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25/06/2010

às 3:55

Boné do MST na cabeça, discurso feminino na ponta da língua

Dilma apostou, mais uma vez, no discurso da continuidade (Foto: Alejandro Zambrana)

As mulheres têm sido lembradas em boa parte dos discursos da candidata do PT à sucessão de Lula. Em busca da fatia do eleitorado, Dilma Rousseff enaltece constantemente a importância delas em todos os setores da sociedade. Inclusive na política. Nesta quinta-feira não foi diferente.

Durante a convenção estadual do PT, em Aracaju (SE), Dilma voltou a dirigir-se a elas. Veja aqui mais fotos do evento. Em um tom de proximidade, disse, em discurso, que o país pode ter uma mulher à frente do cargo mais alto do Executivo. “Nós, mulheres, temos grande força, somos quem cuidamos dos filhos, irmãos e até dos maridos. Hoje somos 52% da população e os 48% são nossos filhos, então, fica tudo em casa”.

Ao estilo pop de Lula, Dilma colocou o boné do MST. Em sua fala, ressaltou que pretende combater a pobreza, ampliar a geração de emprego e renda e a distribuição de terra no país, caso eleita. “Vamos dar continuidade e ampliar tudo de bom que está sendo realizado por Lula. O Brasil está mais forte e os que antes eram mais pobres cresceram”, disse, colando, mais uma vez, sua imagem à do presidente.

Nomes aprovados – Para governador e vice-governador, os nomes aprovados por aclamação são Marcelo Déda (PT) e Jackson Barreto (PMDB) respectivamente. O primeiro concorre à reeleição e o segundo ocupa o cargo de deputado federal. Para as vagas de senador foram aprovados os nomes de Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSC). Os deputados federais que irão concorrer às vagas são Iran Barbosa, Márcio Macêdo e Rogério Carvalho, todos militantes do Partido dos Trabalhadores.

O discurso de Dilma foi moderado e não chegou a emocionar os militantes do partido. Ela demonstrou satisfação com a aprovação do nome de Déda. ”Estou feliz de participar de uma festa que escolhe o nome de Marcelo Déda para candidato a governador, pois ele tem a tradição de honradez e uma reputação política inquestionável”.

(Cândida Oliveira, de Aracaju)

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