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Arquivo da categoria VEJA acompanha Dilma Rousseff

30/11/2010

às 15:30

Campanha de Dilma deve mais de 27 milhões de reais

A campanha da petista Dilma Rousseff (PT) fechou as contas no vermelho, com um déficit superior a 27 milhões de reais. O PT deverá assumir a dívida da campanha – como prevê a legislação eleitoral – e vai propor ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pagamento em 12 parcelas. A campanha de José Serra (PSDB) também ficou endividada, mas o valor é três vezes menor do que o do PT: 9,6 milhões de reais.

O PSDB apresentou uma receita de 120 milhões de reais e um total de gastos de 129,6 milhões. Já o PT gastou no período de eleições 176,5 milhões de reais, sendo que a arrecadação foi de 148,7 milhões. A justificativa da tesouraria da campanha é de que o segundo turno não era esperado pela coligação e, com isso, os gastos tiveram que ser aumentados.

Os partidos entregaram a prestação de contas da campanha nesta terça-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tesoureiro do PT, José de Filippi Junior, reuniu-se com Dilma Rousseff nesta manhã na Granja do Torto para que a petista assinasse a documentação.

A área técnica do TSE pretende analisar a prestação da presidente eleita e de seu vice Michel Temer (PMDB) em oito dias. Quatorze servidores da Coordenadoria de Prestação de Contas Eleitorais e Partidárias (Coepa) do TSE e dois auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) vão emitir um parecer sobre as contas.

Doadores – Entre os grandes doadores da candidata Dilma Rousseff estão as construtoras Camargo Corrêa (8,5 milhões de reais) e Andrade Gutierrez (5,1 milhões de reais), o Itaú Unibanco (4,0 milhões de reais) e a companhia AmBev (2,0 milhões de reais). Os valores não incluem as doações ao partido, que podem ter sido repassadas para a campanha da presidenciável.

Boa parte dos doadores comuns, normalmente eleitores petistas, escolheu o número do PT – 13 – como valor para doação. O influente empresário Eike Batista doou 1,0 milhão de reais para a campanha de Dilma – mesmo valor doado para Serra.

As principais despesas da campanha petista foram com pessoal, transporte, segurança, publicidade, agências de viagens, hotéis, restaurantes, combustível e gráficas.

Os grandes doadores da campanha tucana foram o Itaú Unibanco (4,0 milhões de reais), as construtoras Camargo Corrêa (3,0 milhões de reais), Andrade Gutierrez (2,0 milhões de reais), Odebrecht (2,4 milhões de reais) e Queiroz Galvão (2,0 milhões de reais). O ex-presidente do Banco Central no governo FHC Armínio Fraga Neto doou 200 mil reais para José Serra.

Os gastos mais vultosos da campanha do PSDB foram com produção de programas de rádio  televisão e pagamento de pessoal.

(Luciana Marques, de Brasília)

12/11/2010

às 16:56

Farc comemoram eleição de Dilma Rousseff

O comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) comemorou a eleição de Dilma Rousseff (PT) como presidente do Brasil. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira no site da Agência de Notícias Nova Colômbia (ANNCOL), o comando das Farc elogia a eleição da “presidenta”. Os guerrilheiros classificam Dilma como “uma mulher ligada sempre à luta pela justiça”.

Os integrantes da organização dizem acreditar que a brasileira contribuirá para a paz e a união dos povos da América do Sul e lembram que ela se posicionou publicamente a favor de uma solução pacífica para o conflito colombiano. “A ascensão de Dilma à Presidência multiplicou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social.”

A nota é assinada pelo secretariado do Estado-Maior Central das Farc, datada de 1 de novembro, apesar de só ter sido publicada nesta sexta, e tem como endereço de procedência as “montanhas da Colômbia”.

Confira a íntegra da nota:

02/11/2010

às 15:37

Depois das queixas do PMDB, Temer vai ajudar a coordenar transição

O choro peemedebista fez efeito: Michel Temer (PMDB), vice-presidente eleito, será um dos coordenadores da equipe de transição da petista Dilma Rousseff. Em comunicado divulgado à imprensa agora à tarde, a assessoria de Dilma informou que a coordenação política do grupo terá, além de Temer, os outros três nomes que já eram aguardados: o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT), o presidente do PT, José Eduardo Dutra e o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Os trabalhos da comissão terão início na próxima segunda-feira, dia 8.

Segundo José Eduardo Dutra, Temer é o principal nome da comissão – que, oficialmente, tem uma missão eminentemente técnica. “Essa coordenação não vai discutir composição de governo. Fará um trabalho técnico que, naturalmente, tem uma componente política”, afirmou o presidente do PT. A divisão dos cargos no governo, diz ele, está sendo tratada em outra instância. “A discussão da composição de governo está sendo feita por meio de conversas minhas com partidos. E a presidente dará a palavra final”, afirmou.

O presidente do PT vai conversar com os 10 partidos que integram a coligação e buscar o diálogo com mais dois que não apoiaram formalmente a candidatura petista: o PP e o PTB. Dilma também encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o nome de seus indicados para o grupo encarregado de operar a transição.  São aproximadamente 30 técnicos – número que pode chegar a 50.

Na segunda-feira, um dia após a eleição, os peemedebistas se queixaram do pouco espaço dado a eles na formação do novo governo. Nesta terça, a petista se reuniu com Dutra, Cardoso e Palocci, em Brasília. Ela deve viajar nesta quarta-feira para descansar por alguns dias. O destino não foi informado pela assessoria da candidata.

(Gabriel Castro, de Brasília)

01/11/2010

às 22:14

Dilma discutirá saúde e segurança com governadores

A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) concedeu entrevistas a duas emissoras de TV na noite desta segunda-feira – Record e Globo. Na primeira delas, na Record, reafirmou um dos pontos centrais de seu discurso de vitória, no domingo – o de erradicar a miséria. “Todo mundo tem que perseguir essa meta”, disse, lembrando que o país tem 21 milhões de pobres, segundo dados do IBGE.

Dilma destacou que pretende buscar melhorias na qualidade da educação e da saúde. Afirmou que um de seus primeiros atos como presidente será “conclamar governadores para uma grande discussão sobre saúde pública e segurança”.

Imprensa – A presidente eleita voltou a defender a liberdade de imprensa, apesar de afirmar ter se sentido “prejudicada” em alguns momentos, em alusão a críticas. Ela também havia sido enfática ao mencionar a defesa da liberdade de imprensa no discurso de posse.

“Não cabe da parte de quem quer que seja qualquer nível de crítica tentando coibir o que a imprensa diz ou deixou de dizer. Isso não impede que eu me sinta prejudicada em alguns momentos”, declarou. “Eu prefiro as vozes críticas”. (Se forem confirmados os indícios de que o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, deixará o cargo, seria o primeiro sinal de que ela pretende cumprir o que diz).

Mulheres – Dilma admitiu que privilegiará nomes femininos para ocupar cargos, mas negou já ter escolhido ocupantes da área econômica. Ela garantiu manter os mesmos princípios adotados pelo governo Lula no setor. “Não brincaremos com inflação. É prudente que a gente mantenha a meta de inflação nos padrões vigentes”, declarou.

A presidente eleita comentou a preocupação sobre os rumos da economia dos chefes de estado que a ligaram nesta segunda-feira. “[Barack] Obama comentou comigo as dificuldades que ele tem pelo alto desemprego que afetam os Estados Unidos” afirmou.

Dilma considerou indevidas as recentes desvalorizações do câmbio em algumas moedas e afirmou que não deixará de acompanhar “com rigor todo esse processo de guerra cambial e de política de desvalorização de moeda que ocorre no mundo”. Dilma disse ainda que vai controlar os gastos públicos, mas manter gastos sociais e investimentos.

Na Record, Dilma contou a mesma história que encerrou seu discurso na convenção do PT, quando sua candidatura foi oficializada. Disse ter encontrado uma menina de 9 anos chamada Vitória no aeroporto que perguntou se uma mulher podia ser presidente. A petista, então respondeu: “Sim, mulher pode”. A frase ilustrou o discurso da vitória.

Choro – Ao Jornal Nacional, Dilma falou pela primeira vez que chorou muito depois de saber do resultado da eleição: “Fui chorando aos poucos, não chorei de uma vez só”. E comentou como se sentiu ao ser eleita: “Na hora que vem a notícia você está um pouco anestesiado e é preciso que o tempo passe para que você absorva todo o impacto. Não é uma notícia qualquer”.  E cometeu uma gafe : “Sou a única búlgara – entre aspas – para eles que teve um sucesso sem ser na Bulgária”.

Na entrevista, Dilma falou em nome de Deus, o que não fez durante o pronunciamento oficial de domingo: “Agradeço a Deus a oportunidade que ele me deu de participar do governo Lula”. Também no JN, Dilma reafirmou que fará uma transição técnica e disse que não irá adiantar nomes por enquanto. “Pretendo não fazer anúncios fragmentados, espalhados ou individualizados”.

As palavras da presidente eleita têm peso diferente agora. Não se trata mais de uma candidata que faz promessas de campanha. Agora ela passa a assumir compromissos com a sociedade. Que precisam ser cumpridos à risca.

(Luciana Marques)

01/11/2010

às 19:34

Dilma passa o dia em casa em Brasília; à noite, concede entrevistas a emissoras de TV. Descanso, só na quarta

O primeiro dia de Dilma Rousseff (PT) como presidente eleita foi dedicado a articulações políticas e ao descanso. A ex-ministra passou o dia em sua casa no Lago Sul, em Brasília, sem aparecer para falar com as dezenas de jornalistas que faziam plantão em frente a sua porta durante toda a segunda-feira.

De acordo com sua assessoria, ela deixou a residência no início da noite para participar de uma bateria de entrevistas a emissoras de TV – previamente marcadas. O Jornal da Record e o Jornal Nacional, da Rede Globo, fazem entrevistas ao vivo com Dilma. O apresentador William Bonner veio a Brasília exclusivamente para gravar nos estúdios da emissora na capital. Já as outras entrevistas, que incluem CNN e Band, acontecem no hotel Imperial.

Na terça ou quarta-feira, ainda não está definido, Dilma viaja para descansar e só retoma as atividades políticas no fim da semana. A assessoria não informa o destino e integrantes da cúpula de sua campanha a aconselharam a não comentar com ninguém sobre o destino, nem mesmo com eles. “A informação sempre acaba vazando”. No sábado, Dilma deve acompanhar a comitiva do presidente Lula para à África e seguir para a reunião do G-20, na Coreia do Sul.

Dia – Pela manhã, Dilma recebeu as pessoas mais próximas de sua campanha para o início das conversas sobre o grupo de transição de governo.

Por volta das 14 horas, com o fim da reunião principal, os deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Cardozo (PT-SP), o presidente do PT, José Eduardo Dutra (PT-SE), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT-MG) e Giles Azevedo, um dos assessores mais próximos de Dilma e cotado para ser seu chefe de gabinete, deixaram a residência da ex-ministra. Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, e Alessandro Teixeira, presidente da Apex, foram os únicos a permanecer na casa desde o início, no meio da manhã.

Após a reunião com os aliados – que não teve a presença de nenhum representante do PMDB de Michel Temer, vice de Dilma, a ex-ministra se dedicou a conversas telefônicas com líderes da América Latina e dos Estados Unidos. O presidente americano, Barack Obama, afirmou que deseja manter a série de ações conjuntas com o Brasil e elogiou o governo Lula.

Também parabenizaram Dilma pela eleição os presidentes Nicolas Sarcozy (França), Mauricio Funes (El Salvador), José Pepe Mojica (Uruguai), Felipe Calderón (México), Hugo Chávez (Venezuela), Sebastián Piñera (Chile) e José Sócrates de Sousa (primeiro-ministro português). O representante de Portugal foi quem mais emocionou Dilma, quando citou um verso da música do cantor Chico Buarque para dizer que a vitória da ex-ministra no Brasil provocou em Portugal “um cheirinho de alecrim”, em referência à música “Tanto Mar”.

Cansada da maratona de 119 dias de campanha e das comemorações da noite de domingo, Dilma escolheu ficar em casa o dia todo e receber as pessoas ali. Na reta final do segundo turno, Dilma já reclamava das agendas muito cheias – que incluíam três estados em um único dia – e das dores que a incomodam após uma torção mal curada do tornozelo. Nesta segunda, ela fez questão de descansar.

Depois de fazer as ligações e almoçar, a presidente eleita dormiu por algumas horas.

(Marina Dias, de Brasília)

01/11/2010

às 18:47

Dilma recebe ligação de Obama e outros presidentes

O telefone da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) não parou de tocar nesta segunda-feira. Presidentes de diversos países ligaram para a ex-ministra parabenizando-a pela eleição de domingo. Um dos telefonemas mais longos foi o do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Ele desejou manter a cooperação com o Brasil em questões de política internacional e referentes à energia.

Obama elogiou a conduta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou o papel do Brasil para a reconstrução do Haiti. O presidente norte-americano também desejou encontrar-se com Dilma o mais breve possível.

Dilma também se estendeu na conversa com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Desejaram ainda boa sorte para a presidente eleita os presidentes da Venezuela, Colômbia, Uruguai, El Salvador, México e Chile. No domingo, Dilma conversou com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais e coordenador da campanha do PT, Marco Aurélio Garcia, todos os presidentes convidaram Dilma para visitar cada país. Ela agradeceu os convites, mas dificilmente irá atender aos pedidos antes de tomar posse, no dia primeiro de janeiro. A petista deferá preocupar-se primeiro com a transição do governo.

Garcia informou que Dilma acompanhará o presidente Lula na reunião do G20 em Seul, na Coreia do Sul. No encontro, poderá iniciar conversas com representantes internacionais sobre questões como protecionismo comercial e políticas de câmbio.

(Luciana Marques, de Brasília)

01/11/2010

às 18:44

Suplicy é barrado na porta da casa de Dilma

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) passou por um constrangimento na porta da casa da presidente eleita Dilma Rousseff nesta segunda-feira. Ele chegou ao local com um vaso de orquídeas para entregar à petista, mas foi impedido por seguranças. A visita surpresa acabou em frustação.

Os assessores de Dilma informaram ao senador que ela estava descansando e recolheram as flores com a promessa de entregá-las à petista. “Queria dar um abraço de parabéns à extraordinária vitória da presidenta Dilma Roussseff”, lamentou Suplicy.

(Luciana Marques, de Brasília)

01/11/2010

às 16:40

Em vídeo, Lula cumprimenta Dilma com forte abraço

O blog oficial do Palácio do Planalto postou no Youtube um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizando pessoalmente a presidente eleita Dilma Rousseff pela vitória. A imagem foi gravada no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, em Brasília, na noite de domingo, após o resultado das eleições.

Com um forte abraço, tapinhas nas costas e beijos no rosto de Dilma, Lula congratula a eleita efusivamente: “Presidenta! Que Deus te abençoe. Valeu, valeu, valeu!”. No vídeo, aparecem ainda a primeira-dama Marisa Letícia e os coordenadores da campanha petista Antonio Palocci e José Dutra, além de assessores e familiares de Dilma.

(Adriana Caitano)

01/11/2010

às 14:55

Dilma define grupo de transição e prepara ministérios

A reunião da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) com seus principais assessores e aliados, em sua casa, em Brasília, terminou por volta de 14h. Apesar de informal, o encontro, que começou no meio da manhã, foi uma conversa para que fossem escolhidos os líderes do grupo de transição, cuja primeira reunião deve acontecer nesta sexta-feira.

O deputado federal Antonio Palocci e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel ficarão na linha de frente do grupo. Pimentel é amigo de infância da presidente, mas foi deixado de fora da campanha após a reportagem de VEJA que o apontou como organizador do grupo de inteligência para investigar a oposição. Seu retorno a um posto relevante ao lado de Dilma causa certa surpresa.

Os coordenadores da campanha petista José Eduardo Cardozo, deputado federal, e José Eduardo Dutra, ex-senador e presidente do PT, ficarão responsáveis pelas conversas com os aliados para definir os ministérios. Ambos têm experiência no Congresso, o que é um trunfo valioso na negociação com parlamentares da base.

A distribuição das pastas do governo será o maior obstáculo para a presidente a partir de agora. O PMDB, partido de seu vice, Michel Temer, é tradicionalmente sedento por cargos e deve pleitear grande espaço na nova gestão, já que tem a maior bancada do Senado, com 20 cadeiras, e a segunda maior da Câmara, com 79 (o próprio PT tem 88).

Além dos peemedebistas, Dilma terá de atender aos pedidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu maior cabo eleitoral. Deverá encaixar alguns petistas graúdos que foram derrotados nas urnas, como Aloizio Mercadante, que perdeu na disputa pelo governo de São Paulo. O senador é cotado para o Ministério do Planejamento.

Agenda - Após a reunião, Dilma Rousseff continua em sua casa com os coordenadores da campanha Marco Aurélio Garcia e Alessandro Teixeira. À tarde ela concede entrevista a emissoras de TV e fará ligações para chefes de estado da América Latina e para os presidente americano Barack Obama. Segundo assessores, ela viaja na quarta-feira para descansar, mas o destino não foi informado. A presidente deve retornar já no fim da semana para Brasília.

(Marina Dias, de Brasília)

01/11/2010

às 11:36

Vitória de Dilma: o telefonema de Serra

Durante seu discurso televisionado ao vivo para todo o Brasil, a nova presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), recebeu o telefonema do tucano José Serra. Como Dilma não poderia atender à ligação, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci colocou um bilhete discretamente em cima do púlpito da candidata alertando sobre o contato do adversário. Atrás dele, Cid Gomes (PSB), governador eleito do Ceará, cochichou que não era a hora de avisar sobre o assunto e a nova presidente devolveu o bilhete ao ex-ministro.

Pessoas próximas a Dilma acharam deselegante da parte de Serra telefonar em um momento que, naturalmente, Dilma não poderia atender. “Ele estava vendo que ela fazia um discurso de vitória. Estava na TV, não era hora de ligar”, disse uma delas.

Após sua fala de cerca de 25 minutos, Dilma subiu para uma das suítes do hotel Naoum, em Brasília, para comemorar com aliados e integrantes do staff de sua campanha e pediu para que retornassem a ligação ao tucano. A conversa? Meramente protocolar.

(Marina Dias, de Brasília)


 

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