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Arquivo da categoria Distrito Federal

01/11/2010

às 14:16

Agnelo defende o fim da ‘Era Roriz’ no Distrito Federal

Sem o nervosismo costumeiro dos debates, o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), falou nesta segunda-feira à imprensa. Ele falou a respeito do fracasso da tentativa do ex-governador Joaquim Roriz em eleger sua mulher, Weslian, ao governo.

Agnelo chegou a defender pessoalmente, mas com cautela, o fim da ‘Era Roriz’ em Brasília. Questionado por um repórter se gostaria que o chamado “rorizismo” acabasse, respondeu: “Se fosse por minha vontade, sim. Mas eu não posso falar pela população”, declarou.

Joaquim Roriz (PSC) governou o Distrito Federal quatro vezes e desistiu de tentar o quinto mandato depois de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. O ex-governador tentou, em uma manobra fracassada, colocar Weslian em seu lugar. Segundo Agnelo, sua adversária não fez nenhum contato com ele parabenizando-o pela eleição.

O governador eleito disse que seu governo será “radialmente transparente” a fim de resgatar a credibilidade da política em Brasília, que ficou prejudicada depois do esquema de corrupção que culminou na prisão do ex-governador José Roberto Arruda.

Agnelo prometeu ainda nomear secretários com ficha limpa e resolver os imbróglios de Brasília, como condomínios irregulares, especulação imobiliária, falta de saneamento e hospitais e escolas em condições precárias.

(Luciana Marques, de Brasília)

31/10/2010

às 18:12

Caixa de Pandora e Ficha Limpa viraram o jogo para Agnelo

Em março de 2009, Agnelo Queiroz (PT) era o azarão da corrida ao governo do Distrito Federal.  Um levantamento do Datafolha dava 41% das intenções de voto para o então governador José Roberto Arruda (que, na época, pertencia ao DEM), 35% para o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e apenas 7% para o petista. O ex-ministro do Esporte não convencia nem o próprio partido: parte da legenda defendia o nome de Geraldo Magela, que disputara uma eleição equilibrada com Joaquim Roriz, em 2002. Abertas as urnas, no entanto, o ex-ministro do Esporte conquistou uma vitória maiúscula, com cerca de dois terços dos votos válidos.

A virada de jogo se deve menos aos méritos do candidato do que às trapalhadas de seus adversários. Em setembro de 2009, o PT ainda caminhava para uma aliança ideológica com antigos parceiros de esquerda, como  o PSB e o PC do B – legendas de pouco peso na capital federal. O PMDB, que era o partido de Roriz, já se insinuava para o lado de José Roberto Arruda. Sufocado entre dois candidatos de peso, Agnelo parecia fadado a se tornar candidato petista a governador menos votado na história do Distrito Federal. Mas, se falta carisma ao candidato, a sorte parece acompanhá-lo.

Roriz x Arruda - O cenário começou a mudar quando o presidente do PMDB, Tadeu Filipelli, se aproximou de José Roberto Arruda, que tinha altos índices de aprovação. Levou consigo a maior parte da legenda no Distrito Federal. A aliança que se desenhava batia de frente com os planos de Joaquim Roriz, que pretendia governar a capital do país pela quinta vez. Em setembro de 2009, numa tumultuada convenção partidária, o PMDB de Brasília rejeitou a ideia de um candidato próprio na disputa ao governo, preparando terreno para uma aliança com Arruda.

Ato contínuo, Joaquim Roriz deixou a legenda: encontrou guarida no pequeno PSC. Trouxe consigo um pequeno grupo de aliados. Ainda em setembro, logo depois de o ex-governador ser tolhido no PMDB, um parceiro leal de Roriz decidiu contar o que sabia. Durval Barbosa, ex-secretário de relações institucionais, começou a relatar à ao Ministério Público do Distrito Federal os meandros de um extenso esquema de corrupção que tivera início no governo Roriz mas se apriomorara na gestão de Arruda. A divulgação, por Durval, de uma série de vídeos devastadores (que incriminavam Arruda mas livravam seu antecessor) iniciou uma sequência de eventos que terminou com a prisão e a cassação do governador – outra cria política de Roriz que havia ganhado vida própria.

O candidato do PSC agora tinha tudo para se eleger. As pesquisas diziam isso: em janeiro, o Datafolha apontava uma liderança folgada de Roriz, com 48% dos votos  contra 11% de Agnelo. Arruda já estava fora da briga. Neste momento, o PMDB, sem opção, havia entrado no barco petista. Tadeu Filipelli, antigo aliado de Roriz e Arruda, agora era o vice de Agnelo Queiroz. O apoio peemedebista deu força extra à campanha do PT.

(Gabriel Castro, de Brasília)

31/10/2010

às 18:00

Agnelo é o novo governador do DF

Agnelo Queiroz, candidato do PT ao governo do Distrito Federal, venceu o embate no segundo turno com 66,1% dos votos. Sua concorrente, Weslian Roriz, do PSC, ficou com 33,9%.

Biografia - Queiroz é ex-filiado ao PCdoB, partido pelo qual foi eleito deputado distrital, federal e escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a pasta de Esporte no ministério. Foi ministro até 2006, quando se desligou para concorrer ao Senado. Queiroz se filiou ao PT em 2008. O político também é médico e dirige a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Disputa - O embate eleitoral no DF foi marcado por escândalos agravados no final de 2009, com o chamado “Mensalão do DEM”, que levou o mandato do então governador José Roberto Arruda à cassação. Joaquim Roriz (PSC) passou a ter a preferência dos votos, mas foi impedido de concorrer às eleições devido à Lei da Ficha Limpa. Sua esposa, Weslian Roriz, sem experiência política ou administrativa, assumiu a candidatura em seu lugar. No primeiro turno, Agnelo ficou com 48,41% dos votos, enquanto Weslian conseguiu 31,50%.

31/10/2010

às 15:47

Weslian Roriz aposta na ajuda de Deus para vencer eleição

A candidata do PSC ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz, aposta em uma ajuda divina para vencer a eleição. Apesar de aparecer com 28 pontos a menos do que o adversário Agnelo na última pesquisa Datafolha de intenções de voto, a mulher de Joaquim Roriz está confiante na vitória. ”As urnas é que vão trazer [o resultado]. Estou confiante. Confio em Deus, na vontade dele.”, afirmou a candidata após votar, na tarde deste domingo.

Dessa vez, para evitar constrangimentos como no primeiro turno, a equipe de Roriz providenciou uma claque de militantes que ovacionou o casal durante a passagem de Weslian e do marido pela escola onde a candidata votou, na cidade-satélite do Núcleo Bandeirante. Havia poucos eleitores no local. Ainda assim, houve alguma vaias.

(Gabriel Castro, de Brasília)

31/10/2010

às 13:04

Para Agnelo, grupo de Roriz usou métodos ‘execráveis’

O candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, votou no fim da manhã, em uma escola da Asa Sul, na região central de Brasília. Acompanhado da mulher, da mãe e dos filhos, ele foi saudado por eleitores da região – onde tem ampla maioria de votos. Mais cedo, o petista havia assistido a uma missa na companhia de familiares.

Depois de votar, o petista disse que a campanha não teve o nível adequado: “Se não fosse o desespero do meu adversário, seria 100%”. Ele desqualificou os ataques que sofreu da candidatura de Weslian Roriz (PSC), mulher de Joaquim Roriz e afirmou que os concorrentes usam “métodos de campanha que são abslutamente condenáveis e execráveis”.

Embora tenha larga vantagem nas pesquisas, com quase dois terços das intenções de votos válidos, o petista adotou um tom cauteloso ao comentar a perspectiva de vitória; disse apenas que é preciso esperar a divulgação dos resultados. Mas o palco da festa já está armado na Esplanada dos Ministérios. À tarde, Agnelo acompanhará a votação de um hotel na capital federal.

A candidata Weslian Roriz (PSC) vota no início da tarde, na cidade-satélite do Núcleo Bandeirante. No primeiro turno, ela registrou seu voto na parte da manhã, horário de maior movimento, e chegou a ser vaiada por alguns eleitores.

(Gabriel Castro, de Brasília)

29/10/2010

às 17:48

Roriz diz que decisão do STF é teatro de absurdos

Barrado pela Lei da Ficha Limpa, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) publicou um texto titulado “Carta ao Povo do Distrito Federal” com duras críticas à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira. Como houve empate no julgamento, a corte decidiu acompanhar decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e validou a lei para este ano.

“Caiu a ficha. Desceu o pano. Após o último ato do teatro de absurdos protagonizado pelo julgamento desta semana, o Supremo Tribunal Federal usou de dois pesos e duas medidas ao avaliar a situação dos candidatos em relação à chamada Lei da Ficha Limpa”, declarou Roriz.

O ex-governador repetiu ainda as afirmações do ministro Gilmar Mendes durante o julgamento. Mendes disse que a lei foi criada para mudar o quadro das eleições no Distrito Federal e que tinha nome, sobrenome e filiação do PT.  Roriz citou ainda o fato do coordenador de campanha de Dilma Rousseff (PT) – deputado José Eduardo Cardozo – ter incluído no projeto a emenda que trata de renúncia, caso do ex-governador.

“O Supremo decidiu que a Lei da Ficha Limpa vale para alguns e para outros, não. Assim, estão salvos os interesses do PT e do governo”, avaliou Roriz. O ex-governador terminou a carta pedindo votos para a esposa Weslian Roriz (PSC), que entrou na disputa depois que ele foi barrado na Justiça.

“Recorro, agora, a mais alta de todas as cortes, a do voto popular, rogando ao povo que eleja governadora minha amada esposa Weslian Roriz, que me substitui, além de me lavar a alma diante de tantas injustiças e arbitrariedades”, concluiu.

(Luciana Marques, de Brasília)

29/10/2010

às 0:13

Weslian se diz satisfeita com debate; Agnelo lamenta ataques

Após o debate desta quinta-feira na TV Globo, a candidata do PSC ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz, disse ter gostado de seu desempenho diante das câmeras – depois de três semanas de um treinamento intensivo. Ela lembrou que tem uma experiência bem menor do que a de seu adversário, Agnelo Queiroz (PT), mas garantiu: está preparada para governar. Com uma certa ajuda: “Estou prontinha. Conheço o plano de governo. Tenho meu vice, que é minha segurança, e meu marido, que já governou 14 anos”, afirmou, em referência a Jofran Frejat (PR) e a Joaquim Roriz (PSC). Mas ressaltou: “Quem vai governar sou eu mesma”.

Weslian também disse não dar crédito às pesquisas que mostram uma ampla vantagem do adversário, com até 30 pontos percentuais de folga. A candidata, que pediu votos para José Serra (PSDB) durante o debate, também minimizou o fato de não ter recebido uma visita do tucano em seu palanque: “Eu gosto de Serra é de coração. Isso é uma coisa que eu tenho há muito tempo”.

Por sua vez, Agnelo Queiroz enfatizou a ausência da adversária em outros confrontos: “O eleitor merece respeito, merece essa satisfação. E é importante para confrontar as propostas”. Ele voltou a se dizer vítima de criminosos, em referência a depoimentos repetidos no programa de Weslian Roriz, acusando-o de ter recebido dinheiro sujo. “Como é que você pode pegar um bandido e atacar a honra de uma pessoa sem nenhum elemento?”.

“Eles estão pagando essas pessoas para fazer isso”, atacou o candidato. As testemunhas levadas à TV apontam Agnelo como beneficiário de um esquema de corrupção instalado no Ministério do Esporte, que já foi comandado pelo petista. As investigações de fato existem. Já a ligação do candidato com as irregularidades ainda não foi comprovada.

(Gabriel Castro, de Brasília)

29/10/2010

às 0:03

Debate no DF mostra evolução de Weslian e cautela de Agnelo

O debate entre Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) na TV Globo, nesta quinta-feira, deixou claro que o treinamento intensivo de três semanas teve algum efeito. As trapalhadas da ex-primeira-dama aconteceram. Mas, pela primeira vez, a mulher de Joaquim Roriz conseguiu se impor e chegou a pressionar um cauteloso e inseguro Queiroz.

Aconteceu no segundo bloco: o petista usou uma pergunta de tema livre para criticar a adversária, que exibiu, em seu programa eleitoral, depoimentos de pessoas que acusam o petista de corrupção. O candidato afirmou que os acusadores têm extensa ficha na polícia. Weslian se atrapalhou ao responder: “Se acontecer, o senhor fez. Mas nós não sabemos o que vai acontecer depois disso que foi falado depois da eleição”. Na tréplica, no entanto, se recompôs e ironizou: “A consciência do senhor deve estar um pouco intranquila”. Ponto para Weslian.

Agnelo, temendo atacar a candidata adversária e perder votos, não explorava os pontos fracos de Weslian. A adversária fez propostas genéricas, sempre lembrando que conta com o apoio do vice, o experiente Jofran Frejat (PR), e do marido, Joaquim Roriz (PSC).

Weslian Roriz tentou se apresentar mais compenetrada em suas respostas. Citou o papa e lembrou ser contra o aborto. Conseguiu administrar melhor o tempo, embora tenha estourado o limite em duas perguntas. Chamou, por engano, o adversário de nosso candidato e de governador. Mas, de forma geral, dependeu menos da cola preparada pela assessoria.

Agnelo não trouxe novidades; assim como a adversária, apresentou poucas propostas concretas para o Distrito Federal e insistiu em palavras de efeito, como mudança e esperança.

Pequena,mas forte - Em suas considerações finais, Weslian Roriz se mostrou mais à vontade – embora não tenha usado todo o tempo disponível. Abriu um sorriso e, olhando diretamente para a câmera, mandou até frase  de efeito: “Essa mulher pequena, mas forte, vai fazer muita coisa por você.”

Agnelo preferiu se defender daquilo que classificou como “um ataque sórdido, violento, feito por marginais com ficha corrida que recebem dinheiro para atacar a minha honra”. O petista também lembrou a ausência da adversária nos debates anteriores.

(Gabriel Castro, de Brasília)

28/10/2010

às 22:05

Enfim, Weslian Roriz vai a debate

O último debate do segundo turno no Distrito Federal será na verdade, o primeiro.  Com a presença confirmada de Weslina Roriz (PSC), o evento na TV Globo será o único duelo direto entre a candidata e Agnelo Queiroz (PT). Depois de virar chacota nacional pelo desempenho sofrível diante dos adversários em dois debates do primeiro turno, a mulher de Joaquim Roriz apostou todas as fichas no evento da TV Globo, nesta quinta-feira. A candidata se preparou por três semanas para enfrentar Agnelo, e ficou concentrada durante todo o dia.

A avaliação da campanha de Weslian foi de que, nas emissoras de menor audiência, era mais seguro não comparecer para evitar deslizes. O debate da Globo é a cartada final para o grupo de Joaquim Roriz. A missão não é fácil: o último levantamento Datafolha mostra o petista com 65% dos votos válidos, contra 35% de Weslian.

Do lado de fora, a Polícia Militar montou um grande esquema de segurança para separar partidários de Weslian dos de Agnelo. No debate organizado pela TV no primeiro turno, houve confronto e pelo menos seis pessoas ficaram feridas. Até agora, o movimento é tranquilo.

(Gabriel Castro, de Brasília)

26/10/2010

às 19:57

Datafolha: Agnelo Queiroz chega a 65% dos votos válidos

O segundo turno das eleições para o governo do Distrito Federal caminha para ser o menos disputado entre as nove unidades da Federação que voltarão às urnas para eleger seu governador. Pesquisa Datafolha divulgada na noite desta terça-feira mostra que Agnelo Queiroz (PT) alcançou 55% das intenções de voto, contra 30% de Weslian Roriz (PSC). Em relação ao último levantamento, o petista subiu um ponto, enquanto a adversária caiu um. Levando-se em conta os votos válidos, Agnelo tem 65%; Weslian, 35%.

A pesquisa mostra que 7% dos eleitores pretendem votar em branco ou anular o voto. Um total de 8% está indeciso. A margem de erro é de três pontos percentuais. Foram ouvidas 1.112 pessoas. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral com o número 40068/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 37405/2010.

Queda livre – Joaquim Roriz (PSC) liderou a corrida ao Palácio do Buriti durante a maior parte do tempo. Mas, barrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por causa da Lei da Ficha Limpa, começou a perder eleitores e foi ultrapassado por Agnelo Queiroz. Roriz perdeu também no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E, antes que o Supremo saísse do impasse sobre sua candidatura, o ex-governador desistiu da disputa e escalou a mulher em seu lugar. Não adiantou.

Com Weslian, a curva descendente se manteve. A postura da candidata, que não participou de nenhum debate no segundo turno (e teve aparições desastradas nos dois a que compareceu na primeira fase da campanha), também não ajudou.

(Gabriel Castro, de Brasília)

 

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