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calvície

10/04/2012

às 8:43 \ Beleza, Tratamento

Calvície masculina e finasterida

 


Algumas das grandes invenções e descobertas foram feitas por acaso. Tentando chegar a outro resultado, cientistas inventaram o teflon, o Raio-X, a sacarina, o forno de microondas, o marcapasso e até a massinha colorida de modelar que toda criança adora. Um dos medicamentos mais eficientes contra a calvície também pode entrar nessa lista. É a finasterida, lançada no mercado na década de 90 com o nome comercial de Propécia®. Esse foi o primeiro medicamento por via oral eficiente no combate à calvície masculina. A ação anti-calvície da finasterida foi percebida como efeito colateral de um tratamento para hiperplasia prostática, condição em que a próstata aumenta de volume.

A finasterida inibe a ação do hormônio masculino testosterona no fio de cabelo. Isso impede o afinamento progressivo dos fios e também a perda de cabelos. O medicamento bloqueia a evolução da calvície e pode revertê-la, fazendo crescer novamente parte dos fios de cabelo. Mas esse efeito só acontece enquanto a finasterida estiver sendo usada. Suspendendo o uso, a calvície volta a evoluir.

Na maioria dos homens, o uso prolongado de 1 mg de finasterida ao dia é seguro e pode ser mantido por muitos anos sem prejudicar a saúde. Mas um medicamento de uso prolongado exige retornos periódicos ao médico. Como qualquer medicamento, a finasterida pode ter efeitos adversos, e isso deve ser monitorado.

Enquanto a maioria dos homens não sofre efeitos colaterais, uma minoria, que pode chegar a 2%, pode apresentar problemas como diminuição de libido, disfunção erétil ou diminuição do volume da ejaculação. Alguns homens podem apresentar uma diminuição de fertilidade que melhora ou normaliza com a interrupção do tratamento, e, por precaução, pode ser recomendável suspender a finasterida quando um casal tem planos de ter um filho em breve.

PSA

O PSA, enzima produzida pela próstata, é valioso na detecção precoce de câncer de próstata. Homens acima dos 40 anos devem submeter-se a exames rotineiros de PSA. A finasterida reduz a dosagem do PSA. Quem usa finasterida deve alertar o médico responsável pelo exame de PSA para que ele leve esse fato em conta na interpretação do resultado do exame.

Finasterida e as mulheres

Aqui vale um alerta: a finasterida pode causar malformação em fetos. Para não haver esse risco, em geral ela não é recomendada para mulheres em idade fértil. Outro alerta: o risco de malformação do feto existe até mesmo para a gestante que tenha recebido sangue de doador que esteja usando finasterida. Por isso, quem toma finasterida não pode doar sangue durante o tratamento e até um mês após sua suspensão.

Atualizado em 16/4/2012

Caro leitor,

Em 11/4/2012 o Food and Drug Administration (FDA), agência americana que controla alimentos e medicamentos, anunciou mudanças na bula do medicamento Propecia (finasterida 1mg) expandindo a lista de efeitos sexuais adversos. As novas bulas passarão a citar:

- disfunção erétil, desordens de libido, desordens de ejaculação e desordens de orgasmo que continuaram após a interrupção do medicamento;

- infertilidade masculina e/ou baixa qualidade do semen que normalizou ou melhorou após a interrupção do medicamento.

Em seu site, o FDA ainda observou:

Apesar de não estar claro o vínculo entre finasterida e efeitos sexuais adversos, casos clínicos relatados sugerem um espectro mais amplo de efeitos adversos do que foi previamente observado em pacientes que usaram o medicamento.

 

Por Lucia Mandel

10/05/2011

às 12:43 \ Tratamento

Problema capilar em mãe e filha


Eu tenho há muito tempo um problema sério de calvíce no alto da cabeça. Sofro com isto, pois sempre tive cabelo farto e bonito. Tenho uma filha de 15 anos que também está com o cabelo muito fraquinho na parte de cima. Não sei o que fazer, já fomos ao dermatologista, mas a fórmula que ele passou não adiantou.
(Haydée )

Existem vários motivos que desencadeiam queda de cabelos em mulheres, por exemplo, stress. Também é possível haver queda de cabelos como consequência de desequilíbrio hormonal, carência de ferro, ou uso de alguns medicamentos. Tudo isso precisa ser investigado pelo dermatologista. Descoberta a causa da queda, ela pode ser corrigida.
Mas também existe o que chamamos de “calvície feminina”, que é uma tendência genética a perder cabelos, principalmente da parte superior do couro cabeludo. Os fios ficam progressivamente mais finos e ralos. As mulheres afetadas quase nunca percebem o problema no início e, ao se darem conta, os fios já estão enfraquecidos.

Quanto antes se diagnosticar esse padrão feminino de calvície, melhor. Casos duvidosos podem se beneficiar de um teste genético. Além de ajudar a definir o diagnóstico em uma mulher com suspeita de calvície feminina, o teste define uma probabilidade de o problema acontecer no futuro em mulheres com histórico familiar de calvície. O tratamento, que reduz a influência hormonal no cabelo, precisa começar o mais precocemente possível, e deve ser mantido por tempo indefinido, talvez para sempre. Uma opção é a pílula anticoncepcional, particularmente pílula com efeito anti-andrógeno. Outra opção, usada principalmente em mulheres na menopausa, é a finasterida por via oral (a finasterida é teratogênica, o que significa que se uma grávida tomar, o bebê pode ter malformação).  Mas existem outras possibilidades, e a melhor indicação varia caso a caso.

Retorne ao seu dermatologista, e leve sua filha junto. Discuta essas questões com ele e tenha em mente que os resultados do tratamento capilar nem sempre são rápidos.

Por Lucia Mandel

29/06/2010

às 9:34 \ Tratamento

Você já pode saber se vai ficar careca

Dr. Arthur Tykocinski, 45 anos, cirurgião reconhecido internacionalmente por seu trabalho com transplante de cabelos, é membro diretor da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar. Ele também compõe o comitê consultivo médico da DermaGenoma, empresa norte-americana que lançou o primeiro teste específico para calvície nos Estados Unidos em 2007. Hoje esse teste é realizado em mais de 30 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Europa e Japão.

Recentemente a DermaGenoma trouxe ao Brasil dois testes: um para verificar a probabilidade de homens e mulheres ficarem calvos e outro para ver como os homens responderão ao tratamento com finasterida, primeira escolha de tratamento para eles. Esses testes são aprovados nos Estados Unidos, Europa e Japão.

Em entrevista a VEJA, Dr. Arthur explica como funcionam esses testes, e quem pode se beneficiar com eles.

O gene responsável pela calvície já foi descoberto?

A herança da calvície é poligênica, ou seja, existem vários genes envolvidos. Um gene comprovadamente envolvido é o gene do receptor androgênico (AR). Ele se localiza no cromossomo X, aquele que o homem herda da mãe e que a mulher herda da mãe e do pai.

Como funciona o exame?

Ele é um teste de rastreamento e indica qual a probabilidade da calvície ocorrer, e consequentemente a atenção que devemos dispor ao problema. Ele rastreia justamente o gene AR do cromossomo X. Baseado numa variação deste gene, o teste aponta a chance de se desenvolver calvície. Um homem com teste positivo e que tenha pai calvo terá 80% de chance de ficar calvo. Já um homem com teste negativo cujo pai não é calvo tem 90% de chance de não ficar calvo.

No caso de predisposição à  calvície, existe prevenção?

Sim, e quanto antes for iniciado o tratamento, melhores os resultados alcançados. Mais do que isso: sabendo do problema, as pessoas tendem a ser mais disciplinadas quanto ao tratamento. No caso dos homens temos a finasterida oral, minoxidil e 5-alfa-estradiol dentre outros. No caso das mulheres, anticoncepcionais de ação anti-andrógena, outros anti-andrógenos, ou o minoxidil. Vitaminas, minerais e aminoácidos também podem ser suplementados, assim como o tratamento de problemas associados ao couro cabeludo, como a dermatite seborreica, que também deve ser tratada.

O teste da finasterida também indica qual o melhor tratamento a se escolher?

No caso dos homens sim. O teste de resposta à finasterida mostra como o paciente provavelmente reagirá ao tratamento. A vantagem de se ter essa informação é que muitos homens ficam desmotivados a iniciar o tratamento por não gostarem de um tratamento oral ou por medo de possíveis efeitos colaterais. Sabendo que existe grande chance de responder bem à finasterida, o paciente fica mais motivado a tratar antes que a calvície se estenda.

Por outro lado, há homens que preferem apenas o tratamento oral e dispensam o tratamento tópico associado. No caso de estimarmos que a resposta à finasterida será pequena, recomendaremos associar o tratamento tópico. Assim, instituímos o melhor tratamento ao paciente antes de ele apresentar perda capilar significativa e evoluir para uma calvície irreversível ao tratamento clínico, quando lhe restaria apenas o transplante capilar.

O teste de predisposição à calvície também pode ser feito em mulheres?

Sim, e é uma importante indicação. Enquanto nos homens o diagnóstico de calvície é relativamente fácil, nas mulheres ele pode ser mais complexo, pois existem inúmeras variáveis e o quadro tende a ser mais discreto e a progredir lentamente. Como o tratamento específico para a perda capilar de padrão feminino é baseado em medicamentos orais com ação anti-andrógena, um diagnóstico preciso se impõe. Com esse teste genético os dermatologistas podem antecipar o tratamento em anos, permitindo que as pacientes mantenham melhor seus cabelos a longo prazo. Quanto ao teste para prever a resposta à finasterida, existem indícios de que também será efetivo para mulheres. Mas ainda estamos na fase de estudos científicos, e portanto ele ainda não está disponível para elas.

Que tipo de pessoa, na sua opinião, deveria se submeter ao teste?

Pessoas com antecedentes familiares de calvície e aqueles que ainda não tenham diagnóstico conclusivo. Em ambos os casos, saber antes significa iniciar o tratamento antes de haver falha capilar evidente. Como sabemos que os tratamentos disponíveis hoje para calvície conseguem retardar sua progressão e que os resultados para recuperar o que já foi perdido são limitados, instituir um tratamento adequado logo no início é a melhor conduta para preservar os cabelos. Um alívio para médicos e pacientes.

Como é feito o teste?

A coleta de material é simples, realizada pelo dermatologista no próprio consultório. Um cotonete próprio para coleta genética é friccionado suavemente na parte interna da bochecha por 30 segundos. São colhidas duas amostras de células, uma de cada lado. Elas são enviadas para análise à matriz da DermaGenoma na Califórnia, e o dermatologista recebe o resultado em até quatro semanas.

Por Lucia Mandel

18/05/2010

às 16:18 \ Tratamento

Cigarro e calvície

Meses atrás tentei fazer você parar de fumar. Se daquela vez os argumentos não bastaram, esta é a segunda tentativa. Agora, apelo para sua vaidade capilar: selecionei dois artigos científicos que mostram associação entre fumo e o envelhecimento dos cabelos.

O primeiro foi publicado em uma conceituada revista americana de dermatologia, a Archives of Dermatology. Trata de um estudo realizado em Taiwan, investigando a relação entre fumo e calvície. Setecentos homens com mais de 40 anos participaram. Cada um passou por uma consulta para avaliar o grau da calvície e respondeu a um questionário com perguntas como o histórico do problema na família, quantidade de cigarros fumada por dia e idade que iniciou o vício.

Investigou-se também idade, peso, pressão arterial e presença de doenças como diabetes ou doenças cardiovasculares. Analisando o material, os pequisadores concluíram que o fumo influi diretamente na evolução da calvície masculina. Os autores sugerem que parar de fumar pode frear essa evolução.

O segundo estudo foi publicado no BMJ, outra revista médica conceituada. Dessa vez, a associação pesquisada foi entre fumo e surgimento precoce de cabelos brancos. Os autores do estudo sugerem que o fumo acelera o envelhecimento do organismo como um todo, incluindo aí células que produzem o pigmento que dá cor ao cabelo.

Causa e efeito

Já está  provado que o cigarro acelera o envelhecimento da pele. Embora não existam muitos estudos científicos relacionando envelhecimento dos cabelos e fumo, essa associação é bastante provável. Como o cigarro prejudica a circulação sanguínea do corpo todo, também compromete a microcirculação das raízes dos cabelos. Com a nutrição prejudicada, os cabelos tenderiam a perder vida. O fumo também poderia agredir os fios por outros mecanismos: aumenta a produção de radicais livres, danificando as células produtoras do fio de cabelo. Os mesmos radicais livres também atacariam as células que fabricam a melanina, pigmento que dá cor aos fios. Eis aí a causa da possível ligação entre cigarro e cabelos brancos. 

Desta vez, além do sofrido coração, do ofegante pulmão e da sensível pele, juntam-se ao coro seus sedosos e brilhantes cabelos. Todos unidos, pedem humildemente para você parar de fumar.

Fontes:
1. Association of Androgenetic Alopecia With Smoking and Its Prevalence Among Asian Men – a Community-Based Survey     

2. Premature grey hair and hair loss among smokers: a new opportunity for health education?

Por Lucia Mandel

03/11/2009

às 11:56 \ Beleza

Transplante de cabelos

calvicie

Com o avançar dos anos, o homem com tendência à calvície vê no espelho uma progressão de eventos padronizada e temida: as entradas aumentam, os fios de cabelo da parte superior da cabeça vão afinando e o couro cabeludo vai aparecendo. Mais anos se passam, mais fiozinhos dão adeus e, sem tratamento, a calvície evolui até um grau que varia com a genética pessoal. Geralmente atinge fios que estão na frente, na parte superior e na coroa do couro cabeludo. Mas existe uma faixa de irredutíveis e heroicos fios, atrás e na lateral, que se mantém praticamente intacta, mesmo em quem tem grande tendência à calvície.

Pois é, nem todos os fios da mesma cabeça têm o mesmo comportamento. Uns estão destinados a cair, outros não. Quem decide o destino de cada fio é a sensibilidade de cada um aos hormônios masculinos. E essa sensibilidade fica na raiz que produz o fio. Uma raiz sensível é lentamente envenenada pelo hormônio masculino: ela diminui de tamanho, em um processo chamado de miniaturização. Consequentemente, produz um fio cada vez mais fino até simplesmente parar de funcionar. A raiz insensível, por outro lado, não se abala: produz seu fio pela vida toda. Justamente naquela faixa lateral e posterior do couro cabeludo, aquele bravo pelotão de fios que resistem à calvície, se concentram raízes insensíveis ao hormônio masculino.

A realocação de recursos

A ideia básica de um transplante de cabelos é a realocação de folículos, nome oficial das raízes. Quando uma raiz não sensível ao hormônio masculino é removida da faixa posterior do couro cabeludo e colocada em uma área calva, ela continua capaz de produzir seu fio de cabelo. O cabelo transplantado cresce normalmente, com a vantagem de ser insensível ao hormônio masculino. Ele não irá afinar ou cair com o tempo.

E o cabelo de boneca?

O efeito estético do transplante depende da técnica e do capricho do cirurgião. Se as raízes não forem separadas adequadamente antes do implante, os cabelos nascem em tufos, resultando em um efeito desastroso parecido com cabelo de boneca. Esse estilo de transplante já ficou no passado. Nos seus primórdios, rodelas de couro cabeludo com diâmetro de um lápis eram removidas da área doadora e enxertadas na área calva. Com o tempo, os enxertos foram ficando cada vez menores e o resultado melhorou sensivelmente.

O transplante baseado na unidade folicular

Através do microscópio, podemos enxergar que nosso cabelo nasce em grupinhos de um, dois, três ou quatro fios juntos. Cada um desses grupinhos é chamado de unidade folicular. As unidades foliculares ficam espalhadas por todo o couro cabeludo. Mas existem particularidades. Por exemplo, na linha da frente, há preferencialmente unidades foliculares de um fio só.

Hoje em dia um bom transplante de cabelos implanta unidades foliculares, e não rodelas de couro cabeludo. O passo a passo é assim: o cirurgião remove uma faixa de cabelos da área doadora. Com a ajuda de microscópios especiais, auxiliares isolam uma a uma as unidades foliculares dessa faixa. Ao final, o cirurgião tem nas mãos grupos de unidades foliculares com um, dois, três ou quatro fios. O cabelo é então implantado na área desejada, através de pequenas incisões feitas com uma lâmina de bisturi muito fina.

Em geral, as unidades foliculares de um fio são colocadas na linha de frente, próximas à testa. As unidades com maior número de fios vão preferencialmente para trás, conferindo maior densidade. Existem várias sutilezas na hora da colocação dos implantes, como o tamanho e a profundidade da incisão, sua angulação e seu direcionamento. Essas variáveis influenciam o resultado final. Um bom cirurgião, com uma equipe preparada, consegue imitar a natureza. Há casos em que é difícil perceber que o cabelo é transplantado, mesmo se olharmos de perto.

Se o que você mais deseja da vida é o seu belo topete de volta, procure um bom profissional e vá tirando da gaveta seus pentes e escovas.
Leia mais sobre calvície masculina.

Por Lucia Mandel

02/06/2009

às 6:59 \ Arquivo, Doenças

Calvície feminina

Existe uma variedade feminina de calvície, que mina a autoestima e tortura suas vítimas. Os cabelos vão diminuindo em força e em número, de maneira lenta e progressiva. Nesse tipo de calvície, não ocorrem áreas completamente calvas, nem as entradas tão características dos homens. Nas mulheres afetadas, os fios de cabelo da parte superior da cabeça ficam finos e rarefeitos e não crescem como antes.

Isso acontece pela ação de hormônios masculinos nas raízes dos cabelos. Toda mulher tem hormônios masculinos, em uma concentração menor que os homens. No caso da mulher com tendência à calvície, os hormônios estão em ordem. O problema é que as raízes dos cabelos são hiperssensíveis a esses hormônios. O que a genética determina é a quantidade das raízes sensíveis e sua localização no couro cabeludo.

A ação do hormônio masculino

As raízes sensíveis são “envenenadas” pelo hormônio masculino, e ficam menores. Esse processo vai piorando com o tempo. Consequentemente, os fios de cabelo se tornam finos, rarefeitos e não crescem como antes. Essa situação progride lentamente ao longo dos anos. O problema pode começar cedo, a partir dos 20 anos, mas como a evolução é lenta, boa parte das pacientes nem se dá conta de quando seus cabelos começaram a fraquejar. Muitas vezes as pacientes percebem, depois de certo tempo, que a risca dos cabelos está ficando cada vez mais visível. Outras mulheres só detectam o problema quando os fios da área superior da cabeça já estão fininhos e ralos. É comum a paciente contar que, ao se olhar no espelho, enxerga o couro cabeludo através dos fios de cabelo. O problema piora ainda mais depois da menopausa, quando diminuem os hormônios femininos.

O tratamento

Assim que os primeiros sinais forem detectados é necessário procurar um médico para encaminhar a realização de exames que excluam doenças hormonais e também outras causas de queda de cabelos. Confirmada a suspeita de calvície feminina, é a vez do tratamento. Quanto antes começar, melhor. Ele deve ser mantido por longo tempo, na maioria dos casos por toda a vida. Se for interrompido, os hormônios masculinos voltarão a agir. Com um bom tratamento é possível prevenir, estacionar ou até reverter o processo de miniaturização dos fios.

Há remédios que bloqueiam a ação dos hormônios masculinos nas raízes dos cabelos. E loções que estimulam o funcionamento dessas raízes. Se o tratamento começar na fase inicial da doença, o resultado é muito bom. Mas se o problema já estiver evoluído, os resultados variam.

Caso não seja possível reverter a calvície apenas com remédios, existe a possibilidade do transplante de cabelos. Hoje em dia o resultado é natural, muito diferente daquele efeito de cabelo de boneca dos transplantes antigos.

Todos podem evitar alguns fatores que contribuem de outras maneiras para a queda de cabelos, como fumo, uso excessivo do secador, escova e chapinhas. Não puxe exageradamente os fios ao se pentear. Preocupe-se com a qualidade da alimentação e discuta com seu médico se no seu caso seria recomendável um suplemento vitamínico.

Leia também: 

-Vida longa aos cabelos: 9 de junho de 2008

-Calvície masculina: 4 de agosto de 2008
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Por Lucia Mandel

 

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