Blogs e Colunistas

20/08/2010

às 11:34

Atentado em SE é como 11 de setembro, avalia Lewandowski

O atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Sergipe, Luiz Antônio Araújo Mendonça, foi o principal tema da abertura do segundo dia do Encontro de TREs, em Brasília, nesta sexta-feira (20). O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, destacou a gravidade do ataque: “O 18 de agosto, corresponde para a magistratura, do ponto de vista do simbolismo, ao 11 de setembro para o mundo civilizado”, comparou. Em tom de autocrítica, Lewandowski também pediu uma mudança de postura dos magistrados. “O juiz brasileiro é despojado, moral e fisicamente. Mas a realidade mudou e temos que mudar. Criar uma cultura de segurança”, afirmou.

O ministro recomendou aos presidentes dos TREs  o aumento do quadro efetivo de servidores, no lugar de terceirizados, cautela na divulgação das agendas e a designação, em cada Tribunal, de um servidor para atuar como um elo entre a Polícia Federal e as Polícias Civil e Militar. O presidente do TRE de Sergipe não compareceu ao encontro. Ele foi atingido por estilhaços de balas depois que o carro onde estava foi metralhado, em Aracaju. Luiz Mendonça teve apenas ferimentos leves. O motorista dele continua internado em estado grave. A principal suspeita é de que o crime tenha ocorrido a mando do pistoleiro Floro Calheiros, foragido da Justiça. O ataque não teria relação com o trabalho de Mendonça à frente do TRE, e sim com a atuação do juiz na Justiça criminal do estado.

Ficha Limpa –  Lewandowski também ressaltou nesta sexta-feira que, apesar do grande acúmulo de recursos que chegaram ao TSE (cerca de 300) de candidatos barrados nos estados, a análise das impugnações – especialmente as dos candidatos com ficha-suja – deve ficar mais ágil  depois que os primeiros casos forem analisados. “A partir do momento em que se julgam alguns casos, cria-se uma jurisprudência e se agilizam os outros julgamentos”, explicou. Ainda assim, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral voltou a reconhecer que nem todos os processos serão analisados antes das eleições de outubro.

Já o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, que também participa do encontro de TREs, demonstrou preocupação com a demora na análise dos recursos. “Essa incerteza vai contaminar uma parcela do eleitorado. O ideal é que o Judiciário apresente uma resposta definitiva”, defendeu.

(Gabriel Castro, de Brasília)

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados