
Há algum tempo li um artigo científico que gostaria de discutir aqui. Foi publicado no Jornal da Academia Americana de Dermatologia e mostra como a presença de acne afeta a auto-estima e a satisfação com o próprio corpo entre adolescentes.
O artigo relata os resultados de uma pesquisa com 4.000 adolescentes noruegueses de 18 anos respondendo a um questionário sobre sua qualidade de vida. Algumas perguntas: “Tenho orgulho de mim mesmo?”, “Existem momentos em que me sinto inútil?” Também foram feitas perguntas sobre o quanto o adolescente estava satisfeito com seu corpo. Sobre espinhas, uma única pergunta: “Você teve espinhas na semana passada?”, sendo as opções de respostas: “não”, “um pouco”, “relativamente muita” ou “muita”.
Com as respostas, foram separados dois grupos. Quem respondeu que teve “relativamente muita” ou “muita”, entrou para o grupo de “adolescentes com acne”. Os outros ficaram no grupo “sem acne”. E foram feitas comparações.
No grupo afetado pelas espinhas, houve mais gente se sentindo inútil e com pouco amor-próprio. Os autores concluíram que houve maior taxa de depressão e baixa auto-estima entre os adolescentes com acne. Um detalhe: as garotas com espinhas mostraram maior índice de sentimentos depressivos que os garotos.
Mais profundo que a pele
Em meu consultório vejo muitos adolescentes sofrendo com suas constantes espinhas. Realmente não é nada fácil, apesar de muitas pessoas acharem que é natural, coisa de adolescente, um incômodo que vai passar logo. Porém, mais do que uma questão cosmética, espinhas podem causar depressão e ansiedade. Principalmente em uma fase da vida onde a auto-imagem ainda está se consolidando, quando relações pessoais são fortalecidas, e a insegurança é grande. Como se não bastasse, é nessa conturbada fase que o adolescente toma decisões importantes sobre seu futuro pessoal e profissional.
Procure tratamento
Quando encorajo o adolescente e seus pais a procurar solução para a acne, sei que estou cuidando não só da pele, mas de todo um estilo de vida dele e da sua família. As espinhas atormentam dia e noite o adolescente e podem deixar marcas profundas.
Fonte: Self-esteem and body satisfaction among late adolescents with acne: Results from a population survey (Journal of the American Academy of Dermatology, vol 59, pags 746-751).
Por Lucia Mandel









Tenho 23 anos, muitas espinhas e o pior, muitos pelos também. Já procurei vários médicos, fiz vários exames, mas a resposta foi que é um problema constitucional, não há nenhuma alteração nos exames. Há algum tratamento?
Esses dados provam que este é um caso não só d estética. Alguns planos de saúde não cobrem tais tratamentos por assim considerá-los e não o relacionam direto a saúde. Mas eles preferem gastar com psicólogos para curar os complexados.
Nossa. sem noção espinha interfere e muito e o pior, na fase mais problemática.
eu particulamente tenho espinha o que não muito me agrada mas, faz parte, mas tem dia que ¬¬ num dia mais importante parece que a pele adivinha e aparece uma espinha gigante da vontade de sumi e volta quando ela sumi.. e assim vou vivendo..
Concordo que as espinhas aumenta a chance de depressaão.
Nossa e uma situação muito complicada,pois eu tenho espinhas e estou fazendo um tratamento .já me sinto até mais feliz por que antes era muito ruim,tinha aquelas espinhas enormes vermelhas sentia muita,muita,muita vergonha .
Comecei a usar Roacutam para ver se acabo com minhas epinhas enormes nas costas.
Alguém já foi à praia estando usando este medicamento?
è que daqui a dois meses minha família tinha pensado em irmos pro litoral?
Alguém pode me ajudar? estou insegura.
Cara Doutora Lucia Mandel,
Eu nunca tive problemas de espinhas, porém, tenho uma endometriose severa e tive que colocar o Mirena. Depois disso, minha pele mudou completamente de textura: poros dilatados, espinhas e cravos.
Como posso reverter esse problema, sendo que necessito do tratamento?.
Obrigada,
Elza Martin