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Arquivo da categoria Amapá

31/10/2010

às 19:42

Camilo Capiberibe é eleito governador do Amapá

Com 94,5% das urnas apuradas, Camilo Capiberibe (PSB) venceu Lucas Barreto (PTB) no segundo turno das eleições para governador no estado do Amapá. Ele obteve 53,64% dos votos, contra 46,36% do adversário.

O resultado do primeiro turno foi um empate: 28,93% para Lucas e 28,68% para Capiberibe. O novo governador, bacharelado em direito, pode ser considerado um azarão: ele era o quarto colocado nas pesquisas, até ser deflagrada a Operação Mãos Limpas, em setembro, que desarticulou um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo políticos, empresários e servidores públicos do estado.

A Polícia Federal prendeu 18 suspeitos, entre eles o governador Pedro Paulo Dias (PP), que disputou a reeleição, mas não resistiu ao escândalo. Jorge Amanajás (PSDB), presidente da Assembleia, era o terceiro nas pesquisas de intenção de voto, mas foi envolvido nas investigações da PF e também viu sua candidatura enfraquecida.

Na sua página no Twitter, Capiberibe se define um “Amapaense de coração; Deputado Estadual pelo PSB; Presidente da Comissão de Direitos Humanos da AL e candidato à governador do Amapá”. Ele é filho de João Capiberibe (PSB), ex-senador e ex-governador do Amapá (entre 1995 e 2002) e da deputada Janete Capiberibe (PSB).

06/10/2010

às 21:03

TSE volta a negar registro a Janete Capiberibe

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, por unanimidade, a decisão que negou o registro da candidatura de Janete Capiberibe (PSB) à Câmara dos Deputados. Ela foi a candidata mais votada do Amapá. Mas como havia sido condenada por compra de votos nas eleições de 2002, foi barrada com base na Lei da Ficha Limpa. O marido dela, o senador cassado João Capiberibe (PSB), já havia sido declarado inelegível  pelo mesmo motivo.

A decisão desta quarta-feira confirma uma votação anterior do próprio TSE. Há duas semanas, a corte rejeitou a candidatura de Janete por 5 votos a 2. Agora, ela pode recorrer apenas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O casal Capiberibe atribui a condenação por compra de votos a uma armação do senador José Sarney (PMDB), que é influente no Amapá.

(Gabriel Castro, de Brasília)

04/10/2010

às 13:38

Operação Mãos Limpas reverte cenário eleitoral no Amapá

A crise política no Amapá tornou ainda mais equilibrada uma disputa que já era indefinida. Os três primeiros colocados ficaram na casa dos 28%. Lucas Barreto (PTB) e Camilo Capiberibe (PSB) vão disputar o segundo turno. Jorge Amanajás (PSDB) ficou de fora por menos de dois mil votos.

Pedro Paulo Dias (PP), o governador que chegou a ser preso acusado de corrupção, viu seu apoio despencar. Antes da Operação Mãos Limpas, disputava o segundo lugar nas intenções de voto. Ao fim da apuração, ficou em quarto, com 13% – aproximadamente metade do que chegou a ter nas pesquisas.

Jorge Amanajás, presidente da Assembleia Legislativa do estado, também se viu envolvido no escândalo de corrupção. É citado diversas vezes nas investigações da Polícia Federal (PF), e chegou a ser levado à força para depor. A repercussão negativa tirou-o do segundo turno.

Camilo Capiberibe (PSB) foi o grande beneficiado. Praticamente dobrou o apoio que exibia nas pesquisas. E entra no segundo turno com cerca de 700 votos a menos do que Lucas Barbosa (PTB), que é o nome preferido do senador José Sarney

Reviravolta no Senado – Até então o favorito na disputa ao Senado, Waldez Góes (PDT) também viu a candidatura ruir depois de ser preso. Acabou assistindo à até então improvável eleição do candidato do PSOL,  Randolfe. Gilvam Borges (PMDB) ficou, ainda provisoriamente, com a segunda vaga, já que João Capiberibe (PSB), cuja candidatura está sub judice, pode acabar se elegendo se conseguir sua liberação na Justiça Eleitoral.

(Gabriel Castro, de Brasília)

03/10/2010

às 19:56

Amapá: disputa pelo governo terá segundo turno

A disputa pelo governo do Amapá será decidida no segundo turno. Com 92,4% das urnas apuradas no estado, o candidato Lucas (PTB) soma 28,86% dos votos válidos enquanto Camilo Capiberibe (PSB) tem 28,65%. Em terceiro lugar e, por enquanto fora do segundo turno, Jorge Amanajas (PSDB) tem 28,27%.

O resultado não é oficial, mas diante do número de urnas apuradas, haverá segundo turno no estado.

Senado - Na disputa pelo senado, quem lidera a apuração é o candidato Randolfe (PSOL), com 39,3% dos votos válidos. Em segundo lugar aparece Gilvam Borges (PMDB), com 22,9%.

12/09/2010

às 20:41

Aliados de governador preso veem influência de Sarney

A Operação Mãos Limpas deve ser um fator decisivo na reta final das eleições do Amapá. Na disputa pelo governo, quatro candidatos aparecem com chance de vitória. Lucas Barreto (PTB) é o primeiro colocado nas pesquisas, seguido pelo governador preso Pedro Paulo Dias (PP), por Jorge Amanajás (PSDB) e Camilo Capiberibe (PSB).

Como sempre, os envolvidos dizem que são vítimas de perseguição política. E, no Amapá, essa expressão comumente vem associada ao nome de José Sarney. Embora careça de evidências, a acusação é plausível. A influência política do senador no estado é ainda maior do que no Maranhão.

Pedro Paulo Dias decidiu se lançar candidato por conta própria, sem a bênção do presidente do Senado. Dias foi impulsionado pela popularidade de Waldez Góes (PDT), de quem era vice-governador. A candidatura de Jorge Amanajás (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, é resultado de um acordo político do qual o PMDB participou.

O escolhido - Mas José Sarney tinha outro candidato: Lucas Barreto (PTB) – justamente o maior beneficiado com as prisões. E essa união não vem de hoje. Barreto, derrotado na disputa para a prefeitura de Macapá, em 2008, foi beneficiado por um ato secreto do Senado. Por dois anos, ele recebia um salário de 7 mil reais para trabalhar como assessor na Casa. Mas vivia em Macapá, a 1800 quilômetros da capital federal.

Aliados de Pedro Paulo insinuam que o senador pode ter influenciado para que a Operação Mãos Limpas ocorresse a três semanas das eleições. Alegam que as denúncias já eram conhecidas há pelo menos três anos, e que as acusações se referem a crimes diferentes, sem relação entre si.  Um dos que defende essa hipótese é o prefeito da capital, Roberto Góes (PDT): “É muito estranho que as coisas tenham acontecido justamente agora”, afirma.

A operação da Polícia Federal não tirou votos só do candidato do PP: Jorge Amanajás também teve a imagem prejudicada com as investigações, já que foi levado à força para depor à Polícia Federal. Cenário que interessa a Lucas Barreto – e a Sarney.

As prisões, realizadas para desfazer um esquema de corrupção dentro do governo, foram motivadas por denuncias de empresários e funcionários públicos.Também é atribuído à atuação de Sarney o processo que levou à cassação do então senador João Capiberibe e da condenação da mulher dele, a hoje deputada federal Janete Capiberibe. Eles teriam comprado dois votos ao preço de 26 reais, nas eleições de 2002. O casal, filiado ao PSB, é adversário político de Sarney no estado.

O senador raramente é visto no Amapá. Mas, num estado com pouco mais de 20 anos de existência, instituições frágeis e uma economia dependente de recursos federais, a influência dele se mantém inalterada.

Detidos – A Operação Mãos Limpas prendeu 18 pessoas, entre elas o governador Pedro Paulo Dias, o ex-governador Waldez Góes (candidato ao Senado pelo PDT), a ex-primeira dama Marília Góes e o presidente do Tribunal de Contas do Amapá, José Júlio de Miranda. Segundo a Polícia Federal, o grupo participou de desvios da ordem de 300 milhões de reais. Todos os detidos estão em Brasília, onde devem ficar por até 10 dias antes de serem soltos.

(Gabriel Castro, de Macapá)

11/09/2010

às 21:39

Candidato a vice de governador preso: “Somos ficha limpa”

Nem parecia que os dois principais nomes da chapa estão presos sob gravíssimas acusações: um comicío na área mais movimentada de Macapá (AP) reuniu centenas de pessoas em apoio ao governador afastado Pedro Paulo Dias (PP), que pretende ficar mais quatro anos à frente do governo, e ao ex-governador Waldez Góes (PDT), candidato ao Senado.

Foi uma tentativa de reduzir o impacto negativo da Operação Mãos Limpas, que desmontou um esquema de corrupção dentro do governo e levou 18 pessoas à prisão. O comício ocorreu na noite deste sábado (11).

O palanque foi montado em frente ao Mercado Municipal, às margens do Rio Amazonas. Três trios elétricos tocavam os jingles de Dias e Waldez. Com o microfone nas mãos, aliados políticos repetiram um discurso padronizado: falaram em injustiça, denunciaram uma suposta perseguição política e conclamaram os eleitores a manter a militância.

Compreensível. Mas o candidato a vice de Pedro Paulo, o pedetista Alberto Góes (primo de Waldez e de Roberto Góes, o prefeito de Macapá), foi além: “Nós somos ficha limpa, sim senhor”. A esposa do governador afastado não parecia abatida. Denise Carvalho também usou a palavra e fez um apelo aos eleitores:”Vamos sair com todas as armas que a gente tem”. A campanha eleitoral no Amapá, que já estava equilibrada, caminha para uma tumultuada reta final.

(Gabriel Castro, de Macapá)

10/09/2010

às 16:00

Prisão de governador aumenta indefinição em disputa no AP

Preso na manhã desta sexta-feira (10), o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), era vice-governador até que o pedetista Waldes Góes (também detido) deixou o cargo para se candidatar ao Senado. A operação Mãos Limpas deve alterar o cenário eleitoral no estado, que já era um dos mais confusos do país.

A insólita aglutinação política amapaense inclui alianças curiosas: lá, por exemplo, o DEM não é aliado do PSDB. Mas está ao lado do PC do B na coligação de apoio a Pedro Paulo.

O PT é coligado com o PSB, do candidato ao governo Camilo Capiberibe. O PMDB de José Sarney, influente no estado, apoia o tucano Jorge Amanajás. O outro nome na briga é do PTB: Lucas Barreto, que e é apoiado, além de seu partido, por seis legendas sem expressão, como o PCB e o PSDC.

Os quatro candidatos aparecem com chances de segundo turno nas poucas pesquisas de intenção de voto feitas no estado. Lucas aparece em primeiro lugar, seguido por Amanajás, Pedro Paulo e Camilo.

(Gabriel Castro)


 

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