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câncer de pele

25/06/2013

às 8:51 \ Corpo, Doenças

O cabeleireiro pode salvar a sua vida

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Por mais dramático que o título possa parecer, ele é verdadeiro. Enquanto acerta o tom da tintura, lava, capricha no corte e filosofa com você sobre a vida, seu cabeleireiro não arreda o olhar do seu couro cabeludo. Pode então acontecer uma feliz coincidência: aquela pinta no alto de sua cabeça ou na sua nuca chama a atenção dele. Porque não estava lá quando ele cuidou dos seus cabelos da última vez. Ou estava lá, mas era bem menor. Daí, entre uma dica dele e a consequente visita ao dermatologista vai um pequeno passo. Que pode fazer toda a diferença no futuro.

De acordo com a  Sociedade Americana de Câncer, o câncer de pele responde por quase metade de todos os tipos de câncer nos Estados Unidos. E mais: cerca de 10% das mortes por melanoma têm sua origem no couro cabeludo e na nuca.

Uma pesquisa publicada na revista americana Archives of Dermatology indicou que metade dos cabeleireiros consultados tem interesse em participar de um programa de detecção de câncer de pele. Os autores dessa pesquisa decidiram iniciar um programa  para barbeiros e cabeleireiros, com a finalidade  de capacitá-los a detectar suspeitas de câncer de pele em cabeça e nuca, lugares de difícil auto-observação.

Não é uma boa trazer essa ideia para o Brasil?

Por Lucia Mandel

02/04/2013

às 10:08 \ Corpo, Doenças

Nossas crianças e o sol

Quando eu era criança, adorava o Cebolinha, o Cascão, a Mônica, o Louco (esse, apesar de coadjuvante, era meu preferido), todos os personagens da Turma da Mônica. Menos o Horácio, coitado, que achava meio chatinho. Por isso gostei de receber em meu consultório, dia desses, um novo gibi que trazia a Mônica e companhia em uma historinha com um tema específico: a proteção solar infantil.

O Dr. Paulo Ricardo Criado, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional do Estado de São Paulo (SBD-RESP), foi um dos responsáveis por levar esse tema ao cartunista Maurício de Souza. Entrevistei o Dr. Paulo para ouvir sua opinião sobre o assunto.

Crianças devem evitar o sol?
Não. Crianças podem e devem se expor ao sol, porém de forma segura. O sol atua no bem estar físico e mental. Exposição segura significa se expor ao sol antes das 10h ou depois das 16h, desde que com filtro solar, óculos de sol, chapéu e roupa adequados. E o sol também é importante na produção de vitamina D, fundamental para o corpo. Para produzi-la em quantidade adequada, é suficiente a exposição solar sem filtro, por 15 minutos, duas vezes por semana, da face e antebraços ou antebraços e pernas, antes das 10h ou após as 16h.

As crianças brasileiras se protegem adequadamente contra o sol?
Em grande parte não. Tanto o horário quanto a roupa ou o filtro muitas vezes são inadequados. Mesmo quando a criança está com filtro, o FPS muitas vezes é baixo, ou com pouca proteção anti-UVA, ou a quantidade é insuficiente e a frequência de aplicação é fora do ideal. O filtro solar deve ter FPS no mínimo 30 e proteção anti-UVA de média a alta. A quantidade aplicada deve ser sem economia, ou seja, 2mg por centímetro quadrado da pele – o que equivale em um adulto a 30ml de filtro para o corpo todo, por aplicação. O filtro deve ser aplicado 30 minutos antes da criança se expor ao sol e reaplicado a cada duas horas, ou cada vez que ela sai da água. O grande perigo na infância são as queimaduras solares, com formação de bolhas, que aumentam o risco de melanoma na vida adulta.

Quais as consequências para o futuro da falta de proteção solar na infância?
Inúmeros estudos mostram relação entre exposição solar inadequada na infância e câncer de pele na vida adulta. De 25% a 50% da radiação ultravioleta que uma pessoa recebe durante a vida ocorre até os 21 anos de idade, sendo grande parte na infância. E se não ocorrer câncer de pele, no mínimo a exposição solar inadequada causa envelhecimento precoce da pele, com manchas e rugas.

É possível melhorar este panorama?
Acredito que sim. Na Austrália, na década de 1970, implantou-se um programa de educação nas escolas do ensino fundamental chamado SunSafe, com a finalidade de mudar o comportamento de exposição solar na infância e replicar estas informações nas famílias e na comunidade. Hoje, 40 anos depois, o programa rendeu bons frutos. A meta da SBD-RESP é sensibilizar as autoridades da educação no Brasil para que se adote um programa similar nas escolas brasileiras.

Os pais devem aplicar filtro solar em seus filhos a partir de que idade?
Devem evitar expor a criança ao sol até os 6 meses de vida. A partir daí, o uso de protetores de composição exclusivamente física, à base de dioxido de titânio ou zinco, são os preferidos até os 2 anos.

O filtro solar infantil deve ser usado até que idade?
Até pelo menos os 12 anos. Depois, ele pode ser substituído por filtros de composição química e física, sempre preferindo aqueles com maior proporção de filtros de composição física, que têm menor capacidade de causar alergias.

No calor, qual roupa é ideal para ira à escola?
É aquela que menos expõe o colo, os braços e as pernas. Devem ser evitadas roupas sintéticas, que aumentam a temperatura corporal, e as de cor escura, que absorvem a radiação ultravioleta. E deve-se optar por chapéus de abas largas, por protegerem rosto e pescoço.

Onde pode ser encontrado o gibi da turma da Mônica que eu recebi?
O grupo Maurício de Souza aderiu à nossa causa de forma espontânea e colaboradora. A partir de nossas orientações, criou esse gibi da Turma da Mônica intitulado A Pele e o Sol, com uma história divertida que ensina às crianças práticas em exposição solar segura. Foi enviado aos consultórios de dermatologistas para ser dado às crianças e foi distribuído em pedágios em São Paulo e nas balsas de São Sebastião e Guarujá durante o carnaval. Será entregue também nos principais hospitais públicos de São Paulo com atendimento em dermatologia. Foram impressos 500.000 exemplares com recursos da SBD-RESP e agora estamos à procura de parceiros para a impressão de mais exemplares para distribuição nas escolas.

Qual personagem da turma da mônica o senhor preferia quando criança?
Na infância eu preferia o Cebolinha com seus planos milabolantes!

Por Lucia Mandel

21/11/2012

às 12:31 \ Doenças, Tratamento

Sábado que pode salvar vidas

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Sei que o sábado existe para dormir, ver um filme, dormir mais, fazer palavras cruzadas, bocejar, tudo menos ficar marcando compromissos. Mas é que no próximo sábado, dia 24 de novembro, tem um evento realmente importante, que pode salvar vidas: o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele. Nesse dia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) coordenará a realização do Exame Preventivo Gratuito. Médicos voluntários e profissionais da saúde darão atendimento gratuito por todo o Brasil. Esta campanha acontece sempre no último sábado de novembro, há 13 anos, e já atendeu mais de 420.000 pessoas. Desta vez, serão 144 postos em hospitais públicos, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Todos os brasileiros estão convidados a comparecer. Em especial, a presença dos pacientes de risco é fundamental. Para saber quem se enquadra como paciente de risco, segue uma lista:

- quem tem caso de câncer de pele na família;

- quem tem pele muito clara, que sempre fica vermelha e nunca bronzeia;

- quem tem cabelos ou olhos claros;

- quem possui muitas pintas pelo corpo;

- pessoas que já sofreram queimaduras pelo sol;

- pessoas que possuem sardas na face ou ombros;

- quem já teve câncer de pele;

- pessoas que tomaram muito sol sem proteção;

- quem possui uma pinta que está mudando de cor;

- quem tem uma “feridinha” que não cicatriza;

- idosos.

Se você identificou um ou mais desses itens, venha fazer o Exame Preventivo Gratuito. Os endereços dos locais de atendimento podem ser consultados pelo site da SBD (www.sbd.org.br), e também pelo número 0800-7013187.

Quer saber um pouco mais sobre o evento? Então leia a entrevista que eu fiz com o dermatologista Marcus Maia, coordenador do Exame Preventivo Gratuito.

Em quais regiões do Brasil a incidência de câncer de pele é maior?

O Brasil é um país tropical e o grau de exposição solar é intenso em qualquer região. Mas considerando a distribuição geográfica racial, as regiões Sul e Sudeste concentram as pessoas com maior risco para câncer da pele.

Existem atividades mais sujeitas a câncer de pele?

Sim, todas as atividades nas quais os trabalhadores se expõem ao sol. Carteiros, pescadores, garis, pessoas que trabalham com construção civil etc. Mas não é só a exposição solar frequente que deixa uma pessoa mais suscetível ao câncer de pele. Suas características pessoais, como casos de câncer de pele na família ou pele muito clara são também fatores determinantes, independente dela trabalhar exposta ao sol ou não.

Existem categorias profissionais que recebem filtro solar como item de segurança?

Sim. Nada que seja obrigatório por lei, ainda, mas há. Os carteiros, por exemplo, por iniciativa dos Correios, utilizam bonés e filtro solar. Os funcionários da Saúde da Família também. E os garis utilizam bonés. Existem projetos para transformar em EPI — Equipamento de Proteção Individual — o boné, a camisa e o filtro solar.

Onde e quando será o tratamento das pessoas com câncer de pele diagnosticadas na campanha?

Todas as pessoas diagnosticadas serão encaminhadas para os serviços credenciados da Sociedade Brasileira de Dermatologia mais próximos de suas casas, nos meses após o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele.

Por Lucia Mandel

28/08/2012

às 12:53 \ Beleza, Doenças

Vem aí o facekini

As fotos abaixo foram tiradas em uma praia de Qingdao, cidade litorânea chinesa. Não, não é das coisas mais bonitas que você já viu. Essa ‘preciosidade’ foi apelidada de facekini, algo como um biquíni para o rosto. Inventado na China há sete anos, o facekini agora está sendo produzido em larga escala. Tornou-se tendência nas praias do país, onde existe grande preocupação em se manter a pele clara e protegida do sol. Pele bem branca e sem manchas é o padrão de beleza entre os chineses. O facekini é acompanhado por um traje de banho, que cobre o resto do corpo. Será que essa moda pega no Brasil?

 

AFP

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Você usaria essa roupa de praia para proteger a pele do sol?

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Por Lucia Mandel

21/08/2012

às 10:58 \ Doenças, Tratamento

Como identificar uma pinta perigosa

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Tenho dúvidas sobre como identificar uma pinta que pode virar câncer de pele. Como tenho muitas pintas, gostaria de uma orientação.

(Caetano)

Quem tem muitas pintas deve ir rotineiramente ao dermatologista para checá-las. Em caso de pinta ou ferida suspeita, é feita uma biópsia. O objetivo é detectar o câncer o mais cedo possível, já que câncer de pele é curável no início. Você também pode aumentar suas chances de detecção precoce, examinando regularmente sua própria pele. O ideal é fazer o auto-exame algumas vezes ao ano, assim você acabará conhecendo sua pele em detalhes.

O que procurar?

Observe a regra ABCDE de perigo, que indica sinais sugestivos de melanoma.

A: Assimetria. Pintas cancerosas são assimétricas enquanto as benignas geralmente são simétricas.

B: Bordas irregulares. Suspeite de bordas com reentrâncias ou saliências.

C: Cor da pinta. Pintas cancerosas costumam ter dois ou mais tons de cores.

D: Diâmetro. Suspeite de pintas com mais de 6 mm de diâmetro.

E: Expansão. Pintas cancerosas crescem enquanto pintas inofensivas em geral se mantêm do mesmo tamanho.

Qualquer desses sinais é um alerta. Existem outros sinais, como uma pinta que coça ou uma ferida que não cicatriza em duas semanas. Em caso de dúvida você deve procurar um médico para checar se a pinta ou a ferida suspeita é câncer de pele.

Por Lucia Mandel

24/11/2010

às 14:21 \ Doenças, Sem categoria

Queratose actínica

Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome esquisito. Mas a queratose actínica é um dos principais motivos de consulta ao dermatologista. É uma feridinha áspera, de cor avermelhada ou esbranquiçada, que não sara nunca. A maioria das pessoas procura o dermatologista para removê-la apenas por questão estética. Nem desconfia que aquela lesão, aparentemente inofensiva, pode um dia se transformar em câncer de pele.

Ela é muito frequente no nosso país ensolarado. Você sabe que o sol causa envelhecimento precoce da pele e predispõe a câncer de pele, não é mesmo? Pois uma das manifestações disso é o aparecimento de queratoses actínicas, que são consideradas pré-cancerosas. A chance delas um dia virarem carcinoma de pele é de 20%.

A lesão começa minúscula, quase invisível, e dá para sentir que está ali se deslizarmos o dedo pela pele, porque ela é áspera e endurecida. Com o tempo ela se desenvolve e pode ser vista com facilidade.

Como as queratoses refletem os exageros ao sol, elas aparecem em locais não cobertos pela roupa. Assim, são comuns no rosto, decote da blusa, braços, mãos. Nos calvos, invadem couro cabeludo e orelhas. Outros locais de risco são nuca e lábio inferior. Quem tem pele clara e mais de 50 anos de idade é muito mais propenso.

Tratamento

Se você tem queratoses actínicas, não relaxe e procure tratamento. Existem várias maneiras de tratá-las, e listarei alguns dos métodos mais usados.
1.    Congelamento. Um jato de ar frio congela e destrói a queratose. O método é prático, eficaz, e realizado em consultório. Depois da aplicação, forma-se uma ferida ou bolha, que cicatriza em alguns dias. Em geral, o tratamento não deixa marca após a cicatrização, mas existe risco de ficar uma mancha branca definitiva.

2.    Raspagem e eletrocoagulação. O tratamento é realizado em consultório médico. O efeito estético final também costuma ser bom.

3.    Uso de cremes. Quando as queratoses são numerosas, pode ser mais prático passar um creme em toda a área afetada (todo o couro cabeludo por exemplo) do que tratar as lesões uma a uma. O tratamento com cremes é feito em casa e dura algumas semanas.

4.    Terapia fotodinâmica. Também indicada para pessoas com muitas queratoses. É um tratamento feito com um creme que é ativado por luz. O creme penetra especificamente nas células pré-cancerosas das queratoses. Depois, o médico ilumina a área tratada com uma luz especial. Daí ocorrem reações químicas que destróem as lesões. Mesmo lesões invisíveis a olho nu se curam com este método.

O melhor tratamento varia caso a caso e depende da avaliação do dermatologista. O importante é saber que não dá para deixar uma queratose actínca sem tratamento na sua pele. O que hoje é um probleminha simples pode se transformar em uma dor de cabeça bem maior no futuro.

Por Lucia Mandel

13/07/2010

às 16:42 \ Doenças

A SBD na luta contra o câncer de pele

Proteção contra o sol é a melhor arma no combate ao câncer de pele (Foto:Getty)

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) existe há 98 anos e tem mais de 6 mil dermatologistas associados em todo o Brasil. Suas atividades se voltam para médicos e para o público em geral. Para médicos, dentre outras atividades, a SBD organiza eventos de atualização e aprimoramento profissional, através de congressos e cursos. Também divulga informação científica por meio de materiais impressos, como o Jornal da SBD ou a revista Anais Brasileiros de Dermatologia, que todo dermatologista associado recebe. A seguir, entrevisto o Dr. Omar Lupi, 42 anos, dermatologista carioca e presidente da SBD.

O senhor poderia citar algumas atividades da SBD voltadas para o público? A SBD tem um portal na internet (www.sbd.org.br/publico/) repleto de informações para o público. Além de ler sobre doenças de pele, o internauta pode acessar informações básicas sobre pele e como cuidar dela. Temos também vídeos educativos. Outro ponto de interesse é a calculadora de risco para câncer de pele (www.sbd.org.br/publico/cancer/calculadora.aspx). Também fazemos anualmente duas campanhas, uma contra o câncer de pele e outra para a conscientização sobre uma doença de pele bastante comum, a psoríase.

Como é a Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele? Essa campanha é realizada há 11 anos. Ao longo desses anos já atendemos cerca de 350 mil pessoas. Num dia específico, médicos voluntários unem esforços e atendem gratuitamente a população que comparece aos postos de atendimento. Examinamos, identificamos lesões suspeitas e encaminhamos para hospitais credenciados pela SBD (www.sbd.org.br/publico/busca_dermatologista.aspx). A campanha tem caráter resolutivo. Significa que todos os casos suspeitos de câncer de pele avaliados no dia da campanha devem ser atendidos nos hospitais credenciados em aproximadamente um mês, e isso é monitorado pela SBD. Não são poucos os casos de câncer de pele identificados em cada campanha. Em média, 8% dos atendimentos se confirmam como câncer de pele. É um número alto, visto que os atendimentos ocorrem por procura espontânea e muitas pessoas que comparecem nem desconfiam do problema. Outro ponto positivo é termos oportunidade de orientar a população sobre cuidados preventivos contra o câncer de pele. A campanha de 2009 foi incrementada com a presença de um caminhão que percorreu o litoral do país. Dentro do caminhão montamos três salas de atendimento. Assim, de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010, esse caminhão levou a campanha para 13 cidades litorâneas. Nesse caso também a SBD se responsabilizou pela continuidade do tratamento dos pacientes.

Quando será a campanha de 2010? A mobilização nacional será em 27 de novembro. Neste ano teremos novamente o caminhão volante, que sairá do Rio de Janeiro em setembro. Desta vez ele irá ao interior do Brasil. Iniciaremos o tour da prevenção rumo ao sul do país, lugar crítico para câncer de pele, pois ali vive grande proporção de pessoas com pele clara. O cronograma do caminhão ainda será definido e poderá ser acessado pelo nosso site.

A incidência de câncer de pele vem crescendo no Brasil. Que conselhos o senhor oferece aos leitores? Sugiro que todos adotem o que chamo de “atitude de fotoproteção”. É uma postura de quem compreende que a radiação ultravioleta é nociva e causadora de câncer de pele. É uma postura de quem compreende que se proteger do sol é mais do que passar filtro solar. Assim, evite exposição intensa ao sol no horário entre 10 e 14 horas, use roupas para se proteger, boné, óculos escuros, prefira barracas de sol com tecido espesso. Escolha um filtro solar que seja anti-UVA e anti-UVB. Aplique o filtro 30 minutos antes da exposição e reaplique a cada 2 horas. Infelizmente, o brasileiro ainda não se protege bem. Existem vários motivos para isso. Um é que ainda temos uma cultura que valoriza a exposição ao sol. Outro é que muita gente não tem informação suficiente sobre os riscos da exposição exagerada ao sol. Finalmente, o preço do filtro solar pode ser impeditivo. Creio que alguns profissionais, como os carteiros, deveriam receber gratuitamente filtro solar. O filtro, nesse caso, seria um item de segurança, do mesmo modo que operadores de motosserra devem receber capacete, óculos de proteção e outros equipamentos. A SBD trabalha para que o filtro solar seja entregue a algumas categorias profissionais.

Qual a posição da SBD sobre a proibição do bronzeamento artificial no Brasil? A SBD sempre foi contrária ao bronzeamento artificial, e é totalmente a favor dessa proibição. As câmaras de bronzeamento são um malefício à saúde. Acredito que o Brasil fez história sendo o primeiro país do mundo a proibir o uso deste equipamento.

Na sua opinião, por que é importante que um dermatologista seja associado da SBD? A SBD faz uma certificação de que o médico é especialista. Diz que o dermatologista tem qualificações que fazem dele um bom profissional. Cada vez mais os pacientes procuram o dermatologista para tratamentos estéticos e cirúrgicos, e é fundamental que o profissional dê credibilidade e segurança ao paciente. Para isso existe o credenciamento. Ter um dermatologista reconhecido pela SBD é uma garantia a mais do preparo do profissional e de que ele sabe diagnosticar e tratar adequadamente os problemas da pele de seu paciente.  Acessando o portal da SBD (www.sbd.org.br) podemos identificar, por estado e cidade, cada dermatologista do país membro da SBD.

Por Lucia Mandel

 

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