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04/01/2011

às 16:10

Dilma recebe Mercadante e Lobão

No segundo dia útil de sua gestão, Dilma Rousseff reuniu-se com dois ministros que devem ser olhados de perto no novo governo por comandar áreas de interesse da presidente. Por volta das 10h, o ministro Aloizio Mercadante (PT), de Ciência e Tecnologia, chegou ao Palácio do Planalto, em Brasília, para discutir os projetos que devem ser prioridade de sua gestão. Para o novo ministro, os investimentos no setor de pesquisa serão uma de suas principais bandeiras.

Em seguida, foi a vez de Edison Lobão (PMDB), ministro de Minas e Energia, que teve uma conversa longa com a presidente. Dilma já foi ministra da pasta durante o governo Lula. Lobão saiu do Palácio do Planalto por volta das 14h e Dilma seguiu em seu gabinete para despachos internos.

Disputa – Enquanto a presidente recebe ministros no Planalto, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), e o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, um dos homens fortes de seu governo, tentam apagar o fogo entre PT e PMDB devido à disputa de cargos do segundo escalão. O PMDB ameaçou boicotar votações importantes no Congresso caso se sinta escanteado. Na reunião do Conselho Político, na segunda-feira, ficou decidido que a partilha só iria acontecer em fevereiro, após a escolha dos presidentes no Congresso.

Em público, Temer tenta acalmar os ânimos dos líderes e parlamentares de seu partido. Nos bastidores, trabalha para que o PMDB consiga manter espaço e garantir novos cargos após o descontentamento de alguns setores do partido com os ministérios do primeiro escalão.

(Marina Dias, de Brasília)

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2 Comentários

  1. Brasilino Brasa

    -

    06/01/2011 às 9:59

    O problema é que ou se vive democracia ou se brinca disso. Parlamentar foi eleito pelo povo para ser parlamentar e não outra coisa. Desvio de função é para cargo de terceiro escalão e em situação emergencial, não serve para o caso de parlamentares. Isso se presta apenas para valorizar a compra de vagas para suplentes e suplentes de suplentes, já que estes é que votarão as leis ou libertarão parlamentares corruptos. Se o povo esclarecido não começar a impor-lhes os limites democráticos, logo não haverá mais como sustentar que este país seja uma democracia.

  2. Cabuga

    -

    04/01/2011 às 20:28

    To gostando da postura do P. M. D. B. Segura o apetite insaciavel de poder do P. T. Muito bom para a oposicao!

 

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