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07/08/2012

às 9:44 \ Sem categoria

Pele intolerante no inverno

Thinkstock

 

Tenho melasma e uso ácidos e clareadores, que dão bom efeito. Sempre leio que o inverno é a melhor fase do ano para usar ácidos na pele, mas esse não parece ser meu caso. Com o frio minha pele fica sensível, e o tratamento me deixa com as bochechas e o buço vermelhos e queimados. O que devo fazer?

(Anna)

O inverno é mesmo uma época favorável para alguns tratamentos, principalmente no caso de tratamentos que sensibilizam a pele e exigem atenção especial com a exposição solar. O tratamento do melasma inclui justamente o uso de ativos irritantes e que exigem proteção da pele, como ácido retinoico e hidroquinona. Assim, quem está sob tratamento deve usar diariamente um filtro solar potente e de amplo espectro, tanto no verão quanto no inverno. Como no verão o sol é mais forte, a cautela precisa ser maior. Já no inverno, é comum potencializarmos o tratamento com ativos mais concentrados. Essa época também é propícia à realização em consultório de peelings clareadores.

O uso de ácidos e clareadores na pele nem sempre é simples, e é comum acontecer o que você contou. No inverno, o frio e a baixa umidade do ar ressecam a pele, que fica hipersensível e aparentemente intolerante ao tratamento. Neste caso, ao invés de mudarmos os cremes, devemos nos preocupar em manter a pele hidratada para que ela consiga tolerar o tratamento.

Algumas dicas:

- Use hidratante facial apropriado para seu tipo de pele durante o dia, antes de aplicar o filtro solar. Existem hidratantes que incluem ativos calmantes na formulação, o que pode ser interessante no seu caso.

- Diminua a frequência de aplicação. Você pode usar o creme uma noite sim e outra não, por exemplo. Na noite de descanso, use o hidratante facial.

- Dilua o creme de tratamento no seu hidratante facial.

- Aplique o creme de tratamento com a pele bem seca. Use pequena quantidade e espalhe bem.

E se não adiantar?

É raro, mas existem pessoas com pele tão sensível que realmente não toleram o uso de ácidos no inverno. Nesse caso, é possível substituir o tratamento por ativos mais suaves.

 

Por Lucia Mandel

12/06/2012

às 11:30 \ Sem categoria

Mãos reveladoras

Minhas mãos parecem mais velhas do que eu. Cuido bem da minha pele, mas não gosto dos ossos e veias que ficaram muito visíveis.
(Ana)

De fato, Ana, a mão acaba entregando nossa idade. No nosso processo natural de envelhecimento, a mão ganha manchas e sua pele fica fina e com menos elasticidade. Enquanto isso, sob a pele, a camada gordurosa diminui, o que evidencia ossos e veias.  Se você se incomoda com isso, existem tratamentos rejuvenescedores com bons resultados.

Restaurando o volume

Para atenuar o visual de ossos, veias e tendões proeminentes, usam-se preenchedores injetáveis. Eles restauram, parcialmente, o volume que antes havia sob a pele das mãos.

O preenchedor de mãos costuma ser o ácido hialurônico, o mesmo usado para preenchimento facial, que é injetado sob a pele através de cânulas finas. O procedimento é feito em consultório médico durante cerca de meia hora, e com desconforto mínimo. Depois, a mão fica inchada e sensível por alguns dias. O efeito do preenchedor dura, em média, um ano.

Laser para a superfície

Os tratamentos a laser rejuvenescem a superfície da pele: aumentam sua firmeza e removem manchas. Boas opções, sempre de acordo com a avaliação do dermatologista, são o laser CO2 fracionado ou luz pulsada.

A prevenção de sempre

Filtro solar é fundamental. Leve sempre um frasco de filtro na bolsa, para reaplicar depois de lavar as mãos. Com essa proteção, você adia o aparecimento das manhas senis.

Também vale usar cremes hidratantes diariamente. À noite, use nas mãos um hidratante que inclua ativos rejuvenescedores na formulação, como o ácido retinóico.

Por Lucia Mandel

20/12/2011

às 14:50 \ Sem categoria

O uso de filtro solar nas crianças

 3 horas no Facebook. 3 horas no videogame. 3 horas no iPad. 3 horas no Discovery Kids. Pronto, acabou o dia. Atualmente é fácil uma criança se proteger do sol. Mas como você é uma mãe cuidadosa, não vai deixar seu filho enfurnado em casa o dia todo, principalmente nas férias de verão. É hora de desligar os aparelhos todos e ir à praia, à piscina, ao campo. É aí que entra a preocupação com o sol e a proteção se torna fundamental.

Lembre-se que o sol que se pega na infância pode influenciar no aparecimento de câncer de pele na vida adulta. Cabe a nós, pais, proteger nossos filhos e ensiná-los a se protegerem também. Isso envolve evitar os momentos de pico de sol, estimular o uso de chapéu ou boné, vestir camiseta quando o sol estiver forte e usar filtro solar.
O filtro solar - Bebês menores de 6 meses não devem usar filtro solar. E os pais não devem expor o bebê ao sol forte.

Crianças com menos de cinco anos devem usar filtros solares que incluam em sua formulação ingredientes físicos ou inorgânicos, o óxido de zinco e o dióxido de titânio, filtros em geral destinados a crianças e pessoas de pele sensível. Essa informação vem escrita no rótulo destes produtos.
Já as crianças maiores de 5 anos estão liberadas para usar tanto filtro com ingredientes físicos quanto filtro que contenha apenas ingredientes químicos. O bom dos filtros com ingredientes químicos é que são menos espessos, menos gordurosos e espalham mais facilmente e rapidamente. Apesar destas comodidades, minha preferência é que mesmo as crianças com mais de 5 anos ainda continuem usando filtro com ingredientes físicos.

Independentemente  da idade, todas as crianças devem usar filtro com FPS (fator de proteção solar) mínimo de 30. Se a pele de seu filho é clara, prefira filtro com FPS mínimo de 40. Aplique antes de sair de casa, com a criança sem roupa.

UVA e UVB –  O FPS mede a proteção anti-UVB (ultravioleta tipo B). Repare se o filtro também é ativo contra UVA (ultravioleta tipo A). Essa informação também vem no rótulo do filtro, mas não existe uma padronização, o que é um problema porque em alguns produtos a informação é vaga. Alguns fabricantes indicam a proteção anti-UVA sob a forma de cruzinhas. UVA+, UVA++, UVA+++ e UVA++++ significam, respectivamente, grau de proteção baixa, média, alta e muito alta. Prefira filtro com UVA+++ ou UVA++++. Outros fabricantes (os europeus) usam o logo  simbolizando proteção satisfatória contra UVA. E outros escrevem apenas “proteção UVA/UVB” ou “amplo espectro”, significando que agem contra UVA e UVB.

Uma dica - Vale para todas as crianças: usar filtro solar em bastão nas áreas próximas aos olhos. Para rostos pequenos o filtro em bastão é prático, adere bem à pele e, principalmente, não entra nos olhos como os filtros em creme. Existem filtros em bastão próprios para o rosto, mas também vale usar no rosto um bastão labial. E, por falar em bastão labial, não se esqueça de proteger os lábios das crianças.

Acabou de ler esse post? Agora desligue o computador, o videogame dos seus filhos, lembre-se das dicas de proteção e boas férias!

Por Lucia Mandel

05/07/2011

às 13:40 \ Sem categoria

Compulsão por arrancar cabelos

Tenho tricotilomania. Arranco meus cabelos há pelo menos 40 anos. Hoje, com 62, percebo que eles estão ralos e enfraquecidos. Temo ficar careca, até sonho com isso. Será que se eu juntar uma enorme força de vontade e conseguir parar de puxar, meus cabelos voltarão a crescer novamente?
(Lea)

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Por Lucia Mandel

05/04/2011

às 16:20 \ Sem categoria

Esse seu olhar


Sem eles, o que seria da carinha ingênua? Da piscadela apaixonada? Do olhar meigo? Sem os cílios, as pessoas perderiam tudo isso e o mundo seria bem mais inexpressivo, já imaginou?
Mas vem aí uma notícia: no Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, que acontece nessa semana em Curitiba, o laboratório Allergan lançará um produto que já é usado desde 2008 nos Estados Unidos: o Latisse.

O que é esse produto?

Tudo começou com um medicamento para tratar glaucoma, uma doença ocular. As pessoas tratadas com o tal medicamento apresentavam um inesperado efeito colateral: aumento de cílios, que ficavam mais numerosos, longos e espessos. Daí surgiu a pesquisa de um produto semelhante, só que aplicado na pele, junto à base dos cílios.

O resultado foi o Latisse, produto com fórmula exatamente igual à de um colírio usado no tratamento do glaucoma, o Lumigan.

Modo de ação

O Latisse muda o ciclo de vida dos cílios. Estimula fios que estão na fase de repouso a entrarem na fase de crescimento. Ele também aumenta a duração da fase de crescimento. Além disso, incrementa a atividade das células responsáveis por dar cor aos cílios.

O tratamento com Latisse tem efeito embelezador: os fios aumentam em quantidade, ficam mais compridos, espessos e escuros. A aplicação deve ser diária e na borda da pálpebra superior, onde nascem os cílios. Não se deve usar Latisse na pálpebra inferior. O efeito começa a ser percebido depois de dois meses, e fica nítido depois de quatro meses. Infelizmente o resultado não é definitivo, e os cílios voltam ao normal se a pessoa parar de usar o produto.

Possíveis problemas

O tratamento exige certos cuidados. Pode ocorrer escurecimento da pálpebra. Para evitar isso, a dose, aplicada com um pincel próprio, deve ser pequena. Se o Latisse escorrer, é preciso limpar o excesso. E se a pigmentação indesejada acontecer, ela é reversível com a suspensão do uso.

Em uma minoria de pacientes que usam Lumigan (o colírio usado para tratar glaucoma, no qual o Latisse se baseou), acontece escurecimento da íris, a parte colorida do olho. E o escurecimento pode ser irreversível. Assim, existe um potencial risco no uso do Latisse. Mas como ele, ao contrário do Lumigan, não é aplicado diretamente no olho, esse risco é teórico. Nos estudos realizados com Latisse não houve nenhum caso de escurecimento de íris e, de acordo com informações dadas pelo fabricante, não houve nenhum caso desses nos Estados Unidos, onde já foram vendidos mais de dois milhões de frascos do produto.
A notícia de hoje era essa. Uma piscadelinha pra você e até o próximo post.

Por Lucia Mandel

29/03/2011

às 16:30 \ Sem categoria, Tratamento

Queimadura de pele

Queimei minha perna com lasanha, na hora passei clara de ovo e melhorou. Mas depois cresceu uma bolha. Furei, a pele saiu e agora está em carne viva. O que eu devo fazer? Estou passando uma pomada que o farmacêutico me receitou mais ainda tenho muita dor.
(Andreia
)

Andreia, as queimaduras causadas por calor se classificam como de primeiro, segundo ou terceiro grau. O que diferencia um tipo do outro é a profundidade da lesão. A queimadura de primero grau atinge as camadas mais superficiais da pele. A de segundo grau é mais profunda, surgem bolhas ou a pele se descola.  A pele ao redor também fica avermelhada, inchada, dolorida. A de terceiro grau é ainda mais agressiva. A pele fica carbonizada, completamente queimada.

Se sua pele ficou com bolha, você sofreu uma queimadura de segundo grau. A primeira medida a tomar é deixar a pele afetada sob a água corrente e fria da torneira. Isso resfria a pele e interrompe o processo de queimadura. O ideal é ficar sob a água corrente até a dor melhorar, o que pode levar vários minutos. Se não der para deixar a pele sob água corrente, faça compressas com toalhas umedecidas em água fria.

Não use gelo nem água gelada, isso pode aumentar a lesão de pele. Também não é recomendavel passar outras substâncias, que podem irritar ou infectar a pele já sensibilizada e dificultar uma possivel avaliação médica. Por isso não é para passar óleo, manteiga, pasta de dente. E também não é recomendável passar clara de ovo.

Outra medida a ser tomada, dependendo do local e da extensão da queimadura, é retirar anéis, relógios, pulseiras, cintos ou sapatos antes que o local queimado comece a inchar. Nunca estoure bolhas e nem remova a pele que se descolou. Depois de deixar a ferida sob a água, procure um médico.

Se você não procurou ajuda médica na hora da queimadura, procure agora. Ele irá acompanhar o processo de cicatrização, ajudar a controlar a dor (com analgésicos), e avaliar uma possível infecção da ferida.

Por Lucia Mandel

24/11/2010

às 14:21 \ Doenças, Sem categoria

Queratose actínica

Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome esquisito. Mas a queratose actínica é um dos principais motivos de consulta ao dermatologista. É uma feridinha áspera, de cor avermelhada ou esbranquiçada, que não sara nunca. A maioria das pessoas procura o dermatologista para removê-la apenas por questão estética. Nem desconfia que aquela lesão, aparentemente inofensiva, pode um dia se transformar em câncer de pele.

Ela é muito frequente no nosso país ensolarado. Você sabe que o sol causa envelhecimento precoce da pele e predispõe a câncer de pele, não é mesmo? Pois uma das manifestações disso é o aparecimento de queratoses actínicas, que são consideradas pré-cancerosas. A chance delas um dia virarem carcinoma de pele é de 20%.

A lesão começa minúscula, quase invisível, e dá para sentir que está ali se deslizarmos o dedo pela pele, porque ela é áspera e endurecida. Com o tempo ela se desenvolve e pode ser vista com facilidade.

Como as queratoses refletem os exageros ao sol, elas aparecem em locais não cobertos pela roupa. Assim, são comuns no rosto, decote da blusa, braços, mãos. Nos calvos, invadem couro cabeludo e orelhas. Outros locais de risco são nuca e lábio inferior. Quem tem pele clara e mais de 50 anos de idade é muito mais propenso.

Tratamento

Se você tem queratoses actínicas, não relaxe e procure tratamento. Existem várias maneiras de tratá-las, e listarei alguns dos métodos mais usados.
1.    Congelamento. Um jato de ar frio congela e destrói a queratose. O método é prático, eficaz, e realizado em consultório. Depois da aplicação, forma-se uma ferida ou bolha, que cicatriza em alguns dias. Em geral, o tratamento não deixa marca após a cicatrização, mas existe risco de ficar uma mancha branca definitiva.

2.    Raspagem e eletrocoagulação. O tratamento é realizado em consultório médico. O efeito estético final também costuma ser bom.

3.    Uso de cremes. Quando as queratoses são numerosas, pode ser mais prático passar um creme em toda a área afetada (todo o couro cabeludo por exemplo) do que tratar as lesões uma a uma. O tratamento com cremes é feito em casa e dura algumas semanas.

4.    Terapia fotodinâmica. Também indicada para pessoas com muitas queratoses. É um tratamento feito com um creme que é ativado por luz. O creme penetra especificamente nas células pré-cancerosas das queratoses. Depois, o médico ilumina a área tratada com uma luz especial. Daí ocorrem reações químicas que destróem as lesões. Mesmo lesões invisíveis a olho nu se curam com este método.

O melhor tratamento varia caso a caso e depende da avaliação do dermatologista. O importante é saber que não dá para deixar uma queratose actínca sem tratamento na sua pele. O que hoje é um probleminha simples pode se transformar em uma dor de cabeça bem maior no futuro.

Por Lucia Mandel

16/11/2010

às 13:48 \ Doenças, Sem categoria

Herpes zoster

Eu gostaria de ter informações sobre herpes zoster. Minha mãe está há 32 dias sentindo muita dor. As bolhas já secaram, e eu não sei se é normal a dor permanecer tanto tempo? Gostaria de mais informações para poder ajudá-la.
(Renata)

Renata, o melhor nesse momento é procurar um neurologista. Pela sua descrição, sua mãe está com um tipo de dor persistente que pode acontecer após a crise de herpes zoster. O nome do problema é ‘nevralgia pós herpética’, e tem tratamento.

O zoster não afeta apenas a pele. O vírus causador, além das bolhas, também promove inflamação no nervo que chega até a pele. E essa inflamação pode deixar sequela, que varia de acordo com o nervo acometido. Uma possível sequela é a dor, que tem intensidade e duração variáveis. Assim, há pessoas que se incomodam menos, mas há quem sofra muito, a ponto de ter sua qualidade de vida prejudicada. A duração do incômodo varia de pessoa para pessoa e não há como prever o que acontecerá com sua mãe. A dor pode durar algumas semanas, mas também pode persistir por um ano ou mais. Com acompanhamento de um neurologista, é possível contornar a situação.

Quando uma pessoa desenvolve o zoster, deve procurar um dermatologista rapidamente. O tratamento adequado e feito a tempo diminui a chance de aparecerem sequelas neurológicas.

Por Lucia Mandel

04/10/2010

às 17:57 \ Sem categoria

Sua pele sem segredos

Falta de tempo para ler um livro? Sorte que o meu você já leu.

Conheço essa rotina muito bem: chegamos em casa à noite, cansados, temos o jantar para fazer, temos filhos para brincar, temos marido ou mulher para conversar, temos o próximo capítulo da série para ver. E o tempo para ler um livro, temos? Não, não temos.

É por isso que estou lançando um livro muito prático e que vocês vão adorar, justamente porque vocês já leram. É uma coletânea dos posts que, há dois anos e meio, venho publicando na minha coluna da Veja.com. O título do livro é Sua Pele sem Segredos, publicado pela editora Marco Zero. Se você, leitor, for realmente meu leitor, significa que já leu os textos, ou pelo menos uma parte deles. Olha que economia de tempo! A não ser pela introdução, que é coisa rápida, ali você não vai encontrar nenhum texto inédito. Não é ótimo? Só os velhos e bons (bons, assim espero eu) textos já publicados. E, vai que em algum momento a série termine, você poderá até abrir o livro em alguma página para reler. Mas não se sinta pressionado. Ah, e caso aconteça um milagre e você tenha mais um tempinho sobrando, ficaria muito contente se você viesse para o lançamento, que será nesta quinta feira, 7 de outubro, na Livraria Saraiva do Shopping Patio Higienópolis, das 19:00 às 21:30.

Por Lucia Mandel

28/09/2010

às 14:30 \ Sem categoria

Tratamento de melasma

Doutora Lucia, há cerca de 4 anos voltei da praia com meu buço escurecido. Causou-me espanto porque estava muito marcado, até acreditei que sairia com o banho, mas nada… Desde então se eu tomar sol aparece esse “bigodinho” que demora a desaparecer. Na verdade ele não some, apenas clareia um pouco. Mesmo usando protetor, se eu tomar um pouco mais de sol ele reaparece. Gostaria de informações a respeito do assunto.
(Leila)

De acordo com a sua descrição, provavelmente você tem melasma. Trata-se de uma tendência a desenvolver manchas escurecidas no rosto, principalmente sobre o lábio superior, nas bochechas e na testa. O melasma quase sempre ocorre em mulheres, e costuma incomodar esteticamente. Como se não bastasse, as manchas tendem a piorar com a exposição ao sol. Assim, mesmo quem já fez tratamento e clareou suas manchas corre risco de o melasma voltar. E é isso que aparentemente está acontecendo com você.

Você conta que sua mancha piora mesmo se você estiver usando filtro solar. Isso é comum, e portanto todo cuidado é pouco: use filtro com FPS no mínimo 30, que seja anti-UVB e anti-UVA, e reaplique a cada 2 horas. Reaplique também sempre que você se molhar ou suar. Fique à sombra e use chapéu de abas largas. Um chapéu de abas curtas não protege o rosto todo, e dá uma falsa sensação de proteção.
O uso de pílula anticoncepcional contribui para piorar a mancha de melasma. Também prejudica o tratamento e aumenta a chance de recorrência das manchas. Portanto, uma portadora de melasma deve discutir com seu ginecologista o melhor método anticoncepcional para ela.

Por fim, procure um dermatologista. Existem cremes clareadores que podem ajudá-la a se livrar do problema. Se for o caso, o dermatologista indicará tratamentos mais agressivos, que devem ser feitos em consultório. Na minha opinião, uma ótima opção de tratamento é o peeling químico. Boa sorte!

Por Lucia Mandel
 

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