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Arquivo da categoria Debate dos candidatos ao governo de RJ

29/09/2010

às 1:18

Temperatura esquenta no último debate para governador do Rio

Após pouco mais de uma hora de debate, os três candidatos ao governo do Rio Fernando Gabeira (PV), Sérgio Cabral (PMDB) e Fernando Peregrino (PR) falaram, individualmente, com a imprensa e mantiveram as trocas de farpas que permearam o encontro. O verde reclamou que alguns assuntos não foram abordados. “O debate foi bom, mas tão rápido e de certa maneira organizado que deixamos de tocar em temas importantes para o Rio, como a educação. Deixamos isso escapar”, disse Gabeira, referindo-se ao baixo desempenho do Rio de Janeiro no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica. O verde atribui o posicionamento mais ofensivo de Cabral pela dor que ele sofre no joelho. “Talvez não seja uma tática de atacar, o joelho estava doendo mesmo”, brincou Gabeira.

Em seguida, foi a vez do peemedebista deixar as suas impressões. Ele negou ter sido “agressivo”, mas aproveitou a coletiva para falar- mal, diga-se de passagem- de seus adversários. “Ele (Gabeira) nunca fez emendas para alguns setores. Detesto quem adjetiva ao invés de substantivar. Quando verifiquei que ele havia colocado mais recurso para Recife do que para São Gonçalo vi que existia uma contradição. Já sobre o outro candidato, sem comentários”.

Peregrino manteve seu comportamento de “samba de uma nota só” e tornou a criticar Cabral. “O escândalo da  Erenice é mil vezes menor do que acontece aqui. Em Brasília, foi o filho que praticou tráfico de influência, aqui foi a esposa”. O candidato revelou que, se Gabeira for ao segundo turno com Cabral, deve apoiá-lo. “Vou fazer ressalvas, já que sou contra o aborto e a liberalização das drogas, mas devo apoiar Gabeira  por causa do grande adversário que é essa fantasia chamada Cabral. O Rio precisa desmontar esse castelo”.

Disputa Nacional-  Fernando Gabeira e Sérgio Cabral aproveitaram a coletiva de imprensa para defender seus candidatos à Presidência. No caso, Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT). O verde ressaltou o crescimento de Marina no Rio de Janeiro, onde, na capital, ela ultrapassa o tucano José Serra.

“Acho que o crescimento de Marina no Rio é muito significativo porque o estado é um espaço político de vanguarda. Muito possivelmente o crescimento dela antecipa o avanço que terá em outros estados do Brasil. Vamos encerrar a campanha no sábado com uma passagem pela cidade do Rio.”

Cabral foi além e disse que “o povo do Rio tem dever de gratidão com Dilma”. “Ela foi a grande condutora de todo processo que o Rio passou nos últimos quatro anos sob a liderança de Lula. Claro que se nós não tivéssemos finanças em dia, não conseguiríamos a contrapartida dos investimentos federais.”

(Cecília Ritto)

29/09/2010

às 1:10

‘Nanico’ esquenta o debate no Rio


No último debate entre os candidatos a governador no Rio de Janeiro, foi o ‘nanico’ Fernando Peregrino, do PR, que segundo o DataFolha tem apenas 5% das intenções de voto, quem mais se esforçou para quebrar a monotonia. Peregrino centrou fogo no governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, e usou perguntas, respostas e tréplicas para fazer sempre alguma forma de ataque ao rival. Gabeira, que precisava atacar, mostrou-se diplomático, quase apático, e chegou a pedir para “não ser envolvido na briga entre os dois governos” quando Peregrino e Cabral trocavam acusações sobre a administração atual e as anteriores, dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.

No primeiro e no segundo blocos, o que se viu foi uma espécie de ‘dobradinha’ entre o verde e o candidato do PR – tendo o peemedebista como alvo. O primeiro a perguntar foi Peregrino, que começou atacando: usou uma pergunta sobre os Jogos Olímpicos de 2016 para falar em transporte e tentar colocar o governador na parede, afirmando que a primeira-dama do estado, Adriana Ancelmo, é sócia de um escritório de advocacia que representa empresas privadas, com concessões públicas, em ações judiciais contra o executivo estadual . Cabral repetiu a resposta que tem dado para o caso, informando que a mulher já era sócia da empresa antes de ele chegar ao governo. Em seguida, Cabral devolveu a acusação, afirmando que o padrinho político do candidato do PR, o ex-governador Anthony Garotinho, empregou sua mulher como secretária – e vice-versa, quando Rosinha chegou ao governo.

O candidato do PR pode não ter muitas chances de vitória ou segundo turno, mas fez sua parte. Levantou os assuntos mais incômodos para o governador e, sempre que podia, falava – e fazia Cabral falar – nos Garotinho. A segunda carga do candidato do PR foi mais forte: acusou Cabral de não declarar à Justiça Eleitoral o verdadeiro valor de uma casa que tem em Mangaratiba. Segundo Peregrino, o imóvel, que vale 4 milhões de reais, foi declarado pela cifra de 200 mil.

Cabral se irritou. “O valor da minha propriedade tem a ver com o ano em que comprei. O valor só se corrige quando você vende. Todo mundo sabe que se você aumenta o valor você só paga mais imposto. Nunca tive problema no MP, nem na Justiça, como seus padrinhos”, rebateu. O governador criticou a postura do adversário: “Você é um homem mais velho, Peregrino, de cabelos brancos. Poderia estar aqui falando de propostas, de como conhece o Rio de Janeiro. Não faça isso, Peregrino, em respeito à sua família”, disse.
Nos blocos restantes, repetiu-se a dinâmica: Cabral mostrou números do governo, Gabeira fez críticas genéricas e Peregrino, invariavelmente, bateu (em Cabral). Gabeira levou a pior quando criticou os investimentos do governo do estado em saneamento. Mas Cabral tinha uma carta na manga e acusou o verde de não destinar recursos ao Rio e, em vez disso, apresentar emenda que destinou verbas para o estado de Pernambuco.

Sobre segurança pública, as UPPs, naturalmente, dominaram a conversa. Gabeira, que já afirmou publicamente intenção de manter o projeto, resolveu criticar o crescimento das milícias no estado. O tema serviu de gancho para Peregrino, mais uma vez, mirar no peemeebista, regatando episódios em que o governador dividiu palanque com dois políticos que, atualmente, estão presos por envolvimento com milícias: o ex-deputado Natalino Guimarães (ex-PMDB) e seu irmão Jerominho (ex-DEM).

O governador preferiu responder apoiado nas UPPs e fez uma promessa: a de que em 2014 “nenhuma favela do estado será mais controlada por traficantes”. Neste momento, o candidato à reeleição chegou a receber um ‘ensaio de vaia’ da plateia. Ao ouvir o sumbido, o governador atacou a audiência: “As pessoas que fizeram esse barulho são as que não concordam com a saída dos traficantes”.

O governador, que segundo o DataFolha tem 60% das intenções de voto no estado, guardou seus poucos ataques para Gabeira (17%, segundo o instituto), cobrando dele propostas para segurança pública. Diante de uma resposta com pouco entusiasmo – falando sobre crescimento da criminalidade no interior – Gabeira ouviu do rival uma crítica: a de que não destinou um só real em emendas para segurança pública no Rio. Foi a vez de Gabeira se irritar: “Sua visão é limitada”, devolveu, afirmando que investiu áreas que, apesar de não estarem ligadas diretamente à polícia de segurança, contribuem para a redução da violência.

Em uma pergunta dirigida obrigatoriamente, pelas regras do debate, a Peregrino, Cabral quis saber sobre a capacidade do adversário trabalhar “em parceria” – preparando o terreno para falar das boas relações do governo estadual com prefeitura e União. Peregrino respondeu com ataques genéricos e, em seguida, Cabral usou como quis o microfone: “Até a nossa chegada, o ambiente era de brigas e acusações. No governo em que você trabalhou nunca foram feitos pregões eletrônicos e os funcionários eram pagos com atraso. A filha do governador Garotinho promoveu uma vaia ao presidente. Quando as autoridades brigam, quem perde é a população”, disse.

Cabral, em suas considerações finais, aproveitou os últimos segundos de seu tempo para jogar seu peso na parte mais indefinida da eleição do Rio até o momento: a disputa pelo Senado. Citando Lula, o governador reafirmou seu apoio em Jorge Picciani (PMDB) e Lindberg Farias (PT). Pela última pesquisa DataFolha, Farias, prefeito afastado de Nova Iguaçu, está empadato tecnicamente com o senador Marcelo Crivella (PRB). Os dois são seguidos por Cesar Maia (DEM) e Picciani.

(Cecília Ritto e João Marcello Erthal)

28/09/2010

às 23:27

Debate no Rio começa com provocações de Peregrino a Cabral

O debate promovido nesta terça-feira pela TV Globo começou às 22h45 com os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto: Sérgio Cabral (PMDB), Fernando Gabeira (PV) e Fernando Peregrino (PR). Logo na primeira rodada de perguntas e respostas, os três exibiram o tom planejado para este último embate.

De início, Peregrino lembrou que Adriana Ancelmo, mulher de Cabral, tem sociedade em escritório de advocacia que representa empresas com disputas judiciais com o estado. “O poder público não está fiscalizando essas concessionárias (SuperVia e Metrô SA). O escritório de sua própria mulher defende essas concessionárias. O senhor nao vê semelhanças nessa relação com o tráfico de influência que envolveu Erenice Guerra, na Casa Civil?”, provocou Peregrino.

Cabral, com resposta na ponta da língua, foi categórico: “quando conheci minha mulher ela já era advogada e quando eu deixar o governo ela continuará a ser uma excelente advogada. O que acontece é a mesma coisa que existiu com o seu padrinho, Garotinho, quando era governador do Rio e Rosinha, mulher dele, era secretária”.

Peregrino não ficou satisfeito com a réplica e aproveitou o tempo de outra pergunta que deveria fazer a Gabeira para criticar, novamente, a atual gestão – sua especialidade em debates. “Cabral confundiu o cargo de secretário com o de advogado. O salário que se paga a um secretário é público e o de sua mulher ninguém sabe. Mais uma vez ele fugiu do debate”.

Gabeira defendeu a diminição ICMS para tornar o estado mais competitivo. A postura dele, por enquanto, é de debater ideias. Apenas quando provocado, o verde foi pouco mais contundente.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

16/09/2010

às 23:04

No Rio, debate da RedeTV! só esquentou nos bastidores

Nem o calor do noticiário político desta quinta-feira, com a queda da ministra Erenice Guerra, foi capaz de esquentar o debate promovido na noite desta quinta-feira pela RedeTV! com os candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Às  22h57m, o Ibope registrava a emissora em penúltimo lugar, com 1,6% de audiência, atrás apenas da TV Cultura. A Globo liderava com 26.6%, e a Record vinha em segundo com 12,7%.

O ânimo dos candidatos era semelhante ao dos espectadores. No primeiro intervalo, a principal preocupação de Sérgio Cabral era em relação ao resultado do jogo de seu time, o Vasco da Gama (que empatou, em São Januário, com o Avaí, de Santa Catarina). Ao se despedir, Fernando Gabeira agradeceu aos espectadores, lembrando que a maioria já deveria estar dormindo, ou com muito sono. E o candidato ao Senado Jorge Picciani, aliado de Cabral, saiu comentando que estava “dormindo em pé”.

O único momento de enfrentamento claro deu-se nos bastidores, entre a mulher do governador, Adriana Anselmo,  e o deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, candidato à reeleição. Cabral afirmou no debate que fora elogiado por Freixo em reunião na qual o deputado lhe entregou um relatório sobre a atividade das milícias no Rio de Janeiro. Em bilhete entregue ao candidato Jefferson Moura, Freixo negou a existência da reunião. No ar, Cabral apenas reafirmou que o encontro existiu. Por trás das câmeras, Adriana chamou o deputado de mentiroso.

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro

13/08/2010

às 13:49

O que dizem os fatos sobre o que foi dito no debate no Rio

No ringue em que se deu o debate entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, houve mais bate-boca do que discussão de propostas. Não há muito o que destacar sobre o desempenho de cada um, e menos ainda em relação a quem ganhou ou perdeu. No primeiro bloco de debate (o primeiro foi de apresentação de cada um), Sérgio Cabral ficou acuado diante de acusações muito pesadas, que incluíram sua mulher, Adriana Ancelmo. Quase se descontrolou. Depois recuperou a calma e, entre ataques a Fernando Peregrino (PR, mesmo partido do ex-governador Anthony Garotinho) e Fernando Gabeira (PV, aliado ao ex-prefeito César Maia, do DEM), e a exposição de algumas realizações de seu governo, conseguiu sair do córner.

Mas os candidatos da oposição não fizeram apenas ataques pessoais. Em alguns (poucos) momentos, referiram-se ao desempenho de seu governo.  Cabral não escorregou nos números, mas saiu pela tangente em respostas relacionadas a seu passado político. Abaixo, alguns dos embates mais interessantes:

1) EDUCAÇÃO: Jefferson Moura, do PSOL, disse que o Rio de Janeiro é lanterninha no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
VERDADE: No Ideb 2009, o Rio fica em 10º lugar no ranking do ensino fundamental e na penúltima posição no do ensino médio, atrás apenas do Piauí e empatado com Alagoas, Amapá e Rio Grande do Norte.

2) HERANÇA: Sérgio Cabral diz que herdou de Rosinha Garotinho um estado falido, com menos de cem milhões de reais em caixa.
VERDADE: Rosinha Garotinho sucedeu a seu marido Anthony no governo estadual, o que resultou em um mandato familiar de oito anos, entre 1998 e 2006. O estado foi sucateado em todas as áreas.

3) HERANÇA1: Fernando Peregrino diz que Cabral é parcialmente responsável pela herança que recebeu de Rosinha, porque foi aliado do casal Garotinho.
VERDADE: como presidente da Assembléia Legislativa entre 1998 e 2001, Sérgio Cabral foi peça fundamental para aprovar os projetos do governador Anthony Garotinho.

4) ADRIANA ANCELMO: Fernando Peregrino diz que a mulher do governador é sócia de um escritório de advocacia que tem, entre seus clientes, concessionárias do serviço público estadual, e que isso encerra, no mínimo, um conflito de interesses.
MEIA VERDADE: O escritório não é o único contratado pelas concessionárias, o que permite que as questões que envolvem diretamente o governo estadual não sejam tratadas ali. No dia 11 de agosto, o Ministério Público estadual arquivou representação do deputado Marcelo Freixo (PSOL) contra o governo, por entender que não existe improbidade administrativa no fato de a mulher do governador ser sócia de um escritório com essa clientela. Mas é uma situação desconfortável para Cabral. A presença da primeira-dama entre os sócios é um cartão de visitas e tanto para empresas que têm relacionamento com o governo.

5) MEIO AMBIENTE: Fernando Gabeira diz que Sérgio Cabral assinou decreto permitindo novas construções na Ilha Grande, o que provocou a tragédia do último réveillon, quando morreram 54 pessoas na região de Angra dos Reis, sendo 33  na Ilha.
MEIA VERDADE: Ao personalizar a crítica, Gabeira perdeu uma boa oportunidade de fazer a análise correta. A região de Angra dos Reis é um dos exemplos mais escandalosos do Brasil de como a omissão de sucessivos governos e a corrupção dos órgãos de fiscalização podem devastar uma região e transformá-la numa grande área de risco quando chove. O decreto de Cabral regulariza construções já feitas, e não pode ser responsabilizado pelo que aconteceu em 2009.

5) FICHA-LIMPA: Cabral diz que Peregrino só é candidato porque Garotinho foi barrado pelo projeto Ficha-Limpa.
VERDADE: O ex-governador Anthony Garotinho foi barrado, recorreu e ganhou em primeira instância. Mas como a decisão final ficou para agosto, preferiu sair para deputado federal. Só por isso Peregrino é candidato.

(Lucila Soares, do Rio de Janeiro)

13/08/2010

às 0:40

O passado entrou em cena no debate do Rio

Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro no debate da Band

As alianças políticas atuais e passadas dos candidatos ao governo do Rio de Janeiro foram personagens de peso no debate realizado pela Band, e aumentaram a temperatura do confronto. Já se esperava que Sérgio Cabral fosse a vidraça preferencial de Fernando Gabeira (PV), Fernando Peregrino (PR) e Jefferson Moura (PSOL). E o governador escolheu, como instrumento de defesa, a lembrança dos padrinhos e aliados políticos de seus adversários.

Além de ouvir críticas a sua gestão, Cabral foi alvo de acusações pesadas, que atingiram sua mulher, Adriana Ancelmo, sócia de um escritório de advocacia que tem, entre seus clientes, empresas concessionárias de serviços públicos no estado. No confronto mais agressivo da noite, Fernando Peregrino disse que “o poder concedente e o concessionário coabitam” no Rio de Janeiro, e que o governo estadual perdoou uma dívida milionária da Telemar, cliente do escritório onde a primeira-dama advoga.  Cabral defendeu-se partindo para o ataque.  Referiu-se a Fernando Peregrino, do PR, como “Garotinho”. E lembrou que a ex-governadora Rosinha Garotinho acabou de perder seu mandato na prefeitura de Campos. Peregrino acusou Cabral de estar “cuspindo no prato em que comeu”, referindo-se ao período em que Garotinho era governador e Cabral, presidente da Assembléia Legislativa. Sobrou para Fernando Gabeira, candidato do PV com apoio do PSDB e do DEM, que para Cabral virou “César Maia”, o ex-prefeito do Rio e atual candidato ao Senado pelo DEM.

Aliança cômica – Gabeira acabou provocando um parêntesis no embate entre Jefferson Moura, do PSOL, e Sérgio Cabral. Moura, o mais jovem e com menos estrada política, acabou fazendo coro a Cabral na provocação ao ex-guerrilheiro que anda visivelmente desconfortável no arco de apoio que angariou no estado e, até o momento, rendeu-lhe parcos 300 000 reais para a campanha.  O candidato do PSOL  o chamou de “ex-Gabeira”. Gabeira aceitou o rótulo. E justificou as alianças com o PSDB e o Democratas dizendo que amadureceu e não precisa mais agir como um adolescente, que precisa afirmar sua diferença em relação aos outros para marcar sua identidade. “As pessoas maduras se juntam para mudar a realidade”, argumentou, acrescentando que não é mais o mesmo homem que lutou pelo socialismo, que, segundo ele, só causou males por onde passou, citando países como Cuba e China.

Propostas - No surrado formato dos debates, as propostas de governo acabaram, como sempre, em segundo plano. E, verdade seja dita, compuseram os blocos menos animados para quem se dispôs a ficar acordado até tarde. Sintomaticamente, o tema da segurança, que sempre ocupou a maior parte das discussões no Rio de Janeiro, demorou a surgir. E surgiu de Sérgio Cabral, que tem nas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), o grande cartão de visitas de seu governo. Foi o único tema em que os adversários não tinham tanta munição. Assim como acontece com os programas sociais do governo federal, o máximo que os adversários dizem contra o modelo de ocupação de favelas levado à frente no estado é que é preciso melhorá-lo.

(Cecília Ritto e Rafael Lemos, do Rio de Janeiro)

12/08/2010

às 21:56

Garotinho, na platéia, mostra as garras no debate da Band

O  ex-governador Anthony Garotinho chegou há pouco à sede da Band no Rio, ovacionado por seus correligionários. Ele é um dos convidados do candidato de seu partido, o PR, Fernando Peregrino, cujo objetivo na campanha é identificar-se ao máximo com Garotinho (a claque do PR tem, entre seus gritos de guerra, “este é o nosso hino, Garotinho é Peregrino). Em seu estilo desabrido, Garotinho disse que Sérgio Cabral foi blindado pela mídia, e ficou difícil mostrar “as falcatruas, irregularidades e a incompetência do Cabral”. Disse ainda que, para ele, a eleição está começando hoje. “Até agora, só tinha um candidato, o candidato da máquina.”

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

12/08/2010

às 21:48

Todos os candidatos já chegaram à Band no Rio

O governador Sérgio Cabral acaba de chegar à sede da Band no Rio de Janeiro, completando a bancada de candidatos ao Palácio Guanabara que participará do debate previsto para começar às 22h. Os outros são  Fernando Peregrino, do PR, Fernando Gabeira, do PV, e Jefferson Moura, do PSOL. Quase ao mesmo tempo que Cabral, chegaram, escoltados, o vice-governador , Luiz Fernando Pezão, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o senador Francisco Dornelles e o filho mais velho de Cabral, João Pedro. Foram recebidos aos gritos pela claque do PR, que faz barulho desde cedo em frente à emissora.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

 

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