Blogs e Colunistas

Arquivo da categoria Paraná

03/10/2010

às 19:31

Gleisi e Requião: senadores pelo Paraná

Gleisi Hoffman, do PT, e Roberto Requião, do PMDB, foram eleitos senadores pelo estado do Paraná. A candidata petista teve 29,44% dos votos apurados; Requião, 24,79%.

Gustavo Fruet, do PSDB, ficou logo abaixo dos dois, com 23,16%.

03/10/2010

às 19:19

Beto Richa é o novo governador do Paraná

O site do TSE aponta que o Paraná, com 96% das urnas apuradas, elegeu Beto Richa, do PSDB, como novo governador, com 52,64% dos votos computados até agora.

Osmar Dias, do PDT, ficou em segundo lugar, com 45,42% dos votos.

29/09/2010

às 22:13

Beto Richa, candidato ao governo do PR, censura imprensa e impede divulgação de pesquisas


Em recorrentes decisões que ferem a própria Constituição, o judiciário tem restringido a liberdade de expressão no Brasil. Nas últimas semanas, diversas decisões desse tipo beneficiaram o candidato ao governo do Paraná Beto Richa (PSDB). Por cinco vezes, institutos de pesquisa foram impedidos de divulgar levantamentos eleitorais que, em princípio, trariam resultados desfavoráveis ao candidato tucano. As decisões acabaram por atingir também publicações e blogs que faziam referência a tais pesquisas – ainda que sem esmiuçar seus resultados. Nesta quarta-feira, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou a ação do ex-prefeito de Curitiba.

O veto de Richa à divulgação de resultado de pesquisas começou no dia 17 de setembro, quando o Datafolha publicou a primeira pesquisa que indicava um empate técnico entre ele, que antes estava à frente, e Osmar Dias (PDT). O candidato do PSDB entrou com pedido de liminar no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para que o levantamento seguinte, que começaria no dia 21, fosse proibido. O argumento é de que o instituto não informou o sexo e a faixa etária dos entrevistados entre os critérios de amostragem. No dia seguinte, usando justificativa parecida, Beto Richa representou contra a pesquisa do Ibope e, em seguida, contra o Vox Populi. Foi atendido em todas as solicitações.

Na última terça-feira, a coligação tucana pediu liminar mais uma vez contra outra sondagem do Datafolha, que seria concluída nesta quarta, e a do Instituto Brasil, a ser finalizada na quinta. Mais uma vez o TRE atendeu ao pedido de Richa e proibiu qualquer divulgação dos dados. Os institutos rebateram a acusação, afirmando que “as proporções do universo pesquisado estão previstas na amostra, não sendo necessário nenhum tipo de ponderação, quanto a gênero, idade, escolaridade e renda familiar”.

Reação – Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) expressou, nesta quarta, discordância da decisão do TRE e disse considerar “medidas judiciais dessa natureza como censura prévia e violação ao princípio da liberdade de  expressão assegurada pela Constituição Federal”. A associação acrescenta ainda que “o intuito de subtrair à opinião pública informações sobre o andamento da disputa eleitoral fica evidenciada pelo fato de que as edições anteriores das mesmas pesquisas, enquanto apontaram vantagem do reclamante, não foram por ele questionadas”.

Na terça, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, comentou o caso em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo: “A decisão transforma o Paraná em um sombrio laboratório da classe política em seu anseio de reservar essas informações apenas para consumo próprio. Aos eleitores, cobaias da desinformação, oferecem em troca a boataria das porcentagens”.

Blog – No fim de agosto, após solicitação do tucano, o TRE-PR exigiu a retirada de uma notícia do Blog do Esmael que criticava Richa, exibindo uma foto do candidato com barba semelhante a do adversário Osmar Dias. Nesta terça, o tribunal também proibiu o mesmo blog de noticiar qualquer informação que indique o candidato do PDT à frente do tucano nas pesquisas de intenção de voto no estado. O site político faz oposição ao candidato tucano e reproduziu informações sobre a virada de Dias, sem citar um levantamento específico. Após denunciar a censura em seu blog, o jornalista Esmael Morais foi alvo de mais um curioso processo de Richa: ele pede direito de resposta ao considerar ofensiva a informação de que estaria cerceando a imprensa. O pedido ainda não foi analisado pelo tribunal.

(Adriana Caitano)

04/08/2010

às 14:18

Osmar Dias: “Nosso projeto será o vencedor”

O apoio do senador Osmar Dias, candidato do PDT ao governo do Paraná, foi disputado tanto pelo tucano José Serra como pela petista Dilma Rousseff. Ambos tentaram atrair o senador para sua base aliada, com propostas que foram de uma candidatura ao governo com um vice petista, apoiado pelo PT, até ser candidato ao Senado, com apoio do PSDB.

Entretanto, depois de longas conversas com o presidente Lula – que viu necessidade de interferir nas negociações -, Osmar Dias decidiu ficar ao lado do PT e do PMDB e lançar sua candidatura ao governo do Paraná. Sua chapa conta ainda com o ex-governador do estado, Roberto Requião (PMDB), e Gleisi Hoffmann (PT), que disputam vaga no Senado.

Em entrevista exclusiva a VEJA.com, o agora candidato explica porque não ficou ao lado de Serra e como se deu o acordo com o PT. “Sempre recebi muito bem os tucanos para conversar, porque sou civilizado, sou político e sou republicano”. No entanto, explica o pedetista, seu partido “rechaçou” a possibilidade de uma aliança com os tucanos. Sobre seu adversário, o candidato do PSDB Beto Richa, à frente dele cinco pontos percentuais nas pesquisas de intenção de voto, o senador afirma que o “nosso projeto [em parceria com Dilma Rousseff] será o vencedor”.

TEMAS TRATADOS NESTA ENTREVISTA:

- Osmar Dias diz que é da base do governo desde o início do segundo mandato de Lula e que foi o PSDB quem mostrou interesse em tê-lo em sua chapa (00:40)

- O irmão de Osmar Dias, o também senador Álvaro Dias (PSDB), foi cogitado para ser vice de José Serra. O pedetista explica se o fato influenciou ou não na sua decisão de ser candidato ao governo do PR (1:11)

- O candidato explica quais serão suas estratégias para vencer o tucano Beto Richa nas eleições de outubro (1:44)

- Osmar Dias comenta as acusações tucanas de que ele teria ligações com o MST e o PT e Dilma com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) (2:14)

- O candidato fala sobre as reivindicações dos pequenos produtores rurais que levou ao presidente Lula (3:17)

- Osmar Dias explica como a chapa do governo no Paraná deve ajudar Dilma Rousseff a tirar a diferença de votos que José Serra tem na região (3:59)

(Marina Dias)

28/07/2010

às 16:44

Antes de comício, Lula faz reunião com Dilma e Osmar Dias

Lula chega ao Paraná no fim da tarde desta sexta-feira para uma reunião reservada com o senador Osmar Dias (PDT), candidato ao governo do estado, e Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência da República. Dias quer fazer algumas reivindicações ao presidente, principalmente no que diz respeito à agricultura paranaense.

Atrair o pedetista para a base aliada não foi fácil para Lula. Por diversas vezes, Dias titubeou para decidir de que lado ficaria e chegou a cogitar apoio ao tucano José Serra, principal adversário de Dilma na disputa pelo Planalto. É bom Lula escutar o que ele tem a dizer.

Na última semana, o candidato do PDT ao governo esteve em algumas cidades do interior do Paraná e ouviu diversos produtores de trigo, que reclamaram do preço mínimo do grão – derrubado constantemente pelo governo. “O preço mínimo do trigo já era baixo e o governo reduziu ainda mais. O senador se comprometeu a cobrar o presidente Lula sobre essa questão”, afirmou pessoa próxima a Osmar Dias.

As agendas de Lula e Dilma irão propositalmente se cruzar nesta semana. Na quinta-feira, Lula participa em Porto Alegre (RS) de um comício com Dilma e Tarso Genro, candidato do PT ao governo do estado. Na sexta-feira, haverá a reunião em Curitiba (PR) e, no sábado, um comício na capital paranaense para celebrar a candidatura da petista.

(Marina Dias)

08/07/2010

às 17:08

PT ofereceu ministério para peemedebista desistir de disputa no Paraná

No dia 30 de junho, o atual governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), anunciou que não concorreria a nenhum cargo nas próximas eleições. Estratégica, sua retirada ajudou o PT, o PDT e o PMDB a costurar uma aliança estadual. O senador Osmar Dias, do PDT, tornou-se candidato ao governo e acolherá Dilma Rousseff em seu palanque. Na disputa pelo Senado, os concorrentes da chapa passaram a ser o ex-governador Roberto Requião (de quem Pessuti foi vice) e a petista Gleisi Hoffmann. Só Pessuti pareceu não ganhar nada. VEJA.com apurou que não foi bem assim.

O governador ganhou uma promessa: a de que será ministro dos Esportes num eventual governo Dilma. Será um cargo de relevo nos próximos anos. O ministério vai tocar por boa parte das obras da próxima Copa do Mundo. Pessuti viajou na madrugada desta quarta-feira à África do Sul. Oficialmente, foi participar da celebridade de lançamento da Copa do Mundo de 2014, depois do encerramento da atual. Agora se sabe de outro motivo para a viagem: torcer por si próprio.

Costura – A retirada de Pessuti da campanha começou a ser costurada uma semana antes do anúncio.  O governador do Paraná teve longas conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia 22 de junho, ele e Osmar Dias se reuniram, de madrugada e em Brasília, com os presidentes nacionais do PT, José Eduardo Dutra, do PDT, Carlos Lupi, e do PMDB, Michel Temer. Foi um momento decisivo para o desenho da aliança que se consumaria mais tarde – causando inclusive um estrago nos planos do candidato presidencial tucano José Serra, que esperava contar com o apoio de Dias no Paraná.

Um dos que mais fizeram pressão para que Pessuti não disputasse nenhum cargo em 2010 foi Roberto Requião. Ele queria que Osmar Dias fosse candidato ao governo e não ao Senado – para facilitar sua própria campanha. Pessuti não engoliu a manobra. Esta semana, o governador começou a expurgar de sua administração os apadrinhados do ex-governador. Na terça-feira, confirmou que pediu a Lúcia Arruda, irmã de Requião, que entregasse o cargo de presidente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar).

Também foram demitidos o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e outros dois diretores da estatal, Paulo Marques (Diretor Administrativo Financeiro), e Lino Antonio de Campos Gomes (Diretor de Produção). Outro demitido foi o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Washington Rosa. Todos eram homens de Requião.

(Fernando Mello)

18/06/2010

às 19:36

Osmar Dias pede autorização para se coligar com PSDB no PR

A indefinição no Paraná continua. No entanto, novos fatos deram uma apimentada na disputa entre PT e PSDB pelo apoio do senador Osmar Dias e de seu partido, o PDT, para as eleições estaduais deste ano. De acordo com tucanos, Dias encaminhou na tarde desta sexta-feira ao diretório nacional do PDT uma proposta formal de coligação com o pré-candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa. A cópia da carta foi entregue também ao tucano pelo deputado Augustinho Zucchi, que assina o ofício junto com Dias, e pelo prefeito de Bandeirantes, Celso Benedito da Silva.

Na carta, o senador do PDT reivindica uma vaga de vice na chapa tucana ao governo e uma das duas vagas ao Senado, que seria preenchida por ele, desistindo, assim, de se candidatar ao governo. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, porém, afirmou que as negociações ainda estão em andamento e que uma reunião foi marcada para a próxima segunda-feira, em Brasília, para definir o destino das chapas no estado. Dessa reunião, devem participar Dutra, Dias, Michel Temer – presidente do PMDB e vice na chapa da petista Dilma Rousseff à Presidência -, além do governador do Paraná Orlando Pessuti (PMDB).

Para a reunião, espera-se que haja um acordo – reforçado por Temer – para que Pessuti desista de se candidatar à reeleição. Dessa forma, haveria espaço para Osmar Dias se candidatar ao governo com apoio do PT e, inclusive, do PMDB. Até o presidente Lula já interferiu para que Pessuti desistisse da candidatura. Dessa forma, os candidatos ao Senado seriam o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e a petista Gleisi Hoffman. Resta esperar.

(Marina Dias e Fernando Mello)

13/06/2010

às 11:12

Acordo a caminho no Paraná

O governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), deve anunciar nesta semana que desiste de disputar a reeleição para apoiar a candidatura de Osmar Dias, do PDT. Pessuti cedeu a apelos do presidente Lula, com quem esteve na última segunda-feira, e do comando nacional do PMDB. Ele indicará o candidato a vice.

Os candidatos ao Senado serão o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e a petista Gleisi Hoffman. “É um palanque forte para a Dilma no Paraná”, afirma o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

(Otávio Cabral, de Brasília)

 

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