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proteção

07/02/2012

às 8:19 \ Corpo

Praia – com que roupa eu vou?

Thinkstock

 

Minha família passou o mês de janeiro no litoral norte de São Paulo. Foi para mim boa ocasião de conferir na prática algumas importantes regras de proteção solar.

Primeira regra: prefira os horários antes das 10:00 e depois das 16:00.

Pois é, ninguém acordava antes das 9:30, principalmente as crianças. E mais: ao contrário da nossa rotina normal, a família tomava o café da manhã com calma. Resultado: ninguém saía de casa antes das 11:00. E vai pedir para o pessoal esperar até as 4 da tarde para ir à praia. Impossível. Por isso, eu caprichava muito na próxima regra.

Segunda regra: aplique filtro solar antes de sair de casa.

Era a hora de correr atrás das crianças e implorar para tirarem a roupa e serem lambuzadas com filtro. Rosto, orelhas, corpo. E insistir para ficarem um tempinho esperando o filtro secar. Operação difícil, algumas vezes com brigas. Mas bem sucedida devido à minha persistência.

Terceira regra: fique à sombra nos horários de pico do sol.

Difícil limitar crianças à sombra de um guarda-sol. Criança não fica parada. E o mar é tentador, para elas e para muitos adultos. Principalmente nas horas de sol escaldante. Então, eu recorria à quarta regra.

Quarta regra: use roupas que protejam do sol.

Todos nós usávamos na praia camiseta, chapéu e óculos de sol o máximo de tempo possível.

Uma camiseta normal protege a pele dos raios solares, mas existem tecidos especialmente desenvolvidos para dar uma proteção maior, que levam em sua composição dióxido de titânio. Esses tecidos foram desenvolvidos na Austrália, país com a maior incidência de câncer de pele do mundo e que por causa disso é um dos mais adiantados em pesquisas nessa área. Ali, o mercado dessas roupas de proteção UV, que dão uma alta proteção contra os raios ultravioleta, tornou-se muito grande.

Cada ano que passa, vejo na praia mais e mais pessoas usando roupas de proteção UV,  não só fora, mas também dentro do mar. Nadando e surfando com elas. É prático também porque não precisa ficar reaplicando filtro solar. Até a estética na praia está mudando. Por exemplo, aquele boné que tem abas para proteger orelhas e nuca não é mais considerado tão feio assim, porque muita gente usa, já que oferece uma proteção importante. E quanto mais gente usa, mais aceitável fica. Vi camisetas de proteção UV de mangas curtas, médias e até longas, desfilando na praia nos corpos da garotada. E surfistas usando no mar, além de camiseta, boné preso no queixo com fivela, que tinha protetores de orelhas, essa área de pele tão exposta ao sol. Enfim, gente que adora praia e mar, não quer abrir mão desse prazer, mas está cada vez mais consciente dos perigos do sol e por isso procura se proteger dele.

Por Lucia Mandel

09/08/2011

às 14:49 \ Doenças

Câncer de pele

Em teoria, qualquer pessoa pode desenvolver câncer de pele em algum momento da vida. Mas existem características que aumentam o risco individual. Quem está no grupo de risco deve tomar cuidados extras, como autoexaminar sua pele , consultar um dermatologista regularmente e nunca se descuidar sob o sol. Você está no grupo de risco se apresentar uma ou mais das seguintes características:

Pele clara

Pele clara tem menos melanina, pigmento que ajuda na proteção ao sol. Por isso é mais sensível a radiação ultravioleta. Pele branquinha, do tipo que se queima e que nunca ou raramente fica bronzeada, tem mais risco de manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele. O risco aumenta se a pessoa também tem cabelos claros ou ruivos e olhos claros.

Parente com câncer de pele

Existe tendência genética para desenvolver câncer de pele. Preste atenção se você tiver avô, tio ou primo com câncer de pele. O risco aumenta se o parente for mais próximo, como mãe, pai ou irmão.

Histórico pessoal de câncer de pele

Se você teve câncer de pele, então já sabe: cuidados triplicados.

Mais de 50 pintas

Além do número, o tamanho também conta. Quem tem alguma pinta com 6 mm ou mais de diâmetro, entra para o grupo de risco.

Passado de muita exposição ao sol

O nosso corpo não esquece o passado, e a predisposição a câncer de pele cresce conforme aumenta a quantidade total de radiação ultravioleta que tomamos durante a vida. Assim, se você já abusou do sol, se já ficou vermelho ou com bolhas por ter se descuidado, seu risco aumenta. Nessa matemática, contam (e muito) os episódios de queimadura solar que aconteceram na infância e também a radiação ultravioleta das câmaras de bronzeamento artificial.

Queratose actínica

Queratoses actínicas são lesões pré cancerosas. Assim como o câncer de pele, também aparecem principalmente em quem tomou mais sol do que a genética permitia. Se você tem ou já teve queratose actínica, tem risco maior para desenvolver câncer de pele.

Uso de medicamentos imunossupressores

É o que ocorre, por exemplo, em pessoas que recebem um transplante. Para evitar rejeição do órgão transplantado, é importante tomar medicamentos que inibem a ação do sistema imunológico. Um dos efeitos colaterais é o risco aumentado para queratoses actínicas e câncer de pele. Seguindo o mesmo raciocínio, portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico (como linfoma ou HIV) também correm risco maior para câncer de pele.

E lembre-se: câncer de pele tem cura se for detectado a tempo.

Por Lucia Mandel

13/10/2010

às 14:15 \ Corpo

Sardas brancas causadas pelo sol


Dentre as várias lesões de pele causadas pelo sol, está a leucodermia puntata. É uma pequena mancha branca ovalada de milímetros de diâmetro. Quase todo mundo que passou dos 30 tem uma ou outra manchinha dessas. E muita gente, principalmente entre os que se excederam ao sol, têm várias delas espalhadas pela pele. Aparecem em braços e pernas e, esteticamente, podem incomodar ou não, dependendo do contraste que fazem com o tom de pele da pessoa.

É comum essas manchas, também chamadas de sardas brancas, se sobressaírem no verão. Porque, conforme a pessoa ganha um bronzeado, o contraste com a pele aumenta e elas ficam mais nítidas.

Proteja-se do sol

O melhor modo de evitar a sarda branca é a prevenção. As recomendações são as mesmas de sempre: use filtro solar na pele exposta ao sol, o que inclui face, pescoço, colo, braços, mãos e, eventualmente, pernas. Na praia ou piscina, reaplique o protetor a cada 3 horas ou até antes se você se molhar ou suar muito. Fique à sombra nos momento de pico do sol.

Tratamento

É mais complicado remover sarda branca do que tratar manchas escuras causadas pelo sol. O resultado varia de acordo com a pessoa. Enquanto uns melhoram muito, para outros o tratamento não funciona.

A crioterapia é a primeira opção de tratamento. O médico aplica sobre cada lesão um jato de ar gelado. As sessões são repetidas a cada mês, e o número de sessões varia de acordo com a resposta individual. Casos que não melhoram com crioterapia podem melhorar com peelings químicos, peeling de cristal ou diamante ou com laser fracionado.

Por Lucia Mandel

29/12/2009

às 6:30 \ Corpo, Sem categoria

Índice Ultravioleta

sol-praia

A essa altura você já sabe que tomar sol em excesso aumenta o risco de câncer de pele, não é mesmo? Mas sabia que, para ter risco aumentado de câncer, conta o sol que você tomou a vida toda, desde criança? Por isso é que tanto se fala na importância da proteção solar, que deve começar o mais cedo possível.

O efeito cancerígeno do sol acontece por conta dos raios ultravioleta. Existem três tipos deles: os ultravioleta A, B e C (UVA, UVB, UVC). O UVC não nos atinge, porque ele é totalmente filtrado pela camada de ozônio da atmosfera. Sobram o UVA e o UVB. O UVA praticamente não é filtrado pela atmosfera, e chega até nós desde a manhã até o final da tarde. E o UVB é parcialmente filtrado e nos atinge principalmente nos horários em que o sol está mais forte, entre 10 e 16 horas.

O índice ultravioleta (IUV)

O IUV cataloga o grau da potencia da radiação ultravioleta que nos atinge durante uma hora, no horário de pico do sol. A escala vai de 1 a 11. Para chegar ao valor do IUV, algumas variáveis são levadas em consideração, como condições climáticas, estação do ano, presença de nuvens ou neblina, espessura da camada de ozônio, altitude e poluição. O índice, tal qual a previsão do tempo, é calculado para o próprio dia e para alguns dias adiante. É mais uma referencia que você pode usar na hora de planejar sua atividade de lazer. Assim você se programa e aproveita o dia sem esquecer de cuidar da saúde.

Veja abaixo a tabela de IUV disponível no site da Organização Mundial de Saúde (OMS) os cuidados recomendados para cada resultado.

tabela-uva

Índices baixos (1 ou 2) indicam que é seguro sair sem proteção. A proteção é necessária a partir de IUV 3. Nesse caso, fique à sombra nos horários de pico, use filtro solar, roupas, chapéu ou boné e óculos escuros. Índices mais altos, a partir de 8, requerem cuidados intensos. Não se exponha ao sol nos horários próximos ao meio-dia e tome todas as medidas anteriores, com atenção redobrada.
O IUV foi criado por agências americanas, e hoje é calculado para todas as cidades do mundo. As informações sobre o IUV acompanham a previsão do tempo em alguns jornais e meios especializados. Existem vários sites onde você pode obter a informação sobre o IUV da sua cidade. Por exemplo, no Wheather Channel  ou no site do CPTEC – Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos.

Por Lucia Mandel

20/10/2009

às 13:57 \ Doenças

Sol e lábios, uma perigosa combinação

labio

Caso 1

Passei uns dias em Santa Catarina. Para chegar ao hotel, só de jangada. O jangadeiro, descendente de alemães, tinha lábios inchados, vermelhos e descascando. Isso tem um nome, queilite actínica, uma alteração causada pela exposição ao sol. Não é bom ter queilite actínica, ela pode virar câncer. Saquei um protetor solar labial da bolsa e ofereci a ele, que recusou:  “Não uso essas coisas.” Insisti que ele fosse a um médico ver o que estava acontecendo com seus lábios.

Caso 2

Em agosto escrevi um post sobre como cuidar da saúde dos lábios, que mencionava a importância de se usar protetor solar labial. Minha leitora mais assídua, minha mãe, saiu-se com essa:  “Impossível. O protetor deixa um gosto ruim na boca”. Ela achou a recomendação pouco prática. Hoje, dois meses depois, mudou de ideia. Nesse meio tempo houve um caso de queilite na nossa família. O final da história não foi ruim, pois a lesão foi percebida no começo, quando ainda era milimétrica e curável com cirurgia.

O câncer de lábio

Você sabe que sol predispõe a câncer de pele, certo? E quanto ao câncer de lábio, já parou para pensar nesse detalhe? Provavelmente não, como a maioria das pessoas, que lambuzam (com razão) o corpo todo de filtro solar e se esquecem dos lábios. Isso é um erro. Lábios também são agredidos pelos raios ultravioleta, que predispõem ao câncer. Eles são muito sensíveis ao sol: têm pele fina e não contam com a ajuda da melanina, pigmento que protege contra o sol. Os raios ultravioleta alteram o DNA das células do lábio. O fumo também aumenta o risco de câncer de lábio.

O câncer de lábio atinge quem passou dos 40 e por isso mesmo já tomou bastante sol. Homens são mais afetados que mulheres, e há razões para essa diferença. Uma é que o batom comum, mesmo aquele que não inclui filtro solar na formulação, já funciona como barreira aos raios solares. Outra é que a taxa de incidência nos homens é engrossada por trabalhadores rurais que passam a vida ao sol, sem proteção.

O câncer afeta dez vezes mais os lábios inferiores do que os superiores. É mais uma evidência de que o sol está na origem do problema: o lábio inferior é anatomicamente mais exposto ao sol que o superior.

O tratamento

Quanto antes a alteração no lábio for identificada e tratada, melhor. Casos iniciais de queilite ou de câncer no lábio são facilmente resolvidos com cirurgia. Nos casos mais avançados, a remoção deve ser ampla e pode comprometer a estética labial ou mesmo a abertura da boca. E existe a possibilidade de que um câncer de lábio em estágio avançado se espalhe para outros órgãos, na forma de metástases.

Por isso, proteja sua pele sem esquecer seus lábios. Use protetor labial sempre que for à praia ou piscina e sempre que praticar esportes ao ar livre. Procure um médico se aparecer no lábio uma ferida, mancha ou casquinha que não cicatrize em 15 dias.

Por Lucia Mandel

29/09/2009

às 11:19 \ Corpo

Filtro solar e saúde da pele

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Neste mês a Academia Americana de Dermatologia mudou sua orientação padrão sobre o uso dos filtros solares. Até hoje a recomendação era usar um filtro com fator de proteção solar (FPS) igual ou maior que 15. Agora, a recomendação é escolher um filtro com FPS 30 ou mais. Nesse texto, explico o porque da mudança.

O que significa FPS?

O FPS indica quanto tempo a mais você pode se expor ao sol antes de ficar vermelho. Por exemplo, se você fica vermelho depois de 10 minutos exposto ao sol sem proteção, ao aplicar um FPS 15 esse tempo se multiplica por 15. Nesse caso você pode ficar ao sol por 150 minutos antes de ficar vermelho. Usando FPS 30, serão 300 minutos. Mas o FPS indica a proteção somente contra os raios UVB. Os raios ultravioleta A (UVA) não contam na determinação do FPS. A medida da proteção anti-UVA é outra e também está indicada no rótulo dos filtros solares.

Modo de aplicar

A mudança na recomendação americana não se deve à ineficácia de um filtro com FPS 15. Se for bem aplicado, ele preserva a saúde da pele. O problema é que quase ninguém usa o filtro da maneira padronizada nos testes de medição do FPS. Isso porque a quantidade padrão usada no teste é muito maior que a aplicada na vida real. Para dar uma idéia: uma pessoa com 1,60m e 70kg precisaria aplicar 30g de filtro antes de ir à praia para garantir que o FPS seja aquele impresso no rótulo. Se levarmos em consideração a reaplicação depois de 3 horas de praia, são mais 30g. Assim, em dois ou três dias essa pessoa consumiria um tubo de 120ml de filtro para garantir o FPS do rótulo.

O bom senso diz que há algo errado nessa conta. Praticamente não existe quem use essa quantidade de filtro solar.

Usando menos filtro que a quantidade padrão, o grau da proteção cai. A pessoa acha que está com o FPS indicado no rótulo, mas na prática está com um FPS menor. Baseada nessas considerações, a Academia Americana de Dermatologia decidiu pela segurança. A orientação quanto ao valor mínimo do FPS aumentou para que as pessoas não se iludam com uma falsa sensação de proteção. Lembre-se: agora, praia só com FPS 30 ou mais.

Por Lucia Mandel


 

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