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Arquivo de 24 de abril de 2012

24/04/2012

às 10:10 \ Doenças, Tratamento

Alopecia areata

Thinkstock

Estou perdendo cabelos aos poucos numa área arrendondada no couro cabeludo. Não sei o que fazer. Posso ter esperança de ter novamente meus cabelos?

(Claudia) 

Pela sua descrição você deve estar com alopecia areata. Trata-se de perda de cabelos ou pelos em áreas bem delimitadas, geralmente pequenas e com formato arredondado ou oval. Quase sempre a lesão se restringe a uma ou algumas áreas pequenas no couro cabeludo, que ficam completamente lisas. Mas as lesões podem aparecer em qualquer parte da pele e às vezes elas crescem ao ponto de se unirem. É quando a maioria dos cabelos ou, no caso  extremo, todos os cabelos e pelos do corpo, caem.

Causas

A alopecia areata acontece por um mecanismo de autoimunidade: o sistema imunológico ataca os folículos, estruturas produtoras dos fios de cabelo. Existe tendência genética e algumas vezes quem tem alopecia tem também outras doenças autoimunes, como alterações na tireoide ou vitiligo. Muitos pacientes associam a crise de alopecia a algum evento estressante ocorrido pouco antes. E, de fato, stress pode deflagrar uma crise em pessoas predispostas.

Tratamento

A área que ficou calva pela alopecia areata mantém os folículos vivos. Assim, existe a possibilidade de crescimento de fios, mesmo que a alopecia dure meses ou anos. Muitas vezes o cabelo cresce novamente sem tratamento algum.

O tratamento mais comum é cortisona, que diminui a atividade do sistema imunológico. Em geral, aplicam-se injeções de cortisona diretamente na área afetada do couro cabeludo, a cada 3 ou 4 semanas. Existe o tratamento com cortisona de uso tópico que, por ser menos eficaz, apenas complementa o tratamento injetável. Em crianças, o uso tópico tende a ser a primeira opção, numa tentativa de evitar as injeções. O uso por via oral não é comum por conta dos efeitos colaterais da cortisona, como aumento de pressão arterial, risco de diabetes, glaucoma e osteoporose. A cortisona por via oral se reserva a casos extensos e resistentes a tratamento, sempre com muito critério e cuidado médico.

Existem ainda outras possibilidades de tratamentos, que podem ser usados até mesmo em conjunto com a cortisona.

Por Lucia Mandel

 

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