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Arquivo de fevereiro de 2012

28/02/2012

às 8:26 \ Corpo

Unha encravada

Thinkstock

A vida não facilita as coisas para um dedão do pé. Tente se colocar no lugar dele: o dedão do pé tem que enfrentar frieiras, chulé, calos, chutes na quina da cadeira, e a temida, dolorosa e irritante unha encravada. Por ser o maior dedo, ele é o que mais sofre em sapatos apertados e é a primeira vítima de chutes e tropeços, traumas que podem dar início ao processo de encravamento.

Dedo com unha encravada dói, incha, inflama. Mas na maioria das vezes todo esse transtorno pode ser evitado. Depende de alguns detalhes, como o modo de cortar a unha e o tipo de sapato utilizado.

Como cortar a unha

A unha encrava quando a pele do dedo forma uma barreira ao crescimento dela. Ao crescer, a unha entra na pele de uma das laterais do dedo e provoca ferimento. O tempo passa, a unha continua a crescer e o encravamento piora, aumentado a inflamação e a dor. Redondo pode ser bonitinho, mas o melhor modo de prevenir é cortar as unhas do pé no formato quadrado, com os cantos laterais visíveis. Não corte no formato arredondado, entrando pelos cantos, porque a pele pode se transformar em uma barreira para o crescimento das unhas.

E preste atenção nos sapatos. Os de bico fino, apertados nos dedos, propiciam o encravamento, principalmente em quem cortou suas unhas no formato arredondado.

Crianças e bebês

Apesar de raro, crianças também podem ter unha encravada. Para elas, valem as mesmas regras na hora de cortar unhas e escolher calçados. Nada de sapatos apertados. Evite meias justas e repare se o tamanho do macacão com pezinho fechado está adequado ao comprimento de seu filho.

Muitos bebês nascem com as unhas dos pés tão curtinhas que parecem que vão encravar. Se você prestar atenção nos cuidados básicos mencionados, provavelmente isso não vai acontecer e as unhas vão crescer sem problemas.

O que fazer

Quando a unha está começando a encravar, é tentador aparar o cantinho incômodo. Isso alivia temporariamente o sofrimento, mas quando a unha crescer novamente o encravamento voltará. Pode até voltar pior. Por isso, procure um dermatologista para indicar o tratamento adequado.

Casos iniciais melhoram com medidas simples, como o uso de uma minúscula bolinha de algodão sob o canto afetado. Isso eleva a unha, permitindo que cresça livremente, sem encontrar a pele do dedo como obstáculo.

Unha inflamada ou infeccionada requer tratamento com medicamentos. E em casos avançados, pode ser necessária uma pequena cirurgia para remover o canto da unha e desobstruir seu caminho.

 

 

 

Por Lucia Mandel

21/02/2012

às 19:53 \ Beleza

Xantelasma – o que é isso?

(Foto: Thinkstock)

Estou com 51 anos e há muito tempo tenho xantelasmas, que aumentam a cada dia.  Gostaria de saber qual o tratamento adequado e definitivo para isto.

(Rosa)

Xantelasmas são lesões na pele das pálpebras, com forma de bolinhas amareladas. Você pode ter uma ou várias dessas lesões, tanto nas pálpebras superiores quanto nas inferiores. O motivo é um acúmulo de gordura e colesterol em células da pele. O xantelasma costuma aparecer em quem tem mais de 40 anos e é mais frequente em mulheres.

Aproximadamente metade dos portadores têm alterações de colesterol no sangue. Por isso, é importante para sua saúde que você dose seu colesterol, para averiguar alguma alteração e, se necessário, se tratar. Mas controlar seu colesterol não diminuirá o xantelasma.

Tratamento

O xantelasma pode ser cauterizado com ácido tricloroacético ou com laser. O resultado é bom, mas o local pode ficar com uma cor um pouco mais clara que seu tom de pele.

O melhor modo de eliminar o xantelasma é por meio de cirurgia plástica da pálpebra com as lesões. Só que isso nem sempre é possível. A pálpebra superior geralmente tem excesso de pele que pode ser removido, levando embora o xantelasma. Por outro lado, a pálpebra inferior nem sempre tem tanto excesso de pele, tornando a remoção da pele com xantelasma mais difícil (ou impossível) cirurgicamente.

Seja qual for o tratamento mais adequado para você, o xantelasma tem risco de voltar com o passar do tempo.

Por Lucia Mandel

14/02/2012

às 8:19 \ Beleza

É verdade que os pelos engrossam?

 

Thinkstock


Tenho alergia a cera, mas não quero raspar meus pelos, pois tenho medo que eles engrossem. Isso pode acontecer?

(Jessica)

Não é verdade que raspar pelos torna-os mais grossos. Espessura, cor, comprimento e quantidade de pelos são determinados pela genética. Portanto eles se desenvolvem independentemente de você ter raspado ou se depilado com cera. Alguém que raspa suas pernas desde a adolescência não tem mais pelos do que teria se não tivesse raspado nunca. Do mesmo modo, raspar os pelos do rosto não faz com que eles aumentem em número ou engrossem.

Este é um mito muito difundido. O formato do pelo pode ser um dos culpados pela confusão, pois ele é grosso na haste e fino na extremidade livre. Ao rasparmos, fazemos o corte na haste, eliminando a ponta mais fina. Passando a mão na área dois ou três dias após a raspagem com lâmina, temos a falsa impressão de que os pelos estão mais grossos. Também deve influenciar o fato de que pelos curtos são menos flexíveis do que pelos longos. Ao sentir a aspereza dos pelos despontando, também ficamos com essa falsa impressão.

Por Lucia Mandel

07/02/2012

às 8:19 \ Corpo

Praia – com que roupa eu vou?

Thinkstock

 

Minha família passou o mês de janeiro no litoral norte de São Paulo. Foi para mim boa ocasião de conferir na prática algumas importantes regras de proteção solar.

Primeira regra: prefira os horários antes das 10:00 e depois das 16:00.

Pois é, ninguém acordava antes das 9:30, principalmente as crianças. E mais: ao contrário da nossa rotina normal, a família tomava o café da manhã com calma. Resultado: ninguém saía de casa antes das 11:00. E vai pedir para o pessoal esperar até as 4 da tarde para ir à praia. Impossível. Por isso, eu caprichava muito na próxima regra.

Segunda regra: aplique filtro solar antes de sair de casa.

Era a hora de correr atrás das crianças e implorar para tirarem a roupa e serem lambuzadas com filtro. Rosto, orelhas, corpo. E insistir para ficarem um tempinho esperando o filtro secar. Operação difícil, algumas vezes com brigas. Mas bem sucedida devido à minha persistência.

Terceira regra: fique à sombra nos horários de pico do sol.

Difícil limitar crianças à sombra de um guarda-sol. Criança não fica parada. E o mar é tentador, para elas e para muitos adultos. Principalmente nas horas de sol escaldante. Então, eu recorria à quarta regra.

Quarta regra: use roupas que protejam do sol.

Todos nós usávamos na praia camiseta, chapéu e óculos de sol o máximo de tempo possível.

Uma camiseta normal protege a pele dos raios solares, mas existem tecidos especialmente desenvolvidos para dar uma proteção maior, que levam em sua composição dióxido de titânio. Esses tecidos foram desenvolvidos na Austrália, país com a maior incidência de câncer de pele do mundo e que por causa disso é um dos mais adiantados em pesquisas nessa área. Ali, o mercado dessas roupas de proteção UV, que dão uma alta proteção contra os raios ultravioleta, tornou-se muito grande.

Cada ano que passa, vejo na praia mais e mais pessoas usando roupas de proteção UV,  não só fora, mas também dentro do mar. Nadando e surfando com elas. É prático também porque não precisa ficar reaplicando filtro solar. Até a estética na praia está mudando. Por exemplo, aquele boné que tem abas para proteger orelhas e nuca não é mais considerado tão feio assim, porque muita gente usa, já que oferece uma proteção importante. E quanto mais gente usa, mais aceitável fica. Vi camisetas de proteção UV de mangas curtas, médias e até longas, desfilando na praia nos corpos da garotada. E surfistas usando no mar, além de camiseta, boné preso no queixo com fivela, que tinha protetores de orelhas, essa área de pele tão exposta ao sol. Enfim, gente que adora praia e mar, não quer abrir mão desse prazer, mas está cada vez mais consciente dos perigos do sol e por isso procura se proteger dele.

Por Lucia Mandel

 

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