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bronzeamento artificial

15/01/2013

às 15:16 \ Corpo

Cuidados com o autobronzeador

(Foto: Thinkstock)

Laranja madura
Na beira da estrada
Tá bichada, Zé
Ou tem marimbondo no pé

                                   Ataulfo Alves

 

Laranja fica bem em música, no uniforme da seleção da Holanda, ou na sua cesta de frutas. Não na sua pele. Para não ficar dessa cor ao se autobronzear, além de evitar outros desconfortos, preparei algumas dicas.

Autobronzeador

O autobronzeador é uma alternativa para quem não se conforma com a pele branca (reconsidere: pele branca é bonita e saudável) e quer porque quer ficar com pele bronzeada. As outras opções, como tomar sol sem proteção ou utilizar câmara de bronzeamento artificial, estão descartadas: são prejudiciais à saúde. O autobronzeador funciona à base de dihidroxiacetona (DHA) e é encontrado sob diversas formas: spray, creme, gel e até toalhinha umedecida. Ele reage com a camada externa da pele e modifica sua cor. Quando bem aplicado, resulta em um tom bronzeado.

Mas aplicar autobronzeador não é tarefa simples. Uma irregularidade na aplicação e pronto: a cor não fica uniforme. Áreas de pele espessa podem ficar mais escuras ou alaranjadas por absorverem mais o produto. E, como a pele se renova continuamente, é preciso reaplicar frequentemente porque a cor desbota logo.

Bronzeamento a jato

Essa aplicação profissional, com spray à base de DHA, facilitaria a tarefa: é prática e cobre a pele de forma homogênea. Contudo, a técnica foi questionada quando a rede de televisão americana ABC fez uma reportagem mostrando que o produto é inalado e até ingerido durante a aplicação. Apesar de ser improvável que o uso eventual cause danos à saúde, a DHA é para uso externo e nada garante que seja inócua quando entra em contato com as vias aéreas e os pulmões. Por garantia, recomendo usar cremes em vez de sprays à base de DHA. Opção mais trabalhosa, porém mais segura.

Bronzeamento em casa

Algumas dicas ajudarão a obter cobertura homogênea e resultados duradouros com o uso dos cremes:

- Antes da aplicação, esfolie delicadamente sua pele para eliminar células mortas, principalmente onde ela é mais espessa. Por exemplo, nos cotovelos, joelhos e tornozelos. Assim, no banho, use sabonete líquido esfoliante, ou então esfregue uma toalha úmida em sua pele. Você também pode umedecer a toalha com o sabonete esfoliante.

- Após o banho, seque-se bem e passe o creme com massagens circulares, organizando a aplicação por áreas corporais. Por exemplo: complete a aplicação nos braços antes de seguir para pernas ou tórax.

- Para as palmas das mãos não ficarem alaranjadas, use luvas durante a aplicação ou lave as mãos sempre que terminar a aplicação em cada área. Não se esqueça de lavar entre os dedos e de secar as mãos antes de continuar. No final, você deve aplicar no dorso das mãos.

- Use menos quantidade de autobronzeador nos joelhos, cotovelos e tornozelos, já que estas áreas tendem a absorver mais o produto. Desta maneira você evitará que elas fiquem com um tom mais escuro ou alaranjado. E também esfregue uma toalha úmida nestas áreas logo após a aplicação.

- Ao terminar a aplicação dos cremes, aguarde 10 minutos antes de se vestir, e não molhe a pele nas 8 horas seguintes. O produto continua agindo por 24 horas.

- Enquanto estiver sob efeito do autobronzeador, tome banhos rápidos e com sabonete neutro. E, ao se secar, cuidado com o atrito da toalha, pois isso remove a camada mais externa da pele, desbotando o bronzeado. Pelo mesmo motivo, evite também se depilar nesse período. Tanto cera quanto lâmina removem a camada mais externa da pele e a cor vai junto.

- Por fim, não se iluda com a nova cor: a sua pele está tão desprotegida das radiações solares quanto antes da aplicação. Ao sol, use filtro solar normalmente.

Por Lucia Mandel

04/08/2009

às 7:34 \ Tratamento

Bronzeamento artificial e câncer

bronze-menina

Desde a década de 70, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publica listas que indicam o potencial cancerígeno de diversas substâncias. Essas listas dividem os elementos estudados em algumas categorias:

Grupo 1: O agente é comprovadamente cancerígeno

Grupo 2A: O agente é provavelmente cancerígeno

Grupo 2B: Existe possibilidade do agente ser cancerígeno

Grupo 3: O agente não é cancerígeno

Alguns exemplos: tintura de cabelo, implante de silicone para os seios e paracetamol (princípio ativo de muitos analgésicos, como o Tylenol®), ficam no confortável grupo 3. Já cigarro, raio-X e pó de amianto ficam no temido grupo 1.

De tempos em tempos, o braço de oncologia da OMS se reúne para rediscutir a classificação. Desde outubro do ano passado os trabalhos têm sido intensos, e assim será até outubro deste ano. Nesse período foram agendadas reuniões para conferir a listagem. E, em junho deste ano, os cientistas discutiram o potencial cancerígeno dos diversos tipos de radiação, dentre as quais a radiação ultravioleta do sol e das lâmpadas de bronzeamento artificial. O veredito foi publicado semana passada na revista médica The Lancet Oncology.

Bronzeamento artificial é cancerígeno

As lâmpadas de bronzeamento artificial emitem raios ultravioleta A e B (UVA e UVB). A radiação atinge a pele que, em resposta, produz melanina, pigmento que dá o bronzeado.

Até a semana passada, a classificação do potencial cancerígeno do UVA, do UVB e das lâmpadas de bronzeamento artificial era dado como 2A, ou provavelmente cancerígeno. Mas isso mudou. Agora, UVA, UVB e lâmpadas de bronzeamento artificial estão no grupo 1. São cancerígenos, lado a lado com cigarro, raio X e plutônio. Os cientistas responsáveis se basearam em estudos que mostram aumento de casos de câncer de pele e de olho em freqüentadores de câmaras de bronzeamento. Um deles mostra que usuários com menos de 30 anos aumentam em 75% seu risco de desenvolver melanoma, o mais mortal tipo de câncer de pele.

Essa mudança na classificação ecoa o que dermatologistas do mundo todo não cansam de repetir: bronzeado não é sinal de saúde. E fazer bronzeamento artificial é cancerígeno.

E o sol?

A classificação da radiação solar não mudou. Permanece a mesma: grupo 1. Por isso, não se exponha exageradamente ao sol, evite os horários de pico e use filtro solar.

Por Lucia Mandel

 

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