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15/09/2010

às 20:56

Cabral sela a paz entre seus aliados na corrida ao Senado

Os candidatos ao Senado pelo Rio Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB) resolveram afinar o discurso. Os dois são aliados do governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, mas, até pouco tempo tinham deixado nítidas as desavenças políticas. De acordo com o governador, a reunião que aconteceu nesta quarta-feira para acertar os ponteiros entre os três foi útil para “unir os esforços na reta final”.

“Os dois estão convencidos do que é bom para eles e para o Rio. No Senado, PT e PMDB são as maiores bancadas, e isso é uma diferença brutal, por exemplo, na hora de designar relatores de comissões e de projetos”, disse Cabral.

Na terça-feira, Picciani já havia incorporado o novo discurso: “Eu, Cabral e Lindberg, se somarmos forças, vamos chegar juntos”. No começo de agosto, o peemedebista declarou não ter relação com Lindberg e acrescentou: “a minha relação é com a minha mulher”. No entanto, o até então menosprezado apoio do petista pode se tornar um grande trunfo para Picciani.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Lindberg, ex-prefeito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, abriu 12 pontos de vantagem em relação ao último levantamento e agora tem 36% das intenções de voto. Ele está tecnicamente empatado na liderança com Marcelo Crivella, do PRB, que atinge a marca de 40%. Picciani, com 22% das intenções, está na quarta colocação, atrás do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM).

A Veja.com, Lindberg ressaltou a importância do apoio de Lula e listou nomes que compõem a sua base de apoio. Na chamada, porém, Picciani não estava presente. “O Lula é o maior líder desse Brasil. É claro que o apoio do Lula é muito importante, basta ver os índices de aprovação que ele tem. Mas o apoio que tenho da nossa futura presidente Dilma, do Sérgio Cabral, do Eduardo Paes e dos outros prefeitos também são importantes pra mim. Sou o candidato ao Senado que tem o maior leque de apoios e isso me dá muita força nessa eleição”, afirmou  Lindberg.

(Cecília Ritto, do Rio de Janeiro)

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