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Arquivo da categoria VEJA Acompanha Oposição

28/12/2010

às 17:02

Alckmin indica Bruno Covas para Meio Ambiente

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou na tarde desta terça-feira mais três secretários. O tucano Bruno Covas, deputado estadual mais votado de São Paulo, com 239.150 votos, foi escolhido para o Meio Ambiente. Com a saída de Bruno da Assembleia Legislativa, assume seu posto o suplente Cássio Navarro (PSDB). A partir de 15 de março, na nova legislatura, a vaga fica para o cantor do KLB, Leandro Scornavacca (DEM), que teve 62.398 votos e havia ficado para suplente.

A pasta era cobiçada pelo Partido Verde, que apoiou a candidatura de Alckmin no segundo turno, mas aos verdes restou a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos. Assume a área o deputado estadual Edson Giriboni. Marcio França, do PSB, fica com a pasta de Turismo.

Os nomes foram confirmados pelo governador por meio do Twitter. Ele faz o anúncio oficial, em entrevista coletiva no centro de São Paulo, também nesta terça, ao lado dos nomeados.

Com os nomeados desta terça-feira, chegam a 19 os indicados por Alckmin para compor o governo de São Paulo. Falta decidir os titulares da Agricultura, Cultura, Assistência e Desenvolvimento Social, Gestão Pública, Esporte e Lazer e Energia, além do secretário da recém-criada Gestão e Desenvolvimento Metropolitano. Alckmin não decidiu ainda se manterá a Comunicação como uma secretaria ou a transformará em uma coordenadoria. Ele prometeu fazer todos os anúncios até esta quinta-feira.

(Carolina Freitas)

06/12/2010

às 19:55

Aécio janta com Fernando Henrique em São Paulo

Aécio Neves segue seu roteiro político-gastronômico em São Paulo. Depois de dividir uma generosa porção de pescada grelhada com legumes com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, no almoço, o mineiro janta logo mais na casa do presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, no bairro de Higienópolis, na capital paulista.

No cardápio, articulações para a “refundação” do partido, principal bandeira de Aécio Neves. A ideia é começar cedo as conversas internas, para direcionar e fortalecer a atuação como oposição ao governo Dilma Rousseff, desde o primeiro dia de 2011.

Aécio e Alckmin saíram do almoço com um discurso alinhado, culpando “figuras de menor importância” pelos boatos de desunião entre os tucanos de São Paulo e de Minas Gerais e defendendo uma reciclagem nas propostas do PSDB.

O mineiro deixou claro que quer Fernando Henrique, José Serra, Tasso Jereissati na linha de frente dessa reformulação. Derrotado nas últimas eleições presidenciais, Serra é cotado para substituir o senador Sérgio Guerra na presidência do partido.

(Carolina Freitas)

08/11/2010

às 15:24

Alckmin quer renegociar dívida dos estados com Dilma

Após a primeira reunião com a equipe de transição, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, propos uma renegociação com o governo federal da dívida dos estados e municípios. O tucano quer juros mais baixos e um índice de indexação mais estável que o indicador de inflação IGP-DI, usado atualmente.

São Paulo deve à União 160 bilhões de reais, com prazo de pagamento até 2027. Para saldar esta dívida, gasta por ano 9 bilhões de reais, com juros de 6% ao ano mais IGP-DI, o que resulta em cerca de 10% ao ano.

O questionamento de Alckmin é que o indicador de inflação oscila e pode chegar, por exemplo, a 26%, como aconteceu antes da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2001. São Paulo pagou naquele ano 32% de juros de sua dívida.

“Imagine que você deva 100 bilhões de reais. Um ano depois você passa a dever 132 bilhões de reais sem fazer qualquer empréstimo”, afirmou o governador. “São Paulo está rigorosamente em dia. Não deve um centavo. Mesmo assim, quando chegar em 2027, vai ter um enorme saldo [devedor]. Nós temos de ter uma curva para que a dívida seja paga, não uma curva de dívida impagável.”

O governador sugere que o debate com o governo federal seja feito depois da presidente Dilma Rousseff e de os novos governadores assumirem seus postos, no início de 2011. “É necessário ter uma mesa de negociação entre quem deve, os estados e municípios, e o governo federal”, disse. “Não temos nenhuma proposta concreta. Estamos colocando uma questão que tem de ser discutida.”

Participaram da reunião, no gabinete de transição, no centro da capital paulista, os secretários estaduais do Planejamento, Francisco Vidal Luna, da Fazenda, Mauro Ricardo, e da Casa Civil, Luiz Antonio Marrey. Estava também presente o coordenador do processo de transição, o deputado federal Sidney Beraldo. Os secretários apresentaram a Alckmin pastas e planilhas sobre as finanças do estado.

(Carolina Freitas, de São Paulo)

08/11/2010

às 15:02

Alckmin: Serra participa do governo de SP se quiser

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira que a participação de José Serra em sua administração depende da vontade do próprio ex-candidato. Derrotado nas eleições presidenciais e sem cargo público, Serra tem futuro incerto na política.

Questionado sobre qual seria a participação de Serra em seu governo, Alckmin respondeu: “O Serra é um dos melhores quadros que nós temos na política brasileira, mas cabe a ele responder a sua indagação.” Ele disse ser um “imenso orgulho” para o PSDB ter Serra em seus quadros.

Com um sorriso de constrangimento, o governador encerrou a entrevista coletiva após ser questionado se convidaria Serra para compor sua equipe.

O secretariado de Alckmin começa a ser anunciado na próxima semana, por partes. O governador sinalizou mudanças no Palácio dos Bandeirantes. “A equipe do Serra é uma excelente equipe, mas é natural que num novo momento tenha gente nova.”

(Carolina Freitas, de São Paulo)

05/11/2010

às 18:43

Na França, Serra acusa Lula de populismo

José Serra fez nesta sexta-feira sua primeira aparição pública depois do discurso de derrota no domingo. Foi no sul da França que Serra ressurgiu. Em palestra no encerramento do 11º Fórum de Biarritz, dedicado a discutir a relação entre a América Latina e a União Européia, o tucano desferiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Aos participantes do fórum, Serra expôs ideias que, segundo ele, “não pode discutir como gostaria durante a campanha” eleitoral. Disse que o Brasil “é um país fechado ao exterior”, no qual “há um processo claro de desindustrialização”. Criticou o fraco investimento governamental e a alta carga tributária – como vem fazendo há anos.

Acusou Lula de fazer “um governo populista de direita em matéria econômica”, sem modelo próprio. Criticou ainda a falta de valores democráticos. “A democracia não é só ganhar eleições, é governar democraticamente.”

Houve alvoroço quando Serra apontou erro na relação do governo brasileiro como o Irã. Um membro da Fundação Zapata, do México, levantou-se da plateia e gritou: “Por que não se cala?”

(com EFE)

04/11/2010

às 21:51

Serra quebra recolhimento e viaja para o exterior

José Serra passou os últimos três dias entre leituras e conversas com interlocutores próximos. Pouco saiu de sua casa, de dois andares, em uma rua silenciosa do Alto de Pinheiros, na capital paulista. Recebeu raros correligionários e uma muito esperada visita dos netos, de quem sentiu muita saudades nas últimas semanas de campanha – lotadas de viagens. Aproveitou o tempo livre para adiantar a leitura de dois livros, ao mesmo tempo: a biografia da socióloga e amiga Ruth Cardoso, escrita por Ignácio de Loyola Brandão, e a autobiografia da professora Ignez Baptistella.

Um dos raros momentos de exposição aconteceu na segunda-feira à noite. Acompanhado do fiel escudeiro Aloysio Nunes, saiu em um carro de vidros escuros para jantar na casa do amigo e articulador político Andrea Matarazzo, no Morumbi.

Nesta quinta-feira, porém, resolveu quebrar a rotina de sossego. Embarcou, no final da tarde, para o exterior. Vai participar de um congresso, para o qual foi convidado antes de saber o resultado do segundo turno da eleição. Decidiu ir. Volta semana que vem.

(Carolina Freitas)

04/11/2010

às 17:15

Aécio diz ter orgulho do “guerreiro” Serra

Em sua primeira fala após a definição das eleições presidenciais, o senador eleitor por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) encheu José Serra de elogios. O mineiro chamou o candidato derrotado de guerreiro e disse ter orgulho do colega. “Serra defendeu com bravura as nossas bandeiras e deve deixar essa campanha de cabeça erguida, não com sentimento de derrota”, disse em entrevista coletiva após visitar o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG). “Todos nos orgulhamos muito do papel que ele desempenhou.”

Para Aécio, Serra deve continuar a figurar entre os principais líderes do PSDB. “Acho absolutamente natural que o governador Serra continue participando do processo político. Sempre haverá espaço para uma figura de sua dimensão.”

O mineiro minimizou o fato de não ter sito citado na lista de agradecimentos proferida por Serra após o resultado das eleições. “Devemos fazer política sempre com grandeza.” Ele contou ter conversado longamente com o paulista depois de saber da derrota.

Oposição - Aécio comentou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu atitude não raivosa da oposição em relação à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT). “Exerceremos uma posição responsável, absolutamente atenta e vigorosa na fiscalização das ações do Executivo, mas generosa para com o Brasil”, disse. “O presidente certamente poderá ficar tranquilo. Ele não verá no Brasil uma oposição como o PT fez em relação ao presidente Fernando Henrique.”

(Com Agência Estado)


 

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