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Arquivo da categoria Debate na RedeTV!

17/10/2010

às 23:45

Neutralidade do PV preocupa Serra

No discurso oficial, José Serra nega, mas a neutralidade do Partido Verde o preocupa. Em cochicho ao governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidenciável quis saber se, com a decisão do partido, poderia ainda contar com a participação de Fernando Gabeira (PV) no seu programa do horário eleitoral gratuito. O verde já declarou apoiar Serra. Neste domingo, o PV e a ex-candidata Marina Silva decidiram não apoiar nem Serra nem Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.

“O PV ficou neutro. Não vou poder usar o Gabeira no meu programa?” perguntou Serra a Alckmin, ao deixar os estúdios da RedeTV!, em São Paulo, após o debate desta noite. Alckmin ficou de se informar sobre o assunto. Questionado pelo site de VEJA, o governador, constrangido, disse que Gabeira não gravou qualquer depoimento para o presidenciável. “Serra só queria saber, para o caso de poder usar a imagem de Gabeira.”

Minutos antes, perguntado por jornalistas, Serra tinha se mostrado desinformado sobre a decisão do PV. “Nem sei o que aconteceu na reunião do PV. Eles estavam tendo reunião quando eu vim aqui para o debate”, disse o tucano. O resultado da plenária dos verdes saiu pouco depois do meio dia. Serra chegou à RedeTV! às 20h50. “Eu vim na correria. Quero saber melhor da decisão para poder falar. De qualquer forma, respeito a decisão de qualquer partido. É constrangedor e inútil ficar metendo o bico.”

Questionado sobre o impacto da neutralidade na decisão de voto do eleitor, esquivou-se: “Até agora eu não tive o PV, não posso dizer se vai fazer falta.”

Enquanto isso, tucanos trabalham para articular um evento com Serra e líderes do PV de São Paulo ainda nesta segunda-feira, na capital paulista. A ideia é mostrar que, mesmo com a postura oficial do partido, Serra conta com aliados verdes.

(Carolina Freitas)

No discurso oficial, José Serra nega, mas a neutralidade do Partido Verde o preocupa. Em cochicho ao governador eleito de São

Paulo, Geraldo Alckmin, o presidenciável quis saber se, com a decisão do partido, poderia ainda contar com a participação de

Fernando Gabeira (PV) no seu programa do horário eleitoral gratuito. O verde já declarou apoiar Serra. Neste domingo, o PV e a

ex-candidata Marina Silva decidiram não apoiar nem Serra nem Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.

“O PV ficou neutro. Não vou poder usar o Gabeira no meu programa?” perguntou Serra a Alckmin, ao deixar os estúdios da RedeTV!,

em São Paulo, após o debate desta noite. Alckmin ficou de se informar sobre o assunto. Questionado pelo site de VEJA, o

governador, constrangido, disse que Gabeira não gravou qualquer depoimento para o presidenciável. “Serra só queria saber, para o

caso de poder usar a imagem de Gabeira.”

Minutos antes, perguntado por jornalistas, Serra tinha se mostrado desinformado sobre a decisão do PV. “Nem sei o que aconteceu

na reunião do PV. Eles estavam tendo reunião quando eu vim aqui para o debate”, disse o tucano. O resultado da plenária dos

verdes saiu pouco depois do meio dia. Serra chegou à RedeTV! às 20h50. “Eu vim na correria. Quero saber melhor da decisão para

poder falar. De qualquer forma, respeito a decisão de qualquer partido. É constrangedor e inútil ficar metendo o bico.”

Questionado sobre o impacto da neutralidade na decisão de voto do eleitor, esquivou-se: “Até agora eu não tive o PV, não posso

dizer se vai fazer falta.”

Enquanto isso, tucanos trabalham para articular um evento com Serra e líderes do PV de São Paulo ainda nesta segunda-feira, na

capital paulista. A ideia é mostrar que, mesmo com a postura oficial do partido, Serra conta com aliados verdes.

(Carolina Freitas)

17/10/2010

às 23:26

Em debate morno, privatização foi cavalo de batalha

No segundo debate entre os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), na reta final da corrida ao Palácio do Planalto, os oponentes mantiveram o tom de enfrentamento, embora com menos agressividade e passando ao largo de temas explosivos. O aborto, uma das maiores polêmicas da campanha, sequer foi mencionado desta vez – não se sabe se por cálculo, já que o impacto da questão nas urnas é limitado, ou por pura cautela. O debate ocorreu na noite deste domingo, em São Paulo, e foi promovido pela RedeTV! e pelo jornal Folha de S.Paulo.

O tucano e a petista também deixaram de abordar, em suas perguntas, denúncias de irregularidades de pessoas ligadas aos dois candidatos. A tarefa ficou a cargo de jornalistas. Mas ambos deram respostas evasivas – Dilma ao falar sobre a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que caiu após revelação do envolvimento de seu filho, Israel Guerra, em um esquema de tráfico de influência, e Serra ao ser indagado sobre Paulo Vieira de Souza, suspeito de desvio de dinheiro de campanha.

Privatização – A privatização foi o tema central do confronto, por iniciativa da petista. Dilma passou boa parte do primeiro e do segundo blocos batendo nesta tecla. Nitidamente orientada por sua equipe, mencionou a questão mais de cinco vezes na parte inicial do debate, esquentando a discussão, inicialmente morna.

A questão entrou em pauta logo no primeiro bloco, quando Dilma quis saber por que o governo do estado de São Paulo impediu a compra da empresa Gas Brasiliano pela Petrobras – insinuando que o adversário não quer ampliar o patrimônio da estatal. A estratégia tem sido amplamente explorada pela campanha petista e já havia sido adotada no debate anterior, promovido pela Band. Na ocasião, Dilma afirmou que Serra privatizaria a Petrobras e o pré-sal, caso eleito.

“Vejam só vocês, o candidato Serra está fugindo de responder sobre as privatizações”, disse Dilma em uma das ocasiões. Nesse ponto, o tucano endureceu, acusando a adversária de mentir. “A campanha da candidata mente o tempo inteiro a respeito de minha posição quanto à Petrobras”, disse, lembrando que as ações da empresa subiram depois que as pesquisas de intenção de voto passaram a mostrar uma redução da diferença entre os dois. Houve aplausos na plateia, e Serra completou: “O governo Lula fez mais concessões à iniciativa privada que o de Fernando Henrique Cardoso. O governo Lula também privatizou”.

Serra voltou a seguir a linha da defesa das privatizações do governo FHC, ressaltando que foram uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do país. Citou como exemplo, mais uma vez, o setor telecomunicações. “O PT foi contra. Sem elas, seríamos o país do orelhão”. Disse que a petista busca confundir o debate sobre este tema com fins eleitoreiros. E acusou os Correios de serem “degradados pelo fisiologismo, pela roubalheira e pela corrupção”. “Para o PT, a privatização só é boa quando feita por eles”.

Cansaço – Temas como a segurança e a infraestrutura também foram discutidos, mas em menor intensidade, pelos candidatos. Na reta final do debate, a petista estava com semblante cansado e voz rouca. Chegou a se enrolar em algumas respostas. Em relação ao embate anterior, em que Dilma já começou no ataque, o que classificou de “assertividade”, Serra subiu um ponto o tom.

Nas considerações finais, Dilma aproveitou para enaltecer a figura do presidente Lula. “Assim como em 2002 a esperança venceu o medo, a esperança e o amor vão vencer o ódio”, afirmou. Serra pediu votos. “Os meus valores são a verdade, a honestidade, a liberdade e a democracia, a justiça e a solidariedade”, disse.

(Mirella D’Elia, de São Paulo)


 

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