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Arquivo da categoria Doenças

14/05/2013

às 10:32 \ Doenças, Tratamento

Herpes labial

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Será que as bolhinhas que apareceram dois dias antes do casamento somem até lá? Tem o garoto que não quer aparecer com  lábios inchados na escola. E a namorada, pode beijar ou ela vai ser contaminada? Os e-mails que eu recebo revelam ansiedade e desorientação. Selecionei algumas dúvidas recorrentes sobre herpes labial que quero esclarecer.

De onde vem? Qual seu modo de transmissão?
O herpes labial é causado por vírus, em geral o herpes simplex tipo 1. A transmissão é por contato direto como beijo, ou indireto como copo ou batom infectado. A maioria das pessoas adquire o herpes na infância e as lesões aparecem só muitos anos depois.

Mesmo eu tomando todos os cuidados na fase das feridinhas, meu namorado pode pegar herpes labial?
Enquanto você estiver com as feridas, não beije seu namorado, mantenha suas mãos sempre lavadas, não empreste sua toalha, nem copo ou talher. Esses cuidados diminuem o risco de contágio. Mas o risco existe, pois para haver contágio não é necessário estar com as feridinhas. Ajuda saber que aproximadamente 90% das pessoas já foram contaminadas na infância, mesmo que muitas delas nunca tiveram e nunca terão qualquer sintoma de herpes.

O herpes aparece no meu lábio sempre que pego sol. O que faço para prevenir?
O sol pode de fato ativar o herpes que está dormente, e é o que acontece com você. Conhecendo sua reação, não se exponha demais ao sol e proteja seus lábios com filtro solar. 

Nunca tive nenhum sintoma de herpes, mas voltei da praia com essas feridinhas. É possível ter sido contagiada na infância e só aparecer agora que tenho 29 anos? E mais, por que de outras vezes que tomei sol até mais tempo não apareceu nada?
Em geral, quem foi contaminado na infância começa a ter as feridinhas na adolescência. Mas se elas aparecem só mais tarde é melhor, não é? Outra possibilidade, que não é frequente, é você ter sido contaminada na idade adulta. Quanto ao sol, pode ser que dessa vez seu organismo estava mais fragilizado e portanto mais vulnerável à ação nociva do vírus.

Sempre tenho herpes labial, mas agora apareceu herpes no meu nariz. Se nunca tive no nariz, porque só agora?
O nariz pode ter sido contaminado com o vírus que estava no lábio. Por exemplo, ao fazer a barba. Ou ao assoá-lo, o lenço pode ter esbarrado no lábio. Ou mesmo sua mão pode ter espalhado o vírus. Tome cuidado para não se auto-contaminar, seja com lenço, lâmina de barbear ou mão.

Tenho herpes nos lábios. De vez em quando aparecem nas minhas mãos as mesmas bolhas que aparecem nos meus lábios. Pode ser herpes?
Pode. Apesar de ser mais comum nos lábios, o herpes pode aparecer no rosto, mãos, ou em qualquer outra parte do corpo.

O que é indicado para o tratamento do herpes: pomada ou comprimido?
São indicados antivirais, tanto pomada quanto comprimidos. Os comprimidos são mais eficazes, principalmente se usados assim que você sentir queimação ou coceira, os primeiros sintomas anunciando a chegada do herpes.

Quanto tempo demora para sarar ? Amanhã tenho um casamento…
Pena, não vai sarar a tempo. Sem tratamento leva de 7 a 10 dias até as bolhas secarem. Com tratamento à base de pomada esse tempo diminui um pouco, e com tratamento via oral diminui ainda mais, mas mesmo assim serão necessários 3 a 5 dias para a recuperação. Se as bolhas já estão secas, experimente usar no casamento um corretivo para disfarçar.

O que faço para amenizar o inchaço e a dor? Passar gelo é correto?
Passar gelo diminui o incômodo, sim. Mas o modo mais efetivo de diminuir o inchaço e a dor é tomar medicamentos antivirais.

Tenho crises de herpes praticamente todos os meses. Existe algum tratamento preventivo para diminuir essas crises ?
Quem tem crises de herpes labial com muita frequência pode tomar preventivamente medicamentos antivirais. O tratamento de prevenção pode ser mantido por meses, e isso deve ser monitorado por um médico. Ao mesmo tempo, pesquise, junto com seu médico, se algum fator, como stress ou excesso de sol, pode estar contribuindo para desencadear seu herpes.

Por Lucia Mandel

07/05/2013

às 10:37 \ Doenças, Tratamento

Dermatite atópica

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Meu filho de 5 anos tem dermatite atópica. Ele pode fazer natação?

Crianças com dermatite atópica têm a pele sensível e propensa a alergias e irritações. Os fatores que desencadeiam as crises são vários. E muitos  fazem parte do dia a dia de qualquer criança. Ou seja, para quase toda criança com dermatite atópica, é quase impossível fugir totalmente dos fatores desencadeantes de crise.

Os desencadeantes

Contato com tecidos sintéticos, por exemplo, pode deflagrar a crise. Ou então, uso de perfumes ou de maquiagens, mesmo as infantis. Pó e ácaros também podem deflagrar ou agravar a dermatite. Existem fatores desencadeantes ainda mais difíceis de serem evitados. O suor, por exemplo, pode causar dermatite. E outro desencadeante muito presente na vida de qualquer criança é a piscina.

A piscina

Criança que faz natação entra em contato regular com produtos agressivos para a pele, como algicidas e cloro. Mas não é só isso. Depois da natação, a criança vai direto para um banho quentinho, com muito shampoo e sabonete, que é para tirar todo aquele cloro. E o excesso de sabonete e a água quente também piora a dermatite. Assim, fazer natação é desafiador para quem tem dermatite atópica.

Como em muitas situações na vida, também aqui devemos pesar prós e contras. E, no caso da natação, os prós são tão fortes que não é correto deixar de mandar uma criança atópica à natação.

Mas, depois da aula, a criança deve passar uns bons minutos debaixo de uma ducha morna ou fria. Neste banho, ela deve usar shampoo e sabonete adequados à pele atópica. Finalmente, antes de se vestir, a criança deve usar uma boa quantidade de hidratante no corpo todo.

Quando a criança está fora de uma crise, esses cuidados costumam ser suficientes. Em momentos de crise, além dos cuidados acima entram em cena medicações como cremes à base de cortisona ou uso de anti-histamínicos por via oral. Se mesmo com o tratamento não houver melhora da pele, pode ser o caso de interromper a natação por uma ou duas semanas. Isso deve ser discutido com o pediatra ou dermatologista.

De qualquer modo, para que uma criança atópica consiga frequentar a natação sem interrupções, é importante evitar outros fatores desencadeantes, manter a pele hidratada no dia a dia e as demais orientações recomendadas pelo dermatologista ou pediatra da criança.

Por Lucia Mandel

09/04/2013

às 12:24 \ Doenças

Legionário Haddad

Crédito: Agência Estado

Há alguns dias vi essa foto no jornal. Domingo de Páscoa e ali está o prefeito, assistindo a um concerto ao ar livre no parque do Ibirapuera, regido pelo maestro John Neschling. Ótimo programa, eu queria ter ido também.

Mas o ponto que eu queria abordar sobre a foto é esse: o sol na cabeça. Provavelmente estava um calor de rachar, porque o concerto estava programado para começar às 11h.  Achei interessante ver muitas mulheres de chapéu com abas largas, protegendo-se do sol.  Não é um cenário usual nessa cidade. Tomara que essa moda pegue e que um dia vejamos pelas ruas ensolaradas do Brasil muitas mulheres e crianças com chapéu. Ainda por cima, na minha opinião, fica lindo.

Agora, quanto aos homens: na foto, alguns estão de boné e, entre eles, o prefeito Haddad. Aí me deu vontade de dizer a eles algumas coisas. Primeiro, melhor esse boné do que nenhum boné, como algumas cabeças que vemos na foto. Mas… não é suficiente, senhor prefeito e outros senhores de boné. Porque ele não está protegendo a nuca e outra região muito delicada, as orelhas. Será que os senhores passaram filtro solar nessas áreas? Espero que sim.

Então, qual boné seria melhor? Aquele conhecido como estilo legionário, bem mais apropriado para o sol, porque tem abas nas laterais e na nuca. Coisinha esquisita? Pode ser, mas também é por falta de costume. Com o tempo e costume, o boné legionário ficaria comum e menos estranho aos nossos olhos.

Se gente fotografável, como o prefeito, for flagrada usando boné legionário, aposto que isso irá diminuir a relutância que existe em usar esse modelo. E também irá popularizar o melhor método de proteção solar. Prefeito Haddad, o que acha de, no próximo concerto, aceitar a dica e ir de boné legionário?

Por Lucia Mandel

02/04/2013

às 10:08 \ Corpo, Doenças

Nossas crianças e o sol

Quando eu era criança, adorava o Cebolinha, o Cascão, a Mônica, o Louco (esse, apesar de coadjuvante, era meu preferido), todos os personagens da Turma da Mônica. Menos o Horácio, coitado, que achava meio chatinho. Por isso gostei de receber em meu consultório, dia desses, um novo gibi que trazia a Mônica e companhia em uma historinha com um tema específico: a proteção solar infantil.

O Dr. Paulo Ricardo Criado, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional do Estado de São Paulo (SBD-RESP), foi um dos responsáveis por levar esse tema ao cartunista Maurício de Souza. Entrevistei o Dr. Paulo para ouvir sua opinião sobre o assunto.

Crianças devem evitar o sol?
Não. Crianças podem e devem se expor ao sol, porém de forma segura. O sol atua no bem estar físico e mental. Exposição segura significa se expor ao sol antes das 10h ou depois das 16h, desde que com filtro solar, óculos de sol, chapéu e roupa adequados. E o sol também é importante na produção de vitamina D, fundamental para o corpo. Para produzi-la em quantidade adequada, é suficiente a exposição solar sem filtro, por 15 minutos, duas vezes por semana, da face e antebraços ou antebraços e pernas, antes das 10h ou após as 16h.

As crianças brasileiras se protegem adequadamente contra o sol?
Em grande parte não. Tanto o horário quanto a roupa ou o filtro muitas vezes são inadequados. Mesmo quando a criança está com filtro, o FPS muitas vezes é baixo, ou com pouca proteção anti-UVA, ou a quantidade é insuficiente e a frequência de aplicação é fora do ideal. O filtro solar deve ter FPS no mínimo 30 e proteção anti-UVA de média a alta. A quantidade aplicada deve ser sem economia, ou seja, 2mg por centímetro quadrado da pele – o que equivale em um adulto a 30ml de filtro para o corpo todo, por aplicação. O filtro deve ser aplicado 30 minutos antes da criança se expor ao sol e reaplicado a cada duas horas, ou cada vez que ela sai da água. O grande perigo na infância são as queimaduras solares, com formação de bolhas, que aumentam o risco de melanoma na vida adulta.

Quais as consequências para o futuro da falta de proteção solar na infância?
Inúmeros estudos mostram relação entre exposição solar inadequada na infância e câncer de pele na vida adulta. De 25% a 50% da radiação ultravioleta que uma pessoa recebe durante a vida ocorre até os 21 anos de idade, sendo grande parte na infância. E se não ocorrer câncer de pele, no mínimo a exposição solar inadequada causa envelhecimento precoce da pele, com manchas e rugas.

É possível melhorar este panorama?
Acredito que sim. Na Austrália, na década de 1970, implantou-se um programa de educação nas escolas do ensino fundamental chamado SunSafe, com a finalidade de mudar o comportamento de exposição solar na infância e replicar estas informações nas famílias e na comunidade. Hoje, 40 anos depois, o programa rendeu bons frutos. A meta da SBD-RESP é sensibilizar as autoridades da educação no Brasil para que se adote um programa similar nas escolas brasileiras.

Os pais devem aplicar filtro solar em seus filhos a partir de que idade?
Devem evitar expor a criança ao sol até os 6 meses de vida. A partir daí, o uso de protetores de composição exclusivamente física, à base de dioxido de titânio ou zinco, são os preferidos até os 2 anos.

O filtro solar infantil deve ser usado até que idade?
Até pelo menos os 12 anos. Depois, ele pode ser substituído por filtros de composição química e física, sempre preferindo aqueles com maior proporção de filtros de composição física, que têm menor capacidade de causar alergias.

No calor, qual roupa é ideal para ira à escola?
É aquela que menos expõe o colo, os braços e as pernas. Devem ser evitadas roupas sintéticas, que aumentam a temperatura corporal, e as de cor escura, que absorvem a radiação ultravioleta. E deve-se optar por chapéus de abas largas, por protegerem rosto e pescoço.

Onde pode ser encontrado o gibi da turma da Mônica que eu recebi?
O grupo Maurício de Souza aderiu à nossa causa de forma espontânea e colaboradora. A partir de nossas orientações, criou esse gibi da Turma da Mônica intitulado A Pele e o Sol, com uma história divertida que ensina às crianças práticas em exposição solar segura. Foi enviado aos consultórios de dermatologistas para ser dado às crianças e foi distribuído em pedágios em São Paulo e nas balsas de São Sebastião e Guarujá durante o carnaval. Será entregue também nos principais hospitais públicos de São Paulo com atendimento em dermatologia. Foram impressos 500.000 exemplares com recursos da SBD-RESP e agora estamos à procura de parceiros para a impressão de mais exemplares para distribuição nas escolas.

Qual personagem da turma da mônica o senhor preferia quando criança?
Na infância eu preferia o Cebolinha com seus planos milabolantes!

Por Lucia Mandel

26/03/2013

às 12:59 \ Corpo, Doenças

Do sol no Brasil para o sol na Austrália

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Quem errar essa resposta é filhote de canguru: qual é a capital da Austrália? Errou.

Por que não saber um pouco mais sobre esse país que recebe tantos brasileiros, moradores e turistas, e é tão ensolarado quanto o nosso?

A Austrália foi colonizada, a partir de 1780, pelos ingleses, povo de pele muito clara. Hoje, mais de dois séculos depois, a maioria da população tem pele bem branca. E a combinação desse tipo de pele com sol intenso resultou na maior incidência de câncer de pele do mundo.

Achei interessante conversar com alguém que vive no país para contar um pouco como é estar debaixo de tanto sol. Desse jeito, podemos comparar a Austrália com a nossa realidade aqui no Brasil. Conversei com um amigo, Edilson Adib Antonio (o Beleza), um brasileiro que mora há 7 anos em Sydney, junto com a mulher Ursula e o filho pequeno Santiago.

O assunto câncer de pele é muito comentado aí na Austrália?
Bastante. Segundo as propagandas na TV, 2 em cada 3 pessoas vão ser diagnosticadas com câncer de pele quando estiverem na faixa dos 70 anos.

Como são as campanhas de esclarecimento sobre câncer de pele na Austrália?
São muitas ações de TV, campanhas na praia, cartazes em todos os locais públicos. Recebemos informações e dicas de proteção e prevenção no nosso dia a dia. E as crianças na escola também recebem informações.

Você e sua família usam filtro solar no dia a dia?
O uso de filtro solar é muito comum aqui na Austrália e se tornou uma coisa natural quando alguém sai de casa. Com minha família não é diferente: tenho um filho de 1 ano e 3 meses e antes de sair de casa o coitadinho já está todo brilhando. Usamos filtro com FPS 30, como a maioria das pessoas que conheço. 

Que tipo de proteção solar você usa, além do filtro?
Eu trabalho na rua, então preciso do kit completo: filtro solar, boné tipo legionário, óculos de sol e, muitas vezes, quando tenho que ficar várias horas exposto ao sol, uso uma camisa de manga comprida feita de um tecido leve, mas que protege do sol. Eu não tenho uma camisa especial com proteção UVA e UVB.

Vocês recebem alguma orientação quanto à proteção solar do seu filho?
Orientação direta não, mas ninguém aqui na Austrália pode dizer que não sabe sobre os problemas causados pelo sol, porque a quantidade de campanhas falando sobre a prevenção de câncer de pele é enorme. No primeiro dia de creche do meu filho nós recebemos uma lista com artigos que temos que providenciar. E alguns itens são obrigatórios, entre eles filtro solar e chapéu.

Sei que ali as professoras passam filtro nas crianças a cada duas horas quando elas estão brincado ao ar livre. Sempre que chegamos para buscar meu filho, as crianças do lado de fora da classe estão usando chapéu. Todos tomam muito cuidado com isso.

Com que roupa os australianos vão à praia?
Quando vão à praia, os australianos usam roupas bem parecidas com as dos brasileiros. Nada de especial ou diferente.

Alguma coisa interessante sobre esse assunto que você gostaria de acrescentar?
O governo australiano é bem dedicado ao assunto da proteção solar. Para se ter uma ideia: eu descobri há alguns anos que, se uma pessoa trabalha exposta ao sol, tem o direito de colocar na declaração de imposto de renda anual o gasto com filtro solar.

Ah, a capital? Camberra.

Por Lucia Mandel

13/02/2013

às 11:53 \ Doenças, Tratamento

Como tratar a queratose actínica

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Tenho 68 anos e muitas queratoses actínicas. Já me submeti a diversos tratamentos e elas melhoram, mas voltam depois de alguns meses. Não tomo mais sol, mas o problema parece não acabar nunca. Será que isso não tem fim?

(Claudio)

Queratoses actínicas são lesões pré cancerosas na pele que aparecem pela exposição exagerada e desprotegida ao sol. Pessoas de pele clara que se expuseram muito ao sol podem começar a ter queratoses actínicas por volta dos 50 anos, principalmente no rosto, decote da blusa, braços, mãos, enfim, regiões expostas ao sol por anos a fio. Nos homens calvos a lista das regiões vulneráveis inclui couro cabeludo e orelhas.

Pois é, Claudio, no tempo de sua infância e juventude pouca gente ligava para proteção solar. Dia de sol era sinônimo de chance  para bronzeamento. Os raios ultravioleta eram ameaças de que pouco se falava ou sabia. Hoje esse panorama mudou e uma prova disso é a grande quantidade de frascos de filtro solar que vemos nas prateleiras das drogarias e nas mãos dos jovens e dos adultos à beira da praia e da piscina.

Suas queratoses refletem um acúmulo de exposições solares, e conta o sol que você pegou a vida toda, desde a infância. Muita gente na sua faixa etária apresenta esse problema. E se a exposição ao sol no passado foi exagerada, é possível que elas teimem em aparecer mesmo que, agora, você esteja se protegendo adequadamente. Contudo isso não é motivo para você não se proteger. Quanto mais desprotegido, mais queratoses virão.

Tratamento

Por ser pré-cancerosa, a queratose actínica precisa ser tratada. Existem vários métodos disponíveis, como congelamento, destruição com bisturi elétrico, remoção cirúrgica ou uso de cremes.

Os tratamentos destroem as lesões, mas a tendência a desenvolver novas queratoses na pele que foi exageradamente exposta ao sol vai persistir. Por isso você deve retornar periodicamente ao consultório médico, tratar suas lesões e, se necessário, repetir o tratamento quantas vezes forem necessárias.

Leia também: Boa notícia para os tratamento de queratose actínica

Por Lucia Mandel

21/11/2012

às 12:31 \ Doenças, Tratamento

Sábado que pode salvar vidas

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Sei que o sábado existe para dormir, ver um filme, dormir mais, fazer palavras cruzadas, bocejar, tudo menos ficar marcando compromissos. Mas é que no próximo sábado, dia 24 de novembro, tem um evento realmente importante, que pode salvar vidas: o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele. Nesse dia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) coordenará a realização do Exame Preventivo Gratuito. Médicos voluntários e profissionais da saúde darão atendimento gratuito por todo o Brasil. Esta campanha acontece sempre no último sábado de novembro, há 13 anos, e já atendeu mais de 420.000 pessoas. Desta vez, serão 144 postos em hospitais públicos, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Todos os brasileiros estão convidados a comparecer. Em especial, a presença dos pacientes de risco é fundamental. Para saber quem se enquadra como paciente de risco, segue uma lista:

- quem tem caso de câncer de pele na família;

- quem tem pele muito clara, que sempre fica vermelha e nunca bronzeia;

- quem tem cabelos ou olhos claros;

- quem possui muitas pintas pelo corpo;

- pessoas que já sofreram queimaduras pelo sol;

- pessoas que possuem sardas na face ou ombros;

- quem já teve câncer de pele;

- pessoas que tomaram muito sol sem proteção;

- quem possui uma pinta que está mudando de cor;

- quem tem uma “feridinha” que não cicatriza;

- idosos.

Se você identificou um ou mais desses itens, venha fazer o Exame Preventivo Gratuito. Os endereços dos locais de atendimento podem ser consultados pelo site da SBD (www.sbd.org.br), e também pelo número 0800-7013187.

Quer saber um pouco mais sobre o evento? Então leia a entrevista que eu fiz com o dermatologista Marcus Maia, coordenador do Exame Preventivo Gratuito.

Em quais regiões do Brasil a incidência de câncer de pele é maior?

O Brasil é um país tropical e o grau de exposição solar é intenso em qualquer região. Mas considerando a distribuição geográfica racial, as regiões Sul e Sudeste concentram as pessoas com maior risco para câncer da pele.

Existem atividades mais sujeitas a câncer de pele?

Sim, todas as atividades nas quais os trabalhadores se expõem ao sol. Carteiros, pescadores, garis, pessoas que trabalham com construção civil etc. Mas não é só a exposição solar frequente que deixa uma pessoa mais suscetível ao câncer de pele. Suas características pessoais, como casos de câncer de pele na família ou pele muito clara são também fatores determinantes, independente dela trabalhar exposta ao sol ou não.

Existem categorias profissionais que recebem filtro solar como item de segurança?

Sim. Nada que seja obrigatório por lei, ainda, mas há. Os carteiros, por exemplo, por iniciativa dos Correios, utilizam bonés e filtro solar. Os funcionários da Saúde da Família também. E os garis utilizam bonés. Existem projetos para transformar em EPI — Equipamento de Proteção Individual — o boné, a camisa e o filtro solar.

Onde e quando será o tratamento das pessoas com câncer de pele diagnosticadas na campanha?

Todas as pessoas diagnosticadas serão encaminhadas para os serviços credenciados da Sociedade Brasileira de Dermatologia mais próximos de suas casas, nos meses após o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele.

Por Lucia Mandel

18/09/2012

às 10:09 \ Doenças, Tratamento

O tratamento da queratose actínica tem uma boa notícia

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A má notícia você já sabe: sol em excesso faz mal. Uma das possíveis consequências é a lesão de pele chamada queratose actínica, extremamente comum. É uma feridinha áspera, esbranquiçada ou avermelhada, que aparece geralmente em pessoas de pele clara e nas áreas do corpo mais afetadas pelo sol: rosto, braços, mãos e no couro cabeludo de homens calvos. Estima-se que a maioria dos americanos com mais de 60 anos têm ao menos uma lesão dessas. Muito, não é mesmo? A queratose actínica é uma lesão pré-cancerosa, que pode transformar-se em carcinoma espinocelular. Portanto precisa ser tratada.

Agora, a boa notícia: o tratamento da queratose actínica ganhou um aliado. Daqui a pouco falo mais sobre ele. Antes, mais detalhes sobre a queratose actínica.

Campo de cancerização

A origem da queratose é a ação nociva dos raios ultravioleta sobre o DNA de células da pele. O DNA se altera e as células alteradas se multiplicam formando a lesão. Muitas vezes formam-se várias lesões. Compreensível, pois o sol em excesso geralmente não atinge um ponto só, mas sim todo o braço, ou todo o couro cabeludo, ou então todo o decote da blusa. Dependendo das condições da pele onde estão as queratoses, a área é chamada de campo de cancerização. Porque pele excessivamente exposta é como um campo minado: algumas lesões são óbvias, outras são ainda pouco perceptíveis, e em toda a área do campo a pele é propensa a desenvolver novas lesões, pré-cancerosas ou cancerosas. Imagine só o quanto isso é frequente no nosso país tropical.

O problema

O tratamento de queratoses actínicas consiste em destruí-las. Um método é o congelamento das lesões. É prático, eficaz e pode ser usado em várias lesões na mesma sessão. Outra boa opção é raspagem e eletrocoagulação. Só que esses tratamentos têm ação pontual: eliminam com eficiência a queratose, mas não tratam o campo minado ao redor dela. Por isso, com o passar do tempo e dependendo das condições da pele, novas lesões podem surgir.

A boa notícia

Em julho deste ano, a Anvisa aprovou o Picato®, medicamento da dinamarquesa LEO Pharma e comercializado nos Estados Unidos desde o início de 2012. A previsão para lançamento no Brasil é no início de 2013. Esse gel, eficaz para tratamento de campo de cancerização, é uma boa novidade. O gel é aplicado durante 2 ou 3 dias, tratando de uma só vez a maioria ou todas as lesões de uma área. Ele tem efeitos colaterais como vermelhidão, inchaço ou feridas no local tratado. Mas esses incômodos são passageiros e em até duas semanas a pele está recuperada.

Existem outros ativos, como o imiquimode ou o 5-fluoracil, também opções de tratamento de campo de cancerização. A diferença é que, com eles, o tratamento leva semanas ou meses. Com o Picato®, leva 2 ou 3 dias apenas.

Por Lucia Mandel

04/09/2012

às 10:36 \ Doenças, Tratamento

Um filtro solar incrementado

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Recentemente chegou ao Brasil um filtro solar diferente. O Eryfotona AK-NMSC (esse é o nome dele), além de ter fator de proteção solar elevado (FPS 100), contém uma enzima capaz de reverter danos já causados pelo sol na pele e que predispõem à queratose actínica, que é um pré-câncer de pele, e ao carcinoma espinocelular, que é um câncer de pele. Trata-se de um produto espanhol, já comercializado na Europa há 2 anos.

Fotoliase

A enzima mencionada, chamada fotoliase, está presente em várias espécies da natureza. Plantas, fungos, algas, bactérias e muitos animais têm fotoliase. Sorte deles, pois ela reverte uma mutação do DNA provocada pela radiação ultravioleta, justamente a que pode causar queratose e carcinoma espinocelular. Por um desses mistérios da natureza, mamíferos placentários, nós incluídos, não têm essa enzima. Falta-nos portanto esse mecanismo biológico que poderia nos poupar de alguns problemas sérios de pele.

Fotoliase em creme

A fotoliase de uso tópico tem se mostrado eficaz em estudos clínicos. O Eryfotona, creme que contém fotoliase, tem a dupla função de ser um potente filtro solar e de prevenir queratose actínica e carcinoma espinocelular em pessoas com a pele agredida pelo sol. Mas em quem já está com essas lesões, ela não substitui os tratamentos para câncer de pele ou queratose actínica.

Por Lucia Mandel

28/08/2012

às 12:53 \ Beleza, Doenças

Vem aí o facekini

As fotos abaixo foram tiradas em uma praia de Qingdao, cidade litorânea chinesa. Não, não é das coisas mais bonitas que você já viu. Essa ‘preciosidade’ foi apelidada de facekini, algo como um biquíni para o rosto. Inventado na China há sete anos, o facekini agora está sendo produzido em larga escala. Tornou-se tendência nas praias do país, onde existe grande preocupação em se manter a pele clara e protegida do sol. Pele bem branca e sem manchas é o padrão de beleza entre os chineses. O facekini é acompanhado por um traje de banho, que cobre o resto do corpo. Será que essa moda pega no Brasil?

 

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Você usaria essa roupa de praia para proteger a pele do sol?

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Por Lucia Mandel
 

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