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Você só tem a ganhar com o check up de suas pintas

terça-feira, 16 de março de 2010 | 15:01

 

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É simples: você tira a roupa e, em poucos minutos, o dermatologista avalia uma a uma as pintas do seu corpo. A maior parte é conferida a olho nu. Outras podem precisar de lupa especial, que diferencia pintas normais de pintas cancerosas. Se houver pinta suspeita, ela é removida e enviada ao patologista.
Esse exame é simples e importantíssimo porque pode salvar sua vida: o melanoma, o mais agressivo dos cânceres de pele, é curável se detectado nos estágios iniciais.

Faça o check up uma vez por ano

Quando o melanoma é detectado no começo, a taxa de cura é próxima a 100%. Com o tempo, ele se desenvolve e pode se espalhar para outros órgãos. É triste quando uma pessoa descobre um melanoma avançado: a mesma doença que podia ter sido curada, agora provavelmente custará a vida.

Dois estudos científicos publicados recentemente comprovam que, quando o dermatologista confere rotineiramente as pintas de seus pacientes, acaba descobrindo melanomas iniciais. Por isso, mesmo que você nem imagine ter uma pinta suspeita, mesmo que garanta que nenhuma pinta se modificou ao longo do tempo - ou mesmo quando tudo o que espera do dermatologista é uma caprichada no Botox - o exame dermatológico é fundamental.

Grupo de risco

Todo mundo corre risco de ter melanoma, basta estar vivo. Mas existem pessoas mais suscetíveis. Quem passou dos 50 e tem pele clara, quem costuma se queimar ao sol e ficar vermelho e quem já teve queimaduras solares com bolhas está no grupo de risco. Também está quem tem mais de 50 pintas pelo corpo. Ou quem tem na família alguém que já teve melanoma. O risco é maior se o parente for próximo, como mãe, pai ou irmão. Esportistas que passam muito tempo ao ar livre também entram no grupo de risco, e adeptos do bronzeamento artificial idem.

Se você se encaixou no grupo de risco, marque uma consulta com um dermatologista e faça um check up de suas pintas. Se você já vai ao dermatologista para cuidar de assuntos de beleza ou mesmo para olhar uma unha com micose, peça a ele que aproveite e olhe também suas pintas. Porque a detecção precoce é a melhor arma contra o câncer de pele.

Leia também: Câncer de pele – melanoma

Por Lucia Mandel

Qual o melhor tratamento para mancha senil?

terça-feira, 9 de março de 2010 | 18:09


Qual o tratamento para as manchas senis que, segundo os dermatologistas, são provocadas pelo sol e que aparecem com a idade
?
(José)

José, manchas senis são manchas escurecidas que aparecem com a idade nas áreas de pele que ficam descobertas, como rosto, mãos, braços e colo. Essas áreas, dia após dia, são expostas aos raios solares. Os efeitos nocivos do sol se acumulam durante a vida. Com o tempo, o sol envelhece e mancha a pele.

O melhor modo de não ter manchas senis é se prevenir. Não se expor ao sol forte e usar filtro solar diariamente. Evitando o acúmulo de radiação solar as manchas podem nem aparecer.

No seu caso as manchas já apareceram, não é mesmo? Então aí vão opções de tratamento:

1. Laser e luz pulsada. São dois tratamentos parecidos e com resultados excelentes. A luz do laser ou do aparelho de luz pulsada atinge o pigmento escuro da mancha e o aquece de tal maneira que ele é destruído. Formam-se casquinhas e, depois de uma semana, a mancha suaviza ou desaparece. Nem sempre uma sessão elimina todas as manchas. Na maioria dos casos uma mesma pessoa se submete a quatro sessões, sendo uma ao mês. O tratamento pode ser feito em qualquer ponto da pele, como rosto, pescoço, colo, mãos ou braços. Quanto mais clara a pele e mais escuras as manchas, melhor o resultado. O tratamento com luz ainda é capaz de eliminar vasinhos dilatados, que também aparecem na pele como efeito da exposição desprotegida ao sol. Uma vantagem desse tratamento é que a pele não manchada não é agredida. Assim, surgem casquinhas apenas sobre as manchas, e a recuperação da pele é rápida.

2. Peeling químico. Para remover manchas senis, o peeling precisa ser de média ou de grande profundidade. Um bom peeling de média profundidade é o de ácido tricloroacético, ou ATA. Ele não deve ser realizado em pessoas de pele escura, sob risco de aparecerem novas manchas. E pode ser repetido, se necessário, a cada mês. A melhora é grande com apenas uma sessão de peeling. A desvantagem é que o peeling não age seletivamente nas manchas. Ele agride toda a pele onde é aplicado. Assim, a descamação é intensa e o incômodo após a sessão é maior.

Além de escolher um bom tratamento, use um creme despigmentante em casa. Ele ajuda a clarear e a evitar que as manchas voltem. Mas dificilmente um creme de uso domiciliar usado isoladamente consegue clarear manchas senis.

Depois de completado o tratamento (qualquer um deles) é importante evitar tomar sol sem proteção. Caso contrário, as manchas voltarão.

Por Lucia Mandel

Estilo de vida e envelhecimento

domingo, 28 de fevereiro de 2010 | 19:58

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Moses e Aaron Wilcox eram gêmeos idênticos, daqueles que confundiam até amigos próximos. E tudo indica que eles gostavam de ser assim. Casaram-se com duas irmãs, tiveram o mesmo número de filhos, trabalharam juntos e, parece combinado com o destino, morreram no mesmo dia. Os irmãos Wilcox levavam tão a fundo essa história de gêmeos que até conseguiram mudar o nome da cidade onde moravam para, adivinhem? Twinsburg, a Cidade dos Gêmeos. Agora Twinsburg, em Ohio, é sede do Twins Days Festival, um evento anual de confraternização, que reúne gêmeos de todas as partes.

O estudo dos gêmeos é um tema de grande interesse para a medicina e outras áreas, como psicologia. Era de se esperar que esses encontros chamassem a atenção do meio médico. Em um deles, dermatologistas aproveitaram para estudar a influência do meio ambiente no nosso envelhecimento. Foram entrevistados 65 pares de gêmeos, em busca de diferenças no envelhecimento entre os membros de cada par. Como gêmeos têm carga genética semelhante, essas diferenças são resultado do estilo de vida de cada um. O resultado dessa pesquisa foi publicado em dezembro de 2009, na revista Archives of Dermatology  .

Selecionei algumas das conclusões do estudo:

Filtro solar - Entre os irmãos, o que usava filtro solar regularmente tinha pele mais jovem que seu gêmeo. Mais uma vez, comprovou-se: quem se protege do sol envelhece menos. 

Câncer de pele - O estudo observou que, se um dos irmãos teve câncer de pele, é ele quem aparentava mais idade. É mais uma evidência de que o sol envelhece a pele. A lógica é a seguinte: como sol em excesso é o principal fator para desenvolver câncer na pele, então o irmão que teve a doença foi o que mais abusou do sol. O câncer de pele funcionou como um indício da exposição desprotegida ao sol. 

Cigarro - Outro vilão. O gêmeo fumante acabou ficando em pior estado que seu irmão não-fumante. O efeito envelhecedor do cigarro é notório, e cada vez surgem novas evidências disso. Leia mais em Sua pele também reclama do cigarro. 

Consumo de álcool - O consumo moderado de bebidas alcoólicas não acelerou o envelhecimento. Pelo contrário, ajudou a retardar o envelhecimento da pele. Embora os autores não tenham discriminado o tipo de bebida alcoólica consumida pelos gêmeos, essa ação benéfica talvez seja causada por antioxidantes presentes no vinho tinto.

Peso - A pesquisa teve um desfecho interessante nesse assunto. Pessoas com menos de 54 anos e com sobrepeso aparentavam mais idade que seus irmãos gêmeos sem sobrepeso. Mas, a partir dos 54, os quilos a mais ajudaram a dar um ar mais jovem. Provavelmente o efeito se deve a um preenchimento natural das rugas do rosto.

Por Lucia Mandel

Rosácea e cuidados com a pele

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 | 4:27

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Eu tenho rosácea. Minha pele é muito clara, e quando passo protetor solar há uma vermelhidão discreta na face, que se agrava após as primeiras horas. Já utilizei diversos protetores, mas não consigo me adaptar. Pergunto: mesmo possuindo rosácea devo continuar usando protetor? Qual seria o ideal?
(Eliane)

A rosácea pode trazer ansiedade e afetar a auto-estima. Como se não bastasse o problema em si, a pele ainda costuma reagir a diversos cremes de cuidados com o rosto. Mesmo cremes destinados a peles sensíveis podem deixar a pele do portador ainda mais irritada. Pessoas com rosácea têm dificuldade para encontrar filtro solar, maquiagem e cosméticos que não causem ardor ou vermelhidão.

Mesmo assim a proteção solar é fundamental. Em primeiro lugar, para diminuir risco de câncer de pele e envelhecimento precoce. Quem tem rosácea geralmente tem pele clara e a predisposição a esses problemas não deve ser desprezada. Em segundo lugar, a exposição desprotegida ao sol, além de poder deflagrar uma crise, faz com que a rosácea se agrave cada vez mais.

Assim, além de fugir do sol usando chapéu e ficando à sombra sempre que possível, use protetor solar diariamente. O protetor ideal deve ser hipoalergênico, sem perfume e destinado a peles sensíveis. Na hora da compra, observe a composição. O protetor deve conter ingredientes chamados físicos ou inorgânicos, como dióxido de titânio e óxido de zinco. São os mais indicados para você. Procure também na composição ingredientes que previnem irritação. Alguns exemplos: silicone, dimeticone e ciclometicone. Também é interessante que o filtro contenha ingredientes antiinflamatórios, como bisabolol, aloe vera e vitamina E.

Aproveito sua pergunta para dar dicas sobre limpeza da pele do rosto e uso de maquiagem, questões delicadas para quem tem rosácea.

Prefira loções de limpeza para peles sensíveis. Existem vários produtos industrializados, e você pode encontrá-los facilmente em farmácias. Eles não contêm sabões ou detergentes, que ressecam e irritam ainda mais a pele sensível. Outra opção é usar um syndet, produto para limpeza da pele que também não contém detergentes agressivos. Não use adstringentes, esfoliantes ou tônicos faciais. Evite produtos que contenham fragrância em sua formulação. Evite também produtos com álcool ou hamamélis. Sei que é chato, mas você deve se habituar a ler rótulos.

Se você usa maquiagem, procure produtos fáceis de espalhar e de remover. Maquiagens à prova d´água são difíceis de limpar, e o ato de esfregar a pele e a necessidade de demaquilantes potentes aumentam o risco de irritações. Experimente usar, se necessário, um corretivo com tom esverdeado. O verde disfarça o avermelhado da pele. Passe o corretivo nos locais de vermelhidão e então uma base normal sobre toda a pele. Finalmente, procure maquiagem hipoalergênica, sem perfume e destinada a peles sensíveis.

Por Lucia Mandel

Michael Jackson e o vitiligo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 | 9:49

Michael Jackson na festa da Motown

Em 1983, Michael Jackson fez uma apresentação histórica num programa para TV em comemoração aos 25 anos da gravadora Motown. Michael cantou Billie Jean e deixou o mundo impressionado com sua dança moonwalk, mostrada pela primeira vez naquela ocasião. Foi nessa mesma apresentação que ele usou pela primeira vez a luva branca que se transformou em uma de suas marcas registradas - e que ilustrou a capa de VEJA logo após sua morte.

De acordo com informações divulgadas na imprensa americana, a idéia original da luva era esconder a pele manchada pelo vitiligo - doença que Michael repetidamente afirmou ter, mas que muitos não acreditaram. Depois da morte, Arnold Klein, seu dermatologista, confirmou publicamente que Michael tinha vitiligo. E agora, com a divulgação de trechos de sua autópsia, não resta dúvida: Michael tinha vitiligo. Ele deve ter se esforçado muito para não mostrar suas lesões ao público.

Estigma social

O vitiligo acerta em cheio o emocional. Apesar de se limitar a descolorir a pele e de não afetar órgãos internos, o efeito psicológico pode ser devastador. Numa sociedade que valoriza a aparência, o portador de vitiligo fica com a autoestima abalada, se sente estigmatizado.

Li um tocante relato a esse respeito, publicado no Journal of the American Academy of Dermatology alguns anos atrás. Escrito por um portador de vitiligo e de diabetes tipo I, leva o título “Lutando e Vivendo com Vitiligo”.  A primeira frase é: “Vitiligo é pior que diabetes”.  Embora o vitiligo seja uma questão cosmética e o diabetes tipo I seja uma séria questão de saúde, o autor sentia que a dor psicológica causada pelo vitiligo, vivida dia após dia, o massacrava. Considerando que Michael era um astro perfeccionista e obcecado pela aparência, o vitiligo deve ter desgastado muito seu lado emocional.

Os tratamentos

Vitiligo tem tratamento, mas a resposta varia entre os pacientes. Assim, há pessoas que melhoram com tratamentos à base de cremes. Nesse caso, o paciente usa cremes que controlam o sistema imunológico, como cortisona e imunomoduladores tópicos. Também existem cremes que aumentam a sensibilidade da pele ao sol e estimulam a pigmentação, chamados de psoralênicos. Outra opção de tratamento são os psoralênicos por via oral associados a banho de luz. Finalmente, existem tratamentos mais modernos, como o laser e a luz ultravioleta tipo B de banda estreita.

Quando o vitiligo acomete mais da metade da superfície da pele do portador, o tratamento muda de foco. Ao invés de se tentar escurecer as manchas brancas, o objetivo passa a ser clarear a pele não afetada pelo vitiligo. Para isso, existe um creme que destrói as células responsáveis pela pigmentação. A pele tratada com esse creme perde definitivamente sua coloração e fica hipersensível ao sol para sempre. Segundo o médico Arnold Klein, dada a grande extensão do vitiligo de Michael, foi esse o tratamento escolhido.

A luva e o leilão

A luva branca de Michael Jackson escondeu as manchas típicas do vitiligo. E esse artifício virou sucesso absoluto. A luva usada por ele na comemoração da Motown foi leiloada após sua morte. O comprador, de Hong Kong, desembolsou nada menos que 420.000 dólares pela peça de colecionador.

Por Lucia Mandel

Como se bronzear sem tomar sol

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 | 12:47

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Na música, o Alceu Valença canta “Morena Tropicana, eu quero o teu sabor.”
E as mulheres respondem em coro: “Ai, ai, ai, ai.”

Vai ver que o choro dessas mulheres é por causa da pele ardendo, depois de pegar horas de sol, tentando ficar com cor de jabuticaba.

Lá vou eu de novo lembrar, como em um refrão insistente: não é saudável se bronzear. O sol aumenta a predisposição a câncer de pele e causa envelhecimento precoce, acentuando rugas e manchas. Ai, ai, ai, ai.

Mas se você já tem consciência de tudo isso e nem assim resiste à tentação de pegar a corzinha tropical, eis aqui um assunto que pode interessar: os autobronzeadores, produtos de uso tópico que dão um tom bronzeado sem prejudicar a saúde.

O que é autobronzeador?

É um produto que, através de uma reação química, muda a cor da nossa pele. O resultado é um tom parecido com o do bronzeado. Seria como se a gente tingisse a pele, com a vantagem do tingimento não sair no banho, na piscina, no mar e nem com o suor. A cor só sai conforme a pele se renova e descama naturalmente.

O autobronzeador, seja em creme, loção, spray, ou até em toalhinhas úmidas, funciona à base de dihidroxiacetona, ou DHA. Quanto maior a concentração de DHA, maior a potência. Assim, um autobronzeador mais concentrado escurece mais a pele. O tom final do bronzeado vai depender de uma combinação entre o seu tom de pele e a ação do produto. Peles muito claras não se adaptam bem a um creme muito concentrado: o tom final fica alaranjado. Peles morenas podem usar um produto mais potente. O mesmo princípio vale na hora de decidir a frequência de uso. Quanto mais dias seguidos você usar, mais a cor se intensifica, e o tom da pele acaba ficando alaranjado. Como não existe música enaltecendo mulheres cor de laranja, uma boa regra é aplicar um creme adequado ao seu tom de pele por dois ou três dias seguidos e depois fazer uma manutenção, usando uma ou duas vezes na semana.

A camada córnea

Nossa pele tem na superfície uma camada protetora, formada de células mortas endurecidas e impermeáveis à água. Chama-se camada córnea, e é ela que vai mudar de cor com o autobronzeador. Como a pele tem áreas onde a camada córnea é mais grossa, existe a chance de essas áreas ficarem com cor mais forte. Assim, palma das mãos, cotovelos, joelhos, nós dos dedos e calcanhares podem ficar mais escurecidos. Essa variação de cor pode resultar numa aparência manchada. Se isso acontecer, esfregue delicadamente a área com uma toalha úmida. Unhas, cabelos e sobrancelhas também mudam de cor com o autobronzeador. Evite o contato dele com essas áreas. Parece complicado, mas depois de algumas aplicações você pega o jeito.

O falso bronzeado não protege a pele contra o sol. Sendo assim, continue a usar seu filtro solar habitual, como se a pele estivesse no tom original.

Aí vão algumas dicas para uma aplicação mais uniforme:

Aplicação no corpo:

-Use o autobronzeador depois do banho, com a pele seca.
-Esfolie a pele no banho antes de aplicar o creme. Isso uniformiza a pele, e o resultado fica mais homogêneo. A esfoliação pode ser feita no dia da aplicação ou no dia anterior. Mas atenção: esfoliações corporais devem ser feitas até duas vezes por semana. Não ultrapasse esse número se você for usar o creme com maior freqüência.
-Use luva durante a aplicação. Depois, retire-a e espalhe o creme no dorso das mãos e dos dedos. Não aplique o creme nas unhas.
-Não se depile enquanto estiver sob efeito do auto-bronzeador. Tanto cera quanto lâmina removem parte da camada córnea, e a cor acaba saindo junto. E aí, a pele fica manchada. Espere uma semana após sua última aplicação para fazer a depilação.

Aplicação no rosto:
As orientações para o rosto são muito parecidas com as do resto do corpo, mas existem algumas particularidades:
-Se você estiver usando autobronzeador no rosto, suspenda o uso de ácidos para tratamento da pele.
-Depois da aplicação, limpe as sobrancelhas com um cotonete.

E se a pele ficar manchada?
-Basta esperar uma semana e tudo voltará ao normal. Para encurtar esse tempo, esfregue delicadamente a área escura com uma toalha úmida. Ou então use um esfoliante. Todas as manchas escurecidas causadas pelo autobronzeador desaparecem, porque conforme a pele se renova, o efeito passa.

Se você achou que passar autobronzeador dá muito trabalho, existem locais que fazem isso por você: é o chamado bronzeamento a jato. Toma-se um jato de ar com a loção bronzeadora, e a cor fica uniforme.

Achou que é muita mão de obra assim mesmo? Então, fique sabendo que do mesmo jeito que pele bronzeada está na moda, pele não bronzeada, saudável e bem cuidada também está.
Branquinha Tropicana também é sucesso nacional.

Por Lucia Mandel

Bolinhas no bumbum

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010 | 20:30

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Há alguns anos tenho foliculite no bumbum. Uso bucha vegetal com sabonete Soapex e agora comecei a usar mupirocina. Estou desesperada, não uso biquíni nem deixo ninguém me ver de calcinha, estou sofrendo muito. Por favor me dê alguma sugestão.
(Mel)

Seu problema é comum. Tudo começa com uma tendência individual a ter pelos encravados. Eles inflamam e a pele fica com bolinhas avermelhadas. Se a inflamação for intensa, formam-se nódulos maiores, doloridos. Essas bolinhas podem infeccionar e então algumas ficam com pus. Além do bumbum, a foliculite é frequente na virilha de mulheres que se depilam com gilete ou cera e, nos homens, aparece na barba, principalmente na região do pescoço.

Como o problema inicial é o encravamento de pelos, quem tem pele mais espessa é candidato a ter foliculite. E também quem tem pelos encaracolados, mais propensos a encravamento. O atrito com roupas também pode causar foliculite. O melhor jeito de controlar essas lesões varia conforme a localização. Para casos como o seu, com lesões no bumbum, as orientações são as seguintes:

1. Não use roupas justas, como calças jeans apertadas. E evite tecidos sintéticos. Prefira roupas de fibras naturais, como algodão. Isso vale também para calcinhas.

2. Esfolie sua pele no banho. Continue a usar bucha vegetal ou então um sabonete esfoliante, que contém pequenas partículas que raspam a pele conforme você se ensaboa. Faça a esfoliação até três vezes por semana.

3. Continue a usar um sabonete anti-séptico, como o Soapex que você já tem. Você pode alternar com um sabonete contra espinhas, que contenha ácido salicílico ou enxofre.

4. Aplique cremes à base de antibióticos. E para evitar que você mesma infeccione a região ao se coçar, passe o creme também sob as unhas, antes de dormir.

5. Conforme indicação do dermatologista, use um creme à base de ácido retinoico ou glicólico. Eles podem se combinar a antibióticos tópicos, num creme manipulado.

6. Quando a foliculite é intensa é possível que o dermatologista recomende um antibiótico por via oral.

7. Se seus pelos forem grossos ou escuros, considere realizar sessões de depilação a laser. É a melhor maneira de se livrar da foliculite.

Depois de controlado o problema, siga um tratamento de manutenção, ou a foliculite voltará.

Você também pergunta como clarear manchas de lesões antigas. Antes, um alerta. O tratamento clareador só funcionará se a foliculite estiver controlada. Não invista tempo, energia e dinheiro no tratamento clareador se você continuar a ter novas lesões, que deixarão mais manchas. Para o tratamento das manchas costuma-se indicar peelings clareadores. O número de sessões varia, sendo em média quatro a seis sessões por pessoa. Entre as sessões, use creme despigmentante em casa.

Por Lucia Mandel

Como cuidar da pele das crianças no verão

terça-feira, 26 de janeiro de 2010 | 10:35

Crianças na praia

Estima-se que 80% da radiação solar que uma pessoa toma durante toda a vida ocorra antes dos 18 anos de idade. Apesar de surpreendente, dá para entender esta informação. Meus filhos, por exemplo, brincam no parquinho enquanto eu fico trancafiada no meu consultório. Além de estarem mais tempo expostos ao sol do que os adultos, crianças têm pele mais fina e mais clara - e, portanto, mais sensível.

Como o efeito cancerígeno da radiação UV se soma durante toda a vida, é fácil compreender que a proteção na infância é fundamental. De fato, estudos mostram que a exposição solar excessiva e desprotegida durante a infância se relaciona ao aparecimento de melanoma na vida adulta.

Aproveite o verão sem se esquecer da saúde

Crianças adoram brincar sob o sol, mas é necessário fazê-las entender que isso pode prejudicar sua saúde no futuro. Tudo bem, tarefa impossível. Então a responsabilidade dos cuidados sobra para os pais. Por isso, preste atenção a essas recomendações, ainda mais importantes nesta época de verão:

1. Evite os horários de pico do sol, entre 10h e 16h. Se vocês não saírem da praia ou da piscina nesse horário, estimule seus filhos a brincarem sob um guarda-sol.

2. Use filtro solar com FPS 30, no mínimo, e que proteja contra UVA e UVB. O produto deve ser aplicado antes de sair de casa, em grande quantidade. Se o seu filho for se molhar, use filtro à prova d´água. Reaplique a cada 2 ou 3 horas ou ainda antes se ele suar ou se molhar. Use também protetor labial. Uma dica: se os olhos do seu filho ardem quando o filtro é aplicado perto das pálpebras, experimente usar o protetor labial na pele próxima à pálpebra inferior. Crianças menores de 6 meses não devem usar filtro solar. Mas também não devem ficar expostas diretamente ao sol forte. Se for inevitável sair sob o sol, cubra a pele da criança e use uma sombrinha.

3. Use uma camiseta. Para incrementar a proteção, escolha roupas feitas com tecidos especiais que protegem mais contra os raios ultravioleta.

4. Use um chapéu, de preferência com abas largas e que proteja orelhas e pescoço. Se o seu filho achar fora de moda e não concordar de jeito nenhum, ofereça um boné.

5. Estimule a criança a usar óculos de sol que garanta proteção UV. Além de câncer de pele, o excesso de sol predispõe a catarata. Se seu filho for contra, experimente deixá-lo escolher a armação.

As crianças aprendem com você

Um último conselho: proteja-se você também. Além de diminuir suas chances de envelhecimento precoce e câncer de pele, você estará educando seus filhos. Sirva de modelo e eles irão cooperar mais na hora de cuidar da pele.

Por Lucia Mandel

Como eliminar manchas em torno dos olhos?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010 | 14:49

Olho

Gostaria de saber qual é o melhor tratamento para acabar com manchas de xantelasma ao redor dos olhos. Obrigada! (Lylia)

Pessoas com xantelasma desenvolvem lesões elevadas e amareladas nas pálpebras, principalmente nas superiores. As manchas refletem um acúmulo de gordura e de colesterol na pele. Na média, uma em cada duas pessoas com xantelasma encontra alterações no colesterol dosado no sangue. Por isso, a primeira coisa a fazer é dosar seu colesterol. Se ele estiver alto, trate-o. Isso é fundamental para a saúde, mas não reduzirá o xantelasma, pois a redução dos níveis de colesterol não diminui a lesão na pele.

Quanto ao tratamento da pele, existem algumas opções. A melhor opção é removê-lo com cirurgia. Isso é possível se o xantelasma não tiver ocupado grande proporção da sua pálpebra. Caso não dê para operar, seu dermatologista poderá cauterizá-lo com aplicações de ácido. O tratamento reduz o tamanho e diminui consideravelmente o amarelado, mas não deixa a pele da pálpebra perfeita. Ao final do tratamento, a pele fica mais clara e ligeiramente amarelada.

Por Lucia Mandel

Como escolher seu filtro solar

terça-feira, 12 de janeiro de 2010 | 0:45

Filtro solar

Você passa um tempão escolhendo os óculos, o chapéu e as sandálias que vai levar à praia. Nada mais justo que gaste um tempo também escolhendo o protetor solar mais adequado.  Quando for comprar o seu, aí vão algumas dicas que podem ajudar:

Escolha FPS 30 ou mais

Se você tem a intenção de pegar uma corzinha e por isso prefere usar um FPS 8, ponto negativo. Por mais que você goste de um bronzeado, isso aumentará seu risco de desenvolver rugas, manchas e câncer de pele no futuro. O FPS 8 não é suficiente. O valor mínimo recomendado é FPS 30.

Observe se o filtro é eficaz contra raios ultravioleta A (UVA)

O FPS indica a proteção contra os raios ultravioleta B, ou UVB. Até algum tempo atrás, a proteção anti-UVA em filtros solares não era obrigatória e não vinha indicada no rótulo. Acreditava-se que apenas o UVB fosse cancerígeno - o UVA era considerado “bonzinho”. Hoje se sabe que o UVA provoca manchas, rugas e aumenta a predisposição ao câncer de pele. Por isso filtros atuais têm proteção anti-UVA, e essa informação consta no rótulo. Ela pode vir especificada de algumas maneiras, dependendo da procedência do produto.

Filtros que seguem normas americanas, regulamentadas pelo FDA, costumam usar cruzinhas para indicar o grau de proteção anti-UVA. Assim, os símbolos UVA+, UVA++, UVA+++ e UVA++++ significam, respectivamente, grau de proteção baixa, média, alta e muito alta. Prefira filtro que tenha no rótulo UVA+++ ou UVA++++. Indústrias que seguem normas européias estampam um logotipo com a sigla UVA dentro de um círculo.  Ele indica que o filtro protege contra UVA e que essa proteção é de pelo menos um terço do valor do FPS, o que é considerado satisfatório.

Infelizmente, a legislação brasileira é imprecisa em relação a esse assunto, ao contrário da americana e européia. Assim, filtros feitos no Brasil costumam indicar que agem contra UVA, mas nem sempre quantificam o grau dessa proteção.

Pele normal, oleosa, mista ou ressecada

Pele normal se adapta bem a qualquer tipo de protetor solar. Se for seu caso, use o que mais agradar, seja em creme, loção, mousse, gel ou outro. Peles oleosas ou mistas precisam de produtos menos gordurosos, sem óleo na composição. Hoje, a indústria farmacêutica produz cremes sem óleo, com toque bem seco, e alguns até ajudam a reduzir a oleosidade da pele. Peles secas se adaptam melhor a filtros hidratantes e mais gordurosos. A tabela abaixo pode ser útil na hora da escolha:

  • Pele normal: creme, mousse, loção, loção sem óleo, gel-creme ou gel.
  • Pele mista, oleosa ou com espinhas: loção sem óleo, gel-creme, gel ou gel aquoso.
  • Pele seca: creme ou loção hidratante.


Praia e piscina pedem filtro resistente à água

A informação “resistente à água” também fica no rótulo. Mas é importante lembrar que a eficácia do produto não se mantém após o mergulho. Por isso, reaplique o filtro depois de se secar. Se você usou uma toalha, o FPS cai ainda mais, porque um pouco do filtro solar sai com a fricção.

Não economize na aplicação

Comprou um filtro caro e agora está com dó de usar? Então você errou na compra. Existe uma quantidade ideal de creme a ser aplicada para garantir que o FPS do rótulo atue na sua pele. E essa quantidade não é pouca. Por exemplo, para rosto e pescoço o ideal é aplicar uma colher de chá do filtro. Faça um teste e veja se você usa essa quantidade. Ainda para garantir o FPS do rótulo, você deve reaplicar o produto a cada 2 horas e também quando você suar ou se molhar. Uma idéia é passar um filtro mais sofisticado no rosto e pescoço e reservar um mais barato para usar à vontade no corpo, sem economia.

Maquiagem com filtro solar

Ao escolher uma base ou pó compacto, prefira o que inclui filtro na formulação. Isso ajuda na proteção contra o sol que a gente pega sem querer no dia-a-dia. Mas se você for sair em dia de sol forte, o filtro solar tradicional é indispensável. Aí você pode usar a maquiagem por cima do protetor.

Por Lucia Mandel