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Arquivo da categoria Goiás

31/10/2010

às 18:46

Marconi Perillo, do PSDB, vence disputa acirrada em Goiás

Com 52,97% dos votos, o candidato tucano Marconi Perillo derrotou Iris Rezende, do PMDB,  e assumirá pela terceira vez o governo do Estado de Goiás. No primeiro turno, Perillo ficou com 46% dos votos e Rezende, 36%. No segundo turno, 97,22% dos votos foram apurados e Rezende, com 47,03%, não possui mais chances matemáticas de ganhar.

Biografia - Perillo foi eleito deputado federal pelo PP em 1994 e, em 1998, já no PSDB, tornou-se governador do Estado de Goiás aos 35 anos – o mais jovem da história do Brasil. Em 2002, Perillo venceu novamente no Estado, mas seu segundo mandato foi interrompido por sua candidatura ao Senado em 2006 – à qual venceu com 75% dos votos. Assim como Perillo, Iris Rezende também foi governador de Goiás por duas vezes.

Disputa - O embate entre os candidatos ao Palácio das Esmeraldas ficou mais acirrado após a possibilidade de empate técnico divulgada pela pesquisa Ibope/TV Anhanguera. A eleição do Estado foi considerada uma das mais concorridas do segundo turno e contou até com episódios de censura política. No último dia 21, o jornalista e apresentador da TV Brasil Central, Paulo Beringhs, pediu demissão ao vivo, alegando que teria sido impedido de entrevistar Marconi Perillo.

29/10/2010

às 13:40

Gravação confirma: jornalista de Goiás sofreu censura

O jornalista Paulo Beringhs apresentou ao Ministério Público gravações que comprovam a censura a que foi submetido pelos diretores da TV Brasil Central, administrada pelo governo de Goiás (ouça o conteúdo das fitas abaixo). Beringhs pediu demissão ao vivo em seu programa no último dia 20, alegando que os dirigentes da emissora o haviam impedido de entrevistar Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo do estado. Perillo disputa a eleição  com Iris Rezende (PMDB), apoiado pelo governador do estado, Alcides Rodrigues (PP), e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Minutos antes do programa de Beringhs ir ao ar, o jornalista foi informado de que deveria cancelar a entrevista com Perillo, marcada para o dia seguinte. O apresentador disse que Rezende também havia sido convidado a falar, mas não aceitou ir ao programa alegando problemas de agenda. A assessoria do peemedebista confirma que ele foi chamado apenas uma vez e não pôde comparecer. Perillo, segundo a campanha de Iris, foi convidados duas vezes. No dia 14 de outubro, a primeira entrevista foi ao ar. A segunda, marcada para o dia 21, teria sido cancelada por ordem da chefia da emissora.

De acordo com Beringhs, duas reuniões com representantes da TV antecederam o pedido de demissão. A primeira delas teria ocorrido na manhã daquele dia, entre assessores do presidente da Agência Goiana de Comunicação (Agecom), Marcus Vinícius Faria Felipe, e o diretor comercial da empresa de Beringhs, Luiz Fernando Dibe. Na ocasião, os representantes da Agecom teriam dado o recado a Dibe: a entrevista com Perillo não iria ao ar. A produtora de Beringhs possui um contrato com a TV Brasil Central para transmissão dos programas do jornalista. Caso o apresentador desrespeitasse a recomendação, a emissora simplesmente deixaria de exibir a entrevista.

“Sugeriram que eu tirasse alguns dias de descanso, colocasse programas antigos no ar sobre música e amenidades. A linha deles é claramente tendenciosa a favor de Iris”, declarou Beringhs ao site de VEJA. O jornalista afirmou ainda que a direção da emissora ameaçou colocar “pessoas de confiança” na redação para acompanhar pautas e autorizar entrevistas. O jornalista Eduardo Horácio, da Rádio 730, seria indicado como um dos “orientadores”, de acordo com Beringhs.

A segunda reunião ocorreu na casa do jornalista e foi gravada por ele. Participaram, além de Beringhs, seu colega de trabalho Cléber Ferreira, Luiz Fernando Dibe e Reginaldo Alves da Nóbrega Júnior (diretor administrativo da empresa de Beringhs).

Na ocasião, Ferreira atuou com um “mensageiro” para alertar o apresentador sobre as intenções dos dirigentes da TV Brasil Central. Disse que tinha conversado com o presidente da Agecom, Marcus Vinícius, na tentativa de contornar a situação, mas que Marcus Vinícius se mostrara inclinado a tirar o programa de Beringhs do ar.

Para provar que atuara como mediador, Ferreira relatou para Beringhs algumas frases que teria dito ao presidente da Agecom, na tentativa de convencê-lo: “Eu disse a ele: ‘ Se o Iris [Rezende] ganhar, não acontece nada com o Paulo [Beringhs]. Se o Marconi [Perillo] ganhar, você pode ir parar na cadeia’”. O presidente da Agecom poderia ser preso, segundo assessores de Beringhs, porque estaria envolvido em escândalos ligados ao grupo de Iris Rezende. O argumento de Ferreira não dissuadiu Marcus Vinícius.

O Ministério Público Federal vai analisar o caso. Ferreira estava ao lado de Beringhs na bancada do estúdio quando o jornalista pediu demissão. Ao vivo, porém, ele negou ter conhecimento das denúncias apresentadas pelo colega. Cléber, então, ouviu de Beringhs: “Mantenha seu emprego que eu mantenho minha dignidade”. O presidente da Agecom, Marcus Vinícius Faria Felipe, também negou ter censurado Beringhs e disse que o “espaço está aberto” aos candidatos.

Confira a seguir o áudio das gravações de Beringhs e a transcrição da conversa. Marcus Vinícius Faria Felipe é tratado como “Marquinho” e Reginaldo é chamado pelos colegas de “Júnior”.



Luiz Fernando Dibe: Mas o quê que ele te falou aquele dia?

Cléber Ferreira: O Marquinho?

Dibe: É.

Ferreira: Não falou, eu só falei para ele:  “Olha, fique tranquilo, eu conheço o Paulo, o Paulo traz credibilidade. Não adianta. O que eu entendi é que havia uma determinação e que ao longo da conversa, da uma [hora] para cá ela foi mudando, o que eu entendi foi isso.

Paulo Beringhs: Que determinação foi essa?

Ferreira: Eu acho que a determinação é para te tirar do ar. Ou então para chegar e falar para você: “Não, agora vai ser assim”.

Reginaldo Alves da Nóbrega Júnior: Mas esse…

Ferreira: Ai você não iria aceitar, por exemplo, poderia acontecer, vão colocar o Eduardo Horácio com você.

Beringhs: Uai, mas porque você não aceita?

Ferreira: Não, eu vetei, não tem problema.

Nóbrega Júnior: Cléber, mas eles querem que o Paulo defenda o Iris agora?

Cléber: Não, eu falei pra ele que isso não cabe, gente.

Nóbrega Júnior: Não, mas o Paulo não está defendendo nem um lado, nem outro.

Ferreira: Não, Júnior isso tudo é fruto de fofoca. O Paulo não está defendendo, o Marquinho provavelmente não vê o programa. Como estão perdendo, estão apegando em tudo quanto é beirada… Tudo quanto é beirada.

Ferreira: Porque eles queriam levar esse tal de Eduardo Horácio para trabalhar aqui. Você conhece essa peça?

Beringhs: De longe.

Nóbrega Júnior: Eduardo Horácio é o que tá na 730?

Ferreira: É.

Nóbrega Júnior: Que trabalhava com o Vassil antes?

Ferreira: É, é aquele rapaz.

Ferreira: Ai eu falei para o Marquinho, falei: “Não, formata eu sozinho, eu vou até o fim sozinho, ou então você põe ele, só”.

(Luciana Marques)

28/10/2010

às 17:58

PF prende 15 pessoas por compra de votos em GO

A Polícia Federal (PF) prendeu 15 pessoas em Anápolis (GO) por compra de votos a favor do candidato ao governo estadual Iris Rezende (PMDB). Seis presos trabalham para o Instituto Verus, inclusive o diretor-geral da empresa de pesquisa, Luiz Felipe Gabriel. O instituto foi contratado pela campanha de Iris para realizar levantamentos qualitativos em Anápolis, onde o candidato não foi bem votado.

Segundo o delegado Angelino Alves de Oliveira, eleitores eram chamados para uma reunião no Hotel Príncipe com a promessa de distribuição de brindes. No local, os pesquisadores apresentavam os programas de Iris e de seu adversário Marconi Perillo (PSDB) e discutiam as propostas de cada um.

“Eles selecionavam pontos a favor de um candidato e pontos criticando o outro”, afirmou o delegado. Segundo Oliveira, a simulação era apenas com os candidatos estaduais, não houve referências a presidenciáveis.

Os representantes do instituto e os eleitores que receberam 50 reais depois de participar do encontro vão responder por compra de votos e podem pegar até quatro anos de prisão.

A assessoria de Iris Rezende disse que o valor pago aos eleitores era apenas uma “ajuda de custo” e um “incentivo” por terem participado da reunião durante três horas. A campanha do peemedebista diz ainda que o procedimento é padrão e acusa os adversários de tentarem criar um factoide às vésperas do pleito.

O presidente do PSDB em Goiás, o deputado estadual Daniel Goulart, descreve a compra de votos como “descarada” e define o esquema como “muito grave, refinado e inovador”.

(Luciana Marques)

03/10/2010

às 20:30

Goiás: Marconi Perillo e Íris Rezende vão para o 2º turno


Com mais de 98% das urnas apuradas, Marconi Perillo (PSDB) e Íris Rezende (PMDB) decidirão a disputa pelo governo de Goiás apenas no segundo turno. Adversários políticos históricos no estado, nenhum dos dois alcançou mais da metade dos votos válidos do eleitorado goiano, o que leva a definição para o dia 31 de outubro. Marconi Perillo aparece com pouco mais de 46% dos votos válidos nesse primeiro turno, enquanto Íris Rezende está com cerca de 36% dos votos.

Atual vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB) foi eleito deputado estadual em 1990 e, em 1994, deputado federal. Foi governador de Goiás em 1998 e, reeleito em 2002, no primeiro turno, com 51,2% dos votos válidos. Chegou ao Senado em 2006. Já Iris Rezende (PMDB) foi vereador (1958) e prefeito de Goiânia por três vezes (1965, 2004 e 2008). Em 1962, foi eleito deputado estadual e por duas vezes (1983 e 1991) governou o estado de Goiás. Foi ministro da Agricultura no governo José Sarney (1986) e da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso (1997), além de senador em 1994.

24/07/2010

às 10:30

Candidatos de Goiás dizem ser ficha limpa

Os dois principais candidatos ao governo de Goiás, Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB), dizem que nunca usaram cargos para benefício pessoal. Perillo fala sobre as divergências com o DEM e com o presidente Lula, a quem avisou sobre o mensalão. Rezende explica como pretende se aproveitar da popularidade de Lula.

15/07/2010

às 23:12

Temer participa de tímido comício em Goiás

Apesar dos fogos de artifício para receber Michel Temer, o comício que ele participou nesta quinta-feira, em Goiânia, decepcionou quem esperava por um grande evento. A inauguração do comitê de campanha do candidato ao governo de Goiás Iris Rezende (PMDB) teve um público inferior a 300 pessoas. O número surpreendeu até os policiais civis, que aguardavam por uma multidão diante da popularidade do ex-prefeito da capital.

Em sua primeira aparição em eventos políticos sem Dilma Rousseff – depois de ter se registrado na Justiça eleitoral -, Temer procurou quebrar um pouco a postura sóbria e discreta que costuma apresentar. E rasgou elogios a Rezende, em tom de brincadeira: “De vez em quando soltam rojões para impedir a nossa voz, mas aqui não vão impedir a nossa voz. Aqui ninguém vai calar a voz do povo goiano, que vai levar Iris ao governo do estado”. Os “rojões” citados por Temer eram em referência aos fogos de artifício soltados no local.

O vice da chapa PT-PMDB não perdeu alguns vícios de linguagem, como a mania de repetir a expressão “de modo que”. Ele discursou durante meros oitos minutos, enquanto Rezende, de 76 anos, falou por mais de uma hora. De tão entusiasmado, a voz do candidato a governador ecoou na rua. Iris Rezende atacou a gestão de seu adversário na corrida eleitoral Marconi Perillo, do PSDB. Segundo ele, as promessas de governos anteriores foram em vão: “Projetos mentirosos, falsos. Nunca cumpriram. Muito pouco ou quase nada se fez nos últimos 12 anos. Acabaram com as estradas, acabaram com tudo.”

A esposa de Rezende é a deputada federal Iris Araújo, também peemedebista. Ela é próxima de Temer por já ter ocupado a presidência do partido na ausência dele. Essa ligação foi um dos motivos do vice de Dilma ter prestigiado o evento em Goiânia.

(Luciana Marques, de Goiânia)

15/07/2010

às 18:30

Temer faz campanha sozinho

Sem Dilma Rousseff, o vice da petista, Michel Temer, participa de seu primeiro ato de campanha sozinho depois de se registrar no Tribunal Superior Eleitoral. Ele inaugura nesta quinta-feira o comitê político do candidato ao governo de Goiás pelo PMDB, Iris Rezende.

O principal adversário de Iris no estado é o tucano Marconi Perillo, que o derrotou nas eleições de 1998. Ambos já governaram Goiás por duas vezes. Rezende foi ministro da Agricultura no governo de José Sarney (1986 – 1990) e ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique (1997 – 1998). Em 2008, reelegeu-se prefeito de Goiânia, mas renunciou em março deste ano para a disputa eleitoral.

(Luciana Marques, de Goiânia)

 

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