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02/12/2008

às 9:42 \ Arquivo

Botox traz felicidade?

"A expressão de uma emoção a intensifica. Por outro lado, a repressão dos sinais exteriores atenua a emoção. Aquele que se permite gestos violentos aumenta sua raiva; quem não controla os sinais de medo sentirá ainda mais medo."
Charles Darwin

A frase acima foi citada em um artigo recentemente publicado em uma das mais conceituadas revistas dermatológicas, o Jornal da Academia Americana de Dermatologia. Nele, os autores, respeitados dermatologistas americanos, discutem a seguinte idéia: será que a aplicação da toxina botulínica para diminuir rugas faciais faz a pessoa se sentir mais feliz, ficar menos brava, ser menos triste e ter menos medo?

A idéia de que a aplicação de Botox possa modular os sentimentos vem de uma teoria chamada "Hipótese do Feedback Facial". Essa teoria, já defendida por Charles Darwin, diz que a expressão facial, mesmo que forçada, influencia nossos sentimentos. Por exemplo, uma pessoa forçada a sorrir em um evento social acaba achando que o evento foi mais prazeroso do que acharia se não sorrisse. Do mesmo modo, uma pessoa que force uma expressão de raiva intensifica seu sentimento. Faça um teste você mesmo: force um sorriso, desses exagerados, com os olhos bem abertos. Mantendo essa expressão durante alguns segundos, tente se sentir triste. Pronto? Concorda que foi difícil? Muitos experimentos científicos, com métodos bem mais adequados e precisos do que esse teste, comprovam que o feedback facial existe.

E o que o Botox tem a ver com isso? Como a toxina impede o movimento exagerado de músculos que causam expressões de raiva, tristeza ou medo, os autores acreditam ser possível que a aplicação faça a pessoa se sentir melhor. Impedida de franzir a testa ou de aproximar as sobrancelhas, o paciente, através o mecanismo do feedback facial, ficaria naturalmente mais feliz, menos agressivo e até mais confiante.

Além disso, ainda de acordo com o estudo, a toxina aumenta a felicidade por outro mecanismo. Um rosto feliz contagia, de modo inconsciente, as pessoas ao redor. O sorriso traz aceitação e união. Por outro lado, a expressão de raiva ou de irritação também se espalha para os outros. Já que o Botox suaviza expressões negativas e deixa o rosto mais sereno, as pessoas ao redor acabam sendo influenciadas, sem se darem conta.

 Em um ambiente mais feliz, cercado de pessoas mais alegres, o paciente amplificaria sua felicidade. E mais: ao se olhar no espelho, ele encontra uma imagem mais serena. O paciente é contagiado pela própria imagem. Se ficar satisfeito com o que vê, e se sorrir, a visualização de sua imagem feliz no espelho acaba aumentando sua felicidade, de maneira inconsciente.

Mas será?

Se o Botox traz felicidade ativando o mecanismo do feedback facial, isso eu não sei. Mas minha opinião, depois de anos vendo e ouvindo pessoas que aplicam a toxina, é que o produto ajuda a trazer felicidade, sim. Ele é um ótimo tratamento de beleza, a melhora das rugas é espantosa. E quando a pessoa gosta do que vê no espelho, se sente melhor, ganha auto-confiança e, por conseqüência, felicidade.
E você, leitor, o que acha? Concorda que o Botox traz felicidade?

Deixo aqui um link para a música Smile, de Charlie Chaplin e Turner-Parson. Aproveite!

"Sorria, pra que serve o choro
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você simplesmente sorrir"

Por Lucia Mandel

28/11/2008

às 14:37 \ Arquivo

Resposta a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Sou paciente de rosácea e gostaria de saber se existem novos tratamentos, além do metronidazol, que já não faz efeito para mim. O laser realmente funciona? Minha rosácea agora está fazendo meu rosto descascar muito, principalmente na minha cabeça. A senhora pode me dar alguma orientação sobre novos tratamentos e sobre o laser?
(Luciana)

O metronidazol não é a única opção no tratamento da rosácea. Existem outros ativos que podem ser usados em cremes (como antibióticos tópicos ou a sulfacetamida) ou, dependendo do caso, por via oral (antibióticos ou isotretinoína). Mesmo com um tratamento que controle os seus sintomas, podem existir fatores que desencadeiam a crise de rosácea. Eles variam um pouco de pessoa para pessoa, sendo que os mais freqüentes são os alimentos condimentados, apimentados ou muito quentes. Outros são as bebidas alcoólicas e as bebidas quentes, como você mesma descreveu. Ao detectar um fator desencadeante, evite-o. Os tratamentos com laser ou com luz pulsada (Quantum, Harmony, StarLux, dentre outros) reduzem ou eliminam vasinhos dilatados que aparecem na pele de quem tem rosácea. Isso diminui a vermelhidão, e é uma excelente opção de tratamento para complementar o tratamento clínico.

Tenho verruga no dedo da mão, já foi queimada por dermatologista, mas ela voltou e agora uso AS infantil para tentar queimá-la. Estou correta nesta procedimento? Qual a solução mais eficiente para a eliminação da verruga?
(Cristina)

Você deve retornar ao dermatologista. Os melhores métodos para tratar uma verruga no dedo da mão são a eletrocoagulação, a crioterapia, ou uma aplicação de produtos corrosivos potentes. Todos esses tratamentos são feitos em consultório: o primeiro usando um aparelho parecido com um bisturi elétrico, o segundo usando um jato de ar gelado, e o terceiro usando uma solução ácida em altas concentrações. Você comentou que já fez um tratamento em consultório dermatológico, e a verruga voltou. Não desanime: isso pode acontecer. Nem sempre o problema é resolvido em uma única sessão de tratamento. É comum que uma mesma verruga precise de duas, eventualmente de três ou até mais sessões de tratamento para desaparecer. Caso haja contra-indicação para um desses procedimentos, optamos por medicamentos que lentamente destróem a verruga. Mas, nesse caso, não usamos o AAS infantil.

Principalmente nos dias quentes de verão, minha mão e meus pés ficam molhados. Se uso algum tipo de sapato aberto com sandálias e rasteirinhas, elas deslizam e criam umas bolinhas de água e calos. Não consigo usar calçados aberto, mesmo precisando por conta do meu trabalho.
(Priscila)

Suar demais nas palmas das mãos e nas plantas dos pés é um incômodo que só quem sofre pode mensurar. As dificuldades são diárias. Só para exemplificar, a caneta escorrega da mão e o chinelo escorrega dos pés. Existem algumas boas opções de tratamento. Uma delas é a aplicação de toxina botulínica (Botox®). Outra é a simpatectomia, cirurgia realizada por uma equipe envolvendo um cirurgião torácico e um cirurgião vascular. Tratamentos paliativos podem ajudar, mas dependem da resposta individual. Nesse caso, indicamos soluções à base de cloridróxido de alumínio ou um tratamento chamado iontoforese.

Hoje tenho 49 anos, mas quando fiz 40 anos começaram a aparecer as primeiras manchas nas mãos. Já fiz todo tipo de tratamento recomendado. Gastei muito dinheiro e as manchas sempre voltam. Você tem alguma sugestão?
(Mirian)

Existem clareadores sem hidroquinona. Mas sem uma avaliação cuidadosa, não é possível definir se eles iriam ajudar. Antes investir em qualquer tratamento, você e seu médico devem definir o que está causando as manchas das suas mãos.

Por Lucia Mandel

25/11/2008

às 12:03 \ Arquivo

Bolhas nos pés – tratamento e prevenção


Uma das façanhas do maratonista Franck Caldeira foi levar o ouro no Pan de 2007. Outra, foi fazer isso sem usar meias, o jeito como ele prefere correr. O fato impressiona porque isso é meio caminho para as bolhas aparecerem. Aliás, foi o que aconteceu: no Pan, ele cruzou a linha de chegada mancando, graças a uma bolha no pé esquerdo.

As incômodas bolhas nos pés são freqüentes em quem pratica esportes (mesmo em quem usa meias.) Elas aparecem nos pontos de tração, como a planta dos pés, ou nos pontos de fricção entre o pé e o tênis, ou entre o pé e a meia. Para essa coluna, selecionei algumas dicas que diminuem a chance das bolhas aparecerem. Elas valem para esportistas mais assíduos e até para aqueles atletas de final de semana.

As dicas

Em primeiro lugar, muito cuidado na hora de comprar seus tênis. Procure um par confortável, com pouca costura na parte interna e que se ajuste perfeitamente ao pé. Isso diminui o atrito entre o pé e o tênis. Escolhido o tênis novo, ele deve ser amaciado pouco a pouco. Mesmo um bom par, quando novo, pode causar bolhas. Nunca faça sua estréia num momento crucial, como numa competição.

Outra causadora de bolhas é a umidade nos pés. À medida que nós suamos, os pés vão ficando úmidos e a predisposição às bolhas aumenta. Por isso existem meias apropriadas, que absorvem mais o suor. Evite correr logo depois de ter tomado um banho quente. E cuidado para não molhar seus tênis ou suas meias se você costuma jogar água na cabeça para se refrescar. Para os que suam demais, é bom usar talco nos pés antes do exercício. Ou então, trocar as meias durante o treino.

Se mesmo assim as bolhas insistem em aparecer, coloque um pouco de vaselina semi-sólida entre os dedos. Isso diminui o atrito entre eles. O mesmo vale para o calcanhar. Ali, a vaselina diminui o atrito entre a pele e a meia. Outra dica é proteger os dedos ou o calcanhar com esparadrapo e aplicar vaselina por cima desse curativo preventivo. E assim que você sentir qualquer dorzinha, pare para avaliar o que está acontecendo. Corrija o problema e coloque um esparadrapo protegendo a pele sensibilizada. Depois, aplique um pouquinho de vaselina sobre esse esparadrapo.

Resolvendo o problema

Se a bolha já apareceu, o melhor a fazer é usar um par de chinelos por uns dias. Assim você dá um tempo para que a pele se recupere. Se não for possível dar uns dias de folga para seus pés, e se a bolha não doer, deixe-a do jeito que está. Ela acaba se rompendo, o líquido sai, e ela cicatriza. Mas se a bolha for dolorida você pode esvaziá-la, com muito cuidado. Para isso, lave as mãos e esterilize uma agulha, esquentando-a no fogo até que fique vermelha. Lave a bolha com água e sabonete e então fure e esvazie delicadamente, sem remover a pele que fica solta. Essa pele solta protege a pele nova, que está se formando no lugar do ferimento.

Deixe o local sempre limpo: use água oxigenada ou um sabonete anti-séptico para limpar a área todos os dias, e depois aplique uma pomada de antibiótico. Deixe a área descoberta se você puder ficar descalço ou, se for usar sapato, cubra com um band-aid, e depois com um esparadrapo. Troque o curativo diariamente. Se o local ficar inchado, muito avermelhado ou se aparecer uma secreção, procure seu médico, porque pode ser que o ferimento tenha infeccionado. E não esvazie a bolha se você for diabético ou se tiver varizes, e nem se tiver qualquer dúvida sobre o procedimento.

Muito bem, agora que você já sabe como tratar as bolhas e, principalmente, como evitá-las, está pronto para caminhar ou correr melhor. Aí, quem sabe, você pode vencer uma maratona ultrapassando na reta final um atleta sem meias, mancando, cheio de bolhas no pé. Boa corrida!

Chegada: Informações sobre treinos, saúde e nutrição. Tudo para tornar a corrida mais prazerosa.

Por Lucia Mandel

21/11/2008

às 15:05 \ Arquivo

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Meu pai é calvo (não completamente) e eu uso o cabelo um tanto comprido. Gostaria de saber se a tendência a perder cabelo é maior quando usamos um corte longo. Pergunto isso porque eu acho que perco mais cabelo quando deixo ele crescer. Tenho 21 anos.
(Marcos)

O tamanho do fio de cabelo não influencia a evolução da calvície. Corte seu cabelo no tamanho que preferir. Muitas pessoas me contam que vêem mais fios caídos quando o cabelo está comprido. Mas isso acontece pelo simples fato de eles estarem maiores e, conseqüentemente, mais fáceis de serem notados no chão ou no travesseiro.

Tenho umas bolinhas na região abaixo da bolsa dos olhos. Há um ano eu pesava 22 kg mais do que hoje – meu rosto era bem redondo e a pele do rosto era lisa, sem essas bolinhas. Por que agora que emagreci 7 kg (dos 22kg que perdi em mais ou menos 1 ano; 7kg foram agora nos 2 últimos meses) minha pele está assim?
(Marcos)

Você precisa passar por uma avaliação médica. Existem vários diagnósticos possíveis para bolinhas na pele. Uma causa comum de bolinhas na pele da pálpebra inferior é o que chamamos de siringoma. Nesse caso, realizamos sessões de cauterização com um aparelho de radiofreqüência. O resultado do tratamento é muito bom.

A senhora falou sobre a transpiração excessiva no corpo. Meu problema é no rosto. Sou negra, de pele bem escura. Tenho 57 anos e sempre transpirei muito no rosto. Só no rosto. Agora, com a menopausa, o problema piorou. Não consigo segurar maquiagem por mais de meia hora. A maquiagem escorre, de tanto suor. Fui a um dermatologista. Ele mandou aplicar uma loção, que tapava os poros por um temo muito curto e logo depois eu passava a transpirar demais. Será que há algum tratamento mais eficaz?
(Suely)

A transpiração excessiva do rosto é mais difícil de tratar do que a das axilas ou das palmas das mãos. O chá preto inibe a transpiração e ajuda alguns pacientes, mas infelizmente isso não aconteceu com você. Ainda restam opções de tratamento:

-Aplicação de toxina botulínica (Botox®): o produto diminui o suor, e pode ser aplicado na testa, ao redor dos olhos e entre as sobrancelhas.

-Medicamentos anti-colinérgicos ou beta-bloqueadores: esses medicamentos têm alguns efeitos colaterais. Por isso, nem sempre são bem tolerados.

-Simpatectomia. Essa opção cirúrgica requer cuidadosa avaliação prévia.

Algumas vezes o suor facial é desencadeado por alimentos condimentados, cítricos, ou bebidas alcoólicas. Nesse caso, tais alimentos devem ser evitados. Em outros casos, o stress agrava o problema. Se for o caso, preste atenção no emocional, e considere o uso de tranqüilizantes.

Por Lucia Mandel

18/11/2008

às 6:49 \ Arquivo

O banho de sol e a vitamina D

Minha avó, que veio da fria Polônia, sempre me dizia que o brasileiro era muito saudável porque pegava bastante sol. Mas o destino fez com que, anos depois, eu passasse boa parte do meu tempo defendendo justamente o contrário: muito sol não é nada saudável.

Desde que se estabeleceu uma clara associação entre banho de sol e câncer de pele, nós, dermatologistas, insistimos muito na proteção. Quanto mais protegidos estivermos dos raios solares, melhor. E entre todos os raios, o mais cancerígeno é o ultravioleta tipo B (também chamado de UVB), mais presente entre as 10 horas da manhã e as 4 da tarde.

Mas realmente existe uma pitada de verdade nos conselhos da minha avó. O banho de sol estimula nossa pele a produzir vitamina D, fundamental na absorção de cálcio. E o responsável por esse estímulo é ninguém menos que o UVB. Em outras palavras, o perigoso UVB é também importante para nossos ossos. Nas crianças, a falta de vitamina D leva ao raquitismo e a deformidades nos ossos. Nos adultos, deixa os ossos frágeis e favorece a osteoporose.

Recentemente foram descobertos outros benefícios da vitamina D: ela parece diminuir a chance de desenvolvermos alguns tipos de câncer, como o de mama, próstata, cólon e pâncreas. E também pode ajudar em doenças como diabetes, esclerose múltipla e hipertensão. É fácil entender o tamanho da discussão e do debate médico que essas informações causaram.

Nossa necessidade de vitamina D

A necessidade diária de vitamina D depende da idade. Até os 18 anos, precisamos de 400 unidades internacionais (UI) ao dia. Dos 19 aos 50 anos, bastam 200 UI. Dos 51 aos 70, novamente precisamos de 400 UI, e mais para frente precisamos de 600 UI.

É complicado conseguir toda essa quantidade de vitamina na alimentação. O motivo? De todos os alimentos, o mais rico em vitamina D, com 1.360 UI em cada colher de sopa, é o óleo de fígado de bacalhau. Pois é, bleerg. Se você tem estômago para isso, bom apetite. O arengue é outra ótima fonte da vitamina: 85g de arengue têm 1.300 UI. O salmão também é muito bom: 100g fornecem 360 UI da vitamina. O problema é que as boas opções não vão muito além disso. Os outros alimentos não ajudam muito. Por exemplo, a gema de ovo tem só 20 UI. E 100g de fígado de boi têm 15UI.

Os alimentos ao natural são geralmente pobres em vitamina D, mas existem outros enriquecidos com essa vitamina. Nos Estados Unidos, quase todas as marcas de leite de vaca ou de soja são enriquecidas, assim como os cereais matinais prontos para o consumo, muitos pães, iogurtes e sucos de laranja. Mas no Brasil, infelizmente encontramos apenas poucas opções de leite, iogurte e achocolatados enriquecidos com vitamina D. Dada a dificuldade de conseguirmos a vitamina através dos alimentos, restam duas opções: tomar um suplemento, que deve ser prescrito por um médico, ou tomar um pouco de sol.

Bastam poucos minutos por dia

Para a sorte da nossa pele, a quantidade necessária de sol que estimula uma boa produção de vitamina D é pouca. Como não vivemos na Polônia, e sim em um país ensolarado, o sol que pegamos no dia-a-dia costuma ser suficiente. O estímulo que o UVB dá é potente, e bastam apenas 5 a 20 minutos de exposição entre 10 da manhã e 4 da tarde, três vezes por semana, em uma área de pele como face, mãos e braços.

Quanto mais claro seu tom de pele, menor o tempo necessário dessa exposição ao UVB. E conforme a idade vai avançando, o banho de sol deve ser um pouco mais demorado. Passado esse curto tempo de exposição, o melhor a fazer é aplicar o protetor solar para se proteger contra o câncer de pele. Existe um exame laboratorial, feito através de uma amostra de sangue, que mede seu status de vitamina D. Dependendo do resultado, seu médico pode orientar o uso de um suplemento da vitamina.

Por Lucia Mandel

14/11/2008

às 15:36 \ Arquivo

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Algo me atormenta desde quando comecei a ter pêlos no rosto. Nunca me barbeei com gilete ou navalha, só uso tesoura. Faço isso desde os 18 anos e demoro uns 30 minutos para me barbear com a tesoura. Hoje com 21 anos estou um pouco sem paciência para demorar tanto. O meu tormento sempre foi em relação ao envelhecimento da pele do rosto. Sempre disseram que barbeador envelhece a pele, tornando-a áspera. Qual a melhor forma de fazer a barba?
(Marcos Davi)

Nem o barbeador, nem a navalha aceleram o envelhecimento da pele. Todo esse seu cuidado em aparar a barba com tesoura para retardar os sinais da idade foi desnecessário. Depois de se barbear, use uma loção hidratante e um protetor solar.

Gostaria de saber qual a origem e tratamento para um tipo de acne que aparece na virilha e nádega e que algumas vezes provocam manchas.
(Manuela)

Nessas áreas aparecem com certa freqüência feridinhas parecidas com espinhas, que nós, dermatologistas, chamamos de foliculite. Elas surgem por uma tendência pessoal aos pêlos encravarem, somado ao tipo de roupa que você usa. Roupas apertadas e calça jeans aumentam a chance de você ter foliculite. Para aliviar esse incômodo, esfolie sua pele durante o banho. E, depois de se secar, aplique um bom hidratante. Casos mais intensos melhoram com cremes à base de antibióticos ou de ácido retinóico, e com peelings de cristais. Durante o tratamento evite roupas justas e dê umas férias para sua calça jeans.

Tenho 36 anos, minha pele é morena. Tinha manhas no rosto (melasma) e desde os 30 anos, eu faço tratamento a base de ácido retinóico para clarear as manchas. Gostaria de saber se esse tipo de química tem conseqüências negativas se usado a longo prazo.

Normalmente quem usa ácido retinóico o faz por anos a fio, sem qualquer complicação. No entanto, raramente, e em quem tem tendência, o uso prolongado desse ácido estimula o aparecimento de pequenos vasos sanguíneos na pele.

Não agüento mais ver minha mãe na situação na qual se encontra, com dores, ardência, coceira e similares. Depois de sofrer durante anos com feridas na cabeça, que conseguiu debelar, surgiu uma mancha entre os seios e o pescoço. Em diagnóstico recente, uma médica disse que ela tem pênfigo, o famigerado fogo selvagem. O problema é que o tratamento não avança porque ela é também diabética. O medicamento forte contra pênfigo descompensa a outra doença. A redução da dose retarda a cura. A senhora tem alguma orientação para este caso?
(João Camargo Neto)

O pênfigo é uma doença auto-imune. Significa que o sistema imunológico da sua mãe está produzindo anticorpos contra a pele dela. Esses anticorpos são responsáveis pelas feridas que doem, incomodam, ardem. O tratamento tem como objetivo domar o sistema imunológico desgovernado. A melhor opção para isso é a cortisona, que deve ser mantida por um bom tempo. Mas o tratamento com cortisona tem vários efeitos colaterais, e um deles é causar ou piorar um quadro de diabetes. Por isso, sua mãe precisa ser tratada por um dermatologista e também por um endocrinologista. Outros efeitos colaterais do uso crônico de cortisona são osteoporose, pressão alta, gastrite, catarata. Se o uso da cortisona for inviável, existem outros remédios que regulam o funcionamento do sistema imunológico, como azatioprina ou ciclofosfamida. Eles são uma segunda opção de tratamento, e podem ser usados junto com a cortisona: nesse caso, eles diminuem a dose necessária de cortisona.

Por Lucia Mandel

11/11/2008

às 9:22 \ Arquivo

Compulsões

"De perto, ninguém é normal"
(Caetano Veloso)

Algumas alterações dermatológicas sinalizam que algo não vai bem no lado emocional. Nessa coluna discuto dois desses problemas: a compulsão por arrancar os cabelos e a compulsão por ferir a pele.

A Tricotilomania, ou hábito de arrancar os cabelos

Sabe a expressão "arrancar os cabelos"? Pois isso existe. Muitas pessoas literalmente arrancam os cabelos, principalmente em momentos de stress. O nome do problema: tricotilomania.

A compulsão funciona como um ciclo: antes de puxar o fio de cabelo, a pessoa fica tensa. Pode ser que essa tensão venha de uma tentativa de se controlar. Mas o autocontrole é difícil, a pessoa perde a batalha e acaba puxando o fio. Há um alívio momentâneo e, em seguida, culpa e vergonha, sem falar no medo de ficar careca. Às vezes, chega-se ao ponto do couro cabeludo doer. Durante todo esse ciclo, o paciente sente que está fazendo uma coisa esquisita – e por isso mesmo o hábito incomoda muito. Ele imagina que é o único no mundo a viver esse drama, mas é um engano: a tricotilomania é comum. Por ser algo meio estranho e embaraçoso, vira um segredo guardado a sete chaves, até mesmo das pessoas mais íntimas.

A tricotilomania ataca quando a pessoa está sozinha, fazendo algo que exija concentração, como ler um livro, trabalhar no computador. A mão entra no automático e vai puxando os fios. Em parte, essa compulsão é controlável e dá para evitá-la na frente de outras pessoas, ou durante a prática de um esporte, por exemplo. Por isso, o segredo se mantém por muito tempo.

A mania surge na adolescência, e permanece por anos. É mais freqüente nas mulheres. Pode ser tão intensa que surgem áreas sem cabelos. É nesse momento que o dermatologista é procurado, principalmente quando se trata de criança ou adolescente. Os pais trazem seu filho sem suspeitar que o problema primário não é dermatológico, e sim emocional ou psiquiátrico. Possíveis causas são stress, ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo (conhecido como TOC.) Há suspeitas de que também exista influência genética.

O tratamento é feito por um psicólogo ou um psiquiatra. Loções que estimulam o crescimento dos fios pouco ajudam. O paciente deve tentar relaxar, procurar distrações, hobbies. Dentre os tipos de terapia, a mais recomendada nesse caso é a cognitivo-comportamental, que pode ser associada a remédios.

Compulsão po ferir a pele

Esse tipo de comportamento também é comum. A pessoa cutuca a pele com a unha, mexe em cravos e espinhas, morde os lábios. Muitas vezes, antes de cutucar, existe uma sensação de coceira, que estimula a mexer na pele. Ou então, a pessoa se incomoda com pequenas imperfeições, como uma feridinha qualquer. Também nesse caso, é difícil se controlar e não arrancar a casquinha. Igualmente, essa compulsão piora em momentos de stress, de tensão, ou de concentração. Com freqüência há associação com ansiedade, depressão, ou transtorno obsessivo-compulsivo.

O dermatologista, percebendo que a alteração na pele é fruto de auto-agressão, deve estimular o paciente a procurar o que está por trás desse problema. A partir daí, o paciente tem que prestar atenção no emocional, e procurar ajuda especializada.

Por Lucia Mandel

07/11/2008

às 15:48 \ Arquivo

Respostas a leitores

Possuo um hemangioma (cor avermelhada) de grande extensão nas minhas costas e no busto. Procurei um dermatologista que disse ser esta uma mancha que essa especialidade não trata. Procurei então um angiologista e ele me indicou no mínimo três sessões a laser para resolver o problema, sem garantias de que realmente a mancha sumirá. Fiz a primeira sessão e observei que alguns pontos clarearam um pouco, mas precisamente onde a mancha era mais superficial. Esse é mesmo o tratamento indicado para hemangioma?
(Julia)

O laser é uma boa arma usada no tratamento de hemangiomas, lesões na pele causadas por aumento no número de vasos sangüíneos. Mas a chance de o tratamento dar certo, bem como o número de sessões necessárias depende do tipo de hemangioma que você tem. Pela breve descrição que você me dá, imagino que você fará mais do que três sessões. O tratamento pode ser feito por um cirurgião vascular ou por um dermatologista. O especialista escolhido deve ser especializado em tratamentos a laser.

Estou passando uma vez por semana um autobronzeador da marca Lancôme. Alguns amigos disseram que o produto é perigoso porque, uma vez que acelera a produção de melanina pode também desencadear reações cancerígenas. Será que isso é verdade? Ah, em tempo: Se eu tomar sol nesse período em que estou usando o produto corro algum tipo de risco? Manchas, feridas e afins? Por último: por que dizem que eu não devo passar o produto no rosto?
(Juliana)

Juliana, não há perigo em usar cremes autobronzeadores: eles não são cancerígenos. Eles não aceleram nossa produção de melanina. O que eles fazem é mudar a cor da camada mais externa da nossa pele, através de uma reação química. A pele fica com uma cor parecida com a do bronzeado, não exatamente igual. Em algumas pessoas a cor fica um pouco alaranjada, principalmente em quem é muito clarinho e aplica o creme com muita freqüência. O produto não é tóxico, e você pode usá-lo no rosto – existem inclusive apresentações específicas para a face. Você pode sair ao sol enquanto estiver usando o autobronzeador. Mas como esse "bronzeado" não é verdadeiro, ele não aumenta a resistência da sua pele a queimaduras. Por isso, use e abuse do protetor solar.

Gostaria de saber quais os tratamentos mais eficazes para combater olheiras, pois, apesar da pouca idade, tenho a área dos olhos bastante escurecida.
(Daniele)

Em primeiro lugar precisamos descobrir por que as olheiras estão se formando. As principais causas de olheiras são:

1) Aumento do número de vasos sangüíneos que irrigam as pálpebras inferiores.
2) Acúmulo de pigmento na pele das pálpebras inferiores

Quando os vasos são o componente principal das olheiras, usamos cremes à base de vitamina K ou a luz pulsada. Para um efeito imediato e fugaz, vale aplicar compressas de chá de camomila gelado. Para tratar olheiras causadas por acúmulo de pigmento, usamos cremes clareadores, peelings, laser ou luz pulsada. Nem sempre a olheira é sinal de cansaço. Mas em muitos casos observamos melhora se, junto com o tratamento, o paciente relaxar e descansar mais.

 

Por Lucia Mandel

04/11/2008

às 13:12 \ Arquivo

Tratamentos modernos para diminuir o suor

Se você assiste Seinfeld, talvez se lembre de um episódio em que George participa de uma reunião sobre uma onda de furtos na empresa. Antes da reunião, ele tinha feito ginástica. Por isso suava muito durante a discussão do problema, o que gerou certa desconfiança. Mais tarde, diretamente confrontado pelo seu chefe, teve outra crise de suor, desencadeada por comida apimentada. Resultado: George, apesar de inocente, acaba incriminado. Seu chefe achou que o suor era prova irrefutável de culpa.

Quem sua muito realmente sofre com isso e enfrenta constrangimentos em diversas situações. É a chamada hiperidrose, que atinge 1% da população. Esse excesso de suor pode ocorrer nas mãos, axilas, pés ou cabeça. E a quantidade de suor na região afetada é grande. As mãos chegam a pingar.  É comum a pessoa com hiperidrose evitar o aperto de mão. Outros não conseguem escrever sem um paninho ao lado para enxugar. Se o problema for nos pés, a pessoa tem dificuldade em usar chinelos, sandálias ou sapatos, que escorregam nos pés sempre úmidos. Quem tem o problema nas axilas muitas vezes leva roupa extra para o trabalho e troca quando ela fica exageradamente molhada. Ou seja, é uma chateação atrás da outra.

O suor normal

Existe um controle fino na regulagem do suor humano. Esse controle é relacionado ao ajuste da temperatura corporal, que precisa se manter entre 36 e 37°C para que as reações químicas necessárias à vida ocorram normalmente. Se a temperatura do corpo aumentar, nosso sistema nervoso entra em ação: manda mensagens que estimulam as glândulas secretoras do suor. O suor é produzido e enviado para a superfície da pele através dos poros. Conforme ele evapora, nossa temperatura cai. O responsável por esse ajuste é o sistema nervoso autônomo. Como o nome diz, ele funciona com independência, regulando outras funções importantes e fora do nosso controle, como os batimentos do coração ou a dilatação das pupilas.

Não se sabe por que algumas pessoas suam mais. Não se observa qualquer alteração no sistema nervoso ou nas glândulas produtoras de suor. As glândulas são iguais às de quem nem lembra que sua: têm o mesmo tamanho, o mesmo número e estão onde deveriam estar. O que se sabe é que o estresse e o nervosismo agravam o problema. E parece irônico, mas o próprio medo de suar aumenta o suor.

Como se livrar desse transtorno?

Excluída a presença de doenças que aumentem o suor, como o hipertireoidismo, outras alterações hormonais ou doenças neurológicas, parte-se para o tratamento.
A primeira opção costuma ser com produtos de uso tópico à base de cloridróxido de alumínio, que ajudam nos casos mais leves. Após duas semanas de uso, a quantidade de suor já diminui. Daí, fazemos um esquema de manutenção.

Se o caso for mais severo, ou se não houver boa resposta ao tratamento tópico, restam outras opções. Uma excelente alternativa é a aplicação de toxina botulínica. O produto impede a comunicação entre o nervo e a glândula do suor. Sem receber estímulo do sistema nervoso, a glândula fica inativa. Usamos o produto para diminuir o suor das axilas, mãos e pés. O efeito dura aproximadamente meio ano. Depois, repete-se a aplicação. Existem também cirurgias que ajudam a controlar o problema de modo mais definitivo

No caso das axilas, pode-se recorrer a uma remoção das glândulas de suor, através de uma cirurgia que se parece muito com a lipoaspiração. Cânulas finas aspiram e removem as glândulas. Os casos de hiperidrose nas palmas das mãos e nas axilas também têm outra opção cirúrgica: a simpatectomia endoscópica. Essa cirurgia danifica o caminho por onde o impulso nervoso é conduzido antes de chegar às glândulas, o seu destino final. O tratamento é feito por uma equipe que inclui um cirurgião torácico e um cirurgião vascular. O problema desse tratamento é que os pacientes compensam a diminuição de suor nas palmas e axilas suando mais nas costas e barriga.

Existem ainda outros tratamentos, como a iontoforese. Nela, coloca-se a área afetada imersa em um aparelho contendo água. O aparelho emite uma leve corrente elétrica. As sessões de tratamento duram meia hora, e devem ser diárias até que o suor diminua, o que pode levar até dois meses. Depois, as sessões vão se espaçado até chegar a uma ou duas vezes por semana, no periodo de manutenção.

Também existe tratamento à base de medicamentos por via oral, que prejudicam a comunicação entre o nervo e a glândula. São chamados de anticolinérgicos. Esse tipo de medicamento tem vários efeitos colaterais, como boca seca, visão turva, constipação e retenção urinária. Por isso, raramente é indicado.Além do tratamento, é importante que o paciente preste atenção no emocional, procurando ajuda especializada. Muitas pessoas melhoram a hiperidrose tomando antidepressivos ou ansiolíticos.

Deu pra ver que existem soluções, não é mesmo? Ainda que algumas delas apresentem efeitos colaterais, outras são simples e eficientes. Então faça uma consulta ao seu medico e você verá o resultado: menos suor e menos lágrimas na sua vida.

Por Lucia Mandel

31/10/2008

às 15:39 \ Arquivo

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Há algum tempo, a minha filha de 7 anos tem apresentado odor desagradável nas axilas. Posso usar algum tipo de desodorante? Por que esse tipo de odor ocorre em crianças?
(Rogério)

É incomum que crianças dessa idade tenham mau cheiro axilar. Explico: existem dois tipos de glândulas de suor, as écrinas e as apócrinas. As primeiras, écrinas, ficam espalhadas pelo corpo todo, e existem desde nosso nascimento. O suor desse tipo de glândula raramente causa mau cheiro. As glândulas apócrinas ficam em apenas alguns lugares do nosso corpo, como nas axilas, e se desenvolvem a partir da puberdade. É o suor das glândulas apócrinas que, associado à ação de bactérias, leva ao mau cheiro. Sendo assim, geralmente o mau cheiro axilar só começa depois da puberdade.

Crianças de 7 anos não têm muitas glândulas apócrinas e, por isso, não costumam ter mau cheiro axilar. Mas se ela tiver muita produção nas suas glândulas écrinas, as bactérias podem atacar, resultando num cheiro ruim. Nesse caso, uma limpeza cuidadosa e o uso de cremes à base de antibióticos ajudariam. Use roupas de algodão e de cores claras, e evite ambientes pouco ventilados. Mas a situação é infreqüente, e como existem doenças que podem mudar o cheiro da pessoa (como problemas renais ou hormonais), recomendo que você leve sua filha a um médico.

Tenho alergia por várias coisas, mas agora apareceu um tipo de alergias bem diferente. É como uma urticária, que atacou meu corpo todo com uma coceira que não agüento. Fui ao médico que me receitou Prometazina, mas não resolveu.
(Lourdes)

Uma das principais providências a se tomar num caso de urticária é investigar o motivo de ela ter aparecido. Pode ser um remédio que você esteja tomando, um alimento, uma infecção, ou ainda outras causas diversas. Descoberta a causa desencadeante, evite-a ou trate-a. Mas, infelizmente, na maioria dos casos não descobrimos essa causa. Para controlar os sintomas da urticária usamos anti-histamínicos, e a prometazina é um remédio desse tipo. O tratamento deve ser mantido por certo tempo. Se não estiver funcionando, retorne ao seu médico. Pode ser o caso de trocar o tipo de anti-histamínico, ou de aumentar a dose.

Tenho muita vergonha de mim, não mostro o meu corpo por nada e não tenho namorado por medo. Tenho 22 anos, e desde os 13 sofro com excesso de pêlos no corpo. Minha pele está toda manchada e áspera por causa dos pelos encravados que a esfoliação nem sempre resolve. Qual o tratamento mais barato?
(Anônimo)

Nem sempre o excesso de pêlos significa uma doença. Isso pode ser simplesmente uma característica individual, determinada por questões genéticas. Mas existem doenças que levam ao excesso de pêlos, como problemas hormonais. Por isso, não tem como escapar: procure ajuda especializada para saber se está tudo bem com sua saúde. Você já passou tempo demais sofrendo sozinha, e isso não pode continuar. Para controlar o excesso de pêlos, uma vez estabelecido o diagnóstico, o laser é a melhor arma. Se for algo fora do seu orçamento, e se a depilação com cera lhe causa problemas, use um creme depilatório.

Tenho 50 anos e sempre tive manchas marrons na mão direita, começam na metade dos dedos e vão até o pulso, me causando constrangimento e vergonha. Já tentei vários cremes, já foi tirado um pedacinho da pele para exames há muito tempo atrás, até que desisti. Não tomo sol, e sempre uso filtro solar, tenho a pele clara. O que posso fazer?
(
Rosangela)

Infelizmente não é possível ajudá-la com base na sua descrição. Manchas marrons podem ter uma infinidade de significados. Mas você conta que já fez uma biópsia de pele. A biópsia é um excelente exame, muito útil quando o dermatologista não conclui um diagnóstico durante a consulta. Geralmente depois desse exame dá para definir o que está acontecendo, e as perspectivas de melhora com o tratamento. Procure o laudo e volte ao seu dermatologista. Boa sorte!

Por Lucia Mandel
 

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