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cabelos

06/08/2013

às 8:07 \ Beleza

Queda de cabelos no pós-parto

Thinkstock

Tenho uma filha de cinco meses e meus cabelos estão caindo demais. Tenho pesadelos com isso. Sinto que estou ficando careca.
(Maya) 

Muitas mães passam por uma intensa queda de cabelos depois do nascimento do bebê. A quantidade de cabelos que cai é enorme e assusta. Mas eu tenho boas notícias: se não houver um motivo de saúde por trás de sua queda de cabelos, você não corre risco de ficar com falhas, e muito menos careca. E, por mais que você perceba que seus cabelos diminuíram em volume, essa diminuição nem será notada pelas outras pessoas.

Vou detalhar um pouco do que está acontecendo com você.

O ciclo de vida dos cabelos

Cada fio vive um ciclo de vida, com fases de crescimento, repouso e queda. A fase de crescimento chega a cinco anos, às vezes até mais. É quando o folículo, estrutura que produz o fio, está funcionando a todo vapor. Depois, o folículo para sua atividade , vai subindo em direção à superfície da pele, e o fio entra numa fase de repouso, que dura umas três semanas. Finalmente, com o folículo perto da superfície, o fio vai se soltando da pele até cair, e esse processo de queda pode durar três meses.

Em geral, mais de 90% dos fios do couro cabeludo estão na fase de crescimento. Mas, em algumas situações, existe uma interrupção abrupta da fase de crescimento, quando mais fios do que o esperado entram repentinamente na fase de queda. Um momento da vida em que isso pode acontecer é o pós-parto.

Motivos da queda

Vamos considerar que não existe nenhuma outra alteração que possa ser detectada pelo médico. Então, o motivo da queda geralmente é por causa das modificações hormonais do período pós-parto. Contam também o stress físico e psicológico do parto e as preocupações e tarefas da mãe de um bebê. A queda de cabelos começa semanas após o parto, e costuma durar de quatro a seis meses.

Mas precisam ser investigadas outras possíveis causas para a queda de cabelos nessa fase. Pode ser que o motivo seja carência nutricional, já que gravidez e lactação consomem energia da mulher. Ou doenças como alterações de tireoide ou anemia por falta de ferro.

Tratamento

Se você está com queda intensa de cabelos, procure o dermatologista. O melhor tratamento varia conforme a necessidade. Descartadas as outras possibilidades, se a queda é consequência do parto, o melhor tratamento é o tempo. Depois de alguns meses os cabelos voltam naturalmente a crescer. Suplementos vitamínicos e loções que estimulam o crescimento dos fios podem encurtar o tempo de recuperação, mas nem sempre são necessários.

Por Lucia Mandel

22/01/2013

às 15:58 \ Beleza

Cabelos ressecados no verão

(Foto: Thinkstock)

Dá para o cabelo atravessar o verão sem ficar ressecado? Talvez você nem  tenha pensado nisso, e esteja apenas relaxando e curtindo a praia. Mas você não vai querer acabar com o cabelo opaco e quebradiço. E é o que pode acontecer depois de uma temporada prolongada com sol, mar e piscina. Veja por que.

As causas do ressecamento

1. Perda da oleosidade natural – A oleosidade do fio vem da sua raiz, localizada no couro cabeludo. O cabelo vai ficando naturalmente ressecado quando o couro cabeludo não produz oleosidade suficiente para se espalhar por toda a extensão dos fios. Por exemplo, quando o cabelo é muito comprido (e nesse caso um corte ajuda), ou com a idade, quando as glândulas produtoras de oleosidade diminuem a atividade. Mas a oleosidade natural também pode diminuir por agressões externas, como tinturas ou outros processos químicos, poluição, sol, mar ou piscina. Nesta lista de agressores, também entram o excesso de lavagens e shampoos com muito detergente.

2. Dano à cutícula - Junto com a oleosidade natural, outro elemento colabora na hidratação do cabelo: a cutícula, camada externa e protetora do fio. A cutícula é composta por escamas, que ficam dispostas como telhas num telhado. Para preservar a hidratação, as escamas devem estar fechadas, coesas e aderentes à haste do fio. Se estiverem abertas, o fio perde sua hidratação. Poluição, agressão química, sol, mar e piscina danificam também a cutícula do cabelo.

Diminuindo os danos

No verão, aumente os cuidados com a hidratação do cabelo. Sabendo o que fazer, não leva tanto tempo assim. E se esse texto chegou só quando você já voltou da praia com o cabelo ressecado, ainda assim vale a pena seguir os conselhos abaixo:

- O ideal é não lavar o cabelo todos os dias, mas isso é praticamente impossível na temporada de verão. Então use shampoos suaves, para cabelos ressecados e danificados.

- Depois do shampoo, use condicionador. Além de conter ingredientes hidratantes, o condicionador faz com que as cutículas assentem, colaborando com o mecanismo natural de hidratação.

- Na hora de secar os cabelos, apenas pressione-os com a toalha. Esfregar a toalha nos fios compromete a estrutura das cutículas.

- Não use secador todos os dias. Quando for usá-lo, aplique antes um condicionador leave-in ou um pouco de óleo de argan (argan é uma semente do Marrocos da qual se extrai o óleo), o que diminui o ressecamento causado pelo vento e calor. E mantenha o secador a 15 centímetros de distância pelo menos.

- Faça hidratação profunda, com condicionador específico ou máscara de hidratação capilar, duas vezes por semana em casa. Se possível, faça também hidratação mensal no salão de cabeleireiro.

- Penteie delicadamente seus cabelos antes de dormir. Isso espalhará a oleosidade da raiz em direção à haste dos fios.

Por Lucia Mandel

24/04/2012

às 10:10 \ Doenças, Tratamento

Alopecia areata

Thinkstock

Estou perdendo cabelos aos poucos numa área arrendondada no couro cabeludo. Não sei o que fazer. Posso ter esperança de ter novamente meus cabelos?

(Claudia) 

Pela sua descrição você deve estar com alopecia areata. Trata-se de perda de cabelos ou pelos em áreas bem delimitadas, geralmente pequenas e com formato arredondado ou oval. Quase sempre a lesão se restringe a uma ou algumas áreas pequenas no couro cabeludo, que ficam completamente lisas. Mas as lesões podem aparecer em qualquer parte da pele e às vezes elas crescem ao ponto de se unirem. É quando a maioria dos cabelos ou, no caso  extremo, todos os cabelos e pelos do corpo, caem.

Causas

A alopecia areata acontece por um mecanismo de autoimunidade: o sistema imunológico ataca os folículos, estruturas produtoras dos fios de cabelo. Existe tendência genética e algumas vezes quem tem alopecia tem também outras doenças autoimunes, como alterações na tireoide ou vitiligo. Muitos pacientes associam a crise de alopecia a algum evento estressante ocorrido pouco antes. E, de fato, stress pode deflagrar uma crise em pessoas predispostas.

Tratamento

A área que ficou calva pela alopecia areata mantém os folículos vivos. Assim, existe a possibilidade de crescimento de fios, mesmo que a alopecia dure meses ou anos. Muitas vezes o cabelo cresce novamente sem tratamento algum.

O tratamento mais comum é cortisona, que diminui a atividade do sistema imunológico. Em geral, aplicam-se injeções de cortisona diretamente na área afetada do couro cabeludo, a cada 3 ou 4 semanas. Existe o tratamento com cortisona de uso tópico que, por ser menos eficaz, apenas complementa o tratamento injetável. Em crianças, o uso tópico tende a ser a primeira opção, numa tentativa de evitar as injeções. O uso por via oral não é comum por conta dos efeitos colaterais da cortisona, como aumento de pressão arterial, risco de diabetes, glaucoma e osteoporose. A cortisona por via oral se reserva a casos extensos e resistentes a tratamento, sempre com muito critério e cuidado médico.

Existem ainda outras possibilidades de tratamentos, que podem ser usados até mesmo em conjunto com a cortisona.

Por Lucia Mandel

03/11/2009

às 11:56 \ Beleza

Transplante de cabelos

calvicie

Com o avançar dos anos, o homem com tendência à calvície vê no espelho uma progressão de eventos padronizada e temida: as entradas aumentam, os fios de cabelo da parte superior da cabeça vão afinando e o couro cabeludo vai aparecendo. Mais anos se passam, mais fiozinhos dão adeus e, sem tratamento, a calvície evolui até um grau que varia com a genética pessoal. Geralmente atinge fios que estão na frente, na parte superior e na coroa do couro cabeludo. Mas existe uma faixa de irredutíveis e heroicos fios, atrás e na lateral, que se mantém praticamente intacta, mesmo em quem tem grande tendência à calvície.

Pois é, nem todos os fios da mesma cabeça têm o mesmo comportamento. Uns estão destinados a cair, outros não. Quem decide o destino de cada fio é a sensibilidade de cada um aos hormônios masculinos. E essa sensibilidade fica na raiz que produz o fio. Uma raiz sensível é lentamente envenenada pelo hormônio masculino: ela diminui de tamanho, em um processo chamado de miniaturização. Consequentemente, produz um fio cada vez mais fino até simplesmente parar de funcionar. A raiz insensível, por outro lado, não se abala: produz seu fio pela vida toda. Justamente naquela faixa lateral e posterior do couro cabeludo, aquele bravo pelotão de fios que resistem à calvície, se concentram raízes insensíveis ao hormônio masculino.

A realocação de recursos

A ideia básica de um transplante de cabelos é a realocação de folículos, nome oficial das raízes. Quando uma raiz não sensível ao hormônio masculino é removida da faixa posterior do couro cabeludo e colocada em uma área calva, ela continua capaz de produzir seu fio de cabelo. O cabelo transplantado cresce normalmente, com a vantagem de ser insensível ao hormônio masculino. Ele não irá afinar ou cair com o tempo.

E o cabelo de boneca?

O efeito estético do transplante depende da técnica e do capricho do cirurgião. Se as raízes não forem separadas adequadamente antes do implante, os cabelos nascem em tufos, resultando em um efeito desastroso parecido com cabelo de boneca. Esse estilo de transplante já ficou no passado. Nos seus primórdios, rodelas de couro cabeludo com diâmetro de um lápis eram removidas da área doadora e enxertadas na área calva. Com o tempo, os enxertos foram ficando cada vez menores e o resultado melhorou sensivelmente.

O transplante baseado na unidade folicular

Através do microscópio, podemos enxergar que nosso cabelo nasce em grupinhos de um, dois, três ou quatro fios juntos. Cada um desses grupinhos é chamado de unidade folicular. As unidades foliculares ficam espalhadas por todo o couro cabeludo. Mas existem particularidades. Por exemplo, na linha da frente, há preferencialmente unidades foliculares de um fio só.

Hoje em dia um bom transplante de cabelos implanta unidades foliculares, e não rodelas de couro cabeludo. O passo a passo é assim: o cirurgião remove uma faixa de cabelos da área doadora. Com a ajuda de microscópios especiais, auxiliares isolam uma a uma as unidades foliculares dessa faixa. Ao final, o cirurgião tem nas mãos grupos de unidades foliculares com um, dois, três ou quatro fios. O cabelo é então implantado na área desejada, através de pequenas incisões feitas com uma lâmina de bisturi muito fina.

Em geral, as unidades foliculares de um fio são colocadas na linha de frente, próximas à testa. As unidades com maior número de fios vão preferencialmente para trás, conferindo maior densidade. Existem várias sutilezas na hora da colocação dos implantes, como o tamanho e a profundidade da incisão, sua angulação e seu direcionamento. Essas variáveis influenciam o resultado final. Um bom cirurgião, com uma equipe preparada, consegue imitar a natureza. Há casos em que é difícil perceber que o cabelo é transplantado, mesmo se olharmos de perto.

Se o que você mais deseja da vida é o seu belo topete de volta, procure um bom profissional e vá tirando da gaveta seus pentes e escovas.
Leia mais sobre calvície masculina.

Por Lucia Mandel

06/10/2009

às 15:06 \ Doenças

Alopecia areata e internet

cabeca-modelo

Há alguns anos participei de uma discussão sobre o tratamento de uma moça com alopecia areata universal. Nessa doença, todos os cabelos e pelos do corpo caem. A cabeça fica lisa, não sobram cílios, sobrancelhas, nem qualquer pelo. A garota, de 20 anos, já havia passado por vários tratamentos. O melhor resultado para o crescimento de cabelos foi com cortisona por via oral. Mas esse tratamento tem sérios efeitos colaterais, como hipertensão, diabetes, osteoporose. Quem toma cortisona por muito tempo ainda ganha peso, espinhas e estrias largas. Como essas complicações estavam começando a acontecer, o tratamento precisava ser suspenso. Ao escutar o diagnóstico, a garota chorou. Preferia qualquer coisa a não ter cabelos.

O que angustia quem tem alopecia areata, doença auto-imune que afeta pelos e cabelos, é que ela é visível. Não há nenhuma doença interna que ameace a saúde – apenas em uma minoria dos casos há associação com doenças como alterações de tireoide, por exemplo. Mas por estar à vista de todos, causa estranhamento e abala a auto-estima. Nessa hora, talvez ajude ouvir quem também está passando pela mesma situação. A internet pode unir essas pessoas.

Selecionei dois sites que reúnem pacientes e informações: o da National Alopecia Areata Foundation e o da Alopecia World. Infelizmente não encontrei um site tão completo na nossa língua. Esses sites explicam detalhadamente todos os tipos de alopecia areata: na forma de placas, quando surgem áreas ovaladas sem cabelos, na forma de alopecia total, quando todos os cabelos caem, e na forma de alopecia universal, quando cabelos e pelos caem.

Além de explicar as causas e opções de tratamento, eles criam solidariedade entre os pacientes. Há espaço para fóruns de discussão, onde cada um conta sua história, algumas muito emocionantes. Dá até para anexar fotos e vídeos. As discussões variam desde como conseguir permissão para o filho usar chapéu na escola (sabia que isso pode ser um problema?), qual o melhor jeito de usar lenço, até informações sobre pesquisas para a cura. Muita gente conta como consegue conviver bem com a doença e com os tratamentos. E há textos de pessoas que ainda não conseguiram superar suas inseguranças.
 
O apoio a quem tem uma doença visível e de difícil tratamento é fundamental. A sensação de conforto acaba ajudando na recuperação, uma vez que a evolução da alopecia é influenciada pelo emocional.

Os tratamentos

Em casos leves, quando a perda de cabelos é localizada, realiza-se infiltração com corticóide. Se for o caso, o tratamento é complementado com produtos de uso local à base de minoxidil, antralina, retinóides ou corticóides. Formas de alopecia areata localizada costumam responder bem ao tratamento.

Nos casos intensos, quando a maior parte dos cabelos cai, o tratamento fica mais complexo, e a resposta aos medicamentos nem sempre é favorável. São aplicadas substâncias de uso local que sensibilizam o couro cabeludo e que controlam o processo de auto-imunidade. A cortisona por via oral, prescrita para a garota cuja história contei, é cada vez menos usada. Apesar de ter bom efeito no crescimento dos cabelos, apresenta muitos efeitos colaterais. E, quando a cortisona é suspensa, o cabelo cai novamente.

Por Lucia Mandel

07/07/2009

às 7:33 \ Arquivo, Doenças

Vitiligo

Em 1993, a apresentadora americana Oprah Winfrey entrevistou Michael Jackson e perguntou se ele clareava a pele por não gostar de ser negro. O cantor negou e revelou sofrer de uma doença que destrói a pigmentação da pele. Disse ainda que usava maquiagem para uniformizar a cor e disfarçar as manchas que a doença causava. Mais tarde, em outras ocasiões, Michael daria nome a essa doença: vitiligo.

Quem tem vitiligo perde melanina, pigmento que dá cor à pele e cabelos. Isso acontece porque as células produtoras de melanina, os melanócitos, são destruídas. Assim, a pele fica com manchas brancas sem pigmentação. Essas manchas podem crescer ou permanecer do mesmo tamanho por anos.

A doença

Não se sabe precisamente por que ocorre a destruição das células. Há influência genética, e cerca de 30% dos portadores têm algum parente com a doença. Michael, na mesma entrevista a Oprah, contou que esse seria seu caso: havia pessoas com vitiligo na família do seu pai. Há também influência do sistema imunológico, que destrói indevidamente os melanócitos. Por isso, alguns pacientes têm, junto com o vitiligo, outras doenças auto-imunes, como lúpus ou alopécia areata (a possibilidade do paciente com vitiligo ter essas outras doenças deve ser investigada pelo médico). Em algumas vezes o problema começa com um stress psicológico ou após uma grave queimadura solar. Em outras vezes, não se encontra nenhuma explicação para o aparecimento da doença. Mas sabe-se que não é contagioso.

No vitiligo, manchas brancas invadem subitamente a pele, seja ela branca, negra ou de qualquer outra cor. Se a pele é branca, as manchas são ainda mais claras, e podem incomodar ou não, dependendo da localização. Se a pele é negra, o incômodo é maior, já que o contraste entre pele sã e pele afetada é marcante.

O início é repentino e qualquer parte do corpo pode ser afetada. É freqüente aparecerem manchas nas mãos, braços, pernas, ao redor dos olhos e ao redor da boca. Cabelos, sobrancelhas, cílios e barba podem clarear. Não existe maneira de predizer a evolução da doença. Não há exame ou qualquer pista que indique se ela irá progredir, melhorar sozinha ou ficar estável. O grau da evolução varia, e em casos extremos, a maior parte da pele é afetada.

Tratamentos

Uma vez descartadas doenças imunológicas associadas, trata-se a parte estética. Infelizmente não há cura definitiva. Quase todas as opções de tratamento buscam frear a evolução e estimular novamente a pigmentação. Mas a tendência ao vitiligo persiste, mesmo em quem responde bem ao tratamento. É comum a pessoa passar por algumas opções de tratamento até encontrar aquele que se aplica melhor a ela.

Seja qual for a opção, o paciente não deve expor a pele branca de vitiligo ao sol. Isso porque a pele afetada, desprovida de pigmento, se queima com facilidade, aumentando a predisposição a câncer de pele. Ainda, ao tomar sol, o resto da pele fica bronzeada, intensificando o contraste com as manchas. Finalmente, queimaduras solares estimulam o aparecimento de novas lesões de vitiligo. Por tudo isso, além de fugir do sol, o paciente deve usar diariamente um filtro com alto fator de proteção solar em toda a pele.

O tratamento para escurecer manchas claras pode ser local ou por via oral. Boas opções de tratamento local são cremes que inibem a resposta imunológica, como a cortisona ou os imunomoduladores tópicos. Outra opção de cremes são os psoralênicos, que intensificam a sensibilidade da pele à luz. Após aplicar o produto, o paciente expõe a mancha a lâmpadas específicas para o tratamento ou até mesmo ao sol, sempre sob rigoroso controle médico.

Tratamentos por via oral são indicados para casos extensos. Boa opção são os psoralênicos, tratamento eficiente e bastante delicado. Outras opções, mais modernas, são o laser (Excimer laser) e o uso de luz ultravioleta tipo B de banda estreita. Tais tratamentos vêm ganhando popularidade por não precisarem da aplicação prévia do psoralênico.

Quem não responde bem a nenhum tratamento, muitas vezes utiliza medidas de camuflagem, como uma boa maquiagem.

É possível um negro ficar branco por causa do vitiligo?

Em casos extremos, quando a maior parte da pele é acometida pela doença, médico e paciente podem optar por um tratamento que, ao invés de estimular a pigmentação da área clara, destrói a pigmentação da pele sem vitiligo através de um creme. A pele fica extremamente sensível ao sol, para sempre. Não se usa esse tratamento se o vitiligo atingir menos que 50% da pele, e nunca em quem não tem vitiligo. Aplica-se o medicamento até a pele ficar uniforme.

Quanto a Michael Jackson, embora ele e sua maquiadora tenham revelado publicamente a doença, as dúvidas nunca foram completamente esclarecidas. Todos vimos sua pele mudar de cor, mas ele nunca mostrou ao público uma mancha típica da doença. Nesse aspecto, o cantor preservou sua privacidade. Se ele tinha ou não vitiligo? Essa e outras especulações sobre a vida do astro ficam agora que ele se foi. Junto com a enorme saudade dos milhões de fãs.

Deixo aqui um vídeo interessante sobre vitiligo. Trata-se de uma entrevista que Lee Thomas, âncora da televisão americana, concedeu em 2008 para a ABC. Ele é negro, sofre da doença e escreveu um livro chamado Turning White (ou Ficando Branco), onde fala de sua condição e de sua luta. A entrevista está em inglês e infelizmente não tem legendas. Mas, mesmo que seu inglês não seja dos mais afiados, assista. As imagens valem a pena por mostrar bem o que é a doença.

Por Lucia Mandel

02/06/2009

às 6:59 \ Arquivo, Doenças

Calvície feminina

Existe uma variedade feminina de calvície, que mina a autoestima e tortura suas vítimas. Os cabelos vão diminuindo em força e em número, de maneira lenta e progressiva. Nesse tipo de calvície, não ocorrem áreas completamente calvas, nem as entradas tão características dos homens. Nas mulheres afetadas, os fios de cabelo da parte superior da cabeça ficam finos e rarefeitos e não crescem como antes.

Isso acontece pela ação de hormônios masculinos nas raízes dos cabelos. Toda mulher tem hormônios masculinos, em uma concentração menor que os homens. No caso da mulher com tendência à calvície, os hormônios estão em ordem. O problema é que as raízes dos cabelos são hiperssensíveis a esses hormônios. O que a genética determina é a quantidade das raízes sensíveis e sua localização no couro cabeludo.

A ação do hormônio masculino

As raízes sensíveis são “envenenadas” pelo hormônio masculino, e ficam menores. Esse processo vai piorando com o tempo. Consequentemente, os fios de cabelo se tornam finos, rarefeitos e não crescem como antes. Essa situação progride lentamente ao longo dos anos. O problema pode começar cedo, a partir dos 20 anos, mas como a evolução é lenta, boa parte das pacientes nem se dá conta de quando seus cabelos começaram a fraquejar. Muitas vezes as pacientes percebem, depois de certo tempo, que a risca dos cabelos está ficando cada vez mais visível. Outras mulheres só detectam o problema quando os fios da área superior da cabeça já estão fininhos e ralos. É comum a paciente contar que, ao se olhar no espelho, enxerga o couro cabeludo através dos fios de cabelo. O problema piora ainda mais depois da menopausa, quando diminuem os hormônios femininos.

O tratamento

Assim que os primeiros sinais forem detectados é necessário procurar um médico para encaminhar a realização de exames que excluam doenças hormonais e também outras causas de queda de cabelos. Confirmada a suspeita de calvície feminina, é a vez do tratamento. Quanto antes começar, melhor. Ele deve ser mantido por longo tempo, na maioria dos casos por toda a vida. Se for interrompido, os hormônios masculinos voltarão a agir. Com um bom tratamento é possível prevenir, estacionar ou até reverter o processo de miniaturização dos fios.

Há remédios que bloqueiam a ação dos hormônios masculinos nas raízes dos cabelos. E loções que estimulam o funcionamento dessas raízes. Se o tratamento começar na fase inicial da doença, o resultado é muito bom. Mas se o problema já estiver evoluído, os resultados variam.

Caso não seja possível reverter a calvície apenas com remédios, existe a possibilidade do transplante de cabelos. Hoje em dia o resultado é natural, muito diferente daquele efeito de cabelo de boneca dos transplantes antigos.

Todos podem evitar alguns fatores que contribuem de outras maneiras para a queda de cabelos, como fumo, uso excessivo do secador, escova e chapinhas. Não puxe exageradamente os fios ao se pentear. Preocupe-se com a qualidade da alimentação e discuta com seu médico se no seu caso seria recomendável um suplemento vitamínico.

Leia também: 

-Vida longa aos cabelos: 9 de junho de 2008

-Calvície masculina: 4 de agosto de 2008
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Por Lucia Mandel

 

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