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07/04/2015

às 7:33 \ Sem categoria

Escrever previne rugas

Pode não ser um fato dermatologicamente comprovado por anos de pesquisa. Mas é comprovado no meu caso: escrever esta coluna semanalmente, durante 7 anos, me deixou contente, orgulhosa, me sentindo ótima. E isso faz um bem enorme à pele. Eu adorei escrever cada um dos mais de 400 posts desta coluna (tudo bem, “cada post” é mentira: de vez em quando me faltava inspiração e uma ruga ou outra surgiu na minha testa). Mas sempre me motivou muito buscar uma novidade para contar, uma notícia relevante, um assunto interessante. Enfim, o que eu quero dizer e estou enrolando para falar é que este é o meu último post. Mas antes de ser uma despedida, isso é um enorme agradecimento a vocês, leitores, e à VEJA pelas rugas evitadas.

Por Lucia Mandel
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02/04/2015

às 8:04 \ Sem categoria

Celulite: verdades e mentiras

Thinkstock

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Verdade: celulite é quase universal em mulheres.

Ela é considerada normal pela medicina, e dificilmente uma mulher escapa dela. Mas dá para controlar o grau da celulite. Como? Mantendo uma dieta equilibrada, fazendo ginástica e realizando alguns tratamentos.

Mentira: as magras não têm celulite.

Mesmo atletas magrinhas ou modelos, que praticam esportes e mantêm uma dieta saudável, podem ter celulite.

Verdade: praticar exercícios físicos diminui a aparência da celulite.

Apesar de não curar, músculos tonificados e diminuição da gordura corporal ajudam a diminuir a celulite (menos gordura, menos celulite), e também disfarçam o que resta dela.

Mentira: bronzeamento pode esconder a celulite.

Bronzear-se para esconder celulite é inútil, e é um gatilho para câncer de pele.

Verdade: alterações hormonais na adolescência, na gravidez e na menopausa podem causar celulite.

Mentira: bandagens de compressão diminuem a celulite.

Verdade: não existe tratamento que resolva definitivamente a questão da celulite.

Mas existem tratamentos que são eficazes no curto prazo. Para serem eficazes a longo prazo, eles têm que ser encarados como tratamentos de manutenção: funcionam enquanto forem mantidos.

Tratamentos

Drenagem linfática. É uma massagem suave com movimentos que vão dos pés à cintura, acompanhando o caminho dos vasos linfáticos. A retenção de líquidos e o inchaço nas pernas diminuem e, nos casos leves de celulite, o resultado é bom. É simples, eficaz, barato e muito popular. Casos moderados ou severos de celulite requerem tratamentos mais intensos, mas a drenagem vai servir como complemento e ajudar a manter os resultados.

 

Intradermoterapia. É a injeção de medicamentos diretamente na área afetada pela celulite.

Ultrassom. Pode complementar o tratamento à base de medicamentos injetáveis.

Radiofrequencia. Além de diminuir a celulite, melhora a firmeza da pele das pernas e glúteos.

Radiofrequencia + Luz infravermelha + Massagem. Ataca a gordura, suaviza o inchaço das pernas e melhora a qualidade da pele.

 

Por Lucia Mandel
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26/02/2015

às 9:49 \ Sem categoria

Outro bichinho da Disneylândia: o vírus do sarampo

É comovente a emoção dessa filhinha ao ser presenteada pela mãe com uma viagem à Disneylândia:

Essa menininha iria me odiar por quebrar o clima com o tema do post de hoje: sarampo na Disneylândia.

O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa. Basta uma tosse ou um espirro para o vírus se espalhar no ar e infectar outras pessoas durante até duas horas. E pode ser muito perigoso, especialmente para bebês e crianças, que podem ter complicações graves como pneumonia, convulsão, encefalite e até óbito. A melhor prevenção contra a doença é a vacina, que a criança toma aos 12 meses, com dose de reforço aos 15 meses.

O controle no Brasil

No Brasil, a partir do ano 2000, o sarampo foi considerado controlado. A vacinação ampla e gratuita é a responsável pelo controle da doença: com mais de 95% da população vacinada, a circulação do virus é interrompida e ele desaparece do território.

A maioria dos casos da doença no nosso país, registrados desde 2000, está relacionada à chegada de turistas contaminados vindos da Europa, Ásia e África, lugares onde ainda há grande circulação do vírus da doença. Com quase toda a população brasileira vacinada, os casos importados encontram uma barreira intransponível para contaminar outras pessoas: a população imune não permite que os casos se multipliquem. É o fenômeno chamado “imunidade de rebanho”: mesmo as pessoas não vacinadas ficam protegidas porque não entram em contato com o virus. 

Sarampo made in USA

Os surtos atuais de sarampo nos EUA acontecem 15 anos depois da doença ter sido, assim como aqui, considerada controlada. O sucesso à época foi devido às campanhas de vacinação com alta cobertura. Ali, como no Brasil, não existe uma lei que obrigue a vacinação. Mas, enquanto no Brasil a vacinação, que é gratuita, foi incorporada pela população, lá cada família opta se vai ou não vacinar seus filhos. Com o sarampo controlado a partir de 2000, a população nos EUA baixou a guarda. Cresceram os movimentos antivacina, de pessoas e grupos que não vacinam seus familiares por receios (alguns totalmente infundados) de reações adversas. Toda vacina carrega um potencial risco mas, para a vacina de sarampo, ele é tão pequeno que o benefício justifica o seu uso.

E o contingente de pessoas não imunizadas foi aumentando nos EUA, criando novamente um terreno fértil  para a transmissão do vírus. Só faltava o gatilho, e o mundo globalizado se encarregou de fornecê-lo, através de viajantes vindos de regiões do mundo onde ainda existe a circulação do vírus.Foi assim que o sarampo saiu de controle nos EUA. Agora, com surtos da doença surgindo por todo o país, eles estão tomando medidas urgentes para evitar o agravamento da situação, que seria uma epidemia.A Disneylândia, na Califórnia, que vive um surto desde dezembro, tenta tranquilizar os visitantes sobre a segurança do local. Mas as autoridades de saúde da Califórnia pedem aos pais para não levarem à Disneylândia crianças que não tenham sido vacinadas.

De malas prontas? Tome alguns cuidados

Com os surtos na Disneylândia e ao redor do mundo, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda a todos os viajantes estarem vacinados contra o sarampo. Viajantes não vacinados devem receber a vacina tríplice viral, disponível na rede pública, pelo menos 15 dias antes da partida. Essa recomendação se estende a crianças entre os 6 e 11 meses de idade. Mesmo com a dose extra da vacina, essas crianças devem ser revacinadas aos 12 meses de idade.

Apenas as pessoas que apresentam contraindicações médicas e crianças menores de seis meses de idade não devem ser vacinadas. Na dúvida, é melhor consultar um médico. Tome as precauções e boa viagem!

 

Por Lucia Mandel
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06/01/2015

às 7:44 \ Sem categoria

No avião

Foi por medo de avião que eu segurei pela primeira vez a tua mão e senti que estava completamente áspera….

A letra da música não era beeem assim mas espero que o Belchior me perdoe. Acabei de voltar de uma viagem longa de avião. Aí ficou fácil escolher o tema deste post: o sofrimento da pele, olhos, lábios e outras partes do corpo nesse tipo de viagem. Mas por que não fazer alguma coisa para minimizar esses inconvenientes? Trago aqui umas dicas que podem ser úteis aos Srs. passageiros:

- Durante o voo use hidratante nas mãos, no rosto, em volta dos olhos. Com generosidade.

- Os lábios têm pele muito sensível. Mas um hidratante labial, que pode ser à base de vaselina ou manteiga de cacau, vai proteger e evitar que seus lábios descamem.

- Não use lentes de contato durante o voo. Poupe seus olhos nesse ambiente seco. Substitua as lentes pelos óculos. No fim da viagem, se isso for importante, você as coloca de novo.

- Se o nariz ressecado incomodar, use um spray de água salina ou molhe um pano com água e respire através dele por algum tempo.

- Hidrate o corpo: não espere sentir sede, beba várias vezes água sem gás ou suco. Dica: levante-se para buscar, porque assim você se movimenta um pouco e não tem que ficar esperando a água chegar a você.

- Mexa-se. Movimente as pernas e os pés mesmo enquanto estiver sentado. Isso traz benefícios a você. Já ao seu vizinho da frente não, ele tem que aguentar umas joelhadas suas na cadeira, coitado.

- No cabelo, passe um pouco de óleo nas pontas. Como o óleo de argan, que é hidratante e utilizado há milhares de anos.

- Outra dica: lenços umedecidos são bem úteis. Voltando do banheiro do avião, use os lenços para limpar as mãos. Lógico que você lavou as mãos, mas o registro da torneira e a maçaneta da porta não inspiram confiança. Os lenços também podem limpar a mesinha em frente à sua poltrona ou qualquer outro objeto.

Por Lucia Mandel
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29/12/2014

às 11:46 \ Sem categoria

Como usar o filtro solar

Consumer Reports é uma organização americana que pesquisa e testa todo tipo de produtos de consumo. Os resultados são publicados na revista de mesmo nome. Um vídeo foi gravado pela organização depois de testar 20 filtros solares em voluntários. O teste não foi feito numa praia, mas em laboratório, usando um simulador solar, aparelho cuja iluminação imita a luz solar natural.

O vídeo contém algumas dicas sobre o uso de filtro solar. Achei muito bom, e por isso o estou reproduzindo aqui. Mas eu mudaria um detalhe na dica de usar o mesmo filtro solar tanto em adultos quanto em crianças: prefiro indicar para crianças pequenas filtros que contenham apenas ingredientes físicos, como óxido de zinco e dióxido de titânio, próprios para peles sensíveis como a pele de uma criança.

Quer ver o vídeo?

Por Lucia Mandel
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01/10/2014

às 7:37 \ Sem categoria

Pelos no rosto

frida

Quem não quer sair perfeito em um retrato? Não a famosa artista mexicana Frida Kahlo, que pintava seus vários auto-retratos ressaltando uma característica marcante de seu rosto: os pelos. Mas Frida é uma exceção. Quase toda mulher se incomoda muito com isso. Em algumas mulheres os pelos no rosto são uma característica genética. Em outras, os pelos são consequência de alterações hormonais, como a síndrome de ovários policísticos. É importante procurar o motivo do aparecimento dos pelos. Se houver alguma alteração hormonal envolvida, ela deve ser tratada.

Mas qualquer que seja a causa dos pelos no rosto, é possível removê-los.

Pinça não é uma boa ideia

Ao tirar os pelos com uma pinça, você puxa, cutuca, e acaba ferindo a pele. Resultado: machucados, espinhas e também foliculite, que aparece quando a raiz do pelo inflama ou infecciona. Assim, é melhor você parar de mexer desse jeito na sua pele e optar por uma solução eficiente: a depilação a laser.

O laser

Quanto mais escuro e grosso o pelo, melhor é o resultado da aplicação do laser. Por outro lado, quanto mais fino e claro, menor é a resposta ao tratamento. Por isso uma penugem fina e clara pode diminuir mas não ser totalmente eliminada. E pelos brancos nem respondem ao laser.

À medida que os pelos somem pela ação do laser, a foliculite, a acne, os machucados e as manchas que você tem vão melhorar naturalmente.

E se eu não quiser laser?

Você continua preferindo a pinça? Então, cuidado para não ferir a pele.

Para isso:

-Tenha uma boa pinça, limpando-a adequadamente antes de usar.

-Lave bem suas mãos antes, e não cutuque exageradamente a pele.

Se mesmo assim você ficar com espinhas ou foliculite, faça um tratamento anti-acne. Cremes à base de peróxido de benzoila ou cremes com antibióticos podem ajudar, e devem ser indicados por um dermatologista.

Enquanto isso, vá pensando na opção do laser que, se não é uma solução definitiva, é quase: no caso de os pelos voltarem, será depois de alguns anos, e eles serão poucos. Aí, uma sessão de laser de manutenção vai deixar sua pele perfeita por outros anos mais.

E se eu for a próxima Frida Kahlo?

Nesse caso, não faça nada, só pinte auto-retratos.

Por Lucia Mandel
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12/08/2014

às 9:47 \ Sem categoria

Mais uma selfie famosa

selfie-macaca

Há poucos meses você nem conhecia a expressão “selfie”. Agora, já deve ter se cansado de ver. Bom, aí vai mais uma, que fez a simpática modelo virar celebridade. Ela não é uma graça? Deve estar fazendo o maior sucesso entre os macacos da floresta de Sulawesi, na Indonésia. Mas também está causando uma enorme polêmica entre os humanos. Isso por causa de direitos autorais. Mas deixa eu contar a história do começo: David Slater é um fotógrafo britânico especializado em vida selvagem. Em 2011, ele estava na Indonésia fotografando macacos da raça Macaca Nigra, espécie rara e ameaçada de extinção e aconteceu o seguinte, segundo ele mesmo contou:

“Eu estava com um guia local fotografando os macacos e andei com eles por três dias seguidos. Eles foram amigáveis, estavam apenas interessados nas coisas que eu carregava. Um dia montei um tripé e me afastei por alguns momentos. Então um deles veio investigar meu equipamento e ficou fascinado com seu próprio reflexo na lente. Não demorou para que ele sequestrasse  a câmera e começasse a tirar fotos. Deve ter tirado centenas antes de eu recuperá-la. Muitas estavam borradas, outras estavam apontadas para o chão da floresta, mas havia um punhado de imagens fantásticas, incluindo uma selfie feita por uma macaca.”

As fotos que ele trouxe para casa, em especial a selfie da macaca, apareceram em sites, jornais e revistas do mundo todo. Fama absoluta. Tudo ia bem até que as fotos foram parar na Wikipedia e na Wikicommons, que disponibiliza de graça fotos, imagens e vídeos. A fundação responsável pelos sites considerou as fotos de domínio público, por serem obra de um animal não humano. A lei dos EUA diz isso. Mas o fotógrafo discorda e considera que ele tem direito autoral sobre as fotos, pois foi ele quem garantiu todas as condições para que elas fossem realizadas. Ainda de acordo com ele, a compra das câmeras, o gasto de milhares de libras na viagem à Indonésia, e o seu ato de negligência que permitiu aos macacos roubar a câmera lhe conferem o direito à autoria completa da imagem, independentemente de quem apertou o botão. Acho que ele tem um ponto, não? Área abstrata essa do direito autoral. Neste caso, achar o dono da razão não é tão óbvio, tanto assim que as opiniões estão bem divididas.

Dê seu palpite sobre quem é o dono da foto:

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Por Lucia Mandel
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01/07/2014

às 14:38 \ Beleza, Sem categoria

Me deixe bonita

caras

Olha que ideia interessante teve esta jornalista americana chamada Esther Honig: ela enviou uma foto sua para vários designers, de 25 países diferentes. E passou o mesmo briefing a eles: deixá-la bonita, com o uso do Photoshop. Ela colocou sua ideia em prática utilizando um site chamado Fieverr. Este site reúne freelancers que oferecem serviços variados, como se fosse um grande classificado na internet. Um dos serviços é justamente o retoque de imagens.

Aqui vai uma breve explicação do projeto, nas palavras da jornalista:

“Plataformas de freelance, como Fiverr, me permitiram contratar cerca de 40 pessoas, de mais de 25 países como Sri Lanka, Ucrânia, Filipinas e Quênia. Alguns são especialistas em seu campo, outros são amadores. 

Com um custo variando de cinco a trinta dólares, e na esperança de que cada designer use seu conceito pessoal e cultural de beleza para melhorar a minha imagem, tudo que eu peço é que eles me façam bonita.”

Quer ver o resultado? Clique aqui: Before & After .

 

 

Por Lucia Mandel
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06/05/2014

às 8:42 \ Sem categoria

Ruga é fashion

Fotógrafo: Cristiano Madureira - Revista Glamour

Fotógrafo: Cristiano Madureira – Revista Glamour

Está na moda foto de famosos sem maquiagem.

Agora, o legal é mostrar olheiras, manchinhas, rugas, pintas. Você já deve ter visto várias fotos assim, como essa da Sabrina Sato. Se não viu, digite “celebrities no makeup selfies” ou então clique aqui para ter uma ideia. Você vai ver a Scarlett Johansson, a Julia Roberts, a Oprah Winfrey e outros famosos. É a onda da foto ao natural.

Que tal nós, mulheres, aproveitarmos essa moda? Dar um tempinho para nossa pele, sem maquiagem. Ela vai gostar porque, como tudo e como todos, a pele também precisa de um descanso. Menos maquiagem, mais pés de galinha. Até porque essa moda vai passar.

Será que vamos acabar aceitando um pouco mais as marcas da nossa pele?

Por Lucia Mandel
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25/02/2014

às 10:37 \ Sem categoria

Psoríase em consulta pública

Já escrevi alguns textos sobre psoríase, doença de pele não contagiosa com impacto na qualidade de vida e no emocional de seu portador (leia aqui). São lesões vermelhas e descamativas que, dependendo do local e do tamanho, causam grande sofrimento emocional. Estudos relacionam psoríase à depressão, alcoolismo, mau rendimento e faltas ao trabalho.

Muitas vezes, a pele é o único órgão afetado pela psoríase. Nesse caso ela é considerada grave se atingir mais de 10% da pele do portador ou se afetar de forma significativa sua qualidade de vida. Mas a psoríase também pode ir além e atingir articulações, causando dor nas juntas, inchaço, dificuldades de movimento e deformidades. É a chamada artrite psoriásica.

Tratamento 

A escolha do tratamento depende do grau da psoríase e da resposta do paciente. Em geral, pessoas com quadros leves melhoram com cremes, como os à base de cortisona.

Pessoas com quadros mais intensos podem necessitar de outros tipos de tratamento. Aí entram opções como metotrexato, acitretina, ciclosporina e também banhos de luz. São tratamentos eficazes e bastante utilizados. Finalmente, existe também uma categoria de medicamentos chamados biológicos.

O uso de biológicos em psoríase é nosso assunto de hoje porque o Ministério da Saúde abriu uma consulta pública para aprimorar e depois fazer entrar em vigor no SUS um documento chamado “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapeuticas – Artrite Psoríaca”. Esse documento está mexendo com a comunidade dermatológica: se ficar do jeito que foi proposto, ele impedirá que um dermatologista prescreva medicamentos biológicos para pacientes do SUS.

Entrevisto o Dr. Ricardo Romiti, coordenador do Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da USP, para falar sobre essa questão.

Os medicamentos biológicos são úteis em portadores de psoríase restrita à pele?
Sim, os biológicos são medicamentos extremamente eficazes para o tratamento de psoríase seja ela restrita à pele ou associada à artrite psoriásica. Vários estudos, tanto a curto quanto a longo prazo, demonstraram a eficácia e segurança destas medicações.

Em quais situações são usados?
Estão indicados no tratamento de casos de psoríase moderada a grave que não respondem ou apresentam qualquer contraindicação ao uso dos tratamentos convencionais, como fototerapia, metotrexato e acitretina. Até o momento, no Brasil, o Ministério da Saúde somente autoriza estas medicações para casos de artrite ou de doença inflamatória intestinal (doença de Crohn).

Em que países do mundo são usados os medicamentos biológicos para pacientes dermatológicos?
Na Europa, Estados Unidos e em muitos outros países são medicações já bem estabelecidas para o tratamento da psoríase.

Qual é, em média, o custo deste tratamento?
São drogas de alto custo cujo preço varia de acordo com o biológico indicado, a doença a ser tratada e muitas vezes também com o peso do paciente.

O que muda com este protocolo? Por que o dermatologista terá mais dificuldade em prescrever este tratamento?
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Artrite Psoriásica, a prescrição dos biológicos nos casos de artrite psoriásica seria de indicação exclusiva do médico reumatologista, sendo que nem o dermatologista nem qualquer outro especialista poderia indicar o tratamento para casos de artrite psoriásica, independendo da gravidade do quadro de psoríase.

Quem poderá prescrever o medicamento biológico para um paciente de psoríase?
Apenas reumatologistas para os casos de artrite psoriásica.

O senhor acredita que o paciente com psoríase será prejudicado por esta nova lei?
Infelizmente, se aprovada, essa nova regulamentação impedirá que o paciente com psoríase e artrite psoriásica tenha o medicamento biológico prescrito pelo seu dermatologista, obrigando-o a procurar um reumatologista sempre que esta medicação estiver indicada. Portanto, é de vital importância que todos os interessados expressem sua opinião durante a consulta pública que está em vigor para discutir esse novo PCDT.

—————————–

Para manifestar a opinião, os interessados devem mandar email até o dia 4 de março para pcdt.consulta@saude.gov.br, especificando o número da Consulta Pública e o nome do protocolo no título da mensagem (PCDT n. 2, de 4 de fevereiro – Artrite Psoríaca).

Por Lucia Mandel
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