solar é mais delicado, já que lavamos várias vezes ao dia. Por isso, uma opção é usar luvas com proteção ultravioleta quando for dirigir. Também é bom andar com um filtro solar na bolsa, para reaplicar algumas vezes ao dia.

3 – Capriche no hidratante

Pele ressecada tem maior propensão a rugas, por isso a hidratação é tão importante. Use hidratante facial apropriado ao seu tipo de pele. Quanto à aplicação, o melhor momento é logo depois de lavar o rosto. E para lavar, prefira água morna ou fria e sabonete apropriado para seu tipo de pele.

4 – Não durma de maquiagem

“Ahhh! Tô exausta, não quero tirar a maquiagem!” Eu sei que é chato, mas é importantíssimo. Nessa limpeza, ao final do dia, eliminamos também impurezas, poluição, suor. Então, coragem. Passe no rosto um demaquilante e remova cuidadosamente, com algodão ou com uma toalha. Depois lave o rosto com o sabonete apropriado para sua pele. Aí, aproveitando a pele limpa, passe o hidratante.

Por Lucia Mandel

02/10/2012

às 9:36 \ Beleza, Tratamento

Filtro solar em ambiente interno é exagero?

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Quando o sol bater na janela do teu quarto

Lembra e vê que o caminho é um só

E lembra também de passar filtro solar…

(Tomara que o Legião Urbana me perdoe por essa)

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Passo o dia no escritório. Saio para o almoço, mas não ando mais do que algumas poucas quadras. Usar filtro solar me incomoda, pois tenho pele oleosa, e considero um exagero no meu caso. Qual sua opinião?

(Caio)

Caio, você passa o dia trabalhando próximo a uma janela?  Se sim, é recomendável usar filtro solar em áreas expostas como rosto, pescoço e mãos. Vou explicar um pouco melhor o por quê:

UVA x UVB

O sol emite dois tipos de radiação ultravioleta que nos atingem: UVA e UVB. Os raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, são mais intensos no período de sol forte, mas não ultrapassam o vidro da janela. Já os raios UVA não queimam e seus níveis se mantêm constantes ao longo do dia, independentemente se é inverno ou verão ou se o dia está ensolarado ou encoberto. Os raios UVA penetram mais profundamente na pele e não são bloqueados pelo vidro, ultrapassando a janela do carro e do escritório sem dó.

Até pouco tempo atrás toda a proteção solar era dirigida ao UVB. O UVA era considerado “bonzinho”. Mas hoje se sabe que o UVA, apesar de não causar queimadura, também envelhece a pele e aumenta a predisposição a câncer. Ele não tem nada de bonzinho. Quer um exemplo? Repare na cor dos móveis e do piso próximos a uma janela, perceba como mudou. Assim como a luz solar danifica objetos, ela também vai agredindo nossa pele, mesmo em ambientes internos.

Mulheres X homens

As mulheres, em geral, preocupam-se em prevenir rugas e por isso utilizam mais frequentemente o filtro solar. E para elas existe a alternativa de usar maquiagem com filtro solar (batom, base e pó, por exemplo). Esse tipo de proteção é considerado suficiente para o rosto durante o dia de trabalho.

Quanto aos homens, provavelmente não vão querer passar maquiagem para proteger a pele. E alguns não têm cabelo suficiente para ajudar na proteção aos raios de sol. Para piorar, ainda é comum a maioria deles resistir aos cuidados rotineiros com a pele, incluindo o uso de filtro solar. Homens, que tal começarem agora? Antes de ficarem admirando a paisagem da janela do escritório, passem filtro.

Resumindo a resposta, Caio, não acho esse cuidado exagero nenhum. E se o problema é a pele oleosa, existem filtros especiais com efeito anti-brilho, filtros em loção oil-free ou em mousse com toque seco.

Uma foto que vale por mil palavras

Por Lucia Mandel

18/09/2012

às 10:09 \ Doenças, Tratamento

O tratamento da queratose actínica tem uma boa notícia

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A má notícia você já sabe: sol em excesso faz mal. Uma das possíveis consequências é a lesão de pele chamada queratose actínica, extremamente comum. É uma feridinha áspera, esbranquiçada ou avermelhada, que aparece geralmente em pessoas de pele clara e nas áreas do corpo mais afetadas pelo sol: rosto, braços, mãos e no couro cabeludo de homens calvos. Estima-se que a maioria dos americanos com mais de 60 anos têm ao menos uma lesão dessas. Muito, não é mesmo? A queratose actínica é uma lesão pré-cancerosa, que pode transformar-se em carcinoma espinocelular. Portanto precisa ser tratada.

Agora, a boa notícia: o tratamento da queratose actínica ganhou um aliado. Daqui a pouco falo mais sobre ele. Antes, mais detalhes sobre a queratose actínica.

Campo de cancerização

A origem da queratose é a ação nociva dos raios ultravioleta sobre o DNA de células da pele. O DNA se altera e as células alteradas se multiplicam formando a lesão. Muitas vezes formam-se várias lesões. Compreensível, pois o sol em excesso geralmente não atinge um ponto só, mas sim todo o braço, ou todo o couro cabeludo, ou então todo o decote da blusa. Dependendo das condições da pele onde estão as queratoses, a área é chamada de campo de cancerização. Porque pele excessivamente exposta é como um campo minado: algumas lesões são óbvias, outras são ainda pouco perceptíveis, e em toda a área do campo a pele é propensa a desenvolver novas lesões, pré-cancerosas ou cancerosas. Imagine só o quanto isso é frequente no nosso país tropical.

O problema

O tratamento de queratoses actínicas consiste em destruí-las. Um método é o congelamento das lesões. É prático, eficaz e pode ser usado em várias lesões na mesma sessão. Outra boa opção é raspagem e eletrocoagulação. Só que esses tratamentos têm ação pontual: eliminam com eficiência a queratose, mas não tratam o campo minado ao redor dela. Por isso, com o passar do tempo e dependendo das condições da pele, novas lesões podem surgir.

A boa notícia

Em julho deste ano, a Anvisa aprovou o Picato®, medicamento da dinamarquesa LEO Pharma e comercializado nos Estados Unidos desde o início de 2012. A previsão para lançamento no Brasil é no início de 2013. Esse gel, eficaz para tratamento de campo de cancerização, é uma boa novidade. O gel é aplicado durante 2 ou 3 dias, tratando de uma só vez a maioria ou todas as lesões de uma área. Ele tem efeitos colaterais como vermelhidão, inchaço ou feridas no local tratado. Mas esses incômodos são passageiros e em até duas semanas a pele está recuperada.

Existem outros ativos, como o imiquimode ou o 5-fluoracil, também opções de tratamento de campo de cancerização. A diferença é que, com eles, o tratamento leva semanas ou meses. Com o Picato®, leva 2 ou 3 dias apenas.

Por Lucia Mandel

28/08/2012

às 12:53 \ Beleza, Doenças

Vem aí o facekini

As fotos abaixo foram tiradas em uma praia de Qingdao, cidade litorânea chinesa. Não, não é das coisas mais bonitas que você já viu. Essa ‘preciosidade’ foi apelidada de facekini, algo como um biquíni para o rosto. Inventado na China há sete anos, o facekini agora está sendo produzido em larga escala. Tornou-se tendência nas praias do país, onde existe grande preocupação em se manter a pele clara e protegida do sol. Pele bem branca e sem manchas é o padrão de beleza entre os chineses. O facekini é acompanhado por um traje de banho, que cobre o resto do corpo. Será que essa moda pega no Brasil?

 

AFP

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Você usaria essa roupa de praia para proteger a pele do sol?

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Por Lucia Mandel

05/06/2012

às 11:33 \ Corpo, Doenças

Uma foto que vale por mil palavras

A foto acima foi publicada no New England Journal of Medicine, renomada revista de medicina, em abril deste ano. O retratado tem 69 anos e trabalhou como caminhoneiro por 28 anos. O lado esquerdo de seu rosto, próximo à janela do caminhão, ficou muito mais exposto ao sol do que o lado direito. Junto com a deterioração que causam na pele , os raios solares também aumentam a predisposição a câncer de pele.

A esse paciente foi recomendado filtro solar, retinóides tópicos para tratamento anti-idade e monitoramento periódico para câncer de pele.

Talvez você, leitor, já tenha visto essa foto recentemente. Mesmo assim, eu não poderia deixar de apresentá-la aqui, por ser tão eloquente em relação aos efeitos do sol.

 

 

Por Lucia Mandel

13/03/2012

às 8:31 \ Beleza

Sardas

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A Julianne Moore tem sardas.

A Megan Fox tem sardas.

A Patty Pimentinha, do Snoopy, tem sardas.

Os pontinhos que surgem na pele podem ser um charme. Mas também podem incomodar quem tem. É uma tendência genética e as sardas em geral surgem no rosto, braços e ombros. Crianças ou adultos de pele e olhos claros são as mais propensas a ter. As sardas podem ser interpretadas como um aviso do seu corpo de que ele está recebendo excesso de sol. Para quem tem pele muito clara, um pouquinho de sol já pode ser demais.

Para minimizar o aparecimento das sardas, proteja-se do sol no dia a dia e evite exposição ao sol forte. Se estiver na praia ou piscina, use filtro solar com alto grau de proteção anti-UVA e anti-UVB. Além do filtro, use camiseta, boné, chapéu ou viseira de aba larga o suficiente para proteger boa parte do rosto. E, na medida do possível, fique à sombra.

As crianças

 A tendência já se revela na infância. Muitas vezes não há cuidado de mãe ou pai que consiga evitar sardas na criança predisposta a ter. Mas proteja a criança contra o sol e as sardas virão em menor número.

Na praia ou piscina, para facilitar a aplicação em um rosto pequeno, uma  boa dica é usar filtro solar em bastão. E qualquer que seja o filtro, tanto bastão quanto creme, deve ser aplicado em grande quantidade. Reaplique depois que a criança der um mergulho porque mesmo filtros à prova d’água saem parcialmente na água. Outro motivo é que, depois do mergulho, as crianças costumam passar a mão no rosto, removendo o filtro solar. E um pouco mais de filtro vai embora quando a criança se seca com toalha.

Tratamento

Em algumas pessoas, as sardas aparecem no verão e quase desaparecem no inverno. Em outras, elas chegam para ficar o ano inteiro. Se estiverem incomodando, existem tratamentos clareadores como luz pulsada, laser ou peeling químico. Consulte seu dermatologista e, se for o caso, elimine da sua pele parte desses polêmicos pontinhos.

 

 

 

Por Lucia Mandel

07/02/2012

às 8:19 \ Corpo

Praia – com que roupa eu vou?

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Minha família passou o mês de janeiro no litoral norte de São Paulo. Foi para mim boa ocasião de conferir na prática algumas importantes regras de proteção solar.

Primeira regra: prefira os horários antes das 10:00 e depois das 16:00.

Pois é, ninguém acordava antes das 9:30, principalmente as crianças. E mais: ao contrário da nossa rotina normal, a família tomava o café da manhã com calma. Resultado: ninguém saía de casa antes das 11:00. E vai pedir para o pessoal esperar até as 4 da tarde para ir à praia. Impossível. Por isso, eu caprichava muito na próxima regra.

Segunda regra: aplique filtro solar antes de sair de casa.

Era a hora de correr atrás das crianças e implorar para tirarem a roupa e serem lambuzadas com filtro. Rosto, orelhas, corpo. E insistir para ficarem um tempinho esperando o filtro secar. Operação difícil, algumas vezes com brigas. Mas bem sucedida devido à minha persistência.

Terceira regra: fique à sombra nos horários de pico do sol.

Difícil limitar crianças à sombra de um guarda-sol. Criança não fica parada. E o mar é tentador, para elas e para muitos adultos. Principalmente nas horas de sol escaldante. Então, eu recorria à quarta regra.

Quarta regra: use roupas que protejam do sol.

Todos nós usávamos na praia camiseta, chapéu e óculos de sol o máximo de tempo possível.

Uma camiseta normal protege a pele dos raios solares, mas existem tecidos especialmente desenvolvidos para dar uma proteção maior, que levam em sua composição dióxido de titânio. Esses tecidos foram desenvolvidos na Austrália, país com a maior incidência de câncer de pele do mundo e que por causa disso é um dos mais adiantados em pesquisas nessa área. Ali, o mercado dessas roupas de proteção UV, que dão uma alta proteção contra os raios ultravioleta, tornou-se muito grande.

Cada ano que passa, vejo na praia mais e mais pessoas usando roupas de proteção UV,  não só fora, mas também dentro do mar. Nadando e surfando com elas. É prático também porque não precisa ficar reaplicando filtro solar. Até a estética na praia está mudando. Por exemplo, aquele boné que tem abas para proteger orelhas e nuca não é mais considerado tão feio assim, porque muita gente usa, já que oferece uma proteção importante. E quanto mais gente usa, mais aceitável fica. Vi camisetas de proteção UV de mangas curtas, médias e até longas, desfilando na praia nos corpos da garotada. E surfistas usando no mar, além de camiseta, boné preso no queixo com fivela, que tinha protetores de orelhas, essa área de pele tão exposta ao sol. Enfim, gente que adora praia e mar, não quer abrir mão desse prazer, mas está cada vez mais consciente dos perigos do sol e por isso procura se proteger dele.

Por Lucia Mandel

15/11/2011

às 12:34 \ Beleza, Doenças

Manchas brancas após o sol

Meu nome é Pedro e tenho 19 anos. Há três anos apareceram manchas brancas em meu rosto, e foram diagnosticadas como pitiríase alba. Tentei vários tratamentos, mas nada resolveu. O que faço?

A pitiríase alba é uma condição de pele causada por fatores genéticos. É comum e geralmente desaparece completamente depois de alguns anos. Normalmente ela se inicia na infância, mas pode aparecer mais tarde, como parece ter acontecido com você. E ela tem preferência por quem tem alergia de pele ou alergia respiratória.

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Por Lucia Mandel

09/08/2011

às 14:49 \ Doenças

Câncer de pele

Em teoria, qualquer pessoa pode desenvolver câncer de pele em algum momento da vida. Mas existem características que aumentam o risco individual. Quem está no grupo de risco deve tomar cuidados extras, como autoexaminar sua pele , consultar um dermatologista regularmente e nunca se descuidar sob o sol. Você está no grupo de risco se apresentar uma ou mais das seguintes características:

Pele clara

Pele clara tem menos melanina, pigmento que ajuda na proteção ao sol. Por isso é mais sensível a radiação ultravioleta. Pele branquinha, do tipo que se queima e que nunca ou raramente fica bronzeada, tem mais risco de manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele. O risco aumenta se a pessoa também tem cabelos claros ou ruivos e olhos claros.

Parente com câncer de pele

Existe tendência genética para desenvolver câncer de pele. Preste atenção se você tiver avô, tio ou primo com câncer de pele. O risco aumenta se o parente for mais próximo, como mãe, pai ou irmão.

Histórico pessoal de câncer de pele

Se você teve câncer de pele, então já sabe: cuidados triplicados.

Mais de 50 pintas

Além do número, o tamanho também conta. Quem tem alguma pinta com 6 mm ou mais de diâmetro, entra para o grupo de risco.

Passado de muita exposição ao sol

O nosso corpo não esquece o passado, e a predisposição a câncer de pele cresce conforme aumenta a quantidade total de radiação ultravioleta que tomamos durante a vida. Assim, se você já abusou do sol, se já ficou vermelho ou com bolhas por ter se descuidado, seu risco aumenta. Nessa matemática, contam (e muito) os episódios de queimadura solar que aconteceram na infância e também a radiação ultravioleta das câmaras de bronzeamento artificial.

Queratose actínica

Queratoses actínicas são lesões pré cancerosas. Assim como o câncer de pele, também aparecem principalmente em quem tomou mais sol do que a genética permitia. Se você tem ou já teve queratose actínica, tem risco maior para desenvolver câncer de pele.

Uso de medicamentos imunossupressores

É o que ocorre, por exemplo, em pessoas que recebem um transplante. Para evitar rejeição do órgão transplantado, é importante tomar medicamentos que inibem a ação do sistema imunológico. Um dos efeitos colaterais é o risco aumentado para queratoses actínicas e câncer de pele. Seguindo o mesmo raciocínio, portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico (como linfoma ou HIV) também correm risco maior para câncer de pele.

E lembre-se: câncer de pele tem cura se for detectado a tempo.

Por Lucia Mandel
 

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