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pessuti

08/07/2010

às 17:08

PT ofereceu ministério para peemedebista desistir de disputa no Paraná

No dia 30 de junho, o atual governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), anunciou que não concorreria a nenhum cargo nas próximas eleições. Estratégica, sua retirada ajudou o PT, o PDT e o PMDB a costurar uma aliança estadual. O senador Osmar Dias, do PDT, tornou-se candidato ao governo e acolherá Dilma Rousseff em seu palanque. Na disputa pelo Senado, os concorrentes da chapa passaram a ser o ex-governador Roberto Requião (de quem Pessuti foi vice) e a petista Gleisi Hoffmann. Só Pessuti pareceu não ganhar nada. VEJA.com apurou que não foi bem assim.

O governador ganhou uma promessa: a de que será ministro dos Esportes num eventual governo Dilma. Será um cargo de relevo nos próximos anos. O ministério vai tocar por boa parte das obras da próxima Copa do Mundo. Pessuti viajou na madrugada desta quarta-feira à África do Sul. Oficialmente, foi participar da celebridade de lançamento da Copa do Mundo de 2014, depois do encerramento da atual. Agora se sabe de outro motivo para a viagem: torcer por si próprio.

Costura – A retirada de Pessuti da campanha começou a ser costurada uma semana antes do anúncio.  O governador do Paraná teve longas conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 22 de junho, ele e Osmar Dias se reuniram, de madrugada e em Brasília, com os presidentes nacionais do PT, José Eduardo Dutra, do PDT, Carlos Lupi, e do PMDB, Michel Temer. Foi um momento decisivo para o desenho da aliança que se consumaria mais tarde – causando inclusive um estrago nos planos do candidato presidencial tucano José Serra, que esperava contar com o apoio de Dias no Paraná.

Um dos que mais fizeram pressão para que Pessuti não disputasse nenhum cargo em 2010 foi Roberto Requião. Ele queria que Osmar Dias fosse candidato ao governo e não ao Senado – para facilitar sua própria campanha. Pessuti não engoliu a manobra. Esta semana, o governador começou a expurgar de sua administração os apadrinhados do ex-governador. Na terça-feira, confirmou que pediu a Lúcia Arruda, irmã de Requião, que entregasse o cargo de presidente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar).

Também foram demitidos o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e outros dois diretores da estatal, Paulo Marques (Diretor Administrativo Financeiro), e Lino Antonio de Campos Gomes (Diretor de Produção). Outro demitido foi o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Washington Rosa. Todos eram homens de Requião.

(Fernando Mello)

13/06/2010

às 11:12

Acordo a caminho no Paraná

O governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), deve anunciar nesta semana que desiste de disputar a reeleição para apoiar a candidatura de Osmar Dias, do PDT. Pessuti cedeu a apelos do presidente Lula, com quem esteve na última segunda-feira, e do comando nacional do PMDB. Ele indicará o candidato a vice.

Os candidatos ao Senado serão o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e a petista Gleisi Hoffman. “É um palanque forte para a Dilma no Paraná”, afirma o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

(Otávio Cabral, de Brasília)

 

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