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Arquivo da categoria São Paulo

31/10/2010

às 14:12

Temer se diz animado com possibilidade de vitória

O candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer, disse neste domingo, ao votar, que estava bastante animado. “A primeira animação é com o exercício da democracia, a segunda animação é a perspectiva da vitória”, afirmou, ao chegar à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na zona oeste de São Paulo, nesta manhã.

Segundo ele, Dilma também está animada. “Conversei com a Dilma e ela está animadíssima.” Temer, no entanto, ainda não falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre o possível impacto do feriado prolongado de Finados no índice de abstenção, o presidente da Câmara dos Deputados afirmou que “pode tirar votos na nossa chapa e na do outro candidato (José Serra, do PSDB)”. “É uma igualdade de perdas.” Temer informou ainda que seguiria para Brasília, onde acompanharia a apuração.

Marta Suplicy – A senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP) desconversou neste domingo sobre a possibilidade de assumir algum ministério em um possível governo Dilma. “Espero cumprir (o mandato). Estou animada e achando que é um grande um desafio.”

A senadora eleita votou pouco antes do meio-dia em um colégio da zona sul de São Paulo, ao qual chegou a pé, sozinha e apenas com o RG em mãos.

Sobre a questão do aborto, ela disse que esse assunto “terá de ser discutido em algum momento”, mas não entrou em detalhes.

(Com Agência Estado)

04/10/2010

às 1:09

Serra diz não estar surpreso com 2º turno e parabeniza Marina

Ao falar pela primeira vez após saber que vai disputar o segundo turno com a candidata do PT, Dilma Rousseff, em 31 de outubro, o candidato do PSDB, José Serra, demonstrou mais emoção e entusiasmo do que fez durante a maior parte da campanha. Estava sorridente e bem humorado no pronunciamento, na noite deste domingo, em São Paulo. Tom oposto ao de Dilma, nitidamente cansada e aparentando desânimo, ao falar, em Brasília, também na noite deste domingo.

Apesar do placar apertado que levou a eleição para o segundo turno, o tucano disse não estar surpreso com o resultado das urnas. Em discurso de 20 minutos, parabenizou Marina Silva (PV) e apenas citou o nome de Dilma Rousseff (PT), sua adversária nesta segunda etapa da eleição.

“Hoje estou muito feliz, minha felicidade agora é imensa, mas não estou surpreso, porque sabia a força que o povo iria me dar no Brasil”, disse a cerca de 500 militantes tucanos, reunidos em uma festa na zona oeste da capital paulista. “Queria congratular Marina Silva pela votação expressiva. Essa grande senadora do Acre contribuiu para o jogo democrático no Brasil e aproximou da política tantos jovens.”

Críticas – À Dilma, Serra reservou críticas. Depois de encerrar a campanha dizendo que a ex-ministra foi a que “mais se escondeu” dos eleitores, o tucano disparou: “Na campanha e na vida pública não escondi nada. Não tenho nada guardado em cofre, nada secreto. Tenho posições claras e uma única cara.” Bem humorado, o candidato brincou dizendo que sua esposa achava sua “única cara” bonita – ele costuma responder aos que o tacham de carrancudo que tem uma “cara” só . Foi surpreendido com um beijo de Monica Serra na bochecha.

O tucano mostrou disposição e garantiu uma campanha “de braços dados, cabeça erguida e coração leve”. Ao deixar o palco, prometeu ir a todos os debates do segundo turno. “Espero que agora tenhamos tempo para fazer um debate de maior qualidade, com mais tempo para respostas e com temas completos”, disse em rápida entrevista.

Após cortejar Marina Silva, Serra fez um convite: “Quero aqui fazer um chamado aos partidos, aos políticos e aos brasileiros e brasileiras do bem. Vamos juntos agora, em outubro, construir um País melhor, porque o Brasil pode ficar muito melhor do que já está.”

O candidato a vice-presidente na chapa tucana, Indio da Costa (DEM), foi mais direto. “Temos várias opiniões a respeito da vida, da liberdade de expressão, do direito de propriedade e do direito individual que têm tudo a ver com o que a Marina pensa”, disse em entrevista após a comemoração.

Serra insistiu na importância das instituições democráticas para o país e renovou o compromisso de lutar por elas. “Vamos à luta e à vitória com os mesmos ideais democráticos que nos trouxeram até aqui”, discursou. “Vamos defender a integridade das instituições, lutar incondicionalmente pela liberdade de imprensa.”

Ao final da fala, Serra pediu, emocionado, um minuto de silêncio em homenagem a Aécio Cunha, que morreu na tarde deste domingo. O ex-deputado era pai do senador recém-eleito Aécio Neves (PSDB). Nesta segunda-feira Serra deve ir a Minas Gerais acompanhar o velório de Cunha.

Aloysio Nunes (PSDB) discursou pouco antes de Serra e lembrou uma figura que acabou esquecida na campanha do presidenciável: Fernando Henrique Cardoso. O ex-presidente chegou a gravar um depoimento em prol de Aloysio, que foi ao ar na televisão, mas acabou sendo dispensado da campanha de Serra. Entre sorrisos, o senador recém-eleito agradeceu aos eleitores e prometeu, amanhã mesmo, sair em campanha para eleger Serra presidente.

Apoio – O governador eleito de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, também assumiu o microfone . Animado, pediu votos para Serra.
“Estamos aqui, a partir de hoje, para arregaçar as mangas, suar a camisa e fazer o máximo e o máximo que podemos fazer neste momento é eleger José Serra”, discursou.

Além de Serra, Alckmin dividiu o palanque com o atual governador do estado, Alberto Goldman, que assumiu a vaga quando Serra renunciou ao cargo para participar da disputa presidencial, o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), o vice na chapa de Serra, Indio da Costa e Andréia Quércia, filha de Orestes Quércia, que desistiu da candidatura ao Senado por problemas de saúde.

(Carolina Freitas, Domitila Becker e Bruno Abbud, de São Paulo)

03/10/2010

às 11:38

Alckmin vota ao lado de sua esposa e sua filha

Geraldo Alckmin (PSDB-SP), candidato ao governo de São Paulo, chegou ao Colégio Santo Américo, no bairro do Morumbi, por volta das 11h acompanhado de cerca de dez carros de segurança, que impediram, durante todo o trajeto, a aproximação de outros veículos. O tucano chegou acompanhado pelo governador do estado de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB-SP), pelo prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP) e pelo vice em sua chapa, Afif Domingos (DEM-SP).

Ao chegar, após se desvencilhar da agitação na porta da instituição, Alckmin concluiu a votação às 11h17 ao lado de sua esposa e sua filha, que votam nesta mesma seção eleitoral. Agora, o candidato concederá uma pequena entrevista aos jornalistas.

(Bruno Abbud, de São Paulo)

03/10/2010

às 10:53

Lula está otimista com vitória de Dilma no 1º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou às 9h30 na Escola Estadual João Firmino Correa de Araújo, em São Bernardo do Campo (SP). Declarou estar otimista com uma vitória já no primeiro turno de sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff. Contudo, vê com tranquilidade a possibilidade de um segundo turno. “São apenas 30 dias de diferença”, declarou.

Ele estava acompanhado da mulher Marisa Letícia; do prefeito da cidade, Luiz Marinho (PT-SP); do candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Aloizio Mercadante; e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy (PT-SP) e Netinho de Paula (PCdoB).

Segundo informações da assessoria de comunicação da Presidência da República, Lula deverá seguir agora para Brasília.

O presidente afirmou que este é um “momento extraordinário para a consolidação da democracia”. Questionado sobre seus planos para os próximos anos, Lula disse que, ao finalizar o mandato, voltará para sua casa em São Bernardo do Campo e trabalhará com a política na mesma região.

“Penso que, depois que a gente passa pela Presidência, é preciso ter um sossego na vida. O importante é terminar o governo bem; concluir todas as obras; deixar o Brasil mais preparado, com crescimento econômico”, afirmou.

(Natalia Cuminale, de São Bernardo do Campo)

03/10/2010

às 10:44

Geraldo Alckmin à espera da votação

Toda a imprensa está reunida na frente do prédio onde reside o candidato a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), no bairro do Morumbi.

Ele deve sair a qualquer momento de seu apartamento junto com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM-SP), o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB-SP),  e correligionários.

Alckmin votará no Colégio Santo Américo, que também fica no Morumbi.

(Bruno Abbud, de São Paulo)

30/09/2010

às 7:47

SP: Vantagem de Alckmin cai, mas ele ainda venceria no 1º turno

O candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, manteve-se na liderança das intenções de voto, mas sua vantagem em relação a Aloizio Mercadante, do PT, caiu 6 pontos porcentuais. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira aponta Alckmin com 49% das intenções de voto, ante 27% de Mercadante.

Considerando-se apenas os votos válidos, Alckmin caiu de 57% para 54% e Mercadante subiu de 26% para 29%. Ainda assim, o candidato do PSDB venceria a eleição no primeiro turno. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Os outros candidatos mantiveram-se estáveis em relação à pesquisa anterior, realizada nos dias 21 e 22 de setembro. Celso Russomanno (PP) segue com 9%, Paulo Skaf (PSB) tem 4% e Fabio Feldmann (PV) 1% das intenções de voto. Os demais concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes não pontuaram.

Segundo turno – Em um eventual segundo turno, Alckmin venceria Mercadante por 57% a 36%. Na última pesquisa a vantagem era maior: 60% para o tucano contra 32% do petista.

27/08/2010

às 9:39

Datafolha: Alckmin tem 54% das intenções e venceria no 1º turno

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra que o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, venceria as eleições no estado no primeiro turno. O tucano manteve os 54% das intenções de voto da pesquisa anterior, ante 20% do candidato do PT, Aloizio Mercadante.

Já Celso Russomano, do PP, perdeu quatro pontos porcentuais e está com 7% das intenções de voto. Paulo Skaf (PSB) subiu um ponto e tem 3%. Fábio Feldmann (PV), Paulo Búfalo (PSOL) e Mancha (PSTU) aparecem com 1% das intenções de voto cada um. Os candidatos Igor Grabois (PCB) e Anaí Caproni (PCO) foram citados, mas não conseguiram alcançar sequer 1%.

Em um eventual segundo turno, Alckmin teria 62% dos votos, ante 29% de Mercadante. A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 24 de agosto com 2.088 eleitores em 59 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 25.451/2010.

Rio – A pesquisa Datafolha mostra que o candidato do PMDB, Sérgio Cabral, continua na liderança, com 56% das intenções de voto. Enquanto o peemedebista perdeu um ponto porcentual em relação ao último levantamento, Fernando Gabeira, do PV, subiu três e tem 17%. Os candidatos Peregrino (PR), Cyro Garcia (PSTU) e Eduardo Serra (PCB) aparecem com 2% das intenções de voto cada um. Jefferson Moura, do PSOL, tem 1%.

Votos em branco, nulo ou nenhum somam 9%. Os eleitores que não sabem em quem votar são 12%. Foram ouvidos 1.274 eleitores, em 30 municípios fluminenses. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Minas Gerais – O candidato de Aécio Neves, Antonio Anastasia (PSDB), subiu 12 pontos porcentuais em tem agora 29% das intenções de voto. Mas a liderança segue com o candidato do PMDB, Hélio Costa, com 43%. Os candidatos Fabinho (PCB), Vanessa Portugal (PSTU), Luiz Carlos (PSOL), Zé Aparecido (PV) e Edilson Nascimento (PT do B) marcaram 1%. Pepê (PCO) não pontuou.

O total de eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo chega a 7%. Os indecisos são 16%. Foram entrevistados 1.261 eleitores em 52 cidades mineiras.

24/08/2010

às 20:03

Com registro negado, tesoureiro de Dilma nega problemas

A assessoria de imprensa do tesoureiro da campanha da presidenciável petista Dilma Rousseff, José de Filippi Júnior, emitiu nota se opondo à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo que rejeitou a candidatura dele a deputado federal pelo PT.

Segundo a assessoria, ” todos os documentos necessários para o registro da candidatura de José de Filippi Júnior à Câmara Federal foram entregues dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral”. Ainda de acordo com o texto, os advogados de Filippi estão em contato com o TRE para resolver a situação.

Ficha suja - Condenado por improbidade administrativa quando era prefeito de Diadema, no ABC paulista, José de Filippi conseguiu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um efeito suspensivo que garantia a continuidade de sua candidatura. Mas teve o registro negado nesta segunda-feira (23) por outro motivo: o candidato não apresentou todas as certidões criminais à Justiça Eleitoral.

(Gabriel Castro, de Brasília)

24/08/2010

às 18:45

PT: mudança no programa de TV de Mercadante pegou bem

As mudanças no programa de TV de Aloizio Mercadante, candidato petista ao governo de São Paulo, tiveram efeito positivo. Isso é o que dizem dirigentes da campanha, que afirmam que o programa exibido na noite desta segunda-feira causou boa impressão entre os eleitores do PT mas, principalmente, entre os que votam em Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano, principal adversário de Mercadante, aparece nas últimas pesquisas com 54% das inteções de voto, contra 16% do senador. “Alguns eleitores disseram que vão parar para pensar melhor sobre o voto depois de verem o programa”, disse um dirigente do PT.

A campanha de Mercadante preparou uma pesquisa qualitativa que foi feita com seis grupos de pessoas – no interior e na capital paulista – durante a exibição do horário eleitoral gratuito. Os eleitores não sabem quem contrata a pesquisa e expressam suas opiniões sobre o que estão assistindo.

O programa do petista falou sobre educação e trouxe as principais propostas do candidato na área, como o fim da aprovação continuada, o combate ao tráfico de drogas nas escolas e o investimento em escolas técnicas de qualidade. Para Mercadante, as que existem atualmente pagam mal os professores e os alunos de baixa renda não conseguem vaga nas melhores insituições.

Mercadante apareceu falando em tom simpático – o candidato é, geralmente, mais sisudo durante seus discursos. Foram também utilizados depoimentos de personagens, para dar mais emoção ao programa. O presidente Lula apareceu – é claro – para pedir votos ao petista, dizendo que confia em Mercadante e que ele será um bom governador para São Paulo. “Lula sempre pega bem”.

A ideia é que os próximos programas de TV mantenham essa fórmula mais emotiva e simpática, sempre com Lula e com a apresentação de propostas de forma mais didática para os eleitores. Petistas acreditam que o efeito pode demorar um pouco para aparecer nas pesquisas, mas o objetivo é acirrar a disputa e levar Mercadante para o segundo turno.

Punição - Na última segunda-feira, o juiz Luís Francisco Aguilar Cortez, da Justiça Eleitoral de São Paulo, tirou 51 segundos do horário eleitoral na TV de Aloizio Mercadante. O juiz considerou que houve desvio de foco na propaganda dos candidatos a cargos proporcionais (Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa) para promover o petista, o que é proibido pela legislação eleitoral. Cortez já havia reduzido 33 segundos do senador também por invasão de espaço.

Nesta terça-feira, os candidatos que disputam o governo de São Paulo participam de um debate na TV Gazeta, a partir das 23h.

(Marina Dias)

17/08/2010

às 15:52

Para Mercadante, imprensa dá pouco espaço para campanha em SP

“A campanha começa agora”, disse o candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, após debate realizado pela Folha/UOL nesta terça-feira, na capital paulista. Segundo o senador, a imprensa dá pouco espaço para a campanha estadual. “Todo dia tem matéria da campanha presidencial. A imprensa tem certo silêncio sobre a eleição em São Paulo”, declarou o petista.

Para alavancar a candidatura do petista em São Paulo, o presidente Lula deve reforçar a agenda no estado e aparecer diretamente no programa eleitoral pedindo votos para o senador. “Assim, começamos a criar um espaço de discussão. Tive 32% dos votos em 2006 e tenho certeza de que estaremos melhor este ano, em que minha aliança de partidos é muito maior”, disse o candidato do PT. O objetivo de Mercadante é chegar ao segundo turno contra o tucano. “Aí é sou eu e ele. E viramos o jogo”.

Para Mercadante, com o programa eleitoral na TV e no rádio, seu desempenho nas pesquisas de inteção de voto deve subir. Ele aparece com 16%, contra 54% de Geraldo Alckmin (PSDB).

(Marina Dias, de São Paulo)


 

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