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12/01/2011

às 18:17

Maquiavel, novo blog de política, está no ar

Entre abril de 2010 e janeiro de 2011, o blog VEJA nas Eleições acompanhou de perto os protagonistas e os principais fatos da corrida eleitoral – da disputa pelo Palácio do Planalto à sucessão nos estados.

Em nove meses, VEJA nas Eleições destacou-se na cobertura política. Foram quase 2.500 posts publicados em 46 categorias. Nesse período, ele teve mais de 2.550.000 acessos e quase 20.000 comentários de leitores aprovados.

Fechado o ciclo eleitoral, o blog cumpriu seu papel e voltará a ser atualizado no próximo pleito. A partir de agora, as notícias sobre o governo Dilma Rousseff e seus aliados, o desempenho dos governadores, a atuação da oposição e todos os bastidores da política estarão no novo blog de política do site de VEJA: Maquiavel. Boa leitura!

11/01/2011

às 12:41

Dilma vai se mudar para o Palácio da Alvorada em fevereiro

A presidente Dilma Rousseff adiou sua mudança para o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília, para a segunda quinzena de fevereiro. Dilma espera a conclusão de alguns reparos no palácio antes de levar seus pertences, que estão na Granja do Torto desde 15 de novembro, na mudança definitiva.

A presidente irá morar na companhia da mãe, Dilma Jane, e da tia Arilda, que viviam em Belo Horizonte. No Palácio da Alvorada haverá um quarto reservado à filha de Dilma, Paula Rousseff, com direito a um espaço para o neto da presidente, Gabriel, que nasceu durante a campanha e é uma de suas novas paixões.

(Marina Dias)

03/01/2011

às 15:42

A estreia de Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi presença ilustre em duas posses de colegas da Esplanada, nesta segunda-feira, em Brasília. Prestigiou a solenidade em que Fernando Pimentel foi oficializado no comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e esteve na cerimônia em que Paulo Bernardo assumiu o cargo do novo ministro das Comunicações.

A ausência de Mantega foi muito sentida – e comentada – na posse do novo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, no domingo. Sabe-se que Mantega e Palocci têm diferenças grandes desde o governo Lula.

(Marina Dias, de Brasília)

03/01/2011

às 13:42

Cardozo e Jobim discutem segurança nas fronteiras

O recém-empossado ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, marcou uma reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, esta semana, para discutir as ações de policiamento das fronteiras no Brasil. A Polícia Federal (PF) e as Forças Armadas têm diferenças crônicas no que diz respeito ao patrulhamento dos limites territoriais. O objetivo do encontro será, portanto, uma tentativa de iniciar as conversas para a integração entre PF e Forças Armadas.

Cardozo diz que se o estado brasileiro não agir unido, não haverá sucesso no combate ao crime organizado. Para aliados, demonstra confiança na iniciativa. O problema é que o ministro da Defesa não parece muito animado com mudanças profundas. Durante a posse de Cardozo, no último domingo, em Brasília, Jobim tinha a fisionomia sisuda durante toda a cerimônia. Quando o novo ministro o agradeceu pelos serviços prestados ao país até agora, permaneceu impassível.

Poder – Em agosto de 2010, o Senado aprovou um projeto de lei que deu mais poder às Forças Armadas, permitindo-lhe fazer a revista de pessoas e efetuar prisões em flagrante nas fronteiras do país, atividades exercidas antes apenas pela Polícia Federal. Dessa forma, o Ministério da Defesa não deve querer reduzir seu espaço. A conciliação deve ser um território áspero em que caminhará o novo ministro.

(Marina Dias, de Brasília)

02/01/2011

às 19:27

Poderia morrer pelo Lula, diz Gilberto Carvalho em sua posse como ministro

Gilberto Carvalho, em sua posse como ministro da Secretaria Geral da Presidência da República (Antonio Cruz/ABr)

O ex-seminarista Gilberto Carvalho não deixou de citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante seu breve discurso na cerimônia de transmissão de cargo para a Secretaria-Geral da Presidência, no fim da tarde deste domingo, em Brasília.

Emocionado, o ex-chefe de gabinete de Lula afirmou que deve sua vida ao ex-presidente. “Uma vez, quando voltei de um depoimento na CPI, o presidente havia adiado uma viagem para me esperar sentado na minha sala e disse: ‘Gilbertinho, vamos tomar uma cachacinha para esquecer tudo isso’. Por esse homem eu posso morrer”, declarou o novo ministro. Gilberto Carvalho depôs na CPI sobre o caso do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, assassinado em 2002.

A presidente Dilma Rousseff escolheu o discreto paranaense para comandar a Secretaria-Geral da Presidência exatamente para manter seu governo em contato direto com Lula. Além disso, ele será fundamental para intermediar o relacionamento do novo governo com os setores sociais e religiosos, uma das principais barreiras de Dilma. “Vou fazer essa ponte e lutarei até o último dia para acabar com a miséria do país”, declarou.

A cerimônia no Palácio do Planalto reuniu centenas de pessoas, entre deputados, senadores e autoridades. Estavam presentes os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo; do Planejamento, Miriam Belchior; da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Saúde, Alexandre Padilha, entre outros.

(Marina Dias, de Brasília)

02/01/2011

às 15:40

Cardozo defende asilo a Battisti concedido por Lula

O recém-empossado ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu neste domingo a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar abrigo ao terrorista italiano Cesare Battisti. Em entrevista coletiva após assumir o cargo, Cardozo descartou a possibilidade de uma crise diplomática com a Itália, que esperava a extradição do ativista. “Não tenho nenhuma dúvida de que o presidente Lula tomou a decisão correta e não acredito que haverá qualquer tipo de retaliação por parte do governo italiano, que é nosso irmão e tem relações amistosas com o Brasil há muitos anos.”

A transmissão de cargo no Ministério da Justiça foi bastante concorrida na manhã deste domingo, em Brasília – com nada menos que 400 convidados. O novo ministro tomou posse às 11h30 prometendo colocar o combate ao crime organizado como prioridade em sua gestão, além de desenvolver o pacto nacional de segurança e ações mais discretas da Polícia Federal, como havia adiantado em entrevista exclusiva ao site de VEJA.

O Salão Negro do Ministério da Justiça estava lotado, com presença de autoridades como senadores e deputados e até mesmo da delegação de El Salvador, com a primeira-dama Vanda Pignato, que é brasileira e amiga do novo ministro. Também prestigiaram a solenidade dezenas de integrantes da Força de Segurança Nacional.

Cardozo fez um discurso formal e, ao mesmo tempo, emocionante. Foi muito aplaudido quando saudou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O monoglota Luiz Inácio Lula da Silva falou no estrangeiro a língua da paz e ficou a anos-luz de líderes poliglotas que tivemos.” Quando citou a ex-prefeita de São Paulo e agora deputada federal eleita, Luiza Erundina (PSB), também foi efusivamente aplaudido. Na plateia, Erundina levantou-se, chorando, e agradeceu as palavras.

O único momento em que Cardozo chorou foi quando agradeceu o carinho e o companheirismo de sua ex-mulher, a procuradora Sandra Jardim.

O discurso que precedeu o do jurista, do ex-ministro Luiz Paulo Barreto, agora secretário-executivo da pasta, foi em tom de missão cumprida. “Deixamos pronto um plano de segurança para a Copa do Mundo em 2014, no Brasil, e tenho certeza de que o novo ministro manterá o caminho de fortalecimento institucional do ministério e estreitará ainda mais as relações com os estados e municípios”, afirmou Barreto.

Os ministros das Comunicações, Paulo Bernardo, da Saúde, Alexandre Padilha, da Pesca e Agricultura, Ideli Salvati, da Previdência Social, Garibaldi Alves, além do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), estavam presentes na cerimônia. O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) estava na primeira fila da plateia. O desafio dos novos ministros foi marcar presença ainda na cerimônia de transmissão de cargo do novo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que acontecia praticamente ao mesmo tempo, logo ao lado do Ministério da Justiça, no Palácio do Planalto.

(Marina Dias, de Brasília)

02/01/2011

às 2:45

Lula vira cidadão comum perturbando pacientes

Era para ser um festão, uma homenagem ufanista ao líder máximo, mas o frio, a garoa, o feriado e a presença da cúpula petista na posse de Dilma empanaram a chegada triunfal de Lula à sua residência, onde estacionou para exercer a condição de cidadão comum. Os planos do diretório do PT de São Bernardo do Campo incluíam a presença de até cinco mil militantes na frente do condomínio Hill House, na Avenida Prestes Maia, 1.501.

A maioria deve ter ficado em casa, assistindo à posse da primeira mulher presidente do Brasil. Quem não teve como arredar pé foram os pacientes do Hospital ABC, localizado ao lado. Eles suportaram a cantoria e o foguetório até perto da meia-noite, sem ter como pedir ajuda à polícia e à guarda municipal – que estavam ali só para deixar o ex-presidente em casa. Lula virou gente comum violando a Lei do Silêncio.

Mais sorte tiveram os vizinhos de condomínio. A maioria deve ter viajado no Ano Novo. Nos apartamentos da frente do prédio de quatorze andares, só em cinco deles luzes foram acesas em algum momento.

Havia devoção genuína na homenagem, o que não impediu o clima de fim de festa no frango com polenta. Por mais que o militante que assumiu o papel de mestre de cerimônias tentasse empolgar quem chegava com brados que começavam ou terminavam com “nosso eterno presidente” ou o “melhor presidente”, nem a venda refrigerantes e salgadinhos vingou. Os maiores consumidores da ambulante que vendia cachorros-quentes (R$ 5,00) eram agentes de trânsito e quem esperava o ônibus sentado no ponto da rua de baixo. Sorte, talvez, dada a inexistência de banheiros químicos. O plano inicial de colocar um telão exibindo trechos de “Lula, O Filho do Brasil”, também deu em nada. Problemas técnicos. Instalado às pressas em uma ladeira, havia até o risco do palco ceder. “Não vamos lotar lá em cima”, alertava Vanderlei Salatiel, presidente do diretório petista de São Bernardo, preocupado com o peso das autoridades.

A homenagem à Lula partiu do gabinete do prefeito petista Luís Marinho, que teve que passar a bola para o diretório do partido. O risco de um pequeno escândalo era grande, daí o improviso na agenda cultural. Sem contar Sérgio Reis, que deu uma canja com playback na chegada do amigo-autoridade, o resto era sertanejo de churrascaria mesmo. No quesito culto à personalidade, pré-adolescentes teleguiados ensaiaram – com embaraço – uma versão de A Montanha, de Roberto Carlos. Em vez de “Obrigado senhor/ Pela natureza”, “Obrigado Lula/ Pelos 15 milhões de empregos!!” Tratado o tempo todo como presidente em eterno exercício, coube ao próprio lembrar à platéia que Dilma é quem enverga agora a faixa presidencial.

Celebridade absoluta, teve que dar autógrafos, ganhou uma sidra (aberta no palanque para o deleite midiático), fez um discurso feminista e prometeu que vai para a África ajudar os pobres. Só não falou se vai levar junto os amigos que foram prestigiá-lo: Paulo Okamoto, José Genoíno e José Sarney. Cansado, Lula falou uns 15 minutos e atravessou a multidão e a rua até seu prédio. Disse que precisa pensar no que vai fazer da vida. Tá com jeito de que outra festa vem aí.

(André Vargas, de São Bernardo do Campo)

01/01/2011

às 22:23

Lula desembarca em São Paulo e visita Alencar

O ex-presidente Lula foi visitar o ex-vice-presidente José Alencar assim que desembarcou em São Paulo. Acompanhado pelo presidente do Senado, José Sarney, ele chegou no hospital Sírio-Libanês por volta das 9 da noite e ali permaneceu por aproximadamente uma hora. Alencar não compareceu à posse de Dilma Rousseff por recomendação médica.

Além de Alencar, Lula também conversou com Luiz Gushiken, que foi secretário de Comunicação de Governo em seu primeiro mandato e está internado no mesmo hospital. O ex-presidente deixou o hospital sem falar com os jornalistas.

Lula está a caminho de sua residência, em São Bernardo do Campo, onde é aguardado por um público de cerca de 2.000 pessoas. Ali, num palanque montado em frente do prédio onde mora, espera-se que ele faça um discurso e recebe a chave oficial da cidade.

(Natália Cuminale e Bia Ferrari)

01/01/2011

às 18:50

Confira a íntegra dos discursos de Dilma no Congresso e no parlatório

01/01/2011

às 16:35

Cores de Dilma Rousseff

Elas trocaram o pretinho básico pelas cores. Na primeira cerimônia da posse da presidente Dilma Rousseff, neste sábado, no Congresso Nacional, algumas convidadas e autoridades destacaram-se por deixar as cores sóbrias de lado para apostar em laranja, amarelo, lilás – e, claro, no vermelho do PT.

Foi de vermelho que a mãe de Dilma, Dilma Jane Rousseff, entrou no Congresso Nacional, pouco depois de 14h. Elegante, usava um vestido reto, abaixo do joelho. Os únicos detalhes eram dois laços nos ombros. Bolsa de mão e sapatos pretos, cabelos escovados e soltos, maquiagem discreta. Para arrematar, um colar de pérolas. O nervosismo era visível com a chegada da filha ao topo do Executivo.

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) resolveu ousar um pouco mais. De calça branca, chegou ao Congresso com uma chamativa blusa de babados, blaser do mesmo tom vermelho sangue. Nos pés, sapatos de bico fino, também vermelhos. Indagada sobre quem tinha cuidado do visual, não pestanejou: “Eu!”.

Bonitinho - Mas foi a senadora Marta Suplicy (PT-SP) que chamou mais a atenção ao chegar para a posse de Dilma. Nada discreta, desfilou com desenvoltura pelo Congresso usando um tailleur vermelho de  estampa quadriculada, sapatos vermelhos de verniz, colar e brinco de pérolas e bolsa vermelha tipo clutch  – carteira amada pelas fashionistas e antenadas.

Olhos meticulosamente marcados com lápis preto e sombra carregada, unhas esmaltadas de vermelho e batom em tom de rosa para contrastar completavam o visual.

Apesar da insistência, a senadora não quis dizer o nome do estilista. “Eu nunca falo porque sempre dá confusão. Mas é bonitinho, não é?”, limitou-se a dizer. A maquiagem foi de Celso Kamura, o mesmo que cuidou do visual de Dilma.

Pérola – Algumas mulheres ligadas à nova presidente resolveram adotar tons claros, como ela – que usou um vestido de cor pérola e blazer no mesmo tom, colar e brinco de pérolas, maquiagem discreta e cabelo escovado, como era esperado.

Foi o caso da jornalista Helena Chagas,  que comandou a assessoria de imprensa de Dilma na campanha e assume agora a Secretaria de Comunicação Social. A deputada Maria do Rosário (PT-RS), que ficou com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, foi na mesma linha. Ambas usavam tubinhos de cor clara.

(Mirella D’Elia, de Brasília)


 

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