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helder barbalho

15/10/2010

às 1:24

Lula diz sentir falta do PMDB no Pará

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou nesta quinta-feira durante comício com Dilma Rousseff (PT) em Ananindeua, região metropolitana de Belém (PA), a ausência do apoio do PMDB no Pará. O presidente da legenda no estado, Jader Barbalho (PMDB), é aliado de José Serra (PSDB) na corrida presidencial.

O PMDB ainda não declarou, entretanto, decisão sobre o apoio no segundo turno na corrida estadual. O candidato do partido, Juvenil, ficou em terceiro lugar na disputa ao governo do Pará contra Ana Júlia Carepa (PT) e Simão Jatene (PSDB).

“Estão faltando aqui os companheiros do PMDB para fazer Ana Júlia ganhar as eleições”, notou o presidente Lula ao citar as legendas dos prefeitos presentes no comício. Entre os ausentes, estava o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho (PMDB). Ele é filho do senador Jader Barbalho.

Elite – Em defesa da candidatura de Dilma, o presidente Lula voltou a discursar contra o elitismo. Insinuou que governos tucanos separam ricos de pobres e duvidou que Serra aumentará, em um eventual governo, o valor das aposentadorias: “É muito fácil falar na campanha, quero ver cumprir”. Lula batizou seus opositores de “políticos Xuxa”- aqueles que dão beijos antes da campanha e depois “tchau, tchau”.

A candidata Ana Júlia foi no mesmo tom, dizendo que não existe mais a “turma dos mauricinhos e das patricinhas”. A petista afirmou também que o Pará vivia no Período Colonial antes de seu governo, por depender de outros estados.

FHC – Dilma Rousseff se esbaldou nas comparações entre os governos Lula e FHC, como lhe foi recomendado pela equipe de campanha. De acordo com a candidata, seus opositores sempre “viraram a cara” para a educação. “Achavam que era gastar dinheiro demais. Nós achamos que fazer escola é obrigação nossa”, atacou.

Empolgada, a candidata Ana Júlia tirou o microfone da mão de Dilma para acrescentar uma informação. A ex-ministra concedeu. Mas foi impedida na segunda vez que a paraense tentou interromper a presidenciável. “Isso eu vou deixar para o fim”, justificou-se Dilma. Ao final do discurso, a candidata usou uma pequena toalha para enxugar o rosto e bebeu bastante água. Estava transpirando bastante.

Também estavam presentes os pastores evangélicos e senadores eleitos Magno Malta (PR/ES) e Walter Pinheiro (PT/BA). E ainda o governador eleito na Bahia Jaques Wagner (PT), o petista Paulo Rocha (que candidatou-se ao Senado, mas foi considerado ficha suja pelo Tribunal Superior Eleitoral) e os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência).

(Luciana Marques, de Ananindeua)

 

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