Se o iogurte é grego, por que é tão diferente do que é vendido na Grécia?

  Na fabricação do iogurte grego tradicional, o leite fermentado é obtido pela remoção parcial do soro, de forma artesanal, com um saco de pano. Como boa parte do soro vai embora, o produto final ganha uma consistência firme, com mais proteína e gordura. Na indústria, o iogurte grego é obtido por processos físicos que usam membranas e centrífugas. Como esses aparelhos são caros, muitas […]

Cozinheiro serve iogurte com mel e nozes em restaurante de Atenas, em março de 2014. Crédito: Aris Messinis, AFP

Cozinheiro serve iogurte com mel e nozes em restaurante de Atenas, em março de 2014. Crédito: Aris Messinis, AFP

 

Na fabricação do iogurte grego tradicional, o leite fermentado é obtido pela remoção parcial do soro, de forma artesanal, com um saco de pano. Como boa parte do soro vai embora, o produto final ganha uma consistência firme, com mais proteína e gordura.

Na indústria, o iogurte grego é obtido por processos físicos que usam membranas e centrífugas. Como esses aparelhos são caros, muitas companhias brasileiras optaram por adicionar proteínas e espessantes para obter mais densidade com menor custo. O nome desses ingredientes está estampado nos rótulos: concentrado proteico de leite, proteína concentrada do soro de leite, leite em pó, amido modificado, goma xantana, goma guar e até gelatina.

“Por causa dessas adições, os iogurtes gregos vendidos no Brasil têm diversas composições. Alguns têm até mais gordura que o tradicional e são muito calóricos“, diz a pesquisadora Darlila Gallina, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas, interior de São Paulo. “É importante ficar de olho nos rótulos”. O teor de gordura pode variar de zero a 7,5%. O de proteínas vai de 3,6% (igual ao do iogurte tradicional) a 7%.

O tal iogurte grego alcançou fama mundial porque começou a ser vendido nos Estados Unidos por uma empresa da Grécia, a Fage, nos anos 1990. Sua origem está na região dos Bálcãs, que vai da Bulgária até a Turquia, mas ninguém fala em iogurte búlgaro ou iogurte turco. A palavra “grego” na embalagem, sem dúvida, é a que ajuda a vender mais. Muitos consumidores a associam com a dieta mediterrânea, de baixo colesterol, e com hábitos saudáveis.

 

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  1. Comentado por:

    Renato

    Iogurte grego não tem açúcar. Iogurte brasileiro, mesmo chamado de grego, é carregado de açúcar, totalmente impróprio para os milhões de diabéticos.

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  2. Comentado por:

    Ioannis

    Se ninguém fala em yogurte búlgaro ou turco, também ninguém fala em vinho grego, massa folhada grega, azeite grego… e por aí vai. Aliás, antes de búlgaros e turcos (estes últimos estão na região há apenas aproximadamente 600 anos), os gregos vivem na região há pelo menos 8.000 anos, segundo registros históricos comprovados.

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  3. Comentado por:

    Beatriz Cordenunsi

    Até onde sei, a indústria brasileira não produz um iogurte do tipo grego, levando em conta o conceito e o tipo de produção. Já procurei, porque tenho intolerância à maioria dos espessantes e estabilizantes para alimentos e não encontrei. Eu não chamaria de “não saudáveis” os ingredientes que são colocados para “simular” um iogurte grego. A maioria é derivada de leite e são aprovadas pelos Ministérios competentes (Saúde e Agricultura). Mas como se trata de um produto com apelo “grego” que remete a qualidade, inclusive nutricional, deve ter um Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ), que regule a utilização do apelo. E o Renato tem razão, tem açúcar demais. Na falta de alternativa, estou produzindo iogurte em casa, para meu consumo. É rápido e sei o que contém.
    Professora Beatriz Cordenunsi
    Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da USP

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  4. Comentado por:

    Ex-Microempresário

    No fundo, o que acontece é que nome estrangeiro faz sucesso, seja iogurte grego, paleta mexicana ou chapinha japonesa.

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  5. Comentado por:

    rere

    Seja grego ou não, esse iogurte é de lamber os beiços…

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