Blogs e Colunistas

Arquivo da categoria Corpo

06/09/2011

às 13:41 \ Corpo

Que chulé!

Uma das possíveis origens do termo chulé é a seguinte: vem da palavra “solea”, a sandália de couro dos legionários romanos. Como eles tinham de caminhar muito, as sandálias acabavam ficando com um cheiro desagradável. “Solea” passou então a designar esse cheirinho. Com o tempo, a palavra foi sofrendo alterações: de “solea” foi para “chuli”, na pronúncia dos ciganos. Depois, em Portugal, virou “chulé”.

Se essa história é verdade, não sei. Mas o certo é que romanos, ciganos, portugueses, brasileiros e todos os povos do mundo sofrem disso. Além dos sapos que não lavam o pé.

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Por Lucia Mandel

07/06/2011

às 12:03 \ Corpo

Crianças no frio

Dra. Lucia, sempre que o frio chega meus filhos, de 3 e 6 anos, ficam com as bochechas vermelhas e descamando. Os lábios ficam rachados. O que devo fazer?
(Lia)

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Por Lucia Mandel

17/05/2011

às 8:27 \ Beleza, Corpo

Braços e coxas com bolinhas


As aparências enganam. Isso pode ser verdade até mesmo no caso da pele. A pessoa acha que está com acúmulo de cravos e espinhas nos braços e coxas. Então procura um dermatologista. Mas no consultório descobre que não era o que pensava: o que ela tem é queratose pilar, uma característica de pele muito comum e sem relação nenhuma com espinhas.

Uma questão genética
A queratose pilar é genética e muitas vezes o pai, a mãe ou outro parente também são portadores. E quem tem queratose pilar também tem maior tendência a desenvolver alergias de pele, asma ou rinite.

O que fazer?
A pele com queratose pilar fica ressecada, avermelhada e com bolinhas. Por mais difícil que seja, não ceda à tentação de cutucar. Não adianta nada, pelo contrário: agrava o problema, porque as bolinhas inflamam.

Em vez de cutucar, trate-se. Um bom tratamento pode não melhorar completamente, mas suaviza bem: as bolinhas se tornam menos evidentes e a pele fica macia, hidratada e agradável ao toque. E, para que a queratose não se acentue novamente, você precisa manter o tratamento indefinidamente.

É importante não exagerar no uso de sabonetes. Eles removem a camada de gordura protetora que mantém a hidratação natural da pele. Como a queratose pilar acontece em áreas com predisposição ao ressecamento, o excesso de sabonete agrava a situação. Uma sugestão é usar sabonete suave, como de glicerina, ou específico para pele ressecada e sensível. Outra dica: evite fazer esfoliação no banho. Apesar de parecer uma solução lógica e ser tentadora, a esfoliação não retira as bolinhas e ainda pode aumentar o ressecamento da pele.

Use um bom hidratante durante o dia e cremes à base de ácidos à noite. Os ácidos mais indicados nesse caso são o retinóico e o glicólico, mas a escolha do melhor produto depende da avaliação do médico. Evite usar roupas apertadas e de tecido sintético, que provocam atrito e irritam a pele já sensível.

Se o dermatologista julgar apropriado, podem ser realizadas sessões de peeling de cristais ou peelings químicos, que encurtam o tempo de tratamento.

Por Lucia Mandel

26/04/2011

às 12:29 \ Corpo

Alergia a metal


Sou alérgica a bijuterias. Não posso usar nada que não seja de ouro ou prata. Para piorar, recentemente comecei com uma alergia ao botão da calça. O que devo fazer? Como me livro desse transtorno?
( Paula )

O melhor modo de se combater a alergia de pele é descobrir o que a está causando e evitar o contato com o causador. Portanto, meu conselho é que você evite usar bijuterias. Não use anéis, colares ou brincos que irritem sua pele. Existem cremes anti-alérgicos que controlam os sintomas e suavizam ou resolvem uma crise alérgica. Mas é errado usar um creme desses e continuar mantendo contato com a substância à qual você é sensível, porque com o tempo as crises alérgicas ficarão mais intensas. Em casos extremos, surgem reações alérgicas à distância. Por exemplo, você usa um anel no dedo e surge uma reação de alergia de pele no rosto ou na barriga.

Assim como você deve evitar contato com bijuterias, há quem precise viver sem esmalte. Ou quem não pode mexer em giz. Outros podem ser alérgicos a papel de jornal, a couro, a lã. Existem pessoas alérgicas a desodorante, a tintura de cabelo, a perfume. Para todas essas pessoas a recomendação é evitar contato com aquilo que causa reação na pele. Isso se aplica também à alergia ao botão da calça. Essa reação acontece em pessoas alérgicas a metal. Como é o seu caso, use roupas que não tenham botão de metal, ou roupas nas quais o botão não esteja em contato com sua pele. Outra opção é costurar ou colar um tecido de algodão cobrindo a parte do botão que está em contato com sua pele, que ficará protegida.

Se o motivo das reações alérgicas for um mistério, discuta com seu dermatologista a possibilidade de fazer um teste alérgico de contato. Ele ajudará a identificar o material ao qual você é sensível.

Finalmente, é uma boa idéia usar diariamente um hidratante. Pele ressecada é mais propensa a alergias.

Leia aqui: Alergia de pele e seu tratamento


Por Lucia Mandel

09/03/2011

às 12:29 \ Corpo

Anvisa consulta sociedade sobre rótulos de repelentes


A ANVISA (Agencia Nacional de Vigilancia Sanitária) abriu uma discussão sobre mudanças nos rótulos dos repelentes de insetos. A proposta é aumentar o controle sobre o produto, obrigando o fabricante a explicitar informações como composição e modo de usar. Se aprovada, a proposta fará com que os rótulos dos produtos à base de DEET, ativo mais usado nos repelentes, fiquem mais detalhados. Além de informar qual o ingrediente ativo, a embalagem também deve deixar claro qual a concentração e o modo de uso. Quanto mais alta é a concentração do ativo, maior é o tempo de ação do repelente, mas aumentam também efeitos adversos como alergia e irritações de pele, principalmente nas crianças. O rótulo também deve dizer qual o tempo indicado para reaplicação do repelente. Essa informação é fundamental porque, dependendo da concentração usada, o repelente pode funcionar por 2 horas ou chegar a 6 horas sem necessidade de reaplicação.

Modo de usar

Crianças menores de 2 anos não devem usar repelentes à base de DEET. Dos 2 aos 12 anos, a concentração de DEET deve ser menor que 10%, e o produto não deve ser reaplicado mais de 3 vezes ao dia. Dos 12 anos em diante o produto usado já pode ter maiores concentrações, chegando a 30%.

O repelente deve ser aplicado somente quando necessário, e apenas em áreas expostas. Não deve ser usado por baixo de roupas. Não use se a pele estiver com ferimento ou irritação.  Evite contato com olhos, boca e narinas. Após o uso, lave suas mãos. Não aplique nas palmas das mãos das crianças. Isso evita que, ao mexer nos olhos e na boca, ela passe repelente nessas áreas delicadas.

Outro cuidado, com produtos em spray ou aerossol, é não aplicar em ambientes fechados e evitar inalação do produto. Para aplicação no rosto, borrife nas mãos e depois leve o produto ao rosto, evitando contato com olhos, boca e narinas.

Consulta pública

Essa discussão da ANVISA é aberta a todos. Contribuições para essa consulta pública serão aceitas até o dia 16 de março de 2011. Quem quiser dar sua opinião deve preencher este formulário e enviar para o e-mail cosméticos@anvisa.gov.br ou para o fax (61) 3462-5897. Você também pode clicar aqui para mais informações.  Se as mudanças forem aprovadas, os fabricantes terão seis meses para adaptar suas embalagens.

Por Lucia Mandel

22/02/2011

às 13:32 \ Corpo

Desodorante para valer


Eu gostaria de saber se existem desodorantes que realmente diminuem o suor e o odor, pois suo demais nas axilas.
(Bia)

Bia, existem desodorantes eficientes na diminuição da quantidade de suor. Eles são  à base de sais de alumínio. Eles entopem os dutos das glândulas de suor, canais pelos quais o suor chega até a pele.

O antiperspirante à base de alumínio deve ser aplicado à noite, com a pele limpa e seca. Não é necessário reaplicá-lo  durante o dia. Além das axilas, ele também pode ser usado em mãos, pés, rosto ou  corpo. No começo do tratamento a aplicação é feita todas as noites mas, com o passar do tempo, bastam duas ou até uma noite de uso por semana para a manutenção do efeito.

O tratamento com esse tipo de desodorante reduz a quantidade e, em muitos casos, o mau cheiro associado ao suor. Se o mau cheiro persistir, talvez seja o caso de usar por algum tempo um creme à base de antibióticos. A ação do creme é acabar com a existência de bactérias que se alojam nas axilas e que, reagindo com o suor, causam aquele cheirinho.

Se o creme de antibiótico não for necessário, e isso quem decidirá é seu médico após avaliação, outra opção é usar  desodorante normal durante o dia e desodorante à base de sais de alumínio à noite. Os desodorantes tradicionais, sem sais de alumínio, contêm perfume e agentes antimicrobianos (como o triclosan), eficazes no combate ao mau cheiro.

O desodorante antiperspirante não é a única maneira de se combater o suor excessivo. Existem outras alternativas, algumas até mais potentes. Para mais informações sobre esse tema, leia aqui Tratamentos modernos para diminuir a trasnpiração.

Por Lucia Mandel

21/12/2010

às 7:36 \ Beleza, Corpo

Nossa, já estamos no verão!

O ano passou voando, hein? Outro dia mesmo era janeiro, agora já é dezembro. Nossa, como o tempo passa rápido! Bem, só tem uma coisa que você ouviu mais vezes do que esses clichês todos: recomendação para proteger sua pele no verão. Mas, mesmo assim, tenho a leve impressão de que você não seguiu muito as dicas. Então lá vou eu falar tudo de novo – porque é repetitivo, mas é importante:

1. EVITE O SOL NOS HORÁRIOS DE PICO
O período entre 10 horas da manhã e 4 horas da tarde deveria ser evitado, justamente porque os perigosos raios ultravioleta tipo B (UVB) são mais intensos, o que aumenta o risco de desenvolver câncer de pele ao longo da vida. A exposição ao sol forte também acelera o envelhecimento da pele. Mas em dia de descanso, em plenas férias, você nem pensa em acordar às 8 da manhã, né? E mesmo que pense, provavelmente não vai conseguir. Então, pelo menos use chapéu com abas largas, óculos de sol, filtro solar e, se possível, vista uma camiseta. E, depois de andar pela praia, quando estiver lendo ou conversando, fique debaixo do guarda-sol o máximo possível.

2. USE FILTRO COM FATOR DE PROTEÇAO SOLAR (FPS) 30, ANTI-UVB E ANTI-UVA
Na praia ou piscina, o FPS mínimo recomendável é 30. O FPS indica a proteção anti-UVB. Mas além de verificar o FPS, procure no rótulo a indicação de que o filtro também age contra UVA (ou raios ultravioleta tipo A). Aplique o filtro antes de se expor ao sol e reaplique a cada 3 horas ou até antes, se você suar ou se molhar. Até mesmo filtros à prova d’água precisam ser reaplicados depois de um banho de mar ou piscina. E, se você conseguiu acordar e foi à praia cedinho, parabéns. Mas não vai se livrar do filtro: mesmo antes das 10 horas ou depois das 4 horas da tarde, não dá para ficar sem ele.

3. APLIQUE FILTRO NO DIA A DIA
O filtro solar deve ser passado todos os dias, mesmo quando você não está na praia ou piscina. O sol que se pega no dia a dia, sem se dar conta, também envelhece a pele, causa manchas e aumenta a predisposição ao câncer de pele. Um levantamento recente do Instituto Nacional de Câncer mostrou que menos de 10% dos homens e só 25% das mulheres usam filtro diariamente. Sim, passar creme todos os dias é chato mesmo. Mas é um hábito simples e importante para a saúde e para a beleza. Passe filtro solar nas mãos quando for dirigir o carro, ou use luvas protetoras. Com isso, você adia o aparecimento de manchas.

4. HIDRATE-SE
Beba antes mesmo de sentir sede. Em um dia quente de verão, o ideal é beber aproximadamente três litros d’água. Isso hidrata e previne a insolação. Beba água, água de coco, sucos, bebidas esportivas. Não exagere nas bebidas alcoólicas, que predispõem o organismo à desidratação.

5. SOB O SOL, MOLHE PERIODICAMENTE SUA PELE
Vale para quem está na praia ou piscina. Molhar o corpo e a cabeça de vez em quando ajuda o organismo a controlar a temperatura interna. Dê um mergulho nos momentos mais quentes do dia. Ou então borrife água no corpo.

6. USE ROUPAS CLARAS E AREJADAS
Roupas claras esquentam menos. Tecidos de fibras naturais como algodão, também. A roupa deve ser folgada, para permitir ventilação da pele e evaporação do suor. Em momentos de exposição intensa ao sol, uma dica é usar roupas confeccionadas com filtro solar integrado à fibra do tecido. O tecido dessas roupas especiais não é natural, mas é igualmente bom porque não esquenta. Você encontra essas roupas em lojas especializadas, mas algumas roupas esportivas também usam essa tecnologia.

7. PASSE PROTETOR SOLAR NOS LÁBIOS
Eles existem em bastão, em qualquer farmácia. E também passe filtro solar nas orelhas, nuca, peito do pé. São partes delicadas do corpo, frequentemente esquecidas, o que é um perigo.

8. CUIDE DAS CRIANÇAS
Os cuidados com elas são os mesmos já mencionados, mas devem ser redobrados. Cerca de 80% da radiação solar que pegamos durante a vida toda acontece na infância. Como a dose acumulada de radiação solar pode influir no aparecimento do cancer de pele, é fundamental proteger as crianças. Procure alternativas agradáveis, como filtros em spray, que facilitam a aplicação, ou coloridos, que podem atrair a simpatia delas. Se os olhos ardem por causa do filtro, passe no rostinho um filtro em bastão. E não espere a criança pedir, ofereça água com frequência. Em bebê com menos de seis meses não use filtro nem o leve ao sol. Deixe-o à sombra, em lugar ventilado, com roupas confortáveis, arejadas e de tecido natural.

9. QUER FICAR BRONZEADO? USE AUTOBRONZEADOR
O autobronzeador é um creme que reage com a pele, deixando-a bronzeada. É um método que não prejudica a pele. Mas não se iluda: mesmo morena por causa do autobronzeador, sua pele continua tão sensível ao sol quanto antes. Por isso, use filtro solar ou você acabará ardendo com queimaduras.

10. SE VOCÊ SE QUEIMOU, EVITE O SOL POR ALGUNS DIAS
Pele vermelha tem que ser protegida em dobro. Não a exponha ao sol. Use hidratantes, não estoure bolhas e não puxe a pele que está começando a descascar. Para aliviar o ardor, além do hidratante, tome banho com água fria ou morna e evite excesso de sabonete.

Por Lucia Mandel

09/11/2010

às 13:59 \ Corpo

Filtro solar para as crianças: chatice necessária

Você sabe a opinião do seu filho sobre lavar as mãos antes das refeições: ele acha chato. E escovar os dentes depois? Chatíssimo. Colocar o cinto no carro? Chato. Dar a mão para atravessar a rua? Chato. Mas ele se acostumou a fazer tudo isso. Então não ache impossível convencê-lo a se proteger do sol, passando filtro toda vez. Que é chato, é chato. Mas é muito importante.

1.    A proteção solar nos nossos filhos
O sol que se pega na infância influencia no aparecimento de câncer de pele na vida adulta. Por isso, proteja seu filho da exposição ao sol. É simples: antes de sair ao sol, passe um filtro com FPS 30 ou mais, que tenha no rótulo especificada a ação contra UVA e UVB. Ensine seu filho a aplicar o filtro. Procure um protetor que seja agradável de usar, já que há produtos nas mais variadas texturas. Filtros em spray facilitam a aplicação. Existem filtros coloridos, que podem atrair a simpatia das crianças pequenas. E filtros em bastão, práticos para se aplicar em rostos pequenos sem irritar os olhos. Não se esqueça de passar o filtro em você também. Assim, as crianças vão percebendo que passar protetor é regra para todos. Não se limite a usar filtro apenas em viagens ou em finais de semana. Use todos os dias.

Ensine seu filho a brincar na sombra nos momentos de sol mais forte. Se vocês estiverem na praia ou piscina, mostre que quando a sombra dele fica pequena é hora de ir para debaixo do guarda-sol. Use e ensine seu filho a usar óculos de sol e chapéu ou boné. Na praia ou piscina, proteja-o com roupa nos momentos de pico do sol.

2.    Não passe para seu filho a cultura de que bonito é ser bronzeado
Muita gente se sente mais atraente, segura e feliz com a pele morena. Se essa visão mudar, a saúde da sua pele agradece. E o seu filho não vai herdar essa estética tão prejudicial.

3.    Ensine seu filho a cuidar da pele
Leve-o ao dermatologista a partir da adolescência. Ensine a ele que cuidar da pele é cuidar da saúde.

Por Lucia Mandel

13/10/2010

às 14:15 \ Corpo

Sardas brancas causadas pelo sol


Dentre as várias lesões de pele causadas pelo sol, está a leucodermia puntata. É uma pequena mancha branca ovalada de milímetros de diâmetro. Quase todo mundo que passou dos 30 tem uma ou outra manchinha dessas. E muita gente, principalmente entre os que se excederam ao sol, têm várias delas espalhadas pela pele. Aparecem em braços e pernas e, esteticamente, podem incomodar ou não, dependendo do contraste que fazem com o tom de pele da pessoa.

É comum essas manchas, também chamadas de sardas brancas, se sobressaírem no verão. Porque, conforme a pessoa ganha um bronzeado, o contraste com a pele aumenta e elas ficam mais nítidas.

Proteja-se do sol

O melhor modo de evitar a sarda branca é a prevenção. As recomendações são as mesmas de sempre: use filtro solar na pele exposta ao sol, o que inclui face, pescoço, colo, braços, mãos e, eventualmente, pernas. Na praia ou piscina, reaplique o protetor a cada 3 horas ou até antes se você se molhar ou suar muito. Fique à sombra nos momento de pico do sol.

Tratamento

É mais complicado remover sarda branca do que tratar manchas escuras causadas pelo sol. O resultado varia de acordo com a pessoa. Enquanto uns melhoram muito, para outros o tratamento não funciona.

A crioterapia é a primeira opção de tratamento. O médico aplica sobre cada lesão um jato de ar gelado. As sessões são repetidas a cada mês, e o número de sessões varia de acordo com a resposta individual. Casos que não melhoram com crioterapia podem melhorar com peelings químicos, peeling de cristal ou diamante ou com laser fracionado.

Por Lucia Mandel

06/10/2010

às 15:34 \ Corpo

Flacidez no pescoço

Eu tenho 45 anos e estou notando, em fotos, a pele do meu pescoço um pouco flácida. Existe algum tratamento que minimize a flacidez?
(Cecília)

Cecilia, vou falar sobre alguns tratamentos eficazes para a região do pescoço. Mas é o médico especialista quem deve identificar o que será melhor para você em particular.

1-  Cremes. Muita gente passa cremes rejuvenescedores no rosto e se esquece de outras áreas importantes, como pescoço, colo e mãos. Isso é um erro. Assim, use filtro solar também no pescoço, e peça para seu dermatologista receitar cremes à base de ácidos e hidratantes específicos para essa região. Em certos casos, o mesmo creme usado no rosto serve para o pescoço. Os cremes estimulam a renovação da pele e a proliferação de colágeno, melhorando textura e firmeza.

2-  Hidratação injetável. Com uma agulha fina, o médico injeta na pele uma substância que atrai água. O produto é colocado em pequenas quantidades espalhadas por todo o pescoço. Isso causa uma hidratação poderosa e profunda, melhorando brilho e viço da pele. O tratamento é feito em consultório, não é muito dolorido, e deve ser repetido duas ou três vezes ao ano, como manutenção.

3-   Luz intensa pulsada. Estimula o colágeno e remove manchas e pequenos vasos da pele. Além de ganhar firmeza, a pele fica mais bonita e uniforme.

4-  Uso de radiofrequência ou luz infravermelha. Também estimula o colágeno. Sua vantagem sobre a luz intensa pulsada é que a profundidade da ação é maior. Assim, o efeito contra flacidez é mais notável. O número de sessões varia com a necessidade individual e com o equipamento utilizado. Alguns aparelhos requerem uma ou duas sessões e outros necessitam de um número maior de sessões para o mesmo resultado. É um tratamento que vale a pena para casos moderados de flacidez ou para quem não quer ir para a mesa de cirurgia, mas seu resultado não é o mesmo que o de uma plástica. A duração do efeito tensor varia de acordo com características individuais, e geralmente o tratamento precisa ser repetido após um ou dois anos.

5-  Laser fracionado. Melhora a textura e a firmeza da pele. Aqui também são necessárias várias sessões, e o resultado final é pele mais firme, mais bonita e homogênea.

É comum combinar vários desses tratamentos para um resultado melhor. E se a flacidez for muito intensa, o melhor mesmo é recorrer ao bisturi.

Por Lucia Mandel

 

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