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01/11/2010

às 19:34

Dilma passa o dia em casa em Brasília; à noite, concede entrevistas a emissoras de TV. Descanso, só na quarta

O primeiro dia de Dilma Rousseff (PT) como presidente eleita foi dedicado a articulações políticas e ao descanso. A ex-ministra passou o dia em sua casa no Lago Sul, em Brasília, sem aparecer para falar com as dezenas de jornalistas que faziam plantão em frente a sua porta durante toda a segunda-feira.

De acordo com sua assessoria, ela deixou a residência no início da noite para participar de uma bateria de entrevistas a emissoras de TV – previamente marcadas. O Jornal da Record e o Jornal Nacional, da Rede Globo, fazem entrevistas ao vivo com Dilma. O apresentador William Bonner veio a Brasília exclusivamente para gravar nos estúdios da emissora na capital. Já as outras entrevistas, que incluem CNN e Band, acontecem no hotel Imperial.

Na terça ou quarta-feira, ainda não está definido, Dilma viaja para descansar e só retoma as atividades políticas no fim da semana. A assessoria não informa o destino e integrantes da cúpula de sua campanha a aconselharam a não comentar com ninguém sobre o destino, nem mesmo com eles. “A informação sempre acaba vazando”. No sábado, Dilma deve acompanhar a comitiva do presidente Lula para à África e seguir para a reunião do G-20, na Coreia do Sul.

Dia – Pela manhã, Dilma recebeu as pessoas mais próximas de sua campanha para o início das conversas sobre o grupo de transição de governo.

Por volta das 14 horas, com o fim da reunião principal, os deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Cardozo (PT-SP), o presidente do PT, José Eduardo Dutra (PT-SE), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT-MG) e Giles Azevedo, um dos assessores mais próximos de Dilma e cotado para ser seu chefe de gabinete, deixaram a residência da ex-ministra. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, e Alessandro Teixeira, presidente da Apex, foram os únicos a permanecer na casa desde o início, no meio da manhã.

Após a reunião com os aliados – que não teve a presença de nenhum representante do PMDB de Michel Temer, vice de Dilma, a ex-ministra se dedicou a conversas telefônicas com líderes da América Latina e dos Estados Unidos. O presidente americano, Barack Obama, afirmou que deseja manter a série de ações conjuntas com o Brasil e elogiou o governo Lula.

Também parabenizaram Dilma pela eleição os presidentes Nicolas Sarcozy (França), Mauricio Funes (El Salvador), José Pepe Mojica (Uruguai), Felipe Calderón (México), Hugo Chávez (Venezuela), Sebastián Piñera (Chile) e José Sócrates de Sousa (primeiro-ministro português). O representante de Portugal foi quem mais emocionou Dilma, quando citou um verso da música do cantor Chico Buarque para dizer que a vitória da ex-ministra no Brasil provocou em Portugal “um cheirinho de alecrim”, em referência à música “Tanto Mar”.

Cansada da maratona de 119 dias de campanha e das comemorações da noite de domingo, Dilma escolheu ficar em casa o dia todo e receber as pessoas ali. Na reta final do segundo turno, Dilma já reclamava das agendas muito cheias – que incluíam três estados em um único dia – e das dores que a incomodam após uma torção mal curada do tornozelo. Nesta segunda, ela fez questão de descansar.

Depois de fazer as ligações e almoçar, a presidente eleita dormiu por algumas horas.

(Marina Dias, de Brasília)

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