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praia

28/08/2012

às 12:53 \ Beleza, Doenças

Vem aí o facekini

As fotos abaixo foram tiradas em uma praia de Qingdao, cidade litorânea chinesa. Não, não é das coisas mais bonitas que você já viu. Essa ‘preciosidade’ foi apelidada de facekini, algo como um biquíni para o rosto. Inventado na China há sete anos, o facekini agora está sendo produzido em larga escala. Tornou-se tendência nas praias do país, onde existe grande preocupação em se manter a pele clara e protegida do sol. Pele bem branca e sem manchas é o padrão de beleza entre os chineses. O facekini é acompanhado por um traje de banho, que cobre o resto do corpo. Será que essa moda pega no Brasil?

 

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Você usaria essa roupa de praia para proteger a pele do sol?

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Por Lucia Mandel

27/03/2012

às 8:41 \ Corpo, Doenças

Pano branco, a micose de praia

Thinkstock

Nada melhor do que uma praia no verão, não é mesmo? Parece que os fungos causadores da micose chamada Pano Branco também têm essa preferência. A seguir, vou explicar por que este problema de pele é tão frequente nessa época de calor. Pano branco é o nome popular desta micose de pele. Como aparece principalmente durante uma temporada na praia, a micose, de nome oficial pitiríase versicolor, ganhou também o apelido de micose de praia.

A micose

As manchas, em geral, são mais claras que a pele, mas às vezes são avermelhadas ou acastanhadas. Sobre elas há uma leve descamação, que aumenta se rasparmos as lesões com a unha.

O fungo causador dessa micose prefere as áreas oleosas da pele, e por isso as lesões aparecem principalmente nas partes superiores das costas e do tórax, ombros, face e couro cabeludo. Com o tempo, as manchas que começam pequenas e ovais crescem e se fundem.

É possível pensar que o fungo se instalou na pele pelo contato com uma pessoa ou um objeto infectado. Mas nesse caso essa conclusão está errada: o pano branco não é transmissível. O fungo causador dessa micose vive normalmente na nossa pele, incógnito e sem perturbar. Mas em algumas condições ele assume uma forma agressiva e ataca a pele, provocando as lesões.

A praia

Uma situação que favorece a agressividade do fungo é o calor, somado ao excesso de oleosidade e suor da pele. E esta situação é um dos fatores que fazem a micose surgir frequentemente em uma temporada na praia. Adultos e adolescentes de pele oleosa, ou pessoas que aplicam cremes gordurosos, como filtro solar ou  hidratante, se transformam em potenciais vítimas durante o verão.

Existe, porém, outra razão para o nome micose de praia. É que o fungo causador impede o bronzeamento nos lugares afetados pela micose. Assim, pode ser que ela já tivesse se instalado antes da temporada na praia, mas de forma não perceptível. E só na praia, depois do bronzeado, é que o contraste entre pele afetada e pele não afetada ficou visível. Resultado: a praia, que neste caso apenas evidenciou as manchas, levou injustamente a culpa pela micose.

O tratamento

Em geral o tratamento é simples, feito com antifúngicos de uso oral ou local, e leva uma ou duas semanas. Eliminada a micose, ainda ficam as manchas, que vão desaparecendo quando a pessoa toma sol e iguala o bronzeado. Em algumas pessoas a micose é recorrente, voltando várias vezes ao ano. Nesses casos, vale usar um xampu antifúngico alguns dias por semana, como manutenção.

 

 

 

Por Lucia Mandel

13/03/2012

às 8:31 \ Beleza

Sardas

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A Julianne Moore tem sardas.

A Megan Fox tem sardas.

A Patty Pimentinha, do Snoopy, tem sardas.

Os pontinhos que surgem na pele podem ser um charme. Mas também podem incomodar quem tem. É uma tendência genética e as sardas em geral surgem no rosto, braços e ombros. Crianças ou adultos de pele e olhos claros são as mais propensas a ter. As sardas podem ser interpretadas como um aviso do seu corpo de que ele está recebendo excesso de sol. Para quem tem pele muito clara, um pouquinho de sol já pode ser demais.

Para minimizar o aparecimento das sardas, proteja-se do sol no dia a dia e evite exposição ao sol forte. Se estiver na praia ou piscina, use filtro solar com alto grau de proteção anti-UVA e anti-UVB. Além do filtro, use camiseta, boné, chapéu ou viseira de aba larga o suficiente para proteger boa parte do rosto. E, na medida do possível, fique à sombra.

As crianças

 A tendência já se revela na infância. Muitas vezes não há cuidado de mãe ou pai que consiga evitar sardas na criança predisposta a ter. Mas proteja a criança contra o sol e as sardas virão em menor número.

Na praia ou piscina, para facilitar a aplicação em um rosto pequeno, uma  boa dica é usar filtro solar em bastão. E qualquer que seja o filtro, tanto bastão quanto creme, deve ser aplicado em grande quantidade. Reaplique depois que a criança der um mergulho porque mesmo filtros à prova d’água saem parcialmente na água. Outro motivo é que, depois do mergulho, as crianças costumam passar a mão no rosto, removendo o filtro solar. E um pouco mais de filtro vai embora quando a criança se seca com toalha.

Tratamento

Em algumas pessoas, as sardas aparecem no verão e quase desaparecem no inverno. Em outras, elas chegam para ficar o ano inteiro. Se estiverem incomodando, existem tratamentos clareadores como luz pulsada, laser ou peeling químico. Consulte seu dermatologista e, se for o caso, elimine da sua pele parte desses polêmicos pontinhos.

 

 

 

Por Lucia Mandel

07/02/2012

às 8:19 \ Corpo

Praia – com que roupa eu vou?

Thinkstock

 

Minha família passou o mês de janeiro no litoral norte de São Paulo. Foi para mim boa ocasião de conferir na prática algumas importantes regras de proteção solar.

Primeira regra: prefira os horários antes das 10:00 e depois das 16:00.

Pois é, ninguém acordava antes das 9:30, principalmente as crianças. E mais: ao contrário da nossa rotina normal, a família tomava o café da manhã com calma. Resultado: ninguém saía de casa antes das 11:00. E vai pedir para o pessoal esperar até as 4 da tarde para ir à praia. Impossível. Por isso, eu caprichava muito na próxima regra.

Segunda regra: aplique filtro solar antes de sair de casa.

Era a hora de correr atrás das crianças e implorar para tirarem a roupa e serem lambuzadas com filtro. Rosto, orelhas, corpo. E insistir para ficarem um tempinho esperando o filtro secar. Operação difícil, algumas vezes com brigas. Mas bem sucedida devido à minha persistência.

Terceira regra: fique à sombra nos horários de pico do sol.

Difícil limitar crianças à sombra de um guarda-sol. Criança não fica parada. E o mar é tentador, para elas e para muitos adultos. Principalmente nas horas de sol escaldante. Então, eu recorria à quarta regra.

Quarta regra: use roupas que protejam do sol.

Todos nós usávamos na praia camiseta, chapéu e óculos de sol o máximo de tempo possível.

Uma camiseta normal protege a pele dos raios solares, mas existem tecidos especialmente desenvolvidos para dar uma proteção maior, que levam em sua composição dióxido de titânio. Esses tecidos foram desenvolvidos na Austrália, país com a maior incidência de câncer de pele do mundo e que por causa disso é um dos mais adiantados em pesquisas nessa área. Ali, o mercado dessas roupas de proteção UV, que dão uma alta proteção contra os raios ultravioleta, tornou-se muito grande.

Cada ano que passa, vejo na praia mais e mais pessoas usando roupas de proteção UV,  não só fora, mas também dentro do mar. Nadando e surfando com elas. É prático também porque não precisa ficar reaplicando filtro solar. Até a estética na praia está mudando. Por exemplo, aquele boné que tem abas para proteger orelhas e nuca não é mais considerado tão feio assim, porque muita gente usa, já que oferece uma proteção importante. E quanto mais gente usa, mais aceitável fica. Vi camisetas de proteção UV de mangas curtas, médias e até longas, desfilando na praia nos corpos da garotada. E surfistas usando no mar, além de camiseta, boné preso no queixo com fivela, que tinha protetores de orelhas, essa área de pele tão exposta ao sol. Enfim, gente que adora praia e mar, não quer abrir mão desse prazer, mas está cada vez mais consciente dos perigos do sol e por isso procura se proteger dele.

Por Lucia Mandel

29/09/2009

às 11:19 \ Corpo

Filtro solar e saúde da pele

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Neste mês a Academia Americana de Dermatologia mudou sua orientação padrão sobre o uso dos filtros solares. Até hoje a recomendação era usar um filtro com fator de proteção solar (FPS) igual ou maior que 15. Agora, a recomendação é escolher um filtro com FPS 30 ou mais. Nesse texto, explico o porque da mudança.

O que significa FPS?

O FPS indica quanto tempo a mais você pode se expor ao sol antes de ficar vermelho. Por exemplo, se você fica vermelho depois de 10 minutos exposto ao sol sem proteção, ao aplicar um FPS 15 esse tempo se multiplica por 15. Nesse caso você pode ficar ao sol por 150 minutos antes de ficar vermelho. Usando FPS 30, serão 300 minutos. Mas o FPS indica a proteção somente contra os raios UVB. Os raios ultravioleta A (UVA) não contam na determinação do FPS. A medida da proteção anti-UVA é outra e também está indicada no rótulo dos filtros solares.

Modo de aplicar

A mudança na recomendação americana não se deve à ineficácia de um filtro com FPS 15. Se for bem aplicado, ele preserva a saúde da pele. O problema é que quase ninguém usa o filtro da maneira padronizada nos testes de medição do FPS. Isso porque a quantidade padrão usada no teste é muito maior que a aplicada na vida real. Para dar uma idéia: uma pessoa com 1,60m e 70kg precisaria aplicar 30g de filtro antes de ir à praia para garantir que o FPS seja aquele impresso no rótulo. Se levarmos em consideração a reaplicação depois de 3 horas de praia, são mais 30g. Assim, em dois ou três dias essa pessoa consumiria um tubo de 120ml de filtro para garantir o FPS do rótulo.

O bom senso diz que há algo errado nessa conta. Praticamente não existe quem use essa quantidade de filtro solar.

Usando menos filtro que a quantidade padrão, o grau da proteção cai. A pessoa acha que está com o FPS indicado no rótulo, mas na prática está com um FPS menor. Baseada nessas considerações, a Academia Americana de Dermatologia decidiu pela segurança. A orientação quanto ao valor mínimo do FPS aumentou para que as pessoas não se iludam com uma falsa sensação de proteção. Lembre-se: agora, praia só com FPS 30 ou mais.

Por Lucia Mandel

 

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