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Arquivo da categoria Mato Grosso do Sul

03/10/2010

às 19:53

MS: Puccinelli vence Zeca do PT e é reeleito governador

Com 95% das urnas apuradas no Mato Grosso do Sul, o candidato André Puccinelli (PMDB) é considerado matematicamente eleito governador do estado, vencendo o ex-governador Zeca do PT por uma diferença percentual de cerca de 14%. Puccinelli tem 56% dos votos, enquanto o candidato petista tem 42%.

Puccinelli é médico e atua na política desde os anos 80, quando foi secretário estadual de Saúde. Foi deputado estadual por dois mandatos (de 1987 a 1991 e de 1991 a 1995) e deputado federal (de 1995 a 1996) até ser eleito prefeito da capital do Estado, em 1996. Em Campo Grande, Puccinelli passou por dois mandatos, terminando o segundo em 2004. Foi eleito governador do estado em 2006.

O político já foi denunciado pelo Ministério Público Federal por enriquecimento ilícito e o processo encontra-se atualmente paralisado no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

24/08/2010

às 20:42

Barrados no comício e até no elevador

Subir no palanque com o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff não é para qualquer um. Nem mesmo para aliados. O baixo escalão costuma ficar atrás do palanque principal. Mas no comício em Campo Grande (MS) nesta terça-feira até a vice de Zeca do PT – candidato ao governo do estado – ficará de fora. Tatiana Ujacow, que é do PV, não subirá por apoiar a candidatura de Marina Silva.

O prefeito da cidade, Nelson Trad Filho (PMDB), também ficará de fora “para não constranger os adversários”, como ele mesmo afirmou. Nelsinho, como é chamado, fez aliança com André Puccinelli (PMDB) ao governo estadual e com Dilma Rousseff à Presidência. Puccinelli, por sua vez, apoia José Serra. Mesmo assim, a petista recebeu Trad no hotel onde ficou hospedada. Ele organizou uma reunião com cerca de seis prefeitos, que tiveram poucos minutos para conversa e fotos com a presidenciável. O presidente Lula também teve uma rápida conversa com Nelsinho após um evento na capital.

Quem não gostou do encontro com os prefeitos foram o deputado Dagoberto Nogueira (PDT) e o senador Delcídio Amaral (PT). Ambos visam concorrer ao governo sul-mato-grossense em 2014. Aliás, Amaral não tem boa relação com o candidato de seu partido, Zeca do PT, por querer estar em seu lugar na disputa. Políticos próximos a Zeca reclamam, inclusive, que o senador não “veste a camisa” na hora de fazer campanha.

Elevador – Não foi só no comício que a vice de Zeca foi barrada. Tatiana tentou subir no elevador com o presidente Lula no hotel onde ele está hospedado.  Não conseguiu. Aliás o ministro das cidades, Márcio Fortes, foi impedido duas vezes de entrar no elevador com o presidente. Outros ministros, como Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e Fernando Haddad, da Educação, puderam entrar. É quase certo que Fortes perderá a cadeira de ministro em um eventual governo Dilma. O lugar deve ser ocupado por uma mulher.

(Luciana Marques, de Campo Grande)

09/07/2010

às 7:00

Governador que aumentou patrimônio em 468% é investigado pelo MP

A exorbitante fortuna do candidato à reeleição ao governo do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), está na mira da Justiça. Ele declarou, este ano, ter um patrimônio de 5, 37 milhões de reais, o que representa um aumento de 468% em relação ao que possuía em 1997. Ou seja, se há 13 anos ele não tinha nem o status de milionário, agora superou em cinco vezes a quantia de um milhão – desconsiderando a inflação do período.

O governador e sua esposa, Elisabeth Maria Machado Puccinelli, (casados em comunhão de bens) respondem a um processo desde 2007. Na época, o Ministério Público estranhou o valor em cash de 1,49 milhão de reais guardados por Puccinelli e declarados à Justiça eleitoral em 2006. O valor seria incompatível com os rendimentos do governador, então prefeito de Campo Grande. Na declaração deste ano, ele não mencionou posse de dinheiro em espécie. 

O casal é acusado de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraudes em licitação. A procuradoria suspeita que empresas de João Amorim, tesoureiro da campanha de Puccinelli em 1996 e 2000, teriam sido beneficiadas em contratos de obras da prefeitura de Campo Grande. Passaria por aí a origem da fortuna do governador.

Habeas corpus – A defesa de Puccinelli entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal em maio deste ano para tentar anular o processo. O advogado argumenta que a Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul negou pedido da Justiça para iniciar uma ação penal contra os acusados. Sem a autorização, o processo fica paralisado até o término do mandato, já que a Constituição estadual proíbe o andamento de processo criminal contra governador se não houver aprovação da Assembléia.

A assessoria de Puccinelli afirma que todas as decisões tomadas até agora na Justiça, em primeira e segunda instâncias, foram favoráveis ao governador: “Ele já foi inocentado em todas as instâncias cíveis e criminais do estado”. O governador não quis dar entrevista a VEJA.com.

(Luciana Marques)


 

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