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radiação

01/09/2009

às 7:20 \ Corpo

Existe protetor solar em comprimido?

pele-sol

Nem lembro quantas vezes escrevi sobre a importância de se proteger contra o sol. Está provado que tomar sol é cancerígeno, causa manchas e acelera o aparecimento de rugas. Que bom seria se essa proteção pudesse ser oferecida por um comprimido, não é mesmo? Uma pílula e pronto: a pele ficaria resistente aos efeitos da radiação ultravioleta. Nada de se lambuzar com cremes ou de evitar o horário de pico do sol.

Pois é, talvez um dia isso vire realidade. Conforme a ciência evolui, saúde e beleza ganham aliados: existem estudos demonstrando que algumas substâncias antioxidantes, quando ingeridas como comprimidos, aumentam a resistência da pele contra o sol.

Os antioxidantes

O princípio do antioxidante nesse caso é diminuir a formação de radicais livres causada pela exposição ao sol. Os radicais livres envelhecem e predispõem a câncer de pele. Os antioxidantes, portanto, incrementam a defesa da pele. Não impedem que os raios solares nos atinjam, mas diminuem os danos causados.

Polypodium leucotomos (extrato de uma planta), chá verde, isoflavonas, genisteína (derivada da soja), zinco, vitamina C, vitamina E e betacaroteno são exemplos de antioxidantes que podem ser tomados em comprimidos e estão chamando a atenção da comunidade médica. Estudos mostram que a vermelhidão causada pelo sol demora mais para acontecer em quem toma antioxidante. Há pesquisadores que relatam menor incidência de carcinoma de pele, um tipo de câncer, em grupos tratados com esses protetores solares por via oral. Mas essas conclusões e a extensão do benefício ainda são assunto de investigação.

Protetor solar via oral e melasma

Há muita discussão sobre o uso do antioxidante por via oral na luta contra o melasma. Quem tem melasma sabe que toda a proteção é fundamental durante o tratamento e para evitar que as manchas voltem. Muitos médicos já prescrevem o produto para pessoas com melasma, e de fato há estudos endossando tal conduta. Mas, novamente, ainda não há consenso.

Confie desconfiando

Minha opinião é que essas substâncias podem ajudar, mas ainda não substituem de maneira alguma o filtro em creme. Como o grau do benefício ainda não está definido, é importante saber que mesmo tomando um filtro solar por via oral você não pode diminuir o fator de proteção do seu filtro em creme. Se sua pele precisa de um creme com FPS 30, continue a usá-lo enquanto você estiver tomando protetor solar em comprimidos. Sim, fazer o quê: por enquanto você ainda tem que pedir ajuda para passar creme nas costas.

Por Lucia Mandel

04/08/2009

às 7:34 \ Tratamento

Bronzeamento artificial e câncer

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Desde a década de 70, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publica listas que indicam o potencial cancerígeno de diversas substâncias. Essas listas dividem os elementos estudados em algumas categorias:

Grupo 1: O agente é comprovadamente cancerígeno

Grupo 2A: O agente é provavelmente cancerígeno

Grupo 2B: Existe possibilidade do agente ser cancerígeno

Grupo 3: O agente não é cancerígeno

Alguns exemplos: tintura de cabelo, implante de silicone para os seios e paracetamol (princípio ativo de muitos analgésicos, como o Tylenol®), ficam no confortável grupo 3. Já cigarro, raio-X e pó de amianto ficam no temido grupo 1.

De tempos em tempos, o braço de oncologia da OMS se reúne para rediscutir a classificação. Desde outubro do ano passado os trabalhos têm sido intensos, e assim será até outubro deste ano. Nesse período foram agendadas reuniões para conferir a listagem. E, em junho deste ano, os cientistas discutiram o potencial cancerígeno dos diversos tipos de radiação, dentre as quais a radiação ultravioleta do sol e das lâmpadas de bronzeamento artificial. O veredito foi publicado semana passada na revista médica The Lancet Oncology.

Bronzeamento artificial é cancerígeno

As lâmpadas de bronzeamento artificial emitem raios ultravioleta A e B (UVA e UVB). A radiação atinge a pele que, em resposta, produz melanina, pigmento que dá o bronzeado.

Até a semana passada, a classificação do potencial cancerígeno do UVA, do UVB e das lâmpadas de bronzeamento artificial era dado como 2A, ou provavelmente cancerígeno. Mas isso mudou. Agora, UVA, UVB e lâmpadas de bronzeamento artificial estão no grupo 1. São cancerígenos, lado a lado com cigarro, raio X e plutônio. Os cientistas responsáveis se basearam em estudos que mostram aumento de casos de câncer de pele e de olho em freqüentadores de câmaras de bronzeamento. Um deles mostra que usuários com menos de 30 anos aumentam em 75% seu risco de desenvolver melanoma, o mais mortal tipo de câncer de pele.

Essa mudança na classificação ecoa o que dermatologistas do mundo todo não cansam de repetir: bronzeado não é sinal de saúde. E fazer bronzeamento artificial é cancerígeno.

E o sol?

A classificação da radiação solar não mudou. Permanece a mesma: grupo 1. Por isso, não se exponha exageradamente ao sol, evite os horários de pico e use filtro solar.

Por Lucia Mandel


 

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