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religião

15/10/2010

às 15:55

Serra aposta em eleitorado cristão com frase sobre Jesus

A disputa dos candidatos à Presidência pelo voto religioso ultrapassou o discurso. Durante evento de campanha de José Serra (PSDB) em homenagem aos professores em São Paulo, nesta sexta-feira, um santinho em formato de cartão telefônico chamou a atenção.

O item de divulgação traz de um lado a foto do presidenciável rodeado por crianças e eleitores, com o slogan “Serra é do bem”. Do outro, acima da sugestão de cola para ser levada na hora do voto, uma frase curiosa: “Jesus é a verdade e a justiça”. A afirmativa cristã é assinada pelo próprio José Serra.

Também nesta sexta-feira, religiosos divulgaram uma carta em que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, firma posição sobre o aborto e outros temas polêmicos.

(Adriana Caitano)

13/10/2010

às 19:25

Em carta aberta, Dilma vai firmar compromissos sobre aborto e casamento homossexual

Depois de reunir-se com líderes religiosos em Brasília, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) confirmou, em Teresina (PI), a elaboração de uma carta aberta à sociedade em que firma compromissos quanto ao aborto e ao casamento entre homossexuais.

A candidata assumiu o compromisso de que, caso seja eleita, o Executivo não terá a iniciativa de apresentar projetos que alterem a legislação relativa ao aborto e ao casamento homossexual. Indiretamente, delega, desta forma, a espinhosa tarefa ao Legislativo: “Eu assumo a responsabilidade de jamais enviar legislações ou sancionar leis que façam restrições ao direito das religiões”. A medida foi tomada depois que a petista perdeu uma fatia considerável do eleitorado religioso por causa da polêmica do aborto.

Preconceito – Em relação ao casamento homossexual, disse ser contra o preconceito, mas alegou que não pode interferir nos credos das Igrejas: “A parte relativa a condenar o preconceito contra o homossexual nós todos temos de endossar. Agora a parte relativa a criminalizar as Igrejas – quando dentro das Igrejas há alguma manifestação que elas não aceitam – é um absurdo”.

Dilma fez uma diferenciação entre a união civil entre os homossexuais e o casamento religioso. Afirmou que a primeira é “questão de direitos civis entre cidadãos”, enquanto o segundo diz respeito às Igrejas.

(Luciana Marques, de Teresina)

11/10/2010

às 12:37

Dilma reclama de especulações sobre sua religião

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, se queixou nesta terça-feira dos comentários a respeito de sua religiosidade – ou da falta dela. Depois de participar de uma missa no Santuário de Aparecida, em que não comungou, ela afirmou que não aceita especulações sobre o tema: “Ninguém tem o direito de dizer qual é a minha crença. Quem pode julgar sobre crença religiosa é Deus”.

A petista afirmou ter estudado em um colégio de freiras por vontade própria. “Eu tenho uma formação religiosa muito forte”, disse. Ainda de acordo com Dilma, ela se afastou da religiosidade mas retomou a sua fé depois de um “processo recente que me fez retomar várias coisas que estavam dentro de mim” – provável referência ao câncer que teve de enfrentar. Dilma também se recusou a explicar porque não comungou durante a missa à qual assistiu, na manhã desta segunda-feira. Disse apenas que o tema é “pessoal”.

Mudança de tom -
A candidata classificou como natural o tom mais incisivo exibido por ela no debate deste domingo, na TV Bandeirantes. “No segundo turno, a relação é mais direta. E assim é o debate”, declarou. Na visão da petista, a reação era necessária para combater a “central organizada de boatos” criada pelo tucano José Serra.

Dilma afirmou que o oponente a atacou imaginando que não teria resposta. “Meu adversário tem mania de subestimar as pessoas e de se achar superior a elas”, disse a candidata. Dilma teve pouco contato com os fiéis no Santuário de Aparecida. A proximidade com o público só ocorreu pouco antes de a candidata deixar o local, no heliponto. Sorridente, a presidenciável distribuiu cumprimentos e os imprescindíveis beijos em crianças.

(Gabriel Castro, de Aparecida)

11/10/2010

às 11:59

Em Aparecida, Dilma assiste a missa, mas não comunga

A candidata Dilma Rousseff, do PT, visita a Basílica de Aparecida. (Foto: Maurício Lima/AFP)

Dilma Rousseff visita a Basílica de Aparecida. (Foto: Maurício Lima/AFP)

Em mais uma tentativa de se aproximar do voto religioso, Dilma Rousseff convocou dois de seus aliados que são ligados à Igreja Católica para assistir com ela a uma missa no Santuário de Aparecida, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira.

Ao lado do deputado federal eleito Gabriel Chalita (PSB) e do chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a candidata do PT à Presidência preferiu se antecipar às comemorações do dia da padroeira do Brasil, na terça-feira, para evitar um encontro com o candidato tucano José Serra, que já tem a presença confirmada na data festiva.

Durante a celebração, Dilma não conseguiu esconder a pouca intimidade com os rituais católicos: não conseguiu acompanhar os hinos e, em alguns momentos, Gilberto Carvalho parava para lhe explicar algo apontando o folheto da missa. No momento da comunhão – o mais importante para os católicos – a candidata permaneceu sentada em seu lugar.

A missa desta segunda-feira reuniu aproximadamente 14.000 pessoas no Santuário, que não se manifestaram – positiva nem negativamente – diante da presença de Dilma.

(Gabriel Castro, de Aparecida)

08/10/2010

às 13:48

Na TV, Dilma fala em Deus, fé e “respeito à vida”

Assim como na propaganda do rádio, o debate religioso foi um dos destaques da volta do horário eleitoral à TV. O tema do aborto voltou à pauta, ainda que de maneira indireta. A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, começou sua participação agradecendo a Deus pelo segundo turno. Pouco depois, a petista foi mostrada como uma mulher de fé e que “respeita a vida”.

A campanha da petista tentou mostrar a ida da disputa para a segunda etapa como uma conquista. O locutor ressaltou o “maior apoio político que uma mulher já recebeu na nossa história”, lembrando os 47 milhões de votos recebidos por Dilma. O programa lembrou, ainda, que, caso vença, a petista terá grande apoio político no Congresso e nos estados. Foram mostrados os membros da base que conseguiram se eleger no Senado e nos estados, como o governador cearense Cid Gomes, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, a senadora eleita Marta Suplicy e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Também pediram votos a Dilma Marcelo Crivella, Jaques Wagner, Sérgio Cabral, Delcídio do Amaral, Roberto Requião, Renato Casagrande e Cristovam Buarque.

Dilma tratou do segundo turno como uma “dupla graça”, pelo fato de ter sido a mais votada e também pela chance de debater melhor as propostas nesta segunda fase da campanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como sempre, fez uma participação no programa. Ele também tratou Dilma como uma mulher de fé.

Dilma também se insinuou para os eleitores de Marina Silva (PV), terceira colocada na disputa. “Se a gente somar meus votos com os da candidata Marina Silva a gente vê que 67% dos brasileiros querem uma brasileira na Presidência”. A petista ainda criticou, sem citar nomes, o que chamou de “uma das campanhas mais caluniosas que o Brasil já assistiu”.

(Gabriel Castro, de Brasília)

06/10/2010

às 21:31

CNBB diz estar preocupada com uso eleitoreiro da entidade

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu uma nota nesta quarta-feira para esclarecer que nunca impôs vetos a candidatos nestas eleições. No texto, o órgão diz que está servindo de instrumento eleitoral por grupos políticos que, “em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente”.

Sem citar nomes, a comissão afirma que estão utilizando a CNBB para influenciar erroneamente os fieis. E diz estar preocupada com o momento político e sua relação com a religião. A entidade reiterou que os eleitores cristãos devem votar de acordo com valores éticos e princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana e inclusão dos mais pobres.

Nas últimas semanas, o tema do aborto tem se destacado na campanha presidencial. A polêmica sobre a descriminalização da prática foi, inclusive, tema questionado pela CNBB em debate entre os presidenciáveis na emissora católica Canção Nova.

(Luciana Marques, de Brasília)

06/10/2010

às 7:00

Dilma demorou a reagir à polêmica sobre aborto

O coordenador evangélico da campanha de Dilma Rousseff, deputado federal e bispo Manoel Ferreira, disse que sentiu uma mudança nas intenções de voto do eleitorado evangélico na reta final do primeiro turno. Desde que começaram a circular na internet vídeos e textos reproduzindo declarações de Dilma favoráveis à descriminalização do aborto, a convicção dos fieis que votariam nela ficou abalada.

Na avaliação de Ferreira, um dos principais líderes da Assembleia de Deus, a campanha petista demorou a perceber esse movimento, e isso foi decisivo para que a vitória de Dilma não acontecer no primeiro turno. “Se a campanha tivesse percebido isso antes, não perderíamos os três pontos que nos afastaram da vitória”, disse ele ao site de VEJA. “A coordenação da campanha deveria ter se manifestado prontamente, e dado uma resposta. Quando conseguimos estancar a sangria, já era hora do pleito.”

Dúvidas – O voto dos evangélicos pentecostais tem peso nas eleições. Apenas na Assembleia de Deus são 8,4 milhões de fieis espalhados pelo Brasil. No Rio de Janeiro, onde se concentra a força de Manoel Ferreira, esse contingente é de 1,1 milhão. “Eu senti a dúvida dos fieis. Mais gente perguntando para mim sobre essas questões, mas sem manifestar diretamente o seu posicionamento”, diz Ferreira.

Para o bispo, a discussão sobre o aborto deve ser uma das principais no segundo turno. E Dilma terá que dizer claramente que é contrária a essa prática. Declara Ferreira: “Gostaria que fosse intensificado debate de assuntos como erradicação da pobreza e educação. Mas, infelizmente, o aborto deve estar no foco.”

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

05/10/2010

às 20:39

Dilma recomeça campanha no Rio

A largada da campanha do segundo turno de Dilma Rousseff (PT) será no Rio de Janeiro. A petista realizará nesta quarta-feira uma caminhada na capital fluminense, apesar do pé ainda machucado. A ex-ministra confirmou participação no primeiro debate com José Serra na TV Bandeirantes, marcado para este domingo.

Dilma tentou, durante coletiva de imprensa em Brasília, desfazer a visível imagem de cansaço e de frustração por não ter vencido as eleições no domingo. “No segundo turno a gente tem melhores condições de se aproximar do eleitor. Vou começar todo um roteiro de viagens e sexta-feira começam os programas de televisão”, afirmou.

Na entrevista, a candidata ressaltou os pontos que deve abordar prioritariamente até o dia 31 de outubro. Falou que o governo Lula representa a “nova era de prosperidade”, criticou o governo de Fernando Henrique Cardoso e fez questão de citar temas religiosos.

Religião – Desta vez, Dilma usou o nascimento do neto e o fato de ter sido torturada como argumentos em favor da valorização da vida: “Sou de família católica, sou a favor da vida e não teria colocado minha vida em risco se não acreditasse nisso. Além de ter passado nessa campanha uma experiência muito forte que foi o nascimento do meu neto”.  A ex-ministra afirmou ainda que seu projeto de governo “tem tudo a ver com todas as religiões”.

Na última sexta, Dilma divulgou foto do batizado do neto. Em entrevista ao Jornal Nacional, nesta segunda, a petista reiterou que valoriza a vida. Mas não citou o tema aborto, que tanta polêmica suscitou durante a reta final da campanha.

(Luciana Marques)

09/09/2010

às 15:16

Em sabatina, Marina confronta a religião com temas ‘difíceis’

Na sabatina desta quinta-feira no jornal O Globo, no Rio de Janeiro, a candidata do PV à presidência, Marina Silva, resumiu sua posição sobre os principais temas que costumam ser confrontados com sua religião. “Sou apenas uma pessoa que crê em Deus”, disse, para em seguida afirmar que:

1)    Não é a favor do ensino do criacionismo nas escolas, nem se opõe ao ensino da teoria da evolução.
2)    É contra o aborto, mas defende a realização de um plebiscito.
3)    Defende um plebiscito também sobre a legalização da maconha.
4)    Respeita os direitos civis de pessoas do mesmo sexo, mas é contra o casamento entre elas.
5)    É a favor da adoção de crianças por quem possa criá-las, seja um casal gay, seja homossexual.
6)    Defende a pesquisa com células-tronco adultas, mas lembra que já existe uma lei que regula o uso das células-tronco embrionárias. “Defendo a vida do embrião, da lesma, da aranha. E isso não é uma questão religiosa. É ética e, em algumas sociedades, até cultural.”

Bem-humorada e falante, Marina provocou risos ao dar sua definição de elegância. “Ser elegante é ser adequada. Aprendi isso quando fui nos Estados Unidos. Sempre olho os pinheirinhos nas nossas calçadas e acho tão inadequado. E quando fui naquele gelo, era tudo tão adequado e elegante”, disse a candidata, lembrando que quando chegou ao Congresso foi procurada por uma consultoria de moda que lhe recomendava o uso de tailleur. “Mas eu parecia uma tartaruga com excesso de casco. Disse que não queria isso, e fiquei com a minha saia mesmo”.

 

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