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Arquivo da categoria Disputa nos estados

16/12/2010

às 16:06

Não haverá novas eleições ao Senado no PA, decide TRE

Por três votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) decidiu não realizar uma nova eleição para o Senado no estado. O pedido foi feito pelo PMDB, depois que o candidato Jader Barbalho (PMDB) foi considerado ficha suja pela Justiça Eleitoral e teve os votos nulos. Ainda cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como o candidato Paulo Rocha (PT) também foi considerado inelegível, mais de 56% dos votos foram desconsiderados, o que caberia a realização de novas eleições. Este argumento do PMDB, no entanto, foi rejeitado pela maioria dos ministros.

O relator do caso, Daniel Sobral, avaliou que tanto o PMDB, quanto PT agiram de má-fé ao lançarem candidatos com processo pendente na Justiça. “Agiram deliberada, solidária e conscientemente no afã de exaurir sua pretensão, doa a quem doer, custe a quem custar, ainda que para tanto se fizesse necessário a realização de novo pleito eleitoral ao Senado”.

Sobral completou que “à época das convenções partidárias, já sinalizava para o risco colossal de que candidaturas ‘fichas sujas’ não viessem a lograr êxito naquele sodalício”.

O relator afirmou ainda que o pedido é “impossível” de ser realizado “uma vez que não se pode mais ‘deixar de proclamar’ o resultado das eleições. O resultado já foi proclamado em outubro de 2010 e homologado no mês de novembro”.

A Justiça declarou eleitos senadores no Pará Fernando Flexa Ribeiro (PSDB), o primeiro colocado, e Marinor Brito (PSol), a quarta colocada.

(Luciana Marques, de Brasília)

01/11/2010

às 14:16

Agnelo defende o fim da ‘Era Roriz’ no Distrito Federal

Sem o nervosismo costumeiro dos debates, o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), falou nesta segunda-feira à imprensa. Ele falou a respeito do fracasso da tentativa do ex-governador Joaquim Roriz em eleger sua mulher, Weslian, ao governo.

Agnelo chegou a defender pessoalmente, mas com cautela, o fim da ‘Era Roriz’ em Brasília. Questionado por um repórter se gostaria que o chamado “rorizismo” acabasse, respondeu: “Se fosse por minha vontade, sim. Mas eu não posso falar pela população”, declarou.

Joaquim Roriz (PSC) governou o Distrito Federal quatro vezes e desistiu de tentar o quinto mandato depois de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. O ex-governador tentou, em uma manobra fracassada, colocar Weslian em seu lugar. Segundo Agnelo, sua adversária não fez nenhum contato com ele parabenizando-o pela eleição.

O governador eleito disse que seu governo será “radialmente transparente” a fim de resgatar a credibilidade da política em Brasília, que ficou prejudicada depois do esquema de corrupção que culminou na prisão do ex-governador José Roberto Arruda.

Agnelo prometeu ainda nomear secretários com ficha limpa e resolver os imbróglios de Brasília, como condomínios irregulares, especulação imobiliária, falta de saneamento e hospitais e escolas em condições precárias.

(Luciana Marques, de Brasília)

31/10/2010

às 21:57

Anchieta Júnior derrota Neudo Campos em Roraima

José Anchieta Júnior, candidato do PSDB ao governo de Roraima, venceu a disputa no estado. Com 99,6% das urnas apuradas, Anchieta tem 50,43% dos votos. Seu concorrente, Neudo Campos, do PP, ficou com 49,57% e, matematicamente, já não possui chances de ganhar.

Biografia – José Anchieta Júnior assumiu seu primeiro cargo público como secretário de Estado de Infra-Estrutura de Roraima em 2004. Em 2006, foi eleito vice-governador do estado na chapa de Ottomar Pinto (PSDB). Com a morte de Pinto, um ano mais tarde, Anchieta assumiu o governo do estado e buscava a reeleição.

Disputa – José Anchieta Júnior derrotou nas urnas Neudo Campos, que já foi governador de Roraima duas vezes consecutivas (1995-2003). No fim do segundo mandato, Campos foi preso pela Polícia Federal na Operação Gafanhoto, acusado de ser o líder do grupo que criava falsas folhas de pagamento.

Investigado em 10 ações penais, 11 inquéritos e 13 ações civis no Supremo Tribunal Federal (STF), Campos renunciou em agosto deste ano ao mandato de deputado federal. Antes de abandonar o cargo, Campos ostentava o título de parlamentar com mais processos no STF.

Entre os crimes nos quais vem sendo investigado, responde por peculato, formação de quadrilha e crime contra a administração pública. Apesar de ter sido condenado em primeira instância pelo Tribunal de Contas da União (TCU), órgão colegiado, Campos recorreu e foi absolvido. Por isso não pôde ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e seria empossado caso vencesse as eleições.

31/10/2010

às 20:22

Simão Jatene é o novo governador do Pará

O tucano Simão Jatene venceu a disputa com a petista Ana Júlia para o governo do Pará. Com 89,74% das urnas apuradas, o resultado parcial, que já garante a vitória do candidato do PSDB, mostra Jatene com 56,21% dos votos e Ana Julia com 43,79%.

Um dos fundadores do PSDB em 1988, o economista e professor universitário Simão Jatene governou o Pará entre 2003 e 2007, na primeira vez em que disputou o cargo. Foi secretário de Planejamento do estado por duas oportunidades, entre 1982 e 1985 no mandato de Jader Barbalho (PMDB) e entre 1995 e 1998, no governo do também tucano Almir Gabriel.

Desde o começo da disputa, as pesquisas apontavam a liderança de Jatene ao governo. No primeiro turno, as urnas deram ao tucano 48,91% dos votos, contra 36,04% de Ana Júlia. A campanha da petista conseguiu unir lideranças do MST e Almir Gabriel, governador tucano do estado na época do episódio que ficou conhecido como Massacre do Carajás, em que 19 integrantes do Movimento dos Sem-Terra foram mortos por policiais militares. Gabriel queria se candidatar e se desfiliou do PSDB quando Jatene foi indicado.

31/10/2010

às 19:42

Camilo Capiberibe é eleito governador do Amapá

Com 94,5% das urnas apuradas, Camilo Capiberibe (PSB) venceu Lucas Barreto (PTB) no segundo turno das eleições para governador no estado do Amapá. Ele obteve 53,64% dos votos, contra 46,36% do adversário.

O resultado do primeiro turno foi um empate: 28,93% para Lucas e 28,68% para Capiberibe. O novo governador, bacharelado em direito, pode ser considerado um azarão: ele era o quarto colocado nas pesquisas, até ser deflagrada a Operação Mãos Limpas, em setembro, que desarticulou um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo políticos, empresários e servidores públicos do estado.

A Polícia Federal prendeu 18 suspeitos, entre eles o governador Pedro Paulo Dias (PP), que disputou a reeleição, mas não resistiu ao escândalo. Jorge Amanajás (PSDB), presidente da Assembleia, era o terceiro nas pesquisas de intenção de voto, mas foi envolvido nas investigações da PF e também viu sua candidatura enfraquecida.

Na sua página no Twitter, Capiberibe se define um “Amapaense de coração; Deputado Estadual pelo PSB; Presidente da Comissão de Direitos Humanos da AL e candidato à governador do Amapá”. Ele é filho de João Capiberibe (PSB), ex-senador e ex-governador do Amapá (entre 1995 e 2002) e da deputada Janete Capiberibe (PSB).

31/10/2010

às 18:46

Marconi Perillo, do PSDB, vence disputa acirrada em Goiás

Com 52,97% dos votos, o candidato tucano Marconi Perillo derrotou Iris Rezende, do PMDB,  e assumirá pela terceira vez o governo do Estado de Goiás. No primeiro turno, Perillo ficou com 46% dos votos e Rezende, 36%. No segundo turno, 97,22% dos votos foram apurados e Rezende, com 47,03%, não possui mais chances matemáticas de ganhar.

Biografia - Perillo foi eleito deputado federal pelo PP em 1994 e, em 1998, já no PSDB, tornou-se governador do Estado de Goiás aos 35 anos – o mais jovem da história do Brasil. Em 2002, Perillo venceu novamente no Estado, mas seu segundo mandato foi interrompido por sua candidatura ao Senado em 2006 – à qual venceu com 75% dos votos. Assim como Perillo, Iris Rezende também foi governador de Goiás por duas vezes.

Disputa - O embate entre os candidatos ao Palácio das Esmeraldas ficou mais acirrado após a possibilidade de empate técnico divulgada pela pesquisa Ibope/TV Anhanguera. A eleição do Estado foi considerada uma das mais concorridas do segundo turno e contou até com episódios de censura política. No último dia 21, o jornalista e apresentador da TV Brasil Central, Paulo Beringhs, pediu demissão ao vivo, alegando que teria sido impedido de entrevistar Marconi Perillo.

31/10/2010

às 18:12

Caixa de Pandora e Ficha Limpa viraram o jogo para Agnelo

Em março de 2009, Agnelo Queiroz (PT) era o azarão da corrida ao governo do Distrito Federal.  Um levantamento do Datafolha dava 41% das intenções de voto para o então governador José Roberto Arruda (que, na época, pertencia ao DEM), 35% para o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e apenas 7% para o petista. O ex-ministro do Esporte não convencia nem o próprio partido: parte da legenda defendia o nome de Geraldo Magela, que disputara uma eleição equilibrada com Joaquim Roriz, em 2002. Abertas as urnas, no entanto, o ex-ministro do Esporte conquistou uma vitória maiúscula, com cerca de dois terços dos votos válidos.

A virada de jogo se deve menos aos méritos do candidato do que às trapalhadas de seus adversários. Em setembro de 2009, o PT ainda caminhava para uma aliança ideológica com antigos parceiros de esquerda, como  o PSB e o PC do B – legendas de pouco peso na capital federal. O PMDB, que era o partido de Roriz, já se insinuava para o lado de José Roberto Arruda. Sufocado entre dois candidatos de peso, Agnelo parecia fadado a se tornar candidato petista a governador menos votado na história do Distrito Federal. Mas, se falta carisma ao candidato, a sorte parece acompanhá-lo.

Roriz x Arruda - O cenário começou a mudar quando o presidente do PMDB, Tadeu Filipelli, se aproximou de José Roberto Arruda, que tinha altos índices de aprovação. Levou consigo a maior parte da legenda no Distrito Federal. A aliança que se desenhava batia de frente com os planos de Joaquim Roriz, que pretendia governar a capital do país pela quinta vez. Em setembro de 2009, numa tumultuada convenção partidária, o PMDB de Brasília rejeitou a ideia de um candidato próprio na disputa ao governo, preparando terreno para uma aliança com Arruda.

Ato contínuo, Joaquim Roriz deixou a legenda: encontrou guarida no pequeno PSC. Trouxe consigo um pequeno grupo de aliados. Ainda em setembro, logo depois de o ex-governador ser tolhido no PMDB, um parceiro leal de Roriz decidiu contar o que sabia. Durval Barbosa, ex-secretário de relações institucionais, começou a relatar à ao Ministério Público do Distrito Federal os meandros de um extenso esquema de corrupção que tivera início no governo Roriz mas se apriomorara na gestão de Arruda. A divulgação, por Durval, de uma série de vídeos devastadores (que incriminavam Arruda mas livravam seu antecessor) iniciou uma sequência de eventos que terminou com a prisão e a cassação do governador – outra cria política de Roriz que havia ganhado vida própria.

O candidato do PSC agora tinha tudo para se eleger. As pesquisas diziam isso: em janeiro, o Datafolha apontava uma liderança folgada de Roriz, com 48% dos votos  contra 11% de Agnelo. Arruda já estava fora da briga. Neste momento, o PMDB, sem opção, havia entrado no barco petista. Tadeu Filipelli, antigo aliado de Roriz e Arruda, agora era o vice de Agnelo Queiroz. O apoio peemedebista deu força extra à campanha do PT.

(Gabriel Castro, de Brasília)

31/10/2010

às 18:00

Agnelo é o novo governador do DF

Agnelo Queiroz, candidato do PT ao governo do Distrito Federal, venceu o embate no segundo turno com 66,1% dos votos. Sua concorrente, Weslian Roriz, do PSC, ficou com 33,9%.

Biografia - Queiroz é ex-filiado ao PCdoB, partido pelo qual foi eleito deputado distrital, federal e escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a pasta de Esporte no ministério. Foi ministro até 2006, quando se desligou para concorrer ao Senado. Queiroz se filiou ao PT em 2008. O político também é médico e dirige a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Disputa - O embate eleitoral no DF foi marcado por escândalos agravados no final de 2009, com o chamado “Mensalão do DEM”, que levou o mandato do então governador José Roberto Arruda à cassação. Joaquim Roriz (PSC) passou a ter a preferência dos votos, mas foi impedido de concorrer às eleições devido à Lei da Ficha Limpa. Sua esposa, Weslian Roriz, sem experiência política ou administrativa, assumiu a candidatura em seu lugar. No primeiro turno, Agnelo ficou com 48,41% dos votos, enquanto Weslian conseguiu 31,50%.

31/10/2010

às 15:47

Weslian Roriz aposta na ajuda de Deus para vencer eleição

A candidata do PSC ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz, aposta em uma ajuda divina para vencer a eleição. Apesar de aparecer com 28 pontos a menos do que o adversário Agnelo na última pesquisa Datafolha de intenções de voto, a mulher de Joaquim Roriz está confiante na vitória. ”As urnas é que vão trazer [o resultado]. Estou confiante. Confio em Deus, na vontade dele.”, afirmou a candidata após votar, na tarde deste domingo.

Dessa vez, para evitar constrangimentos como no primeiro turno, a equipe de Roriz providenciou uma claque de militantes que ovacionou o casal durante a passagem de Weslian e do marido pela escola onde a candidata votou, na cidade-satélite do Núcleo Bandeirante. Havia poucos eleitores no local. Ainda assim, houve alguma vaias.

(Gabriel Castro, de Brasília)

31/10/2010

às 14:12

Temer se diz animado com possibilidade de vitória

O candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer, disse neste domingo, ao votar, que estava bastante animado. “A primeira animação é com o exercício da democracia, a segunda animação é a perspectiva da vitória”, afirmou, ao chegar à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na zona oeste de São Paulo, nesta manhã.

Segundo ele, Dilma também está animada. “Conversei com a Dilma e ela está animadíssima.” Temer, no entanto, ainda não falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre o possível impacto do feriado prolongado de Finados no índice de abstenção, o presidente da Câmara dos Deputados afirmou que “pode tirar votos na nossa chapa e na do outro candidato (José Serra, do PSDB)”. “É uma igualdade de perdas.” Temer informou ainda que seguiria para Brasília, onde acompanharia a apuração.

Marta Suplicy – A senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP) desconversou neste domingo sobre a possibilidade de assumir algum ministério em um possível governo Dilma. “Espero cumprir (o mandato). Estou animada e achando que é um grande um desafio.”

A senadora eleita votou pouco antes do meio-dia em um colégio da zona sul de São Paulo, ao qual chegou a pé, sozinha e apenas com o RG em mãos.

Sobre a questão do aborto, ela disse que esse assunto “terá de ser discutido em algum momento”, mas não entrou em detalhes.

(Com Agência Estado)


 

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