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herpes

04/10/2011

às 20:12 \ Doenças

Herpes labial

Marisa Monte, desculpe usar essa música tão linda para introduzir um assunto não tão agradável: o herpes labial. Mas é que beijo e herpes infelizmente têm relação.

O herpes

Herpes simples é causado por vírus, o HSV-1. A maioria da população, aproximadamente 90%, já teve contato com esse vírus. Algumas pessoas passam ilesas pelo contato, sem sofrer nada, mas outras não: nelas, o vírus causa uma lesão na pele que surge e desaparece várias vezes ao longo da vida. O lugar mais frequente para o surgimento do herpes simples é o lábio. A ferida de herpes labial é um aglomerado de pequenas bolhas. Um ou dois dias antes da ferida, vem um aviso prévio: o lábio dói, coça ou apenas incomoda. Se não for tratado, o herpes cicatriza sozinho em uma ou duas semanas. Mas mesmo assim vale a pena tratar. Porque, além de doer e incomodar, é contagioso. Sem falar no aspecto visual. Quanto mais cedo o herpes sumir, melhor.

O que você pode fazer durante uma crise de herpes labial?

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Por Lucia Mandel

26/06/2009

às 14:21 \ Arquivo, Respostas

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação e enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Tenho herpes no queixo e este ano ela está aparecendo praticamente todo mês. Gostaria de saber se posso tomar algum complexo vitamínico que ajude a aumentar a minha resistência. A cada crise tomo uma caixa de Penvir (comprimidos 125mg), faço compressas de água boricada e quando a ferida está secando passo Penvir creme.
(Lívia)

Quando as crises de herpes são muito frequentes, havendo, por exemplo, mais de seis crises ao ano, o médico deve considerar a possibilidade de usar antivirais por via oral por tempo prolongado. Nesse caso, a dose de antiviral é menor que a usada para tratar uma crise de herpes, mas o tratamento se mantém por meses. Como o herpes pode atacar em momentos de fragilidade, convém investigar se alguma condição está diminuindo sua resistência imunológica. Polivitamínicos ajudarão se houver alguma carência de vitaminas, o que pode ser identificado na consulta médica. Procure um médico de sua confiança.

Tenho uma dúvida referente aos tipos de exames para constatar ou não um melanoma, minha sogra tem manchas na pele, aparecem sempre no mesmo local quando ela se expõe ao sol. Ardem, viram uma ferida e depois que secam, nascem de novo. Qual exame seria recomendado? Seria melanoma? Um exame de sangue pode constatar isso?
(Lucimara)

O melanoma é um câncer de pele que tem, geralmente, coloração escurecida. O diagnóstico é feito na consulta médica, através do exame dermatológico, e a confirmação é com o exame anatomopatológico, vulgarmente conhecido como biópsia. Não se diagnostica melanoma com exame de sangue. Como esse tipo de câncer é curável se detectado no início, todas as pessoas com pintas devem fazer periodicamente um check-up dermatológico. Além disso, todos devem estar atentos ao ABCDE indicador de risco para câncer de pele:

a – Assimetria. As pintas cancerosas são assimétricas, ao contrário das pintas benignas, que costumam ser simétricas

b – Bordas da pinta. Pintas perigosas têm bordas irregulares, com reentrâncias e saliências.

c – Cor da pinta. Pintas cancerosas costumam ter dois ou mais tons de cores, ao contrário das inofensivas.

d – Diâmetro. Suspeite de pintas com mais de 6 mm de diâmetro.

e – Expansão. Pintas não devem crescer.

Existem ainda outros sinais de risco: pintas sadias não doem, coçam nem sangram. Suspeite se isso acontecer. Pela sua descrição, sua sogra não parece ter melanoma, pois a lesão de melanoma não aparece e desaparece repetidamente. Mas, para confirmar um diagnóstico dermatológico, é fundamental a avaliação clínica. Consulte um dermatologista.

Tenho dúvidas sobre umas manchas que tenho no corpo (tronco e costas), pelo que eu vi é pitiríase versicolor. Queria saber como tratar essas manchas, pois elas me deixam desconfortável.
(João)
Pitiríase versicolor é o nome oficial da micose conhecida como pano branco. O fungo ataca principalmente no verão, em áreas de pele mais oleosa, como rosto, costas e ombros. O tratamento é à base de antifúngicos, tanto por via oral quanto de uso local.

Por Lucia Mandel

23/06/2009

às 7:28 \ Arquivo, Doenças

Herpes zoster

Embora os nomes sejam semelhantes, o herpes zoster e o herpes labial não são a mesma doença. Na realidade, são completamente diferentes. O herpes labial é causado por um vírus chamado herpes vírus. O herpes zoster, também conhecido como cobreiro, é causado por outro vírus, chamado varicela-zoster vírus. É o mesmo vírus que causa a catapora. Depois que a catapora passa, o varicela-zoster vírus não é eliminado do nosso corpo. Ele fica dormente, à espera de um momento para se reativar, refugiado dentro de terminais nervosos. Se houver oportunidade, ele volta a atacar, numa segunda versão: agora, causando o zoster.

Não se sabe ao certo o que determina a reativação do vírus. Ao que parece, ele se aproveita de um momento em que a proteção imunológica cai. A idade parece ser um fator importante: nos Estados Unidos, estima-se que haja 1 milhão de casos de zoster por ano, e metade desse número ocorre em quem passou dos 60. O zoster também ataca quem está debilitado, como pessoas em tratamento contra câncer ou pessoas com deficiências imunológicas. Até mesmo o stress psicológico pode desencadear uma crise.

Os sintomas

A pele fica avermelhada e inchada, e surgem pequenas bolhas. As feridas acometem apenas um lado do corpo, numa área de pele linear, como se fosse uma faixa. A dor é intensa. Por vezes é tão forte que mesmo o encostar da blusa ou o vento batendo na pele incomodam. Tamanha dor se justifica pelo fato de que, além da pele, o vírus também afeta o nervo que chega até a pele. O nervo inflama e pode ser danificado. Por isso, além de dor, o paciente pode sentir formigamento ou queimação na área afetada. Essas alterações de sensibilidade costumam aparecer poucos dias antes das feridas visíveis na pele.

As alterações da pele são auto-limitadas, e melhoram mesmo sem tratamento. O problema mais sério do herpes zoster é a lesão do nervo: a dor pode persistir por meses ou anos. Por isso, o zoster precisa ser tratado adequadamente, assim que os sintomas começarem.

Existem outras complicações possíveis, como o comprometimento da visão. Isso pode acontecer quando o zoster afeta a face, próximo ao olho. Nesse caso, além do acompanhamento dermatológico, o paciente também precisa ser tratado por um oftalmologista. Além disso, quando afeta a face, o zoster pode comprometer a audição, o equilíbrio e o movimento dos músculos faciais. Mais uma vez, o tratamento precoce diminui o sofrimento e os riscos de sequelas.

Prevenção

Todas as pessoas que tiveram catapora correm o risco de desenvolver o zoster. Existe uma vacina, administrada aos 60 anos de idade, que previne a crise ou suaviza muito os seus sintomas. Ela ajuda a reduzir a incidência da dor persistente pós-zoster. Essa vacina ainda não está disponível no Brasil e a previsão para sua chegada é 2010. Espera-se que as crianças vacinadas contra a catapora não desenvolvam o zoster quando ficarem mais velhas, uma vez que não contraem o vírus causador.

O que fazer se você estiver com zoster

Procure um dermatologista o quanto antes. Como eu já disse anteriormente, as lesões de pele passam sozinhas, mas a dor e o comprometimento neurológico podem ser persistentes. A chance de cura é maior se houver tratamento adequado e precoce. Além disso, o tratamento evita que as bolhas infeccionem.

As bolhas na pele são repletas do vírus causador do problema. Lembra que esse vírus causa catapora? Pois é: enquanto você estiver com bolhas na pele, pode transmitir catapora para as pessoas que não foram vacinadas ou que ainda não tiveram a doença.

Por Lucia Mandel

12/06/2009

às 13:39 \ Arquivo, Respostas

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação e enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Gostaria de saber algo sobre fungos nas unhas, problema que atingiu minha irmã. Um médico prescreveu uma pomada que não deu nenhum resultado. Outro, naturalista, informou um sabonete de aroeira e mais uma vez: nenhum resultado. Qual a sua recomendação nesse caso? Que tipo de especialista devemos procurar?
(Lígia)

O melhor modo de tratar uma infecção causada por fungos na unha é tomar medicamentos antifúngicos. O tratamento é longo e precisa ser acompanhado de perto por um dermatologista, pois os antifúngicos têm contraindicações e efeitos adversos. Cremes ou esmaltes com ação antifúngica não são suficientes para curar esse tipo de micose, a não ser que o problema esteja num estágio inicial.

Qual o melhor tratamento para combater a herpes labial, e qual é o melhor creme para sarar mais rápido. 
(Leonardo)

O tratamento do herpes labial é à base de medicamentos antivirais, remédios que impedem a multiplicação do vírus causador do problema. O tratamento evita a crise ou suaviza os sintomas, mas não elimina a propensão da pessoa a desenvolver novos surtos. O tratamento começa naquela fase em que a pessoa sente a coceira ou a queimação, antes de aparecerem as feridinhas. Existem antivirais na forma de cremes e na forma de comprimidos. Os comprimidos são mais eficazes que os cremes, mas só é possível definir o melhor no seu caso após uma avaliação individualizada. Consulte um dermatologista.

Tenho uma filha de 10 anos e ela tem muitos cravinhos no nariz. Já a levei a uma dermatologista, que me aconselhou uma limpeza de pele. Só que ela é uma criança e não deixa de forma nenhuma fazer a extração. Gostaria de saber se vai ficar buracos com o passar do tempo e se posso fazer alguma outra coisa, pois já faço esfoliação e não tenho resultados.
(Carla)
O único modo de se livrar de cravos profundos é com a extração manual, ou seja, numa limpeza de pele feita por profissional treinado. Cremes e esfoliantes diminuem a formação de novos cravos e eliminam cravos pequenos, mas não são suficientes na remoção de cravos maiores ou numerosos. Converse com sua filha, veja se ela muda de ideia. Se ela não quiser fazer a limpeza de pele, continue a usar o sabonete e o creme recomendado. No momento, você não precisa se preocupar com as cicatrizes: elas não aparecem em decorrência dos cravos, mas das espinhas.

Por Lucia Mandel


 

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