Estrias e gravidez
Ser mãe transforma a mulher. E também pode transformar a pele da mulher, se nela surgirem estrias. Estrias são naturais, são sinais de uma etapa da vida, a gravidez e amamentação. Muita gente convive bem com elas. Mas, dependendo do grau e da localização, elas podem incomodar. Expor o corpo e revelar essas marcas passa a ser um problema.
Gravidez
Quando o corpo aumenta de volume rapidamente, a pele precisa ter elasticidade suficiente para acompanhar. Caso contrário, a distensão excessiva pode causar ruptura de fibras elásticas e de colágeno da pele, resultando em estrias.
Na gravidez, barriga e seios são as partes do corpo que mais aumentam de volume. Por causa disso, são os lugares em que mais aparecem estrias. Mas não são os únicos: elas também aparecem nas nádegas, virilha e coxas. Principalmente a partir do sétimo mês de gravidez, quando ocorre maior distensão da pele. Às vezes as estrias surgem só nas últimas semanas da gestação.
Além da distensão da pele, normal em toda gestante, existem outros fatores que contribuem para o aparecimento de estrias na gravidez:
Predisposição familiar. Se sua mãe ou avó tiveram estrias, sua chance de ter é maior.
Idade. Quanto mais jovem a futura mãe, maior o risco de ter estrias. Gestantes com menos de 25 anos têm mais propensão do que gestantes com mais de 30 anos. E quanto mais jovem, maior o número e a intensidade das estrias. As jovens com menos de 20 anos têm grande risco de desenvolver estrias na gestação.
Peso. Durante a gravidez, muitas mulheres têm propensão a engordar mais do que deveriam, ultrapassando o aumento de peso natural desta fase. Se isso acontecer, aumentará a sobrecarga na pele.
Peso do feto. Quanto maior o bebê, maior o estiramento da pele e também o risco de desenvolver estrias. E se forem gêmeos, o risco é ainda maior.
Prevenção
Para evitar estrias, e para o bem da sua saúde e do bebê, controle o peso durante o pré-natal e fique dentro das expectativas de seu ginecologista. Também mantenha a pele hidratada para aumentar sua elasticidade. Use creme hidratante assim que souber da gravidez, e vá aumentando a frequência de aplicação conforme o corpo for ganhando volume. Nos últimos dois meses, aplique o creme várias vezes ao dia.
Infelizmente o uso de hidratante pode não ser eficaz: existem estudos científicos que questionam sua utilidade. Apesar das dúvidas, mantenho a recomendação do hidratante.
Há uma variedade grande de cremes hidratantes à disposição. Alguns são formulados especialmente para gestantes, o que não é fundamental. É importante pedir recomendação ao ginecologista ou ao dermatologista, pois existem ativos que devem ser evitados durante a gravidez, como uréia em concentração acima de 3% ou ácido retinóico.
Na hora de escolher entre hidratante ou óleo corporal, prefira o hidratante. O óleo não aumenta a hidratação da pele, apenas cria uma barreira que protege e mantém sua hidratação natural.
Tratamento
Se as estrias apareceram e estão incomodando, procure tratamento. Ele não vai eliminar, mas sim suavizar as estrias. Alguns tratamentos podem ser feitos durante a amamentação, outros devem esperar o final dessa fase. Mas nunca devem ser feitos durante a gestação.
Um bom tratamento é o laser fracionado, que estimula a produção de colágeno novo e a retração das estrias. As sessões podem começar durante a amamentação e podem ser intercaladas com sessões de luz pulsada, que ajudam a diminuir a cor vermelha das estrias.
Existem outras opções, como cremes à base de ácido retinóico, peelings químicos ou de cristais, e a intradermoterapia. Todos esses tratamentos têm como objetivo estimular a formação de colágeno novo para diminuir as estrias.





