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campanha

16/12/2010

às 18:40

Dilma se reúne com ministros que continuarão no governo

Apesar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negar influência nas nomeações de ministros – “ela escolheu de livre arbítrio, da cabeça dela”, afirmou na quarta-feira – a nova gestão está cada vez mais com a cara do governo Lula. Na tarde desta quinta-feira, a presidente eleita conversou com a ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira, com o ministro da educação, Fernando Haddad, e com o ministro do trabalho, Carlos Lupi.

Todos eles são cotados para continuar à frente das pastas que ocupam. Pela manhã, a petista encontrou-se ainda com o presidente do PC do B, Renato Rabelo, para discutir a permanência de Orlando Silva na pasta do Esporte.

Nenhum dos ministros quis confirmar à imprensa se continuariam no cargo. “Não posso falar”, disse Haddad. Lupi também preferiu a discrição: “Quem tem que falar é ela”. O ministro informou que a maioria dos 17 ministros que faltam ser anunciados serão definidos e divulgados até esta sexta-feira. Na reunião com Dilma, Lupi apresentou um balalanço das ações do Ministério do Trabalho no governo Lula.

Dilma já anunciou nomes de sete ministros que já atuaram ou ainda estão no comando de pastas do Executivo: Nelson Jobim (Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Edison Lobão (Minas e Energia), Wagner Rossi (Agricultura), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Comunicação) e Antonio Palocci (Casa Civil).

A presidente eleita cancelou sua participação em um jantar com líderes do Mercosul marcado para a noite desta quinta-feira, em Foz do Iguaçu (PR). Dilma acompanharia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no compromisso, mas, devido às negociações para a formação do ministério do futuro governo, ficará em Brasília.

(Luciana Marques, de Brasília)

15/12/2010

às 18:13

Dilma anuncia mais 4 ministros e chefe de gabinete

A presidente eleita, Dilma Rousseff, divulgou, em nota mais nomes que vão compor sua equipe ministerial. Foram indicados Fernando Pimentel (PT-MG) para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Aloizio Mercadante (PT-SP) para o Ministério de Ciência e Tecnologia, embaixador Antonio Patriota para o Ministério de Relações Exteriores, Nelson Jobim (PMDB) para o Ministério da Defesa, e Giles Azevedo para chefia de gabinete da Presidência.

A nota diz que “a presidenta eleita orientou os novos auxiliares a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para cumprir seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, promovendo avanços e assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros”.

Pimentel e Giles reuniram-se com Dilma durante cinco horas no último dia 9 para acertar a nomeação. O ex-prefeito de Belo Horizonte, que foi derrotado na disputa ao Senado este ano, é amigo pessoal da presidente há 40 anos. A nomeação de Pimentel demonstra que ele venceu a queda de braço com o deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), com quem o ex-prefeito disputou espaço na campanha eleitoral. E indica ainda que seu envolvimento na rede de espionagem – descoberta por VEJA – contra opositores e até alguns aliados não arranhou sua relação com a presidente.

Giles Azevedo também é conselheiro de Dilma e foi um dos primeiros a receber o convite da presidente para um cargo no fututo governo. Cerca de um mês depois do resultado das eleições, Giles teve conhecimento do papel que exercerá nos próximos quatro anos.

Assim como os demais nomeados, a indicação de Mercadante para  assumir a pasta de Ciência e Tecnologia não foi uma surpresa. Ele saiu derrotado na disputa ao governo de São Paulo e tinha a vaga garantida, apesar do ministério não ser dos mais cobiçados.

A permanência de Jobim à frente da Defesa foi uma indicação da “cota pessoal” de Dilma, como fez questão de deixar claro o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB-SP).  O partido conseguiu emplacar cinco ministros, cujos nomes foram divulgados no último dia 8.

A nomeação de Patriota como chanceler brasileiro também foi antecipada pela imprensa. Dilma pensou em escolher uma mulher para o cargo de início, mas acabou preferindo o nome do embaixor.

Até agora Dilma nomeou 20 ministros. Outros 17 devem ser anunciados no início da semana que vem.

(Luciana Marques, de Brasília)

14/12/2010

às 19:10

Com Dilma, presidente Lula registra legado de seu governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai cumprir nesta quarta-feira a promessa que fez em 2008: registrar em cartório as realizações dos oito anos de seu governo. A cerimônia no Palácio do Planalto fará um balanço dos dois mandatos de Lula e será mais um evento de despedida do presidente.

A presidente eleita Dilma Rousseff participará da solenidade e deve receber o documento com o registro do legado de Lula. O texto aponta os programas criados pelo governo, como Bolsa Família e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e descreve o andamento das obras do Executivo. Dilma participou do governo como ministra de Minas e Energia e depois, da Casa Civil.

Além de Lula, todos os ministros atuais assinarão a ata a ser registrada por um tabelião no Planalto. Ex-ministros também participarão da cerimônia. Para falar em nome deles, foi convidado o ex-ministro do trabalho e de relações institucionais, Jaques Wagner (PT-BA) – reeleito governador da Bahia.

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, lançará ainda no evento um portal para consulta às informações do governo Lula na internet.  Franklin também se despede do governo: em seu lugar, foi nomeada a assessora de Dilma na campanha, Helena Chagas.

(Luciana Marques, de Brasília)

07/12/2010

às 15:07

Garibaldi Alves será ministro da Previdência, anuncia primo

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) será o nome indicado pelo PMDB para assumir o Ministério da Previdência no governo Dilma. O anúncio foi feito no início da tarde desta terça-feira pelo líder do partido na Câmara e primo de Garibaldi, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

“Garibaldi será o nome do PMDB para o ministério da Previdência. Eu, Garibaldi e Renan [Calheiros] acabamos de acertar a indicação. [Michel] Temer levará a Dilma [Rousseff]”, afirmou Henrique Alves em seu Twitter.

A indicação de Garibaldi para o cargo já era prevista e ainda depende de confirmação da presidente eleita Dilma Rousseff. O vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), almoçou durante cerca de uma hora com Dilma para discutir as nomeações.

Nesta manhã, Pedro Novais (PMDB-MA) e Wagner Rossi (PMDB-SP) reuniram-se com Dilma e receberam os convites para assumir o Turismo e a Agricultura, respectivamente. O PMDB deve abocanhar no total seis ministérios, apesar da cúpula da legenda dizer que a permanência de Nelson Jobim no Ministério da Defesa faz parte da cota pessoal da presidente.

Além dos ministérios citados, o PMDB ficará com Minas e Energia (Edison Lobão já foi convidado por Dilma para voltar ao ministério) e Secretaria de Assuntos Estratégicos (braço direito de Temer, Moreira Franco deve assumir a pasta).

(Luciana Marques, de Brasília)

30/11/2010

às 19:46

Com receitas pequenas, nanicos doaram para si mesmos

Os candidatos à Presidência da República conhecidos como nanicos doaram para si mesmos na campanha eleitoral deste ano. De acordo a prestação de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Levy Fidélix (PRTB) foi o único doador de sua campanha. Ele gastou 17.300 reais próprios no período de eleições.

O socialista Plínio de Arruda Sampaio também tirou dinheiro do próprio bolso e foi o maior financiador de sua campanha: dos 99.245 reais arrecadados pelo PSOL, 52.265 reais foram transferidos pelo próprio candidato.

José Maria de Almeida (PSTU) teve uma receita de 90.662 reais. Deste total, 1.800 reais foram doados por ele mesmo. O nanico Rui da Costa Pimenta (PCO) também usou o próprio dinheiro na campanha: 525 reais. A soma de sua receita foi 3.988 reais.

Apesar de não integrar o grupo dos nanicos, Indio da Costa (DEM), candidato derrotado a vice de José Serra (PSDB), também fez doações para si mesmo. Ele doou 6.550 reais para a campanha, que arrecadou 5,1 milhões no total.

(Luciana Marques)

17/11/2010

às 16:33

Dilma se isola na Granja do Torto

Desde que voltou da reunião do G-20 em Seul (Coreia do Sul), a presidente eleita Dilma Rousseff está praticamente isolada na Granja do Torto, para onde se mudou há dois dias. Ela tem evitado de todas as formas os holofotes da imprensa e, de tabela, as perguntas dos jornalistas sobre a composição da nova Esplanada dos Ministérios.

A atitude se contrapõe à estratégia de campanha – quando a petista concedia entrevistas todos os dias para garantir exposição nos jornais e na televisão. Eleita, Dilma aderiu ao isolamento da casa de campo – que fica a cerca de dez quilômetros do centro de Brasília – para escolher em silêncio a equipe ministerial.

A única saída de Dilma do local – presenciada pela imprensa – foi em direção ao Palácio da Alvorada, onde ela se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira para discutir o governo de transição. Todas as outras reuniões têm sido realizadas na Granja. Nesta quarta-feira passaram pela residência oficial Antonio Palocci, José Eduardo Cardozo e o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB/SP).

As pautas dos encontros dificilmente são divulgadas e, quando isso ocorre, é de forma pouco clara. Ao chegar à casa de Dilma na terça-feira, a coordenadora do PAC, Míriam Belchior, foi curta quando questionada sobre o assunto a ser tratado com a presidente: “Vou descobrir lá dentro”. Sabe-se que parte desses encontros foi para atualizar Dilma sobre os programas de governo em andamento.

A outra parte, para discutir futuras nomeações. Os nomes dos candidatos aos ministérios continuam em sigilo. Apesar da lista de cotados ser enorme – levando-se em conta as reivindicações dos partidos aliados -, Dilma não autorizou a divulgação de um nome sequer.

As informações anunciadas até agora foram vagas e especulativas. Palocci, por exemplo, já foi citado como provável ministro da Casa Civil, da Saúde, das Comunicações e da Secretaria-Geral da Presidência. Precisão mesmo, só na data final para a divulgação oficial: até o dia 15 de dezembro. Ainda assim, é bem provável que a composição da equipe econômica seja anunciada primeiro, para evitar ainda mais especulações.

(Luciana Marques, de Brasília)

08/11/2010

às 10:51

Casa Civil nomeia sete pessoas para governo de transição

As movimentações oficiais para o governo de transição da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) começaram nesta segunda-feira. O Diário Oficial da União publicou sete nomes da equipe técnica da ex-ministra, em portaria assinada por Carlos Esteves Lima, ministro interino da Casa Civil, responsável pela coordenação do governo de transição petista. Todos os nomes são de pessoas que já trabalharam com Dilma na campanha ou na Casa Civil.

A assessora especial da Presidência da República, Clara Levin Ant, que cuidou do banco de dados durante a campanha de Dilma, é a primeira da lista. Além dela, foram nomeadas Cleonice Maria Campos Dorneles, que foi assessora de gabinete da presidente eleita em sua época de Casa Civil; e a jornalista Helena Chagas, chefe da assessoria de imprensa da campanha de Dilma.

A lista continua com Giles Azevedo, ex-secretário-executivo adjunto da Casa Civil e um dos assessores mais próximos a Dilma; Marly Ponce Branco, ex-assessora técnica da subchefia de análise e acompanhamento de políticas governamentais da Casa Civil; Anderson Braga Dorneles, ex-assessor especial da Casa Civil, e Paulo Leonardo Martins.

Na viagem desta segunda-feira à noite para a Coreia do Sul, Dilma Rousseff levará três deles à reunião do G-20. Helena Chagas, Anderson Dorneles e Cleonice Dorneles são convidados da comitiva que encontrará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Seul.

(Marina Dias)

03/11/2010

às 21:26

Depois de eleita, Dilma quer mostrar seu lado “Dilma”

Dilma Rousseff concedeu, nesta quarta-feira em Brasília, sua primeira entrevista coletiva como presidente eleita. Estava no Palácio do Planalto, ao lado de seu padrinho político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nem por isso abandonou o estilo que vem demonstrando desde sua vitória nas urnas. Ao lado do mestre das frases de efeito e das figuras de linguagem, Dilma manteve a postura serena, as frases diretas e a objetividade.

A mudança é visível. Assim que as urnas lhe deram 56% dos votos e a transformaram na primeira mulher eleita para presidir o Brasil, a candidata sempre titubeante, de frases abandonadas pelo meio, deu lugar à presidente eleita segura, com respostas assertivas, que não desvia de perguntas diretas sobre temas econômicos e sociais. E a mudança não ocorreu apenas no discurso de posse. Dilma falou com jornalistas todos os dias desde o último domingo, num comportamento surpreendente para aqueles que a julgavam um mero títere do presidente Lula.

Mesmo políticos mais experientes costumam evitar a superexposição à imprensa. Em momentos delicados como o da escolha de nomes para a formação de um novo governo, respostas menos prudentes podem provocar pequenos terremotos na base aliada, ou gerar expectativas desnecessárias no sempre instável mercado financeiro. Dilma Rousseff, porém, foi no caminho oposto – foram seis entrevistas a emissoras de TVs, quatro delas ao vivo.

Participar da maratona de entrevistas foi uma escolha dela, porque precisava do espaço para esclarecer algumas de suas ideias sobre economia, projetos sociais e a relação com setores importantes da sociedade, como a igreja e a imprensa. Solta das amarras dos marqueteiros, Dilma aproveitou as entrevista para se mostrar como realmente é.

Trégua estratégica com a imprensa – Com discurso mais técnico e objetivo, ela deixou claro que será diferente do presidente Lula no relacionamento com a imprensa. Enquanto ele gosta de atacar e criticar os veículos de comunicação em público, ela garante apostar na liberdade de imprensa e não faz críticas abertas aos jornalistas. Mas que não se apressem em enxergar nessa postura os primeiros sinais de rompimento com o padrinho. Foi o próprio Lula quem orientou a Dilma a selar a paz com a imprensa.

Em final de mandato e montado em 80% de popularidade, Lula se sente à vontade para atacar jornalistas e empresas de comunicação. Dilma, no entanto, vive outro momento. Ainda não tem o apoio popular de Lula e precisa de tranquilidade para iniciar sua gestão. Conquistar a boa vontade da imprensa é uma questão estratégica.

Política econômica – Além de dar seu recado a alguns setores da sociedade, a ex-ministra quis mostrar que não vai fazer grandes mudanças nos fundamentos da economia, implantados por Fernando Henrique Cardoso e mantidos pelo governo Lula. Era um recado claro ao mercado. Também sinalizou aos setores produtivos com desoneração de impostos, e aos trabalhadores com aumento maior do salário mínimo – que poderia chegar a 700 reais em 2014. Promessas, é bem verdade, mas agora, não mais de campanha.

(Marina Dias)

01/11/2010

às 18:47

Dilma recebe ligação de Obama e outros presidentes

O telefone da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) não parou de tocar nesta segunda-feira. Presidentes de diversos países ligaram para a ex-ministra parabenizando-a pela eleição de domingo. Um dos telefonemas mais longos foi o do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Ele desejou manter a cooperação com o Brasil em questões de política internacional e referentes à energia.

Obama elogiou a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou o papel do Brasil para a reconstrução do Haiti. O presidente norte-americano também desejou encontrar-se com Dilma o mais breve possível.

Dilma também se estendeu na conversa com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Desejaram ainda boa sorte para a presidente eleita os presidentes da Venezuela, Colômbia, Uruguai, El Salvador, México e Chile. No domingo, Dilma conversou com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais e coordenador da campanha do PT, Marco Aurélio Garcia, todos os presidentes convidaram Dilma para visitar cada país. Ela agradeceu os convites, mas dificilmente irá atender aos pedidos antes de tomar posse, no dia primeiro de janeiro. A petista deferá preocupar-se primeiro com a transição do governo.

Garcia informou que Dilma acompanhará o presidente Lula na reunião do G20 em Seul, na Coreia do Sul. No encontro, poderá iniciar conversas com representantes internacionais sobre questões como protecionismo comercial e políticas de câmbio.

(Luciana Marques, de Brasília)

01/11/2010

às 14:16

Agnelo defende o fim da ‘Era Roriz’ no Distrito Federal

Sem o nervosismo costumeiro dos debates, o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), falou nesta segunda-feira à imprensa. Ele falou a respeito do fracasso da tentativa do ex-governador Joaquim Roriz em eleger sua mulher, Weslian, ao governo.

Agnelo chegou a defender pessoalmente, mas com cautela, o fim da ‘Era Roriz’ em Brasília. Questionado por um repórter se gostaria que o chamado “rorizismo” acabasse, respondeu: “Se fosse por minha vontade, sim. Mas eu não posso falar pela população”, declarou.

Joaquim Roriz (PSC) governou o Distrito Federal quatro vezes e desistiu de tentar o quinto mandato depois de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. O ex-governador tentou, em uma manobra fracassada, colocar Weslian em seu lugar. Segundo Agnelo, sua adversária não fez nenhum contato com ele parabenizando-o pela eleição.

O governador eleito disse que seu governo será “radialmente transparente” a fim de resgatar a credibilidade da política em Brasília, que ficou prejudicada depois do esquema de corrupção que culminou na prisão do ex-governador José Roberto Arruda.

Agnelo prometeu ainda nomear secretários com ficha limpa e resolver os imbróglios de Brasília, como condomínios irregulares, especulação imobiliária, falta de saneamento e hospitais e escolas em condições precárias.

(Luciana Marques, de Brasília)

 

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