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Arquivo de janeiro de 2012

31/01/2012

às 8:14 \ Beleza, Tratamento

Depois da acne

(Foto: Thinkstock)

Tenho manchas escuras no rosto devido a espinhas. Usei vários tipos de pomada e não adiantou. Qual o melhor tratamento? Posso disfarçar com maquiagem?
(Elizangela)

Entendo sua frustração. Você fica aliviada com a espinha que se foi e aí surge uma mancha escura no lugar, que leva semanas ou meses para desaparecer. Pode acontecer com qualquer um, mas é mais frequente em pessoas de pele morena ou negra. Quem se expõe ao sol sem proteção ou cutuca suas espinhas também aumenta sua propensão às manchas pós-acne.

Essa mancha tem nome oficial de hipercromia pós-inflamatória. Significa que é escura e acontece após uma inflamação na pele. Como você tem tendência a essa reação da pele, desenvolverá novas manchas se tiver novas espinhas. Por isso, antes de se pensar em tratamento clareador, você deve tratar suas espinhas.

Controlada a acne, as manchas escuras melhoram naturalmente com o tempo. O próprio tratamento anti-acne costuma ter propriedades clareadoras. Para acelerar o processo, dá para associar ao tratamento anti-acne  ativos clareadores potentes, como hidroquinona ou ácido kójico. São encontrados em cremes industrializados ou manipulados, sempre sob orientação médica. Outra opção é realizar no consultório do dermatologista uma série de peelings químicos superficiais. Eles renovam a pele, ajudam no controle da acne e suavizam a hipercromia pós-inflamatória. Em geral são três ou mais peelings, com intervalos de uma ou duas semanas entre eles.

Maquiagem para disfarçar imperfeições de pele está liberada, com algumas recomendações. Use maquiagem livre de óleo (oil free em inglês), apropriada para peles oleosas e propensas a acne. Pode ser tanto base quanto pó compacto. Ao final do dia, remova-a cuidadosamente, usando demaquilante para pele oleosa ou um adstringente que pode ser recomendado pelo seu dermatologista.

 

 

Por Lucia Mandel

24/01/2012

às 17:01 \ Tratamento

Caipirinha na praia: boa, mas perigosa

(Foto: iStockphoto)

Limão, açúcar, cachaça e gelo. São esses os ingredientes para uma boa caipirinha e também para uma bela queimadura. Se for você o voluntário para preparar uma rodada para a turma na praia, tenha bastante cuidado. O suco do limão e o sumo de sua casca têm substâncias que, ativadas pelo sol, causam reação tóxica à pele. Muitas pessoas não sabem disso e acabam se queimando, algumas de leve, outras seriamente. Por isso, corajoso barman, preste atenção nas recomendações deste post.

Precauções

Ao espremer limão, seja na caipirinha, na linguicinha ou no peixe na brasa, procure uma área coberta. Quando terminar, lave muito bem as mãos não só com água, mas também com sabonete. Melhor ainda se você puder usar luvas enquanto mexe com limão, já que algumas pessoas se queimam mesmo tendo lavado as mãos. Isso vale para qualquer horário do dia e mesmo com o tempo nublado, porque os principais responsáveis pela reação tóxica são os raios ultravioleta A, presentes desde a manhã até o final da tarde.

A queimadura

Em geral acontece nas mãos, nos braços ou no rosto, nesse caso principalmente ao redor dos lábios. São as regiões que tiveram contato com o limão e o sol. A intensidade da queimadura depende da quantidade do suco ou sumo de limão em contato com a pele, do tempo de exposição ao sol e também da sensibilidade individual.

Em um prazo de 12 a 24 horas após a exposição ao sol a pele fica avermelhada e sensível. Depois, se a queimadura foi leve, a pele vai apenas escurecer. Às vezes, quando a queimadura foi muito suave, você nem percebe que a pele ficou avermelhada, só nota que ela escureceu. Mas quando a queimadura foi séria a área incha, dói e fica avermelhada por mais tempo. E podem surgir bolhas.

O que fazer

Se a queimadura for leve e não estiver incomodando, basta evitar o sol na pele já sensibilizada que tudo se resolverá naturalmente. As manchas escuras desaparecem sozinhas, mesmo que demorem semanas ou meses.

Se a queimadura for leve mas estiver incomodando, faça compressas com água filtrada gelada durante a fase aguda do problema. Também existem cremes calmantes, como os à base de cortisona, que podem ser indicados por um médico. E se você não quiser esperar as manchas desaparecerem naturalmente, existem cremes despigmentantes que também devem ser indicados pelo médico e que podem acelerar a recuperação da pele.

Finalmente, se a lesão foi profunda, com dor intensa ou bolhas, procure ajuda médica. Cremes à base de cortisona ou comprimidos antiinflamatórios diminuirão a inflamação e a dor. O tratamento adequado, além de acelerar a recuperação da fase aguda do problema, previne uma possível infecção e diminui a chance de ficarem marcas definitivas.

Por Lucia Mandel

18/01/2012

às 15:34 \ Beleza

Autobronzeador: dá para usar com segurança?

(Foto: Thinkstock)

Penso em usar autobronzeador no verão. Ele é cancerígeno ou tem alguma contraindicação?

(Julia)

Julia, use o autobronzeador com tranquilidade. Ele não é cancerígeno, ao contrário das câmaras de bronzeamento artificial. Às vezes pode provocar alguma reação alérgica, mas é só. Se isso acontecer, interrompa o uso.

O autobronzeador muda a cor da camada córnea, a mais externa da pele, por meio de uma reação química. A pele fica com um tom acastanhado (e um pouco alaranjado), semelhante a um bronzeado. Esse tom vai desaparecendo conforme a pele se renova. Por isso, o autobronzeador precisa ser reaplicado regularmente. Ao aplicar, preste atenção nas diferentes áreas de pele, porque áreas de camada córnea espessa podem pegar mais cor do que áreas de camada córnea fina. É o caso das palmas das mãos, cotovelos, plantas dos pés, calcanhares e joelhos. Se ficarem mais escurecidas, raspe delicadamente com toalha úmida. Essa esfoliação elimina parte da camada córnea, tornando a cor homogênea.

Um cuidado: não se deixe enganar pelo falso bronzeado. Ele não aumenta a resistência da sua pele a queimaduras. Portanto, quando você sair ao sol, aplique com muita atenção filtro solar em todas as áreas expostas de sua pele.

Por Lucia Mandel

10/01/2012

às 14:00 \ Corpo

Desodorante ou antiperspirante?

(Foto: Thinkstock)

Moça bonita,
Seu corpo cheira
Ao botão da laranjeira.
Eu também não sei se é
Imagine o desatino
É um cheiro de café
Ou é só cheiro feminino
Ou é só cheiro de mulher.

(Geraldo Azevedo)

Convenhamos que nem sempre é assim, né? Às vezes a moça bonita não cheira nem um pouco como um botão de laranjeira. E quem leva a culpa? O suor. Coitado. Ele é um injustiçado: muitas pessoas pensam que o suor cheira mal quando na verdade ele mal tem cheiro. O odor que atribuímos a ele é resultado da reação do suor com bactérias que vivem em nossa pele. Repare que logo depois do banho, quando temos menos bactérias pelo corpo, por mais que você sue, não vai ter cheiro. Mas no decorrer do dia as bactérias vão se multiplicando, procurando sempre as partes quentes e úmidas do corpo, exatamente as regiões em que suamos, como as axilas. Reagindo com o suor, as bactérias provocam o cheirinho.

Se não dermos muita chance das bactérias se multiplicarem, podemos diminuir o mau cheiro. Para isso, pele limpa e roupas não abafadas são fundamentais. E desodorantes ou antiperspirantes complementam os cuidados e ajudam.

O desodorante comum elimina ou camufla o cheiro, sem interferir na quantidade de suor produzida pelo corpo. Ele contém substancias antissépticas que matam temporariamente as bactérias, como álcool ou triclosan, e pode também conter perfume.

O antiperspirante, por outro lado, além de antissépticos e eventualmente perfume, tem complexos de alumínio na composição. O que o alumínio faz? Ele entope os poros que levam o suor até a pele, e isso faz o corpo produzir menos suor. Com menos umidade no corpo, as bactérias não se desenvolvem tanto. Sem suor e sem bactérias, a pessoa fica sem mau cheiro.

A escolha entre desodorante ou antiperspirante é de gosto pessoal. A não ser que você tenha hiperidrose, quando o suor é excessivo. Aí, o mais adequado é usar um antiperspirante específico, que tem maior concentração de alumínio. E o melhor momento de aplicar esse antiperspirante é à noite, com pele limpa e seca. Muitas vezes essa única aplicação é o suficiente para o dia inteiro, sem precisar reaplicar.

Moça bonita, espero que estas informações tenham sido úteis.  Até o próximo post.

Por Lucia Mandel

03/01/2012

às 8:00 \ Respostas

Calcanhar rachado

(Foto: Thinkstock)

Meus calcanhares são rachados, o que me incomoda principalmente no verão, quando uso sandálias abertas. Já tentei usar alguns cremes, mas o problema insiste em me acompanhar.

(Lia)

Lia, calcanhares racham por uma soma de fatores. Um motivo é a falta de elasticidade de uma pele espessa e com calosidades. Outro motivo é o peso do corpo que, dia após dia, sobrecarrega os pés. Finalmente, pele ressecada tem tendência a rachaduras. Além do incômodo estético, pés com rachaduras podem doer ou sangrar.

O tratamento se baseia em hidratar e esfoliar a pele do calcanhar. Use diariamente e várias vezes ao dia um hidratante potente e específico para pés. Bons ingredientes ativos são uréia, ácido lático ou ácido salicílico. Para aumentar a penetração do hidratante, vista meias após a aplicação noturna, antes de dormir. A hidratação aumenta ainda mais se você embrulhar seus pés em filme plástico de PVC (tipo Magipack) antes de vestir a meia. Você pode fazer esse “curativo” uma ou duas vezes por semana.

Use lixa para pés ou pedra-pomes uma vez por semana. Antes, deixe seus pés imersos por 15 minutos em uma bacia com água morna para amolecer a pele e facilitar a remoção das calosidades pela lixa. Se for possível, tampe o ralo do box enquanto toma banho, e assim você evita usar a bacia.

Se mesmo com esses cuidados seus pés não melhorarem em duas ou três semanas, procure um dermatologista. Existem condições de pele que favorecem calosidades e rachaduras nos pés, como por exemplo a psoríase ou outras doenças.

Por Lucia Mandel


 

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