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coceira

09/10/2012

às 9:05 \ Corpo, Tratamento

O vai e vem da dermatite atópica

Thinkstock

 

Meu filho de dois anos tem uma inflamação de pele que vai e vem e coça muito. Chama-se dermatite atópica. O que posso fazer para aliviar as coceiras dele?
( Claudio)

Dermatite atópica é uma inflamação de pele que a deixa vermelha, coçando e descamando. Esses sintomas podem ser suaves para alguns e severos para outros. Atinge mais as crianças e felizmente costuma melhorar com a idade. Mas enquanto a tendência à dermatite persistir, ela continuará aparecendo e desaparecendo. Para evitar ou diminuir os momentos de crise, é necessário tomar uma série de medidas preventivas.

O tratamento preventivo

1- A pele de quem tem dermatite atópica é naturalmente ressecada. E o ressecamento, quando intenso, deflagra a crise. Assim, combater o ressecamento é fundamental. E, sem querer, a gente pode agravar o ressecamento da pele. Como? No banho. Para não aumentar o ressecamento da pele do seu filho use, em pouca quantidade, sabonetes suaves, próprios para crianças ou para pessoas com pele sensível e propensa a alergias, e dê banhos curtos, com água morna ou fria, sem usar bucha ou esponja de banho.

2- Aplique regularmente cremes hidratantes. Cremes espessos são mais eficientes em momentos de crise, porém têm um toque menos agradável por serem grudentos . No dia a dia, fora de crise, uma loção fluida é melhor absorvida e mais tolerada pela criança. O hidratante deve ser aplicado todos os dias, depois do banho. Se a pele ainda ficar ressecada, reaplique nas zonas sensíveis mais de uma vez durante o dia.

3- Experimente usar vaselina. Vaselina semi-sólida ou líquida, comprada em farmácia, sem nenhum ingrediente ativo, funciona como hidratante e é uma arma a mais, valiosa quando os hidratantes convencionais ardem na pele sensibilizada pela alergia.

4- Prefira roupas de tecidos naturais, como algodão, e evite os sintéticos. Isso se aplica também às fantasias de princesa e de super-herói: existem as versões em algodão.

5- Não agasalhe exageradamente. Calor e o suor deflagram dermatite.

6- Use sabão de coco e evite amaciante. Tanto em roupas quanto em lençóis e toalhas de seu filho.

7- Evite pó em todos os ambientes da casa, principalmente no quarto da criança. Lembre-se que o pó pode estar acumulado em brinquedos, bichinhos de pelúcia, cortina, tapete, colcha, travesseiro. Aliás, elimine o tapete do quarto da criança.

O tratamento de uma crise

Nesses momentos procure ajuda. Quanto antes o tratamento começar, mais rápida será a melhora e menores as chances de a crise se intensificar. O tratamento pode ser feito com cremes ou medicamentos por boca, sempre de acordo com a necessidade. Passada a crise, não relaxe e continue seguindo o tratamento preventivo.

Por Lucia Mandel

26/04/2011

às 12:29 \ Corpo

Alergia a metal


Sou alérgica a bijuterias. Não posso usar nada que não seja de ouro ou prata. Para piorar, recentemente comecei com uma alergia ao botão da calça. O que devo fazer? Como me livro desse transtorno?
( Paula )

O melhor modo de se combater a alergia de pele é descobrir o que a está causando e evitar o contato com o causador. Portanto, meu conselho é que você evite usar bijuterias. Não use anéis, colares ou brincos que irritem sua pele. Existem cremes anti-alérgicos que controlam os sintomas e suavizam ou resolvem uma crise alérgica. Mas é errado usar um creme desses e continuar mantendo contato com a substância à qual você é sensível, porque com o tempo as crises alérgicas ficarão mais intensas. Em casos extremos, surgem reações alérgicas à distância. Por exemplo, você usa um anel no dedo e surge uma reação de alergia de pele no rosto ou na barriga.

Assim como você deve evitar contato com bijuterias, há quem precise viver sem esmalte. Ou quem não pode mexer em giz. Outros podem ser alérgicos a papel de jornal, a couro, a lã. Existem pessoas alérgicas a desodorante, a tintura de cabelo, a perfume. Para todas essas pessoas a recomendação é evitar contato com aquilo que causa reação na pele. Isso se aplica também à alergia ao botão da calça. Essa reação acontece em pessoas alérgicas a metal. Como é o seu caso, use roupas que não tenham botão de metal, ou roupas nas quais o botão não esteja em contato com sua pele. Outra opção é costurar ou colar um tecido de algodão cobrindo a parte do botão que está em contato com sua pele, que ficará protegida.

Se o motivo das reações alérgicas for um mistério, discuta com seu dermatologista a possibilidade de fazer um teste alérgico de contato. Ele ajudará a identificar o material ao qual você é sensível.

Finalmente, é uma boa idéia usar diariamente um hidratante. Pele ressecada é mais propensa a alergias.

Leia aqui: Alergia de pele e seu tratamento


Por Lucia Mandel

24/08/2010

às 15:36 \ Corpo

Reunião de sábado

Sabadão, dia de folga, o que fazer? Que tal se reunir com amigos para um bom papo sobre a dermatite atópica? Para quem sofre com esta condição, na qual a pele está predisposta a desenvolver reações alérgicas, não existe programa melhor.

O ponto de encontro é o ambulatório de dermatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. As cadeiras são colocadas formando um grande círculo. Ali, junto com os pacientes e convidados, se sentam os dermatologistas Roberto Takaoka e Valeria Aoki, coordenadores da AADA, ou Associação de Apoio à Dermatite Atópica. Também comparecem à reunião outros dermatologistas, psicóloga e pedagoga. A reunião do grupo de apoio da AADA acontece quase todos os meses, há 20 anos. O evento reúne, além dos portadores dessa condição, também seus familiares e especialistas no tratamento. Como os vários pacientes e seus familiares têm queixas e vivem situações parecidas, a reunião é uma grande troca de experiências e aprendizados.

Roberto Takaoka acredita que uma interação como essa enriquece os conhecimentos de todos os participantes, tanto pacientes quanto profissionais. Melhora a relação entre médico e paciente e, como consequência, faz com que o tratamento da dermatite seja mais eficaz. E só de participar de uma dessas reuniões, pude ter uma ideia de como esta iniciativa é realmente boa.

A reunião

Um a um os presentes se identificaram e falaram de seu problema. Uma mãe contou que seu
filho não quis ir à reunião naquele sábado, mas ela decidiu ir mesmo sem ele. Ela achava que a troca de informações com as outras pessoas poderia ajudá-la a cuidar do filho. Alguns compareceram para conhecer mais sobre seu problema e opções de tratamento. Outros queriam só falar, como forma de terapia.

Ficamos sabendo um pouco de cada um. Não só dos pacientes e familiares, mas também dos dermatologistas, da psicóloga e da pedagoga que fazem parte da associação. Qualquer pessoa que ali estava e que desejasse falar, perguntar ou apenas expor seu ponto de vista podia fazê-lo sem constrangimento. Enquanto os adultos conversavam, as crianças brincavam e desenhavam em uma sala ao lado, monitoradas pela pedagoga da AADA.

Além de falar sobre tratamentos, medicamentos e efeitos colaterais, os participantes discutiram questões do dia a dia. Qual filtro solar é mais indicado para peles tão sensíveis? Como lidar com crises noturnas de coceira? O que fazer para estabilizar o lado emocional quando a coceira é infernal e desestabiliza qualquer um? Como tomar banho durante a crise, quando até mesmo a água batendo na pele provoca ardor? Eram todas dúvidas cotidianas, mas fundamentais.

A associação

A AADA (www.aada.org.br) , além de organizar reuniões de apoio, promove outras atividades. Para médicos, organiza simpósios, eventos de atualização científica e estimula a realização de pesquisas sobre dermatite atópica. Para pacientes e familiares, o site da associação traz informações confiáveis sobre a doença e seu tratamento.

A importância do apoio a doentes crônicos

Uma boa relação médico-paciente ajuda o tratamento das mais variadas condições de saúde. Ainda mais quando essa condição tem forte componente emocional. Por isso, iniciativas como essa dos médicos Roberto Takaoka e Valeria Aoki  e de toda a equipe da AADA, são extremamente importantes.

Para mim e para dezenas de pessoas presentes, aquele foi um excelente sábado.

Veja também Crianças com Dermatite Atópica

Por Lucia Mandel

25/05/2010

às 15:25 \ Corpo

Coceiras no inverno

Meus braços e minhas pernas coçam muito, principalmente nos dias frios do inverno. Aparentemente não existe nada de diferente na minha pele. O que eu devo fazer?
(Marcia)

Pelo que entendo do seu e-mail você tem a pele ressecada, causa comum para coceira em braços e pernas. A pele fica áspera, descama e coça. Em casos extremos, fica avermelhada, o que é mais frequente nas pernas. O problema é comum em quem passou dos 50 anos, quando a pele perde naturalmente hidratação e oleosidade.  O inverno predispõe ao ressecamento da pele, e por isso a coceira piora nessa época. Além do frio, banhos quentes e uso excessivo de sabonete acentuam o ressecamento. Tanto o ar condicionado frio quanto o quente agravam a condição.

Para diminuir a coceira, preocupe-se em hidratar a pele. Tome banhos curtos e com água morna, não use bucha e evite excesso de sabonete. Procure um sabonete apropriado para peles sensíveis, como o de glicerina. Outra opção são os que incluem na formulação manteiga de karité ou lipídeos. Depois de se secar, aplique um hidratante que contenha ativos potentes, como uréia ou lactato de amônio. Prefira hidratante corporal a óleo. O óleo corporal cria uma camada protetora e mantém a hidratação natural da pele, mas não tem o poder de hidratar a pele ressecada. Se você julgar necessário, use hidratante duas vezes ao dia.

Caso a coceira não melhore em duas semanas após seguir todas as orientações acima, procure um dermatologista. Ele investigará outras possíveis causas para sua coceira, como uma alergia por exemplo.

Por Lucia Mandel

06/04/2010

às 14:49 \ Doenças, Respostas, Tratamento

Dermatite Atópica

Getty Images

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Meu filho tem 6 anos e sofre de dermatite atópica, não consegue ter uma boa noite de sono, pois começa a se coçar feito louco e a maioria dos médicos que consultamos prescreve pomadas e cremes com corticóide. Gostaria de saber se existe algo que possa realmente ajudá-lo. Obrigada.

(Zilda)

Compreendo sua impaciência, é angustiante ver uma criança se coçando por conta da dermatite. A criança se coça tanto que a pele pode sangrar. Numa crise, os pais passam parte da noite em claro junto com o filho. Mas mantenha-se calma que o problema costuma ter controle. Para isso, é crucial que a criança e sua família sigam algumas orientações sobre hábitos diários.

Um ponto fundamental é manter a hidratação da pele. Pode parecer simples, mas não é. Atópicos têm pele naturalmente ressecada e, como num ciclo vicioso, o ressecamento aumenta a predisposição à dermatite.

Para isso, restrinja o contato com água quente e excesso de sabonete, que ressecam a pele. O banho do seu filho deve ser curto, em torno de 5 minutos por exemplo. Use água morna ou fria e controle o uso do sabonete. Em momentos de crise o uso do sabonete deve ser ainda mais restrito: ensine-o a usar sabonete só nas mãos, pés, áreas íntimas, axilas, e, eventualmente, em outras áreas que tiverem se sujado. No resto da pele, só água. Se ele for tomar banho de banheira, misture um óleo de banho à água, ou então um punhado de maisena. Depois do banho, com a pele úmida, aplique um hidratante e reaplique ao longo do dia.

Repare nas roupas e no pijama de seu filho. Ao invés dos tecidos sintéticos, prefira o algodão. E, como o suor agrava a dermatite, vista-o com roupas folgadas e arejadas que permitam a ventilação da pele. Evite a lã e, se não for possível, vista por baixo uma blusa de algodão. Corte as etiquetas das roupas, elas irritam a pele. Lave as roupas com sabão de coco, enxágüe bem e não use amaciante.

O quarto da criança também deve adaptar-se à dermatite, pois pó e ácaros pioram a condição de pele. Remova tapetes, carpetes, bichinhos de pelúcia. Prefira persiana a cortina. Passe aspirador diariamente, tire o pó da colcha, do colchão, do travesseiro. Se as crises noturnas continuarem, revista o colchão e o travesseiro com plástico. Lençóis, fronhas e mesmo a colcha devem ser de algodão. Assim como na lavagem das roupas do corpo, também a roupa de cama deve ser lavada com sabão de coco e não se deve usar amaciante.

Quanto ao tratamento medicamentoso, os corticóides em creme são uma boa opção. Mas existem outros modos de se tratar a dermatite atópica, e a melhor indicação varia caso a caso, ficando a critério médico. Além dos corticóides, há os imunomoduladores em creme, que também podem ser usados no tratamento de manutenção. Ou ainda pode-se indicar um anti-histamínico por via oral. Além de diminuir a coceira, o anti-histamínico causa leve sedação, o que ajuda nas crises noturnas.

Por Lucia Mandel

14/08/2009

às 13:45 \ Respostas

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação e enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Meu filho tem 16 anos, ele pode tomar Complexo B? Dizem que melhora as espinhas é verdade?
(Biga)

Tomar complexo B não ajuda a melhorar as espinhas, muito pelo contrário. Em algumas pessoas, as vitaminas do complexo B desencadeiam ou agravam o quadro de acne. Nessas pessoas, se possível, o uso do complexo B deve ser interrompido.

Gostaria de saber a diferença entre cremes a base de ácido retinoico e o creme Clidoxyl gel, e qual seria o mais indicado para tratamentos de cravos e espinhas, e se algum desses poderia ser usado simultaneamente com o sabonete à base de ácido salicílico.
(Felipe)

Tanto o ácido retinoico, quando o peróxido de benzoíla e a clindamicina (ativos presentes no Clindoxyl gel®) são muito bons no tratamento da acne. A escolha de qual usar depende da avaliação do dermatologista. Dependendo do caso, o dermatologista pode intercalar ou associar o uso de mais de um ativo no mesmo paciente. Qualquer um desses produtos pode ser aplicado após a limpeza da área afetada com sabonete à base de ácido salicílico.

Fui ao dermatologista porque estava com algumas inflamações nas axilas e virilha (foliculite). Tratei com corticoides. Este tratamento teve ótimos resultados, porém logo após, surgiram alguns pontos vermelhos que, segundo a dermatologista, é escabiose. Comecei a tomar ivermectina e topica com permetrina. Minha dúvida é qual o período médio desse tratamento?
(Fernando)

O tratamento com a loção de permetrina é feito da seguinte maneira: aplica-se o produto em todo o corpo à noite. A loção deve agir por aproximadamente 10 horas, e então deve ser removida. O tratamento pode ser feito por apenas uma noite ou repetido por até quatro noites, e isso fica a critério médico. Seja qual for a escolha do seu médico, o tratamento deve ser refeito após uma semana de intervalo. Eu costumo indicar a aplicação por três noites, seguida de nova aplicação por três noites após a semana de intervalo. Não se aplica permetrina por 4 semanas. Leia aqui como é o tratamento da escabiose.

Por Lucia Mandel

30/06/2009

às 7:34 \ Arquivo, Doenças

Sarna. Chega de se coçar

Como em praticamente toda infecção ou infestação por parasitas, a sarna pode atingir qualquer pessoa. E se você acha que o problema se associa exclusivamente à falta de higiene, enganou-se. Para se pegar sarna, basta ter contato com uma pessoa com o problema. O bichinho causador, um ácaro, se alimenta da pele e não de sujeira. Mas o mais frequente mesmo é a sarna ocorrer em lugares com precárias condições de higiene e onde muita gente vive junto.

Quando o ácaro encontra uma nova presa, ele se acasala na sua pele. A fêmea cava túneis na pele da vítima, onde deposita seus preciosos ovos. Depois de uns dez dias, eles eclodem e nascem novos parasitas. Sem tratamento, esse ciclo não acaba nunca, perpetuando o problema. Nossa pele desenvolve uma reação alérgica ao bichinho e isso causa a coceira característica. Além da coceira, que piora à noite, surgem bolinhas avermelhadas e cascas.

Como a sarna é muito contagiosa e como o ácaro sobrevive por horas ou dias também em roupas, sofás, cadeiras, toalhas, geralmente mais de um membro da família é atingido. É comum haver pessoas infectadas que ainda não manifestaram a coceira, mas estão incubando o ácaro. Os ovos ainda vão abrir. Por isso, costuma-se pedir para todas as pessoas que moram na mesma casa tratarem a sarna, mesmo que só uma delas esteja se coçando. Caso contrário, a doença vira um verdadeiro inferno. O sujeito trata e cura. Depois, sua irmã pega. Passa para a mãe. Elas se tratam. Mas o irmão, aquela primeira vítima, já está incubando de novo. E assim vai. Não preciso nem dizer que isso causa enorme transtorno para todos os envolvidos.

O tratamento é feito com escabicidas, inseticidas que não fazem mal à pele humana. Aplica-se por três dias o produto em toda a pele, exceto no couro cabeludo e face, e deixa-se agir por um tempo. E, depois de uma semana, o mesmo tratamento é repetido para matar os ácaros que nasceram dos ovos e que não foram atingidos na primeira etapa. As roupas do corpo, roupas de cama e de banho devem ser trocadas todos os dias em que o escabicida for aplicado. Elas têm que ser lavadas com água quente e passadas com ferro. Além dos escabicidas, existe também um medicamento oral, mas a eficácia é menor.

Percebeu a dificuldade? Imagine uma casa sem varal para tanta roupa. Como assim, lavar tudo, todos os dias? E se forem quatro crianças? Ou cinco? E se a avó mora junto? É isso aí. Todo mundo tem que fazer o tratamento, ou ele fracassará. Uma das minhas lembranças da época de residência médica é de sentir estar falando algo impossível para aquela mãe de cinco filhos que foi ao Hospital das Clínicas por conta da coceira do caçula. Acho que a expressão ‘arranjando sarna pra se coçar’ vem justamente dessa trabalheira toda que dá para se livrar do problema. Ter sarna é bem chato.

E o cachorro da família nessa história? Não, ele não precisa de tratamento. A sarna humana é diferente da sarna do cachorro. Existe um ácaro específico para cada um. A gente até pode pegar a sarna do cachorro, mas o ácaro logo morre na nossa pele e o problema acaba. Do mesmo modo, a nossa sarna não vinga no cachorro.

Por Lucia Mandel

 

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