Blogs e Colunistas

Arquivo da categoria dilma rousseff

31/10/2010

às 15:00

Para Chávez, Dilma já ganhou

Para quem está costumado a chegar no dia da votação com a certeza do resultado, não poderia ser diferente. Fazendo confusão entre o Brasil e a Venezuela, onde votos são meros detalhes do processo eleitoral, Hugo Chávez deu como certa a vitória da candidata petista Dilma Rousseff.

“Hoje chega Dilma à presidência do Brasil”, escreveu o caudilho em seu twitter. Já em seu artigo “Las líneas de Chávez”, que sai na imprensa do país aos domingos, foi ainda mais direto: “Bem-vinda, camarada!”

25/10/2010

às 20:12

Dilma perde no Twitter para Serra e um dos sites em nome da petista chama os paulistas de ‘bestas’


No ambiente virtual do Twitter, o embate entre José Serra e Dilma Rousseff não é acirrado. O tucano bate  a petista de longe. Na rede de mensagens de 140 caracteres, Serra, que já levava vantagem durante toda a corrida eleitoral, vem angariando ainda mais seguidores às vésperas do segundo turno. Desde o dia 3 de outubro, Serra conquistou cerca de 73 000 simpatizantes, ante 37 000 da opositora – praticamente o dobro. Assim, o tucano soma aproximadamente 540 000 seguidores, abrindo uma dianteira de 260 000 perfis sobre a oponente.

Deve-se somar a isso a fato de que, sob todos os aspectos, o comportamento de Dilma no Twitter é heterodoxo, para dizer o mínimo. Ao contrário de Serra – que alimenta uma relação cordial com seguidores, respondendo mensagens individualmente, em muitos casos –, a petista não escreve os textos que assina (alguma semelhança com o programa de governo do PT, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, em julho, que defendia o controle da imprensa e que ela disse que firmou sem ler?). Em seu lugar, trabalha uma equipe de escribas-assessores. A história já é notória, mas a candidata tentou escondê-la o quanto pode. Só veio a público quando Dilma foi pega em um deslize: no dia em que a petista faltou a um debate televiso por alegar agenda cheia, uma mensagem foi postada em seu perfil no microblog, justamente no horário em que ela deveria estar na TV (ou no tal compromisso agendado). Um ingênuo elogio a um vídeo da banda mineira Pato Fu escancarou uma verdade de que já se suspeitava: Dilma não redigia as próprias mensagens. O trabalho cabia à sua assessora, Helena Chagas.

A relação de Dilma com a web, de fato, é errática. Há poucos dias, veio a público um texto publicado pelo site Blog da Dilma – que, a despeito do título aparentemente oficial, só mantém laços, digamos, emocionais com a candidata, segundo rezam os mantenedores do endereço. O texto dizia o seguinte: “Zé Pedágio pensa que os nordestinos são bestas como os paulistas”. A ofensa ao povo de São Paulo foi originalmente publicada em 13 de fevereiro e, desde então, circula livremente pela web. Foi retirada do ar quando a mancada ficou evidente, e Dilma se deu conta de que pode até concordar com a ofensa, mas precisa dos votos dos eleitores de São Paulo. Logo após o primeiro turno, a vítima da vez foi Marina Silva. Assim que a verde indicou que se manteria neutra na disputa presidencial, foi chamada no site de “traíra”.

Daniel Bezerra de Oliveira, autointitulado criador do site, diz que o “elogio” aos paulistas não é de autoria sua, nem dos demais 150 simpatizantes do PT. Segundo ele, o endereço teria sido “invadido” por piratas virtuais. Para não repetir a versão, ele admite que a ofensa a Marina foi postada por um dos companheiros: “Porém, minha mulher achou o conteúdo muito agressivo e retirei o texto do ar”, alega. Ele acrescenta que os 24 000 reais mensais (setembro) que sustentam o endereço são integralmente enviados por “colaboradores” – não haveria aí um centavo petista… ou público.

É curioso que a candidata à Presidência permita o funcionamento na web de um site cujo título soe tão oficial. À primeira vista, trata-se mesmo do “blog da Dilma”. Ela fatura com os melosos elogios publicados. E não nega uma só palavra colocada ali, nem mesmo as ofensas contra adversários ou pretensos aliados.

18/10/2010

às 18:25

Para Dilma, privatização não expandiu telefonia

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, afirmou, no início da noite desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, que foi o aumento do poder de compra da população, e não a privatização, o que ampliou o acesso à telefonia no Brasil. “O pobre passou a ter telefone porque passou a ter renda. Não por causa da privatização. Essa lógica é um tanto quanto questionável. Não é porque é público ou privado que aumentou a capacidade de renda e de compra da população”, afirmou, ao responder a uma pergunta sobre a privatização da Telebrás, ocorrida em 1998, no fim do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso.

A preocupação em atacar FHC fez a candidata ignorar dados informados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Foi a partir da privatização da empresa que se deu o acesso universal ao telefone fixo no Brasil, com um crescimento de 172% no número de linhas fixas no país, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Reportagem de VEJA desta semana mostra que, enquanto foi a Telebrás foi estatal havia, até 1998, 22,1 milhões de linhas fixas no Brasil. A partir da privatização, o total de telefones nas residências passou para 47,8 milhões em 2000 e chegou a 60 milhões este ano.

A candidata emendou a crítica às privatizações para defender o modelo de exploração escolhido pelo governo do PT para o pré-sal. “O fato é que sou contra as privatizações do Pré-Sal. Seja o que diga o meu adversário, o fato é que o PSDB votou contra o modelo de partilha”, disse Dilma.

Dilma, que está no Rio para um encontro com artistas e intelectuais em um teatro no Leblon, na zona sul, recebeu a imprensa na saída do hotel em que se hospedou na Praia de Copacabana. A candidata começou pautando a conversa com um assunto surgido durante o debate da noite de domingo, na RedeTV: o sistema de vigilância da fronteira em aviões não-tripulados, que, segundo o candidato do PSDB, José Serra, não estão funcionando, como divulga o governo.

“O meu adversário desqualificou a Polícia Federal e o emprego do Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado) de uma forma um pouco leviana. A PF fez dois contratos: um de treinamento teórico e um contrato prático de treinamento. Já acumulamos 271 horas de voo em treinamento”, disse Dilma.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

18/10/2010

às 10:02

Dilma reúne artistas em teatro da Zona Sul do Rio

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem encontro marcado com artistas e intelectuais na noite desta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Sem a verde Marina Silva – que recebeu amplo apoio da categoria e acaba de se declarar “neutra” no segundo turno – na disputa, a noite de hoje será um bom termômetro para medir a adesão à candidatura de Dilma.

O encontro será às 20 horas, em um teatro no Leblon, na Zona Sul da cidade, para que seja entregue a Dilma um manifesto de apoio. O discurso do documento é de continuidade, principal bandeira da candidata.

O desenvolvimento sustentável também é citado no texto, que também exalta o governo Lula. No manifesto, não há referências diretas a José Serra, do PSDB, ou a qualquer outro tucano. No entanto, como destaca os últimos oito anos de governo, a escolha de algumas palavras evidencia a tentativa de associar Serra à descontinuidade e ao retrocesso.

“Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária. Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado. Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana”, diz um trecho do manifesto.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

12/10/2010

às 20:06

Garotinho exige mudança no PNDH para apoiar Dilma

A questão do aborto passou a ser um obstáculo que a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, terá que ultrapassar até para manter o apoio de quem participou de sua campanha no primeiro turno. Agora, até aliados políticos cobram da petista e do governo Lula uma posição contraria a esse procedimento. É o caso do ex-governador Anthony Garotinho, deputado federal eleito com maior votação no Rio de Janeiro. Ele apoiou Dilma no primeiro turno e, agora, condiciona seu apoio à revogação do decreto que instituiu o PNDH 3 (Plano Nacional de Direitos Humanos).

Em sua última versão, o programa, que é um conjunto de intenções do governo sem peso de lei, apoia mudanças no Código Penal que permitam “o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal”. O texto original, modificado após a repercussão negativa, era ainda mais explícito ao “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”.

Garotinho, que é ligado à Igreja Presbiteriana do Brasil, estima que 500.000 dos seus 695.000 votos vieram de eleitores evangélicos. Para ele, a questão do aborto não é o único problema do Plano. “O PNDH 3 ainda propõe a legalização da prostituição”, disse o deputado eleito, referindo-se ao compromisso do programa de “apoiar programas voltados para a defesa dos direitos de profissionais do sexo”.

Crivella - Já o senador reeleito Marcello Crivella (PRB-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, é um aliado mais flexível. Apoiado pelo presidente Lula, o que lhe garantiu a segunda maior votação no Rio de Janeiro – 3,3 milhões de votos, ou 22,6% do total, atrás apenas do petista Lindberg Farias -,  ele organiza esta semana, em Brasília, um encontro com a bancada evangélica que apoia Dilma. O objetivo é alinhar os discursos, decidir quais deles aparecerão no programa de TV da petista e traçar uma estratégia para angariar votos para ela. Entre os já confirmados para o encontro estão os senadores reeleitos Walter Pinheiro (PT-BA) e Magno Malta (PR-ES).

A partir de quinta-feira, Crivella percorrerá a Baixada Fluminense para agradecer os votos recebidos e pedir que os eleitores ajudem Dilma a vencer o segundo turno. Ele deve passar por municípios nos quais concentrou seus esforços de campanha no primeiro turno, como Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti e Belford Roxo.

(Com Agência Estado)

19/09/2010

às 12:03

Dilma diz que senador Álvaro Dias quer ‘tumultuar’ eleições

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, afirmou que o senador e líder da oposição Álvaro Dias (PSDB) está tentando criar um factoide ao convidá-la para prestar depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no senado.  A candidata participou neste domingo de uma carreata com o candidato ao governo do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) na cidade-satélite de Ceilândia, a 30 km do centro de Brasília.

Durante coletiva no último sábado, Dias justificou o convite dizendo que Dilma deve explicações, já que era ministra da Casa Civil na ocasião em que ocorreram os tráficos de influência na pasta. “Isso não é um convite, é uma tentativa de se criar um factoide. O senador Álvaro Dias tenta sistematicamente tumultuar as eleições. Eu já fui acusada de tudo”, disse Dilma. “Não aceito convite do senador nem para um cafezinho”.

Sobre a edição desta semana de VEJA, a candidata voltou a repetir o que dizia a nota do Ministério da Saúde sobre a participação de terceiros e da Casa Civil na compra de tratamentos de Tamiflu, antiviral utilizado para combate da gripe H1N1. “Todo ministro da saúde sabe que todos os processos licitatórios da saúde nada têm a ver com a Casa Civil”, afirmou.

Segundo reportagem de VEJA, em julho do ano passado, funcionários da Casa Civil receberam 200 000 reais de propina como consequência do negócio firmado entre o governo e a fabricante Roche para a aquisição de tratamentos de Tamiflu. Como já tinha registro no Brasil e protocolo para aplicação, o remédio foi adquirido por compra direta: sete aquisições entre abril e dezembro de 2009, num preço total de 400 milhões de reais.

Ao ser questionada sobre o envolvimento do ex-assessor da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro, sócio do filho da ex-ministra Erenice Guerra, Dilma disse que não se sentia traída. “Não nomeei esse senhor. Não o conhecia e não tem porque eu me sentir traída. Ele era da confiança dela”, alfinetou a candidata.

(Luciana Marques, de Brasília)

11/09/2010

às 17:32

Senador tucano Álvaro Dias compara o lobby no Planalto com o escândalo do mensalão

Em passagem por São Paulo neste sábado, o senador tucano Álvaro Dias falou sobre a reportagem de capa de VEJA desta semana, que revela os detalhes de um esquema de lobby protagonizado por Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra. Para o tucano, os sinais de que a ministra não apenas permitia que o filho usasse seu nome para promover acordos milionários entre empresários e governo, mas participava, ela mesma, das negociações, montam um “caso tão estarrecedor quanto o mensalão”. Confira a íntegra da entrevista:

Reportagem de VEJA desta semana mostra que o filho da ministra Erenice Guerra usava o nome da mãe para prosperar como lobista, e que a própria ministra participava de reuniões de negócios do filho. A seu ver, qual o impacto dessa denúncia?

O caso é tão estarrecedor quanto o mensalão. O ministério da Casa Civil tornou-se o subterrâneo do governo, um balcão de negócios. Há um rosário de escândalos que aconteceram ali, parece uma casa assombrada.

A candidata Dilma Rousseff, do PT, estava no comando da Casa Civil quando a negociação entre o empresário Fábio Baracat e Israel Guerra teve início. O senhor acha que a candidata tinha conhecimento dos acordos?

Há uma conexão inquestionável entre a Dilma e a Erenice Guerra. Elas estão sempre juntas, a Erenice não era só uma assessora de Dilma. Impossível a Dilma não saber, uma vez que o que estava em jogo eram contratos com os Correios, entendimentos na Anac.

Na reportagem, a ministra Erenice Guerra diz que o dinheiro fruto das propinas servia para “saldar compromissos políticos”. Como o senhor interpreta a frase?

Isso contamina a campanha da Dilma Rousseff de forma irreversível. Erenice e Dilma são como almas gêmeas, há um vínculo indelével entre as duas. A confissão da Erenice Guerra é reveladora. Atender a compromissos políticos mediante pagamentos, ainda mais com valores tão expressivos, não pode servir para outra coisa que não seja para a campanha de Dilma Rousseff. Isso faz lembrar o caso do Fiat Elba de Fernando Collor em 1992.

Em nota, a ministra Erenice Guerra disse que “coloca à diposição os sigilos fiscais, telefônicos e bancários dela e de sua família”. A oposição vai requisitar esses documentos?

Os malandros apagam os rastros. Não vão encontrar nada assim. Todo mundo conhece essas táticas de despiste. Agora, o Congresso não pode assistir a isso calado. O Senado tem de agir. A ministra Erenice deve ser convocada para dar explicações. Há de se representar junto ao procurador da República para que se inicie um processo de investigação judiciária.

(Bruno Abbud)

03/06/2010

às 20:09

Questionar Serra, mas com cautela

Por ordem do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e do coordenador jurídico da campanha de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, os advogados do partido vão fechar o texto da interpelação judicial contra José Serra já nesta sexta-feira. Pierpaolo Bottini e Márcio Silva se encontrarão pessoalmente para definir os argumentos a serem levados à Justiça comum. Eles ainda vão decidir se entram com o processo em São Paulo ou em Brasília, mas provalmente será na capital paulista, onde o pré-candidato do PSDB mora.

A defesa do PT vai pedir explicações sobre as recentes declarações de Serra a respeito do suposto dossiê que teria sido elaborado a pedido de Dilma para atingir a campanha do tucano. A dupla partirá do princípio de que não se pode fazer acusações infundadas contra ninguém. A ação vai anexar as reportagens publicadas na imprensa e trará perguntas ao pré-candidato sobre as intenções dele ao acusar Dilma Rousseff. Se o tucano confirmar as afirmações, o PT estudará a abertura de um processo civil ou criminal contra Serra.

No auge da polêmica em torno do dossiê, porém, os petistas não querem tomar nenhuma decisão precipitada. A ordem dentro da campanha é se precaver para evitar uma crise ainda maior. Ou seja, se o tucano convencer o PT de que não tinha a intenção de atingir diretamente a adversária, ficará tudo bem para os dois lados.

(Luciana Marques)

02/06/2010

às 17:46

Dilma Rousseff afirma que não vai bater boca sobre dossiê

A pré-candidata petista irritou-se nesta quarta-feira em Gôiania ao ser perguntada sobre o suposto dossiê que teria sido elaborado por integrantes do PT contra José Serra. Ela disse que isso é uma falsidade e não vai ficar batendo boca sobre o assunto. A ex-ministra falou rapidamente com a imprensa depois de concluir uma série de compromissos em Goiânia.

(Luciana Marques, de Goiânia)

02/06/2010

às 16:13

Serra sofre de “pesquisite” aguda, diz presidente do PT

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, respondeu mais uma vez às declarações de José Serra sobre suposto dossiê contra tucanos. Dutra disse que o pré-candidato deve estar com um “grau de estresse acima do suportável, preocupado com a eleição”. E disse lamentar que a oposição tente “jogar no colo do PT” a criação do documento. Dutra sugeriu ainda que os próprios tucanos teriam elaborado o dossiê em um “jogo interno”. Segundo ele, qualquer baixaria contra Dilma Rousseff na internet pode ser catalogada e colocada em uma pasta com a descrição “dossiê contra Serra”.

O presidente do PT negou ainda que Luiz Lanzetta seja coordenador de imprensa da campanha de Dilma Rousseff. Segundo ele, a empresa dele, a Lanza Comunicação, foi contratada apenas para locação de mão de obra. E disse que não pode ser responsabilizado por supostos encontros de pessoas que não participam da campanha petista. Lanzetta teria contratado um grupo de ex-agentes de serviços de inteligência para espionar José Serra.

Dutra falou com a imprensa no lugar de Dilma Rousseff. A ex-ministra foi blindada pelos assessores, que preferiram poupá-la de explicações.

(Luciana Marques, de Goiânia)

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados