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manchas

16/03/2011

às 15:02 \ Beleza, Respostas

Depilação, coceira e manchas

Tenho alergia a depilação com cera e a lâmina, com isso tenho muitas coceiras na perna que resultam em manchas escuras. Quero saber se o óleo de rosa mosqueta pode ajudar. (Luciene)

Luciene, quem é alérgico à lâmina deve evitar seu uso, pois só assim é possível controlar a alergia de pele. Cremes antialérgicos amenizam os sintomas, mas não são solução definitiva. Sendo assim, procure outro método para depilação.

Com a cera é a mesma coisa. Se sua pele fica irritada ou seus pelos encravam após depilação com cera, esse método também deve ser evitado. Senão, cada vez mais surgirão feridas e manchas na perna ou em qualquer local que você depile. Experimente usar creme depilatório.

Se também não der certo, ainda resta a depilação a laser.

Quanto às manchas escurecidas que apareceram por reação alérgica, nem sempre elas precisam ser tratadas. Se você encontrar um método depilatório que não agrida sua pele, elas desaparecerão naturalmente. Para acelerar a recuperação, use um creme despigmentante, que deve ser prescrito por dermatologista. Ou faça peelings no consultório do seu dermatologista. Eles renovam a pele e ajudam no clareamento.

Enquanto sua pele estiver manchada evite a exposição ao sol. Na praia, use protetor solar potente (FPS 30 ou mais), para evitar que as manchas fiquem mais fortes.

Por Lucia Mandel

20/04/2010

às 20:56 \ Beleza

Manchas na pele

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É verdade que a luz de lâmpadas fluorescentes causa manchas na pele?
(Claudia)

A luz que enxergamos é chamada de luz visível. Ela pode ser emitida pelo sol, pela TV, por lâmpadas, pelo computador, e assim por diante. Ao nos atingir, uma parte é refletida e uma parte é absorvida pela pele. Outro tipo de luz é a ultravioleta, que nem deveria ser chamada de luz e sim de radiação ultravioleta, porque ela é invisível ao olho humano. Quase todos os estudos científicos sobre danos à pele se referem à ação da radiação ultravioleta. É ela a principal responsável pelo envelhecimento precoce da pele, incluindo aí rugas e manchas. É também associada ao aparecimento de câncer de pele.

Mas há alguns anos viu-se que a luz visível também prejudica pessoas de pele hiper-sensível. Assim, portadores de lúpus ou de melasma devem se proteger também contra a luz visível. O efeito sobre a pele da luz visível emitida por lâmpadas é menor do que o efeito da luz solar, mas também conta.

Por isso, mesmo que fiquem em ambientes internos iluminados, pessoas com pele hiper-sensível devem se proteger. Portadores de melasma e lúpus, por exemplo, devem usar bloqueador solar que os proteja contra a luz visível. O filtro ideal para esse caso contém na sua composição ingredientes conhecidos como físicos (ou inorgânicos), como o óxido de zinco e o dióxido de titânio. Eles dão uma textura branca ou opaca à pele, mas são eficazes. O problema da cor pode ser contornado usando filtro com tom de base. Filtros compostos apenas por ingredientes químicos (ou orgânicos) têm textura melhor, mas não protegem contra a luz visível.

Por Lucia Mandel

16/03/2010

às 15:01 \ Doenças

Você só tem a ganhar com o check up de suas pintas

 

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É simples: você tira a roupa e, em poucos minutos, o dermatologista avalia uma a uma as pintas do seu corpo. A maior parte é conferida a olho nu. Outras podem precisar de lupa especial, que diferencia pintas normais de pintas cancerosas. Se houver pinta suspeita, ela é removida e enviada ao patologista.
Esse exame é simples e importantíssimo porque pode salvar sua vida: o melanoma, o mais agressivo dos cânceres de pele, é curável se detectado nos estágios iniciais.

Faça o check up uma vez por ano

Quando o melanoma é detectado no começo, a taxa de cura é próxima a 100%. Com o tempo, ele se desenvolve e pode se espalhar para outros órgãos. É triste quando uma pessoa descobre um melanoma avançado: a mesma doença que podia ter sido curada, agora provavelmente custará a vida.

Dois estudos científicos publicados recentemente comprovam que, quando o dermatologista confere rotineiramente as pintas de seus pacientes, acaba descobrindo melanomas iniciais. Por isso, mesmo que você nem imagine ter uma pinta suspeita, mesmo que garanta que nenhuma pinta se modificou ao longo do tempo – ou mesmo quando tudo o que espera do dermatologista é uma caprichada no Botox – o exame dermatológico é fundamental.

Grupo de risco

Todo mundo corre risco de ter melanoma, basta estar vivo. Mas existem pessoas mais suscetíveis. Quem passou dos 50 e tem pele clara, quem costuma se queimar ao sol e ficar vermelho e quem já teve queimaduras solares com bolhas está no grupo de risco. Também está quem tem mais de 50 pintas pelo corpo. Ou quem tem na família alguém que já teve melanoma. O risco é maior se o parente for próximo, como mãe, pai ou irmão. Esportistas que passam muito tempo ao ar livre também entram no grupo de risco, e adeptos do bronzeamento artificial idem.

Se você se encaixou no grupo de risco, marque uma consulta com um dermatologista e faça um check up de suas pintas. Se você já vai ao dermatologista para cuidar de assuntos de beleza ou mesmo para olhar uma unha com micose, peça a ele que aproveite e olhe também suas pintas. Porque a detecção precoce é a melhor arma contra o câncer de pele.

Leia também: Câncer de pele – melanoma

Por Lucia Mandel

10/02/2010

às 12:47 \ Beleza

Como se bronzear sem tomar sol

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Na música, o Alceu Valença canta “Morena Tropicana, eu quero o teu sabor.”
E as mulheres respondem em coro: “Ai, ai, ai, ai.”

Vai ver que o choro dessas mulheres é por causa da pele ardendo, depois de pegar horas de sol, tentando ficar com cor de jabuticaba.

Lá vou eu de novo lembrar, como em um refrão insistente: não é saudável se bronzear. O sol aumenta a predisposição a câncer de pele e causa envelhecimento precoce, acentuando rugas e manchas. Ai, ai, ai, ai.

Mas se você já tem consciência de tudo isso e nem assim resiste à tentação de pegar a corzinha tropical, eis aqui um assunto que pode interessar: os autobronzeadores, produtos de uso tópico que dão um tom bronzeado sem prejudicar a saúde.

O que é autobronzeador?

É um produto que, através de uma reação química, muda a cor da nossa pele. O resultado é um tom parecido com o do bronzeado. Seria como se a gente tingisse a pele, com a vantagem do tingimento não sair no banho, na piscina, no mar e nem com o suor. A cor só sai conforme a pele se renova e descama naturalmente.

O autobronzeador, seja em creme, loção, spray, ou até em toalhinhas úmidas, funciona à base de dihidroxiacetona, ou DHA. Quanto maior a concentração de DHA, maior a potência. Assim, um autobronzeador mais concentrado escurece mais a pele. O tom final do bronzeado vai depender de uma combinação entre o seu tom de pele e a ação do produto. Peles muito claras não se adaptam bem a um creme muito concentrado: o tom final fica alaranjado. Peles morenas podem usar um produto mais potente. O mesmo princípio vale na hora de decidir a frequência de uso. Quanto mais dias seguidos você usar, mais a cor se intensifica, e o tom da pele acaba ficando alaranjado. Como não existe música enaltecendo mulheres cor de laranja, uma boa regra é aplicar um creme adequado ao seu tom de pele por dois ou três dias seguidos e depois fazer uma manutenção, usando uma ou duas vezes na semana.

A camada córnea

Nossa pele tem na superfície uma camada protetora, formada de células mortas endurecidas e impermeáveis à água. Chama-se camada córnea, e é ela que vai mudar de cor com o autobronzeador. Como a pele tem áreas onde a camada córnea é mais grossa, existe a chance de essas áreas ficarem com cor mais forte. Assim, palma das mãos, cotovelos, joelhos, nós dos dedos e calcanhares podem ficar mais escurecidos. Essa variação de cor pode resultar numa aparência manchada. Se isso acontecer, esfregue delicadamente a área com uma toalha úmida. Unhas, cabelos e sobrancelhas também mudam de cor com o autobronzeador. Evite o contato dele com essas áreas. Parece complicado, mas depois de algumas aplicações você pega o jeito.

O falso bronzeado não protege a pele contra o sol. Sendo assim, continue a usar seu filtro solar habitual, como se a pele estivesse no tom original.

Aí vão algumas dicas para uma aplicação mais uniforme:

Aplicação no corpo:

-Use o autobronzeador depois do banho, com a pele seca.
-Esfolie a pele no banho antes de aplicar o creme. Isso uniformiza a pele, e o resultado fica mais homogêneo. A esfoliação pode ser feita no dia da aplicação ou no dia anterior. Mas atenção: esfoliações corporais devem ser feitas até duas vezes por semana. Não ultrapasse esse número se você for usar o creme com maior freqüência.
-Use luva durante a aplicação. Depois, retire-a e espalhe o creme no dorso das mãos e dos dedos. Não aplique o creme nas unhas.
-Não se depile enquanto estiver sob efeito do auto-bronzeador. Tanto cera quanto lâmina removem parte da camada córnea, e a cor acaba saindo junto. E aí, a pele fica manchada. Espere uma semana após sua última aplicação para fazer a depilação.

Aplicação no rosto:
As orientações para o rosto são muito parecidas com as do resto do corpo, mas existem algumas particularidades:
-Se você estiver usando autobronzeador no rosto, suspenda o uso de ácidos para tratamento da pele.
-Depois da aplicação, limpe as sobrancelhas com um cotonete.

E se a pele ficar manchada?
-Basta esperar uma semana e tudo voltará ao normal. Para encurtar esse tempo, esfregue delicadamente a área escura com uma toalha úmida. Ou então use um esfoliante. Todas as manchas escurecidas causadas pelo autobronzeador desaparecem, porque conforme a pele se renova, o efeito passa.

Se você achou que passar autobronzeador dá muito trabalho, existem locais que fazem isso por você: é o chamado bronzeamento a jato. Toma-se um jato de ar com a loção bronzeadora, e a cor fica uniforme.

Achou que é muita mão de obra assim mesmo? Então, fique sabendo que do mesmo jeito que pele bronzeada está na moda, pele não bronzeada, saudável e bem cuidada também está.
Branquinha Tropicana também é sucesso nacional.

Por Lucia Mandel

19/01/2010

às 14:49 \ Tratamentos

Como eliminar manchas em torno dos olhos?

Olho

Gostaria de saber qual é o melhor tratamento para acabar com manchas de xantelasma ao redor dos olhos. Obrigada! (Lylia)

Pessoas com xantelasma desenvolvem lesões elevadas e amareladas nas pálpebras, principalmente nas superiores. As manchas refletem um acúmulo de gordura e de colesterol na pele. Na média, uma em cada duas pessoas com xantelasma encontra alterações no colesterol dosado no sangue. Por isso, a primeira coisa a fazer é dosar seu colesterol. Se ele estiver alto, trate-o. Isso é fundamental para a saúde, mas não reduzirá o xantelasma, pois a redução dos níveis de colesterol não diminui a lesão na pele.

Quanto ao tratamento da pele, existem algumas opções. A melhor opção é removê-lo com cirurgia. Isso é possível se o xantelasma não tiver ocupado grande proporção da sua pálpebra. Caso não dê para operar, seu dermatologista poderá cauterizá-lo com aplicações de ácido. O tratamento reduz o tamanho e diminui consideravelmente o amarelado, mas não deixa a pele da pálpebra perfeita. Ao final do tratamento, a pele fica mais clara e ligeiramente amarelada.

Por Lucia Mandel

14/07/2009

às 7:15 \ Tratamentos

Peelings químicos

O arrependimento quando chega
Faz chorar, faz chorar
Os olhos ficam logo rasos d’água
E o coração parece até que vai parar”

Você tomou muito sol o verão inteiro. Agora, no inverno, se olha no espelho e percebe as marcas que ficaram na pele. O que fazer? Depois de enxugar as lágrimas de arrependimento, muitos veranistas vão para os consultórios de dermatologia, à procura de uma solução.

Um dos tratamentos mais usados na recuperação da pele envelhecida pelo sol é o peeling químico. Nele, uma substância química é usada para remover uma camada da pele. Dependendo do peeling escolhido, a camada removida pode ser superficial ou profunda. Depois, células jovens substituem as que foram embora e a pele ganha vida, brilho e uma aparência mais saudável. No processo, também vão embora alguns tipos de manchas escurecidas. Conforme o peeling avança em profundidade, sua potência aumenta: incrementa o poder clareador, suaviza rugas e marcas de expressão.

Peelings superficiais, médios e profundos

Peelings leves removem manchas, melhoram a textura e o brilho da pele. Provocam descamação fina, semelhante ao descascado de quem pegou muito sol. Depois da aplicação, a pele fica avermelhada, ressecada e sensível, mas isso melhora em menos de uma semana. Como não remove camadas profundas, não resolve o problema de uma vez só. Por isso, é comum a mesma pessoa realizar alguns peelings superficiais em série, com intervalos de 2 a 4 semanas entre eles. A vantagem disso é que o desconforto é pequeno. Mesmo tendo que voltar ao consultório para repetir o tratamento algumas vezes, não há necessidade de suspender as atividades do dia a dia. E também não requer um período em casa para recuperação. Por isso, e também por ser simples e eficiente, é um tratamento muito popular. Além de manchas superficiais, o peeling superficial remove manchas causadas por espinhas.

Algumas vezes o composto químico usado no peeling superficial é o mesmo que o paciente usa habitualmente em casa, apenas em concentração maior. É o caso dos ácidos retinoico, glicólico ou salicílico: em baixas concentrações, funcionam como bons ativos para cremes rejuvenescedores. E, em altas concentrações, entram na composição de peelings superficiais. Existem outras opções de bons produtos para peelings leves. Cada composto tem suas particularidades, e o médico especialista deve indicar o mais adequado, caso a caso. Por exemplo: o peeling de ácido salicílico também é um secativo de espinhas. Alguns tipos de peelings incluem na formulação ativos clareadores potentes. Assim, conseguem também clarear manchas mesmo sem causar grande descamação.

O peeling médio tem uma penetração maior.  É mais eficiente na remoção de manchas causadas pelo sol, e é capaz de suavizar rugas. Conforme a penetração do composto químico aumenta, aumenta também o incômodo do pós-peeling.  A pele fica mais avermelhada e depois descama bastante. Desta vez, a descamação não se parece com a de quem exagerou no sol: formam-se crostas escurecidas. O desconforto é maior, mas a melhora é notável após uma única sessão. Deve-se evitar exposição desprotegida ao sol por cerca de duas semanas depois da aplicação. Esse peeling é amplamente usado para melhorar a pele do rosto, mãos e braços. Dependendo do caso, repete-se o tratamento até atingir o resultado desejado.

O peeling profundo é mais radical, indicado para a pele muito envelhecida e muito marcada por rugas. A agressão é grande, e o tratamento é doloroso e feito sob sedação. Vai exigir um tempo de recuperação em casa, variando de duas a quatro semanas. O paciente deve seguir um esquema de cuidados com a pele, incluindo a realização de curativos especiais. A aparência do pós peeling impressiona, mas o resultado final compensa: a melhora da pele é enorme.

O fato é que existem boas opções para minimizar as marcas que o verão deixou na pele. Mas se você foi um desses veranistas imprudentes, é bom ficar arrependido mesmo.

Clique aqui e escute a música “O Arrependimento”, de Sílvio Caldas e Cristóvão de Alencar.

Por Lucia Mandel

07/07/2009

às 7:33 \ Arquivo, Doenças

Vitiligo

Em 1993, a apresentadora americana Oprah Winfrey entrevistou Michael Jackson e perguntou se ele clareava a pele por não gostar de ser negro. O cantor negou e revelou sofrer de uma doença que destrói a pigmentação da pele. Disse ainda que usava maquiagem para uniformizar a cor e disfarçar as manchas que a doença causava. Mais tarde, em outras ocasiões, Michael daria nome a essa doença: vitiligo.

Quem tem vitiligo perde melanina, pigmento que dá cor à pele e cabelos. Isso acontece porque as células produtoras de melanina, os melanócitos, são destruídas. Assim, a pele fica com manchas brancas sem pigmentação. Essas manchas podem crescer ou permanecer do mesmo tamanho por anos.

A doença

Não se sabe precisamente por que ocorre a destruição das células. Há influência genética, e cerca de 30% dos portadores têm algum parente com a doença. Michael, na mesma entrevista a Oprah, contou que esse seria seu caso: havia pessoas com vitiligo na família do seu pai. Há também influência do sistema imunológico, que destrói indevidamente os melanócitos. Por isso, alguns pacientes têm, junto com o vitiligo, outras doenças auto-imunes, como lúpus ou alopécia areata (a possibilidade do paciente com vitiligo ter essas outras doenças deve ser investigada pelo médico). Em algumas vezes o problema começa com um stress psicológico ou após uma grave queimadura solar. Em outras vezes, não se encontra nenhuma explicação para o aparecimento da doença. Mas sabe-se que não é contagioso.

No vitiligo, manchas brancas invadem subitamente a pele, seja ela branca, negra ou de qualquer outra cor. Se a pele é branca, as manchas são ainda mais claras, e podem incomodar ou não, dependendo da localização. Se a pele é negra, o incômodo é maior, já que o contraste entre pele sã e pele afetada é marcante.

O início é repentino e qualquer parte do corpo pode ser afetada. É freqüente aparecerem manchas nas mãos, braços, pernas, ao redor dos olhos e ao redor da boca. Cabelos, sobrancelhas, cílios e barba podem clarear. Não existe maneira de predizer a evolução da doença. Não há exame ou qualquer pista que indique se ela irá progredir, melhorar sozinha ou ficar estável. O grau da evolução varia, e em casos extremos, a maior parte da pele é afetada.

Tratamentos

Uma vez descartadas doenças imunológicas associadas, trata-se a parte estética. Infelizmente não há cura definitiva. Quase todas as opções de tratamento buscam frear a evolução e estimular novamente a pigmentação. Mas a tendência ao vitiligo persiste, mesmo em quem responde bem ao tratamento. É comum a pessoa passar por algumas opções de tratamento até encontrar aquele que se aplica melhor a ela.

Seja qual for a opção, o paciente não deve expor a pele branca de vitiligo ao sol. Isso porque a pele afetada, desprovida de pigmento, se queima com facilidade, aumentando a predisposição a câncer de pele. Ainda, ao tomar sol, o resto da pele fica bronzeada, intensificando o contraste com as manchas. Finalmente, queimaduras solares estimulam o aparecimento de novas lesões de vitiligo. Por tudo isso, além de fugir do sol, o paciente deve usar diariamente um filtro com alto fator de proteção solar em toda a pele.

O tratamento para escurecer manchas claras pode ser local ou por via oral. Boas opções de tratamento local são cremes que inibem a resposta imunológica, como a cortisona ou os imunomoduladores tópicos. Outra opção de cremes são os psoralênicos, que intensificam a sensibilidade da pele à luz. Após aplicar o produto, o paciente expõe a mancha a lâmpadas específicas para o tratamento ou até mesmo ao sol, sempre sob rigoroso controle médico.

Tratamentos por via oral são indicados para casos extensos. Boa opção são os psoralênicos, tratamento eficiente e bastante delicado. Outras opções, mais modernas, são o laser (Excimer laser) e o uso de luz ultravioleta tipo B de banda estreita. Tais tratamentos vêm ganhando popularidade por não precisarem da aplicação prévia do psoralênico.

Quem não responde bem a nenhum tratamento, muitas vezes utiliza medidas de camuflagem, como uma boa maquiagem.

É possível um negro ficar branco por causa do vitiligo?

Em casos extremos, quando a maior parte da pele é acometida pela doença, médico e paciente podem optar por um tratamento que, ao invés de estimular a pigmentação da área clara, destrói a pigmentação da pele sem vitiligo através de um creme. A pele fica extremamente sensível ao sol, para sempre. Não se usa esse tratamento se o vitiligo atingir menos que 50% da pele, e nunca em quem não tem vitiligo. Aplica-se o medicamento até a pele ficar uniforme.

Quanto a Michael Jackson, embora ele e sua maquiadora tenham revelado publicamente a doença, as dúvidas nunca foram completamente esclarecidas. Todos vimos sua pele mudar de cor, mas ele nunca mostrou ao público uma mancha típica da doença. Nesse aspecto, o cantor preservou sua privacidade. Se ele tinha ou não vitiligo? Essa e outras especulações sobre a vida do astro ficam agora que ele se foi. Junto com a enorme saudade dos milhões de fãs.

Deixo aqui um vídeo interessante sobre vitiligo. Trata-se de uma entrevista que Lee Thomas, âncora da televisão americana, concedeu em 2008 para a ABC. Ele é negro, sofre da doença e escreveu um livro chamado Turning White (ou Ficando Branco), onde fala de sua condição e de sua luta. A entrevista está em inglês e infelizmente não tem legendas. Mas, mesmo que seu inglês não seja dos mais afiados, assista. As imagens valem a pena por mostrar bem o que é a doença.

Por Lucia Mandel

26/06/2009

às 14:21 \ Arquivo, Respostas

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação e enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Tenho herpes no queixo e este ano ela está aparecendo praticamente todo mês. Gostaria de saber se posso tomar algum complexo vitamínico que ajude a aumentar a minha resistência. A cada crise tomo uma caixa de Penvir (comprimidos 125mg), faço compressas de água boricada e quando a ferida está secando passo Penvir creme.
(Lívia)

Quando as crises de herpes são muito frequentes, havendo, por exemplo, mais de seis crises ao ano, o médico deve considerar a possibilidade de usar antivirais por via oral por tempo prolongado. Nesse caso, a dose de antiviral é menor que a usada para tratar uma crise de herpes, mas o tratamento se mantém por meses. Como o herpes pode atacar em momentos de fragilidade, convém investigar se alguma condição está diminuindo sua resistência imunológica. Polivitamínicos ajudarão se houver alguma carência de vitaminas, o que pode ser identificado na consulta médica. Procure um médico de sua confiança.

Tenho uma dúvida referente aos tipos de exames para constatar ou não um melanoma, minha sogra tem manchas na pele, aparecem sempre no mesmo local quando ela se expõe ao sol. Ardem, viram uma ferida e depois que secam, nascem de novo. Qual exame seria recomendado? Seria melanoma? Um exame de sangue pode constatar isso?
(Lucimara)

O melanoma é um câncer de pele que tem, geralmente, coloração escurecida. O diagnóstico é feito na consulta médica, através do exame dermatológico, e a confirmação é com o exame anatomopatológico, vulgarmente conhecido como biópsia. Não se diagnostica melanoma com exame de sangue. Como esse tipo de câncer é curável se detectado no início, todas as pessoas com pintas devem fazer periodicamente um check-up dermatológico. Além disso, todos devem estar atentos ao ABCDE indicador de risco para câncer de pele:

a – Assimetria. As pintas cancerosas são assimétricas, ao contrário das pintas benignas, que costumam ser simétricas

b – Bordas da pinta. Pintas perigosas têm bordas irregulares, com reentrâncias e saliências.

c – Cor da pinta. Pintas cancerosas costumam ter dois ou mais tons de cores, ao contrário das inofensivas.

d – Diâmetro. Suspeite de pintas com mais de 6 mm de diâmetro.

e – Expansão. Pintas não devem crescer.

Existem ainda outros sinais de risco: pintas sadias não doem, coçam nem sangram. Suspeite se isso acontecer. Pela sua descrição, sua sogra não parece ter melanoma, pois a lesão de melanoma não aparece e desaparece repetidamente. Mas, para confirmar um diagnóstico dermatológico, é fundamental a avaliação clínica. Consulte um dermatologista.

Tenho dúvidas sobre umas manchas que tenho no corpo (tronco e costas), pelo que eu vi é pitiríase versicolor. Queria saber como tratar essas manchas, pois elas me deixam desconfortável.
(João)
Pitiríase versicolor é o nome oficial da micose conhecida como pano branco. O fungo ataca principalmente no verão, em áreas de pele mais oleosa, como rosto, costas e ombros. O tratamento é à base de antifúngicos, tanto por via oral quanto de uso local.

Por Lucia Mandel

09/06/2009

às 8:12 \ Arquivo, Beleza

Beleza em comprimidos

Hoje existem comprimidos que ajudam na luta contra o envelhecimento, complementando o tratamento estético. Alguns suavizam a agressão dos raios ultravioleta e incrementam a proteção solar de dentro para fora. Outros têm ação antioxidante e protegem nosso colágeno e as células da pele. E outros ainda aumentam a hidratação da pele.
Para essa coluna, selecionei alguns suplementos que acredito serem benéficos e podem ser indicados após uma avaliação personalizada dos hábitos e necessidades de cada um.

1. Suplementos antioxidantes

Combatem os danos causados pelos radicais livres, que são moléculas produzidas durante o funcionamento das nossas células. Os radicais livres aceleram nosso envelhecimento, incluindo a pele. Eles aparecem sempre, por mais saudável que você seja. São produzidos, por exemplo, durante o simples ato de respirar. Poluição, cigarro, bebidas alcoólicas e stress aumentam sua produção. A proteção contra os radicais-livres melhora a firmeza e elasticidade da pele.

Os suplementos à base de antioxidantes são uma verdadeira febre comercial. Dentre eles, temos o licopeno, o beta-caroteno, o chá verde, a vitamina C, a soja, dentre vários outros. Além da função antioxidante, alguns desses elementos ainda têm outras funções, e por isso estão listados novamente a seguir.

2. Beta-caroteno: dá um tom alaranjado para a pele e intensifica o visual do bronzeado.

3. Vitamina C: ajuda na cicatrização e na produção de colágeno.
4. Isoflavonas: além da ação antioxidante, ainda melhora a hidratação da pele.

5. Ácidos Graxos: são o ômega 3 e o ômega 6. Têm ação anti-inflamatória e melhoram a hidratação da pele. 

6. Biotina: ajuda a manter a saúde de cabelos e unhas.

7. Polypodium leucotomos: é um extrato de planta que apresenta atividades antioxidantes e protege a pele de danos causados pelo sol.
A lista não para aí. Ainda há outros elementos benéficos, como selênio e zinco.

Tomar colágeno funciona?

O apelo é grande: se a pele firme é rica em colágeno, e se na pele flácida o colágeno é escasso e frágil, tomar colágeno parece ser a solução. Antes fosse assim. Apesar de aparentemente fazer todo o sentido do mundo, não funciona desse jeito. Não há estudos científicos endossando aquilo que intuitivamente parece lógico. O colágeno tomado não parece ser aproveitado pela nossa pele.
 
O que você come ajuda na sua beleza?

Muitos ingredientes que compõem as pílulas da beleza são encontrados na nossa dieta. Isso levanta uma controvérsia. A dúvida é: será que as pessoas que se alimentam bem realmente se beneficiam dessa suplementação? Não há um consenso. Alguns defendem fervorosamente o uso. E outros acham que esses suplementos acabam eliminados descarga abaixo, depois de serem filtrados pelos rins.

Abaixo estão listados alguns dos ingredientes presentes nos suplementos para a pele e os alimentos onde são encontrados.

Fontes de vitamina E: germe de trigo, óleos vegetais (de soja, milho, girassol), gema de ovo, vegetais com folhas verdes como o espinafre, legumes, nozes, amêndoas, abacate.

Fontes de vitamina C: laranja, limão, mamão, brócolis, couve-flor, espinafre, acerola, morango.

Fontes de licopeno: tomate, melancia, beterraba, pimentão, mamão. No tomate cozido, e também no ketchup, a absorção de licopeno é maior.

Fontes de isoflavona: soja e seus derivados.

Fontes de beta-caroteno: cenoura, abóbora, batata-doce, beterraba, mamão. Em menores quantidades, pode ser encontrado em folhas verdes como couve, espinafre, agrião, brócolis.

Fontes de ômega 3: salmão, arenque, anchova, sardinha e também nozes e linhaça (semente e óleo).

Fontes de zinco: carnes vermelhas, aves, nozes, ostras.

Fontes de selênio: nozes, castanha do Pará, cereais, peixes, ovos.

Por Lucia Mandel

 

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