09/11/2010
às 14:04PC do B não abre mão de Ministério do Esporte
O PC do B deu o recado nesta terça-feira ao presidente do PT, José Eduardo Dutra: não vai abrir mão da menina dos olhos do próximo governo, o Ministério do Esporte. A pasta terá destaque no governo Dilma por causa dos investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
A briga pelo Ministério do Esporte tende a esquentar entre o PC do B e o PMDB, que também pleiteia, nos bastidores, a nomeação do ministro. Hoje a pasta é ocupada pelo comunista Orlando Silva.
O presidente do PC do B, Renato Rabelo, reuniu-se com Dutra para avisar que o partido não deseja nada além da única pasta que já ocupa, que é a do Esporte. Segundo Rabelo, a prioridade da legenda é manter a indicação para o ministério, mas quem dará a palavra final é a presidente eleita Dilma Rousseff.
“O PC do B, como responsabilidade de governo, cumpriu seu papel e ela [Dilma Rousseff] é quem vai levar em consideração isso. Nós podemos dar uma contribuição maior ainda a esse ministério”, declarou.
O senador Inácio Arruda (PC do B) também manifestou o interesse dos comunistas de tocar a organização da Copa: “Nós construímos este ministério [do Esporte]. Ele não existia. É a grande conquista do Brasil nesta área, fruto da presença do presidente Lula, mas também fruto do trabalho organizado e eficiente para atrair grandes eventos do mundo, como a Copa do Mundo”.
Os comunistas também entregaram a Dutra um documento com temas prioritários do partido. O texto deve ser encaminhado a Dilma Rousseff. Entre os pontos principais apontados pelo PC do B estão guerra cambial, saúde e segurança pública.
(Luciana Marques, de Brasília)
Tags: inácio arruda, ministério do esporte, p do b, renato rabelo, transição


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1 Comentário
iris
-09/11/2010 às 16:58
Nas amarelas da última edição o presidente o Chile afirmou ter dito à Dilma Rousseff que os dias compreendidos entre a eleição e posse são os mais felizes para um presidente, talvez para nossa presidente eleita esses dias não sejam assim tão felizes em razão da pressão exercida pelos aliados em busca de espaços no futuro governo.