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baixada fluminense

06/10/2010

às 16:48

Dilma interrompe carreata e volta para Brasília

A carreata da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, foi interrompida após percorrer apenas duas das quatro  cidades da Baixada Fluminense previstas inicialmente.  Com o trânsito lento e alguns erros de roteiro, logo ficou claro que seria impossível cumprir a programação. A retomada da campanha no segundo turno acabou se restringindo a Duque de Caxias e São João do Meriti, duas cidades nas quais a candidata teve mais de 50% dos votos e Serra ficou em terceiro lugar.

A força política do governo Sérgio Cabral e o apoio dos prefeitos da região foram determinantes para a decisão de começar o novo turno pela Baixada.  Segundo o prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos (PR), os prefeitos da região vão propor uma reunião da base aliada de Dilma para unificar o discurso e trabalhar na eleição.

(Cecília Ritto, de Duque de Caxias)

21/08/2010

às 10:49

Serra vai caminhar ao lado de Zito, “rei da Baixada”

A caminhada tucana por Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, começou pontualmente às 10 horas neste sábado, mas sem a presença do candidato do PSDB à Presidência, José Serra – que, no entanto, é aguardado. Será a terceira vez que ele participa de um ato político no município.

A região é território do aliado José Camilo Zito, prefeito da cidade pela terceira vez. Conhecido como o “rei da Baixada”, Zito já ajudou a eleger a filha deputada federal, o irmão para prefeitura de Belforoxo e a ex-mulher para governar Magé.

Ao lado dele, Serra transformou Caxias em parada obrigatória durante sua campanha no Rio. Da última vez que arriscou fazer corpo a corpo em Nova Iguaçu, cidade da Baixada liderada por petistas, atraiu poucos militantes.

Milhares de pessoas acompanham a andança. O Hino Nacional foi executado e um pastor fez uma oração pedindo pelo “clã Zito”. “A vitória será nossa em nome de Jesus”, disse. Zito, auxiliado por um carro de som, pede votos para a mulher, Claise Maria, candidata a deputada estadual, e para a filha Andréia, que tenta se reeleger na Câmera dos Deputados.

(Por  Cecília Ritto)

14/08/2010

às 15:07

Serra visita Nova Iguaçu, reduto petista na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, é aguardado no bairro Ouro Preto, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Sua chegada está prevista para o meio da tarde. Será a primeira visita do tucano a este município, que tem cerca de 830 mil habitantes. Há uma certa expectativa sobre a forma com que os moradores irão recepcioná-lo, já que a localidade é um reduto petista.

O ex-prefeito Lindberg Farias (PT) – afastado do cargo para concorrer a uma cadeira no Senado – comandou Nova Iguaçu por seis anos e apoia a candidatura de Dilma Rousseff. No Rio de Janeiro, ele compõe a chapa do governador Sérgio Cabral, que tenta a reeleição pelo PMDB. Antes do estabelecimento dessa aliança, Lindberg articulava para disputar o governo do estado, mas desistiu ao saber que o seu partido formalizaria apoio à campanha de Cabral.

Lindberg filiou-se ao PT em 2001. Antes disso, passou pelo do PCdoB e PSTU, ambos de esquerda. O político participou do movimento das Diretas Já, que reivindicava eleições diretas para presidente, e, depois, do Caras-pintadas, cujo objetivo era derrubar o então presidente Fernando Collor de Mello. No governo de Fernando Henrique Cardoso, o candidato protestou contra as privatizações, através de mobilizações populares. Quando se candidatou à prefeitura de Nova Iguaçu, em 2004, começou a disputa com apenas 1% das intenções de voto e acabou vitorioso. Em sua reeleição, em 2008, Lindberg venceu com 65% dos votos, o que mostra a aprovação do petista na cidade.

31/07/2010

às 13:38

No RJ, Serra fala sobre problemas da Baixada Fluminense

Foto: Gilvan Barreto.

Sob sol forte, o candidato do PSDB à presidência, José Serra, caminhou na manhã deste sábado pelas ruas de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Como havia feito em sua primeira visita como candidato ao município, há um mês, Serra prometeu melhorar o transporte na Baixada e anunciou seus planos para a saúde: a criação de quatro ambulatórios de especialidades policlínicas, cada um com capacidade de 15 mil consultas por mês. “Falta um hospital regional no município”, afirmou.

O candidato voltou a falar da transformação do trem urbano em metrô de superfície – ideia que já tinha defendido em sua passagem pelo Ministério do Planejamento do governo Fernando Henrique Cardoso. Este metrô, explica, seria interligado com o Metro Rio, que cobre a capital fluminense. A falta de opções de transporte é um dos problemas históricos da Baixada Fluminense.

A caminhada pelas ruas de Caxias começou sem a presença de Serra, que chegou por volta das 10h30, uma hora depois do horário previsto.  Quando o presidenciável tucano foi anunciado, uma pastora já havia feito uma oração e o Hino Nacional havia sido executado. Quem comandava a cena desde as 9h30 era José Camilo Zito, prefeito de Duque de Caxias e conhecido como Rei da Baixada.

A andança partiu pelas ruas do bairro Doutor Laureano, principal reduto eleitoral do atual prefeito. Zito já estava preparado: passou protetor solar e seguiu adiante comandando a campanha tucana e tentando até organizar o trânsito – sem sucesso. Após três mandatos na prefeitura, o tucano conhece de cor os truques da política local e é um dos principais aliados de Serra para a campanha no estado. “Aí está o futuro presidente José Serra”, exclamou o prefeito, aplaudido. O candidato tucano distribuiu abraços, beijos, acenos e posou para fotos com moradores.

Já o candidato a vice Indio da Costa, mais tímido, transitou praticamente sem ser reconhecido pelo povo caxiense. Indio se limitou a distribuir panfletos enquanto caminhava entre as centenas de pessoas que acompanhavam o corpo a corpo e chegou a ficar ao celular em um dos momentos em que Serra parou para conversar com a população.

Índio da Costa transita tranquilamente nas ruas do Rio de Janeiro. Foto: Gilvan Barreto.

(Cecília Rito, do Rio de Janeiro)

26/05/2010

às 18:47

Serra viaja até o ‘Rei da Baixada’

(Fábio Motta/Agência Estado – José Serra no metrô do Rio de Janeiro, onde fez o trajeto Catete/Glória)

Depois de um corpo-a-corpo com eleitores no Largo do Machado e do encontro que teve no fim da tarde com o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, segue para o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A comitiva precisa vencer os mais de 30 quilômetros, na hora do rush, para chegar ao local do encontro com o prefeito José Camilo Zito – presidente do diretório estadual do partido.

Para quem não lembra, Zito é o prefeito que suspendeu a Parada Gay em seu município com a seguinte justificativa: “Aqui não tem veado e sapatão suficientes para passeata. Essa gente vem de fora para fazer baderna.” Para Serra, no entanto, ele é um aliado fundamental no Estado do Rio.

A reconstrução do PSDB no estado passa obrigatoriamente  por Caxias. Zito é um recorde de permanência tucana num estado onde governador e prefeito já passaram pelo partido e, hoje, apóiam a candidatura de Dilma Roussef. Sérgio Cabral ficou no PSDB de 1992 até 2002, quando se elegeu senador pelo PMDB, partido pelo qual se candidata à reeleição ao governo do estado. Eduardo Paes deixou o partido em 2007 para concorrer à prefeitura do Rio pelo PMDB. Enquanto isso, Zito permanece firme e forte no partido desde 1994.

Não bastasse essa fidelidade, corre na Baixada a lenda de que  Zito “elege até poste”. A fama não se fez sem fundamento. Ele está em seu terceiro mandato na prefeitura de Caxias. Em 2008, foi eleito no primeiro turno, com 53% dos votos válidos, quando enfrentava o candidato à reeleição pelo PMDB Washington Reis. Foi a partir de 1996, quando foi eleito prefeito pela primeira vez, que ganhou a fama de “Rei da Baixada”. E, se ainda não elegeu poste, sua força política pode ser atestada pelo que conseguiu transferir de prestígio à família: já  elegeu um irmão, Valdir, para a prefeitura de Belford Roxo; a mulher, Narriman, para governar Magé; e a filha, Andréa, deputada federal.

(Joao Marcello Erthal)

 

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