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13/02/2009

às 14:28 \ Arquivo

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Tenho 36 anos e uma dermatologista me receitou Klassis ou Vitacid Plus para suavizar manchas. Qual o melhor? Qual o procedimento para utilização?
(Luciana)

Os dois cremes são bons, e a escolha de qual usar depende da avaliação da sua pele e de uma discussão dos objetivos do tratamento. Ambos clareiam a pele, mas a composição deles é diferente. O Vitacid Plus é à base de ácido retinoico, hidroquinona e cortisona. É um creme potente, com ativos muito eficientes e consagrados na luta contra o melasma. Algumas pessoas têm dificuldade em usar esse creme, pois a pele pode ficar sensível.

O Klassis é mais suave, e contém ácido glicólico e kójico. Inclui proteção solar na formulação (FPS 18), pode ser usado tanto durante o dia quanto à noite. Causa menos sensibilidade de pele do que o Vitacid Plus.

Quanto ao modo de aplicar um creme de tratamento, aí vão algumas orientações: em primeiro lugar, limpe seu rosto para remover sujeira e resíduos de outros cremes, de filtros solares ou de maquiagem antes de usar o creme de tratamento. Salvo raríssimas exceções, não recomendo o uso de tônicos faciais. E depois, aplique seu creme de tratamento, com suaves massagens circulares ascendentes. Quem usa creme de tratamento e filtro solar durante o dia, deve aplicar primeiro o creme, aguardar alguns minutos para que seja absorvido, e então aplicar o protetor.

Tenho 51 anos, vivo em uma fazenda e de um ano para cá acordo sempre com as pálpebras inchadas. O que acontecia uma vez o outra agora é diário. Pela tarde está sempre menos inchado. Já fui a vários médicos e nenhum descobre o motivo. Pensaram em alergia a maquiagem, deixei de usá-la, fizeram exames de sangue não encontraram nada. A alergologista passou umas vitaminas, um creme para a pele e um antialérgico, mas orientou que eu só  tomasse  o antialérgico caso não parasse o edema. Como continua o problema e eu não quero tomar o remédio sem descobrir a causa, recorro a você.
(Guimar)

A principal causa de inchaço nas pálpebras é, de fato, uma reação alérgica. E, infelizmente, nem sempre é fácil definir exatamente o que está causando a reação alérgica. Como suas pálpebras amanhecem inchadas, pense em algo que entre em contato com você durante a noite. Suspeite do seu travesseiro, do tecido da fronha ou do amaciante que você usa na lavagem da roupa de cama – ele fica nas fibras do tecido e não sai completamente no enxágue. Se seu quarto tem carpete e cortinas, talvez os vilões sejam o pó ou os ácaros.

Outras possibilidades: colírios, cremes noturnos, cremes de cuidados com as pálpebras, maquiagem, ou ainda produtos de cuidados com as mãos, que vira e mexe encostam no rosto. O esmalte pode ser o culpado. E, como você mora no campo, sugiro que verifique se há flores perto de onde você dorme, pois o pólen pode desencadear reações alérgicas. Se o diagnóstico for mesmo uma reação alérgica, e se a causa não for identificada, trata-se os sintomas, exatamente como seu médico orientou.

Se a causa da alergia for descoberta, afaste-a e tudo se resolverá.
Mas há outras causas para inchaço de pálpebras, como a blefarite (inflamação das pálpebras que muitas vezes é causada por seborreia), doenças da tireoide ou alterações nos rins. No entanto, pelo que pude entender, me parece que essas doenças já foram descartadas no seu caso.
 
Meu pai sofre de excesso de suor somente quando dorme, a transpiração é tanta que chega a molhar os lençois de cama e tem mau cheiro. Qual tratamento poderia ser adequado para esta situação?
(Jessica)

O suor noturno pode ser algo normal. Isso significa que a pessoa sua mais à noite, mas não se detecta qualquer problema associado. Nesse caso, deixe o quarto do seu pai bem ventilado, e peça que ele use pijamas e roupas de cama de tecidos com fibras naturais, como o algodão. Existem, no entanto algumas situações que aumentam a sudorese noturna. É o caso, por exemplo, de transtornos de ansiedade, stress ou obesidade. Distúrbios como apneia do sono, doenças da tireoide ou a doença de Hodgkin também devem ser considerados, dependendo de outros sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Nessas situações, o tratamento deve ser direcionado à causa do problema.

Por Lucia Mandel

10/02/2009

às 8:03 \ Arquivo

Apoio aos Portadores de Psoríase

Uma associação de pacientes agrupa pessoas que sofrem da mesma doença. Unidos, eles se fortalecem: trocam ideias, se informam sobre o problema, compartilham histórias, ajudam-se mutuamente. A associação não lhes dá somente amparo emocional: ela lhes dá voz, luta por seus interesses, e pode representá-los junto a órgãos governamentais e indústrias farmacêuticas. Além dos pacientes e familiares, médicos especialistas também participam. Existem associações dirigidas por médicos e outras organizadas por não médicos, nesse caso geralmente portadores da doença.

Entrei em contato com Silvia Galli, 53 anos, psicóloga e fundadora da Associação de Apoio aos Portadores de Psoríase (AAPP). Ela é portadora dessa doença, que herdou de seu pai. Decidiu criar a associação há um ano, pois percebeu a importância do grupo de apoio e constatou que na cidade de São Paulo não existia nada parecido. Hoje, Silvia divide seu tempo entre seu consultório e a associação, que ainda conta com o apoio dos renomados dermatologistas doutora Maria Denise Fonseca Takahashi, doutora Lúcia Arruda e doutor Artur Antonio Duarte.

Transcrevo abaixo nossa troca de informações.

VEJA.com – Qual o objetivo da associação? Há quanto tempo ela existe?
Silvia Galli – A AAPP é uma associação recente, fundada em janeiro de 2008. Um dos objetivos é orientar o portador de psoríase e ajudá-lo a ter uma visão mais otimista em relação à doença. Para isso realizamos palestras, temos grupo de apoio e atividades que contribuem para a sua inserção social. É um ponto de encontro para todos os pacientes de psoríase que necessitem de apoio, atenção e carinho. Para isso, conto com uma diretoria engajada e unida.

Qual o número de pacientes beneficiados pela associação?
Atualmente temos 700 cadastrados.

Na sua opinião, quais as principais dificuldades que os pacientes enfrentam?

São elas:
- O preconceito, pois as pessoas em geral são mal informadas sobre a doença. Não sabem, por exemplo, que ela não é contagiosa.
- Falta de diagnóstico correto, pois a psoríase pode ser confundida com outras doenças.
- Falta de acesso gratuito a remédios de última geração e tratamentos adequados que possibilitem controle da doença e boa qualidade de vida.
Em São Paulo existem hospitais públicos de referência no tratamento da psoríase, com médicos que lutam pela nossa causa. Mas são poucos, e há imensa demanda de doentes. Consequentemente, o tempo de espera para uma consulta é longo.

Quanto custa o tratamento com medicamentos biológicos, usados nos casos mais severos? É possível consegui-los gratuitamente ou com algum desconto?
O preço oscila entre 4.000 e 7.000 reais a cada mês. Essa medicação não é fornecida gratuitamente pelo SUS aos portadores de psoríase severa e artrite psoríatica. A luta da AAPP e de outras associações é para que eles sejam incluídos na lista de medicamentos de alto custo com subsídio do governo. Tivemos uma audiência com o Ministro da Saúde e até o momento esse processo ainda não foi concluído.

Na sua opinião, a ansiedade influencia na evolução da psoríase?
Sim. Por isso, é importante associarmos o tratamento psicoterápico ao tratamento médico.

Existe ajuda psicológica na associação?
A nossa principal meta neste ano é conseguir verba para contratação de um psicoterapeuta. Fazemos encaminhamentos, e como sou psicóloga e portadora, acabo dando assistência a todos os portadores que me procuram na AAPP.

Como são e para que servem as reuniões dos grupos de apoio?
Uma vez ao mês a AAPP oferece grupo de apoio, que tem a finalidade de unir portadores e familiares para compartilhar, dar e receber informações sobre a doença e transmitir uma mensagem de alegria. A cada mês temos eventos diferentes como palestras com médicos especialistas, nutricionista, psicólogos. A nossa intenção é realizar encontros onde prevaleça a valorização da autoestima.

Existem associações de apoio ao paciente em todos os estados do Brasil?
Existem várias associações no Brasil que oferecem grupos de apoio, palestras, atendimento psicológico, e que também lutam em defesa dos portadores de psoríase. Para maiores informações, acesse o site  www.psoriase.org.br

Você está satisfeita com os resultados obtidos pela AAPP até agora?
A AAPP tem apenas um ano de atividades. Lutamos com muita dificuldade, mas valorizamos cada conquista obtida. A minha satisfação será plena quando os portadores de psoríase se conscientizarem da importância de uma associação. Quanto mais associados, mais força teremos para reivindicar os nossos direitos.

Como entrar em contato com a associação?
Nosso site é http://www.aapp.org.br/.

Nota - Enxergo com muito bons olhos a existência desse tipo de associação de apoio. Se você participa de algum grupo de apoio para doenças dermatológicas, deixe aqui sua opinião. Talvez isso ajude a fortalecer esse tipo de instituição.

Leia também: Psoríase, um tormento na pele

Por Lucia Mandel

06/02/2009

às 16:28 \ Arquivo

Respostas a leitores

As perguntas abaixo foram selecionadas pela redação entre dezenas de e-mails enviados à colunista. Todas as questões selecionadas foram respondidas por Lucia Mandel. As respostas, porém, não eliminam em nenhum caso ou hipótese a indicação de uma consulta com seu médico de confiança.

Tenho uma pele com cicatrizes de espinhas. Muitos orifícios com poros bem abertos. Já ouvi falar que o tratamento chamado Dermabrasão retira todas estas imperfeições da pele. Ou existe forma melhor?
(Luma)

A dermabrasão, quando bem indicada e bem executada, tem resultados excelentes na melhora das cicatrizes de acne. No entanto, é um tratamento agressivo, e o paciente tem que estar muito orientado e motivado para aguentar com tranquilidade o pós-operatório. Nesse tratamento, uma lixa remove as camadas mais superficiais da pele. Depois do tratamento, a pele que nasce é mais regular, com muito menos cicatrizes. Quem determina a profundidade da abrasão é o médico. A melhora com apenas uma sessão é considerável. O tratamento é dolorido, e a pessoa deve se afastar de suas atividades habituais por um período que varia de 2 a 4 semanas. Existem outras opções para tratar as cicatrizes de acne, incluindo peelings químicos, laser, preenchimento com ácido hialurônico. A melhor indicação varia caso a caso. Consulte um especialista.

Tenho 30 anos e estou com marcas de expressão entre os olhos e o tal bigode chinês, inclusive já fiz uma aplicação há um ano de ácido hialurônico.  Mas, na marca entre os olhos não apliquei nada. Na época não achei que tivesse feito grande diferença e hoje vejo que está só aumentando, existe ácidos e ou tratamentos que possam diminuir esses sinais?
(Priscila)

O melhor modo de suavizar a ruga conhecida como "bigode chinês" é através do preenchimento. Nesse tipo de tratamento, colocamos um material sob a ruga, para diminuir a sua profundidade. O preenchedor mais usado pelos dermatologistas é o ácido hialurônico, que costuma durar, em média, até um ano. Se o efeito do seu preenchimento não foi satisfatório, converse com seu dermatologista. Talvez o volume do material aplicado tenha sido menor que o necessário para você. Depois que o efeito passar, realiza-se nova sessão de preenchimento. Para suavizar as rugas entre as sobrancelhas, usamos a toxina botulínica. Caso a ruga seja muito profunda, complementamos com pequena quantidade de preenchedor.
 
Li seu artigo na página da VEJA.com falando sobre a criocirurgia com nitrogênio líquido para tratamento de leucdermia puntata. Já consultei alguns dermatologistas que me falaram não haver cura para o problema, outros me mandaram passar essência oleosa de bergamota (o que não resolveu em nada). O tratamento de criocirurgia é eficaz? Moro em Curitiba e gostaria de saber onde posso encontrar um médico especialista para fazer o tratamento. Existe uma pomada chamada "Mama Cadela" para tratar vitiligo…. essa pomada seria eficaz no meu caso?
(Alessandra)

A Mama Cadela é uma planta do cerrado que tem ação fotossensibilizante. Isso significa que quando entra em contato com a pele, deixa-a sensível ao sol, causando queimaduras. É o que acontece, também, com o limão. Não indico esse tratamento nem para vitiligo, nem para a leucodermia puntata. Na leucodermia puntata, surgem pequenas lesões brancas na pele, principalmente nos braços e nas pernas. As manchas surgem pela ação cumulativa do sol que, com o passar do tempo, danifica as células produtoras de melanina, pigmento que dá cor à pele. O tratamento procura reativar as células produtoras do pigmento. Há casos em que a resposta ao tratamento é boa. E há casos em que a melhora não acontece. Boas opções de tratamento são a crioterapia com nitrogênio líquido (quando um jato de ar gelado agride as manchas brancas) e a microdermabrasão (lixamento superficial da pele).

Li seu artigo falando sobre os beneficios da isotretinoina  no tratamento contra a acne. Durante muito tempo sofri com cravos e espinhas e fiz o tratamento com o Roacutam que felizmente me proporcionou um ótimo resultado, porém como comecei o tratamento tardiamente minha pele hoje tem muitas cicatrizes devido  ao meu desleixo e mania de sempre espremer cravos e espinhas. Eu gostaria de ter mais informações sobre esse assunto.
(Sanzia)

Existem algumas opções de tratamento para cicatrizes de acne. Por exemplo, a aplicação de preenchedores à base de ácido hialurônico, peelings químicos ou laseres. Existem ainda outras alternativas, como a dermabrasão (leia a resposta que dei para a Luma). A indicação do melhor tratamento varia de acordo com o tipo e com a quantidade de cicatrizes que você tem.

Transpiro muito na região da face e do tórax e estou querendo fazer um tratamento, quem devo procurar?
(Daniel)

Existem algumas alternativas para tratar o suor excessivo, e o dermatologista é o especialista que saberá reconhecer qual tratamento é melhor para o seu caso. Quando o suor excessivo é localizado na palma das mãos, plantas dos pés ou nas axilas, o tratamento é mais fácil. Para tratar o suor exagerado na face, dependendo do caso, usamos a toxina botulínica. Outras opções são: simpatectomia endoscópica, realizada por cirurgião torácico, medicamentos de uso tópico à base de sais de alumínio e medicamentos de uso oral. Se o suor do tórax for muito incômodo, e se não se restringir às axilas, usa-se medicamentos por via oral. Algumas vezes o suor facial é desencadeado por determinados alimentos ou por bebidas alcoólicas. Nesse caso, evite os fatores desencadeantes. O stress, o sobrepeso e certas alterações hormonais acentuam a sudorese do corpo como um todo. Avalie todos esses fatores junto ao seu médico.

Por Lucia Mandel

03/02/2009

às 7:33 \ Arquivo

Bicho geográfico

Ele até que tem um apelido simpático: bicho geográfico. E levou essa fama porque fica debaixo da pele, desenhando linhas que se parecem com mapas inexistentes. Um mapa da Parasitolândia aqui, um do Reino do Nojo ali, e assim vai, trabalhando sem parar, principalmente no verão. Você já foi vítima? Pois é, o bicho geográfico é frequente em várias praias do nosso país.

A preferência do parasita

O parasita, de nome oficial Ancylostoma, gosta mesmo é de infectar gatos e cachorros, para se desenvolver em seus intestinos. Ele atinge essas vítimas preferenciais quando elas comem ovos ou larvas do parasita, animais já contaminados, ou ainda quando as larvas penetram através da pele. Depois de contaminados, os bichanos eliminam os ovos deste parasita junto com suas fezes. Ovos que viram larvas, ávidas por encontrar um novo hospedeiro.

Nós não somos os hospedeiros preferidos. Mas se a gente entrar em contato com as larvas, elas perfuram e entram na nossa pele. Assim como faz nos gatos e cachorros, o parasita tenta se aprofundar para atingir outros órgãos. Mas, para nossa sorte, a pele humana é uma barreira que essa larva não consegue transpor. Ela não ultrapassa além das camadas mais superficiais. E então fica por ali mesmo, cavando túneis, andando sem rumo, dando uma de cartógrafo.

As lesões características do bicho geográfico são justamente os túneis que o parasita vai cavando e que conseguimos enxergar pela transparência da pele. São sulcos avermelhados, sinuosos e que coçam.

Por uma praia sem gatos e cachorros

Aí vem a pergunta: como será que um parasita de cães e gatos chegou à areia da praia que você frequenta? Acertou: é claro que o Rex, o Totó e o Rufus estiveram por ali, fazendo suas necessidades básicas, sem constrangimento nenhum, na areia fofinha onde você se deita.
Foram eles que despejaram na areia os ovos do parasita. Por isso, se o Totó for seu, não o leve à praia. Também não se esqueça de dar vermífugos para ele, e de recolher suas fezes nos lugares públicos. Outro lugar em que se pega bicho geográfico são os parquinhos infantis onde não há restrição à entrada de cães e gatos. As larvas ficam na areia ou na terra que as crianças brincam.

O tratamento e a prevenção

Para acabar com o parasita, basta tomar um vermífugo ou passar uma pomada. A larvinha morre e tudo termina bem. E para prevenir o problema, use um chinelo em praias frequentadas por cães e gatos. Ao se sentar, use esteira ou canga. Cuide-se neste verão. A não ser que em vez de tatuagem de henna, você queira voltar da praia com um belo mapa-mundi desenhado na pele.

Por Lucia Mandel

27/01/2009

às 1:20 \ Arquivo

Acabe com suas espinhas

Conheço muito bem o sofrimento de quem tem acne. Tive muitas espinhas na adolescência. Usei os mais diversos cremes, tomei antibióticos, fiz promessa, derramei lágrimas. O resultado dos tratamentos era bom, mas a tendência de ter acne persistia. Esperei que a fase das espinhas passasse (e como esperei!), mas não passou. Então me submeti a um tratamento que na época era novo, muito temido por seus efeitos colaterais, e que só se recomendava nos casos mais graves: a isotretinoína.

Para o meu enorme alívio de adolescente, foi o que resolveu definitivamente o problema. Finalmente eu podia abrir um lindo sorriso (ou quase lindo, por causa do aparelho). Hoje sou uma médica entusiasta desse medicamento, que já provou ser extremamente eficaz. Gosto também do efeito dos cremes de uso tópico, dos peelings e dos antibióticos que tratam a acne. Mas a isotretinoína tem uma vantagem: quase sempre o resultado é permanente.

Como funciona?

A isotretinoína diminui definitivamente o tamanho e a atividade das glândulas sebáceas, responsáveis pela oleosidade da pele. Também reduz a formação dos cravos e combate bactérias que se aproveitam do sebo para proliferar e acabam inflamando as espinhas. A melhora é enorme, mesmo nos casos mais graves, com cistos. Após sete a nove meses de tratamento com a isotretinoína, o problema estará resolvido, poupando anos de tratamento com outros remédios e evitando cicatrizes definitivas.

Existe uma pequena chance do problema voltar, mas se isso ocorrer, será num grau bem mais leve do que antes. Por outro lado, o tratamento com isotretinoína tem muitas contra-indicações e efeitos colaterais. Por isso, nem todos podem se submeter a ele. Quem toma o remédio tem que estar muito bem orientado e motivado. Muitas vezes, a isotretinoína só é prescrita quando os cremes e os antibióticos não resolvem.

Os possíveis riscos

O remédio é teratogênico. Isso significa que uma mulher que fique grávida enquanto toma a isotretinoína corre o risco de gerar um bebê com malformações. Como o remédio se acumula na gordura do corpo, esse risco continua por um mês após a interrupção do uso. Por isso, a prescrição e a venda dele são rigidamente controlados. As mulheres devem fazer testes de gravidez antes e durante o tratamento, e devem usar dois métodos anticoncepcionais simultaneamente, durante o tratamento e no mês seguinte a ele.

Se você estiver tomando o medicamento, não doe sangue: isso põe em risco as gestantes que precisem de transfusão. A isotretinoína pode também agredir o fígado, causando a chamada hepatite medicamentosa. Daí a necessidade de se realizar exames de sangue que avaliem a função hepática antes e durante o tratamento. Evite consumir bebidas alcoólicas durante o uso do remédio.

Efeitos colaterais

Há uma associação do medicamento com depressão, mas não existe consenso sobre o grau dessa associação. Há relatos de crises depressivas em pessoas que estavam tomando o remédio. Mas isso pode ser, ou não, uma coincidência, já que tanta gente toma a isotretinoína. De qualquer maneira, ao menor sinal de alteração do humor, como irritabilidade, choro ou falta de atenção, o médico deve ser comunicado. Pode ser o caso de suspender o tratamento.

Há outros efeitos colaterais bem menos graves, como ressecamento dos lábios, do nariz, dos cabelos, da pele e dos olhos. São incômodos, mas temporários: assim que o tratamento terminar, eles passam. E mais um cuidado: durante o tratamento, a pele fica muito sensível ao sol, o que exige rigorosa proteção solar. Tomar a isotretinoína é um sacrifício, eu sei. Mas no caso de inúmeros adolescentes e jovens, vale muito a pena. Se você também é uma vítima das cruéis espinhas, devia avaliar o assunto junto com seu médico.

Por Lucia Mandel

20/01/2009

às 7:55 \ Arquivo

Armas contra a dengue

O Ministério da Saúde divulgou recentemente um mapeamento da dengue no Brasil. Foram avaliados 161 municípios. A situação é preocupante. Existem cinco cidades sob risco de surto e 71 em estado de alerta, incluindo 14 capitais, como Rio de Janeiro, Vitória e Salvador. Em São Paulo, três municípios estão em estado de alerta: São Sebastião, Piracicaba e Ribeirão Preto. Nesses locais, um descuido nas medidas de combate à dengue pode levar a um surto, como o que aconteceu no Rio em 2007. As epidemias costumam acontecer no verão, durante ou após períodos de chuva. Clicando aqui você tem acesso a esses dados. Procure sua cidade, veja a situação em que ela se encontra. Se você vive em um lugar de risco, cuide-se. Use e abuse dos repelentes de insetos. Eles não são a principal arma para o controle da epidemia, mas ajudam na proteção pessoal.

Os repelentes de insetos

Depois de aplicados, eles vão evaporando, e criam uma barreira com cheiro e gosto desagradável aos insetos. Os repelentes industrializados adequados são à base de DEET (dietil-toluamida) ou de icaridina. O DEET é o ingrediente mais freqüentemente usado. Foi descoberto pelo exército americano quando pesquisava um repelente para proteger seus soldados na II Guerra Mundial. Ele afasta mosquitos, moscas e carrapatos. Milhões de pessoas usam todos os anos repelentes à base de DEET. Mas apesar de ser seguro, podem ocorrer reações adversas como alergias de pele e até intoxicação, caso a pessoa exagere na aplicação. Para minimizar os riscos de efeitos colaterais, a concentração de DEET é dosada. Os repelentes específicos para crianças têm concentrações mais baixas. E crianças com menos de 2 anos de idade não podem usar o produto.

Um problema do DEET é que ele estraga tecidos, como a lycra, além de couro e plásticos, causando a destruição de armações de óculos, por exemplo. E também danifica superfícies envernizadas ou pintadas, inclusive a pintura de automóveis. A icaridina é um ativo mais recente, com eficácia comparável à do DEET. Ela é menos irritante para a nossa pele e não estraga tecidos ou plástico. Mas também não deve ser usada em crianças com menos de 2 anos de idade. E, para crianças entre 2 e 10 anos, recomenda-se uma concentração reduzida do ativo. Já os repelentes à base de óleo de citronela não são confiáveis em caso de surto de dengue. Funcionam por pouquíssimo tempo, porque evaporam rápido.

Pílulas que afastam mosquitos

Tomar complexo de vitamina B ajuda um pouco. Depois de ingerida, a vitamina B produz um cheiro que é eliminado pelos poros e que afasta os mosquitos, sem incomodar as pessoas. Esse método começa a funcionar a partir de uma semana de uso do comprimido. Mas atenção: não confie completamente na proteção que a cápsula oferece. As loções à base de DEET ou icaridina são bem mais eficientes. E outro detalhe: o complexo B pode causar espinhas, se você tiver tendência.

Como proteger as crianças pequenas

Como todos os repelentes são proibidos para as crianças com menos de 2 anos, a única saída é afastá-las dos locais com muitos mosquitos nos horários críticos, de manhã cedo e ao final da tarde. Coloque telas nas janelas e instale mosquiteiros.

Por Lucia Mandel

16/01/2009

às 0:36 \ Arquivo

A plástica da Dilma

Vi nos jornais as fotos do "antes" e "depois" da nossa ministra. Muito bom o resultado do seu tratamento estético. Não é que ela ficou bonita? O resultado não lembra nem de longe aquele efeito artificial das plásticas de antigamente. Hoje um bom cirurgião valoriza a naturalidade. O efeito final é suavizar as rugas, dar um ar descansado, definir o contorno da mandíbula, mas sem esticar demais. Na maioria das vezes, para manter essa naturalidade, é preferível que sobrem algumas marcas, alguns sulcos. Depois, eles podem ser melhorados nos tratamentos dermatológicos.

Por exemplo, se restarem rugas entre as sobrancelhas, dando um ar bravo, podemos suavizá-las com Botox. E se sobrar entre os cantos da boca e o nariz um pouco do sulco conhecido como bigode chinês – e é bom que sobre, pois isso significa que o rosto não foi exageradamente esticado – aplica-se um preenchedor. Isso vale também para os lábios. Como não dá para querer repuxar essa região, pois o resultado é desastroso, depois da plástica os lábios podem ser retocados com preenchedores e laseres.

Ao redor dos olhos, novamente o Botox ou laseres de última geração. E se ainda houver necessidade de melhorar a textura e beleza da pele após a plástica, pode-se fazer peeling ou usar um laser fracionado. Com a evolução da tecnologia da beleza, a soma da cirurgia plástica com o tratamento para eliminar ou suavizar rugas atinge ótimos resultados. Vide a Dilma, prontinha para os flashes e as câmeras.

Por Lucia Mandel

13/01/2009

às 6:38 \ Arquivo

Olheiras: o que fazer?

Olheiras, no dicionário Aurélio: S. f. pl. Manchas escuras ou azuladas que aparecem nas pálpebras inferiores, em conseqüência de enfermidade, insônia, ou cansaço físico ou mental.
 
Muita gente não sabe, mas essas razões são apenas parte da verdade. As olheiras surgem por esses e alguns outros motivos que veremos a seguir:

As causas

1. Vascularização
Algumas pessoas, por questões genéticas, têm grande número de vasos sanguíneos sob a pálpebra inferior. Como a pele da pálpebra é muito fininha, consegue-se enxergar esses vasos por transparência. Se essa for a causa da olheira, ela tem um tom arroxeado.

Além disso, os vasos sanguíneos dessa região são estreitos e frágeis. O fluxo de sangue é lento e pode haver escape de células sanguíneas para fora dos vasos. As células "perdidas" são destruídas pelo organismo. Como produto das reações químicas envolvidas na destruição, surge um pigmento marrom, a hemossiderina. O acúmulo de hemossiderina acentua as olheiras.  Nesse caso, a olheira fica acastanhada.

Qualquer estímulo que cause dilatação dos vasos acaba aumentando as olheiras. É o caso da bebida alcoólica e, nas mulheres, da época perto da menstruação.

2. Pigmentação
Por causas genéticas, algumas pessoas acumulam melanina na pálpebra inferior. Esse pigmento acastanhado escurece a área. A idade e a exposição ao sol também aumentam a quantidade de melanina de toda a pele, inclusive dessa região, acentuando a olheira.

A maioria das olheiras é causada por esses dois fatores citados, mas existem outros que podem influenciar. Eles aparecem a seguir:

3. Espessura da pele da pálpebra inferior
Quanto mais fina, mais visível serão os vasos sangüíneos. Portanto, também se enxerga com facilidade a hemossiderina que se acumula, mesmo em pequena quantidade. Como a pele fica mais fina com a idade, o problema vai aumentando.

4. Hereditariedade

5. Sol
O bronzeado acentua a pigmentação, aumentando as olheiras.

6. Cansaço
Ao contrário do que se pensa, quando a pessoa fica cansada, não são as olheiras que escurecem: é a pele do rosto que fica pálida e o contraste deixa a olheira mais visível. Solução nesse caso: em vez de trabalhar tanto e dormir tão pouco, ganhar na loteria e ir morar em uma praia paradisíaca.

7. Alergia
Pessoas com rinite, dermatite atópica ou asma têm mais olheiras.

8. Configuração óssea
Algumas pessoas têm olheiras porque os olhos são mais fundos. Nesse caso, o preenchimento com ácido hialurônico ajuda.

9. Bolsas de gordura
Não são propriamente olheiras, mas também incomodam. Variam de tamanho de acordo com a tendência pessoal e costumam aumentar com a idade.

Os tratamentos

1. Compressas geladas com chá de camomila ou chá verde
Contraem os vasos e melhoram as olheiras causadas por excesso de vascularização. Cremes com derivados da camomila, como o alfa-bisabolol ou o azuleno, são úteis. O efeito, apesar de bom, é temporário. 

2. Luz pulsada ou laseres de ação para pigmento
Suavizam as olheiras que surgem por acúmulo de pigmento. A luz pulsada também reduz os vasos da região. São necessárias 4 a 6 sessões, uma por mês. A pálpebra fica avermelhada e um pouco inchada. Em alguns casos, surgem casquinhas.

3. Laser com ação vascular
Esse tratamento destrói os vasos que causam a olheira. É eficaz caso o principal motivo do problema seja vascular.

4. Evitar o sol

5. Usar cremes
São várias opções: renovadores celulares, estabilizadores vasculares, que melhoram a circulação e inibem sangramentos, clareadores e tensores. O efeito de um creme anti-olheiras varia muito de pessoa para pessoa.

Por Lucia Mandel

06/01/2009

às 7:17 \ Arquivo

As roupas e a proteção solar

Os tuaregues são um povo nômade do deserto do Saara, onde o sol não é lá dos mais bonzinhos. Eles se cobrem com um véu azul característico, o tagelmust, com o qual acreditam se defender dos maus espíritos, além de se proteger contra a violência do sol e das rajadas de areia durante suas viagens em caravanas. Usam a roupa como um turbante, cobrindo todo o rosto, exceto os olhos.

Se você não é um tuaregue, provavelmente não conta com a opção do tagelmust para se proteger do sol neste verão. Mas o fato é que, além do filtro, as roupas também são uma grande arma para se defender dos raios ultravioleta. Nesta coluna, a discussão é sobre o grau de proteção solar dado por diferentes tipos de tecidos, e sobre roupas especialmente incrementadas que aumentam a proteção solar.

Antes de mais nada, uma explicação: para medir a proteção de uma roupa, é usado o FPU, ou Fator de Proteção Ultravioleta. Ele mede a porcentagem dos raios ultravioleta A e B que ultrapassam o tecido. Por exemplo: o FPU 5 significa que um em cada cinco raios ultrapassa o tecido e chega na nossa pele; o FPU 50, que um em cada 50 raios atinge a pele.

Uma boa proteção começa com FPU 15. Ela é muito boa a partir de FPU 25 e excelente a partir de FPU 40. As roupas vendidas em lojas especializadas para proteção solar costumam ter FPU 50.

As roupas e seus FPUs

Se você é mãe ou pai, posso apostar que já deixou seu filho na praia usando uma camiseta branca de algodão, e que se sentiu seguro com a proteção solar que esse tipo de roupa oferece. Se você pratica esportes ao ar livre, provavelmente já confiou na mesma roupa. Afinal, algodão deixa a pele respirar, e a cor clarinha é a ideal em dias muito quentes porque não esquenta. Mas será que a proteção solar desse tecido é bom mesmo? Vamos ver.

O FPU depende de algumas variáveis:

1. Tipo de fio. Os tecidos que naturalmente protegem mais contra a radiação ultravioleta são os mais pesados, como o algodão, o linho, a sarja. No entanto, existem tecidos sintéticos leves, como o poliéster, que também protegem bem.

2. Densidade da trama. Quanto mais densa a trama, maior a proteção. É possível avaliar se um tecido filtra bem os raios ao observá-lo contra a luz. Se passar pouca luz, o FPU deve ser bom. Caso contrário, mau sinal.

3. Cor.
Quanto mais escuro o tecido, maior o FPU. O pigmento ajuda a absorver os raios ultravioleta, e por isso a cor escura pode aumentar o FPU do tecido em até 5 vezes. Ponto negativo para a confortável camiseta branca de algodão. Outro detalhe: como o branco reflete a luz, a camiseta branca de algodão acaba refletindo a radiação solar em direção ao rosto de quem usa. Mas apesar do FPU de tecidos claros ser menor que o de tecidos escuros, roupas claras são as mais indicadas para serem usadas sob o sol, pois esquentam menos, são mais confortáveis e ajudam a proteger contra a insolação.

4. Umidade. Se molhar, a camiseta estica e as tramas se abrem. Com isso, o FPU cai.

5. Roupa folgada ou apertada. Se a roupa for mais folgada, o FPU aumenta. Se o tecido for esticado, como no caso de uma roupa apertada, a trama perde a densidade e o FPU cai.

Em vista desses fatores, conclui-se que em geral um tecido claro, leve e com trama solta não tem FPU ideal. Sinto informar, mas a camiseta branca de algodão tem FPU baixo, em torno de 6. Molhada, ela perde metade do seu fator de proteção. Conclusão: pais, continuem a vestir seus filhos com roupas de algodão branco, mas não confiem completamente na proteção que o tecido oferece. O ideal é usar junto um filtro solar.

Poliéster protege mais que algodão: se for branco, o FPU é 16. Se for vermelho, 29. Preto, 34. Roupas desse material são encontradas em lojas esportivas, pois são levinhas e absorvem o suor.

As roupas especiais

Existem roupas especiais, feitas com tecido de altíssimo FPU. Essa tecnologia surgiu há mais de uma década, na Austrália, onde a preocupação com a exposição ao sol é extrema, já que a incidência de melanoma é muito alta no país. Há lojas brasileiras especializadas que oferecem roupas com essa tecnologia. Elas utilizam tecidos nacionais para a confecção, e os enviam para a Austrália para realizar testes de eficiência de FPU.

Nessas roupas tecnológicas, o tecido usado é a poliamida. Na hora de confeccionar a fibra usa-se um protetor solar: o dióxido de titânio. Ele se incorpora à fibra e é o responsável pela proteção solar do tecido. Por isso, o FPU é excelente independente da cor do tecido, e isso não se perde nas lavagens. Enquanto a roupa não for danificada, o FPU se mantém. Além de camisetas, encontramos várias outras roupas com essa tecnologia: bonés, viseiras, maiôs, luvas e sombrinhas.

Não estamos no deserto do Saara, mas por aqui o sol também é cruel. Portanto, não se esqueça de se proteger muito bem neste verão.

Por Lucia Mandel

26/12/2008

às 10:48 \ Arquivo

Cuidado com a insolação

Sou homeotérmica. A propósito, você também é. Não, não se trata de nenhuma doença, nem de algo raro. Esse nome enjoado significa que nosso organismo é capaz de manter nossa temperatura em uma faixa constante, mesmo que a gente vá para um lugar muito quente ou muito frio. Quando estamos num lugar frio, nosso corpo toma providências para que a temperatura interna não caia: a gente treme, se arrepia, a pele fica pálida. Se a gente vai para um lugar quente, o corpo trata de se resfriar.

Esse controle da temperatura é fundamental porque nós funcionamos por volta dos 37 graus. É nessa temperatura que nossas enzimas, nossas células e nossas proteínas vivem bem.

O calor do verão

Quando a gente está num lugar quente, nosso corpo esquenta. Nesse momento, entra em ação um centro regulador da temperatura corporal, que fica no cérebro e toma as devidas providências. A principal é a produção de suor. O suor molha a pele e, conforme evapora, rouba nosso calor e a temperatura corporal cai.

Esse mecanismo é fundamental para manter nossa saúde em dias quentes, na praia, na piscina, durante a prática de exercícios. A gente se esquenta, sua, e assim vamos mantendo o equilíbrio. Mas, em algumas situações, esse sistema pode falhar. É aí que ocorre a insolação.

Por que a insolação acontece?

Ela acontece se a gente não colabora com nosso mecanismo natural de resfriamento. Conforme suamos, perdemos água. Em dias muito quentes a quantidade de suor é grande, e precisamos compensar essa perda de água do corpo. Caso contrário, corremos o risco de desidratar. Aí, nosso organismo automaticamente muda o foco de atenção: é a desidratação que se torna a prioridade. E, nesse momento, elimina-se qualquer gasto a mais de água. Nosso suor diminui ou simplesmente desaparece. Então, sem o seu principal mecanismo de resfriamento, nosso corpo esquenta. Esquenta muito, e rápido. E isso é grave.

Por isso, para aproveitar o verão sem risco de insolação, adote algumas medidas simples que ajudam a manter seu corpo frio.

1. Fique à sombra nos momentos mais quentes do dia.
2. Use roupas claras, que refletem os raios de sol e por isso esquentam menos. A roupa deve ser folgada, para permitir o suor. Prefira roupas de algodão, ou de fibras naturais e leves;
3. Use um chapéu ou um boné, de preferência com furos nas laterais, que permitem a evaporação do suor da cabeça;
4. Adapte sua rotina de exercícios para momentos do dia em que a temperatura não for tão quente. Ou então, diminua o ritmo do exercício, e faça pausas para beber água e se resfriar;
5. Borrife água no seu corpo. Deixe um borrifador, desses de regar plantas, na geladeira, para usá-lo quando chegar em casa;
6. Mergulhe periodicamente na piscina ou no mar, ou tome duchas frias ao longo do dia;
7. Beba muitos líquidos, não espere sentir sede. Vale tomar água, água de coco, sucos, bebidas esportivas. Nos dias quentes, precisamos ingerir ao menos 3 litros para compensar nossas perdas.
8. Não exagere nas bebidas alcoólicas, que desidratam;
9. Prefira alimentos leves;
10. Cuide das crianças e dos idosos. Não se esqueça dos seus animais de estimação.

E, finalmente, como não poderia deixar de ser, não se esqueça de aplicar um bom protetor solar. Assim, você se previne contra o câncer de pele.

Cuide-se, e boas férias!

Por Lucia Mandel
 

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