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Se Cristo nasceu em Belém, por que era conhecido como “Jesus de Nazaré”?

Na época de Jesus Cristo, não existiam sobrenomes. Para se referir a alguém, era comum dizer a cidade onde a pessoa tinha nascido e vivido ou quem era o pai. Nos evangelhos, Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”, “Jesus, o nazareno”, “Jesus, o filho do carpinteiro” ou “Jesus, o filho de José”. Por aí, o mais natural seria imaginar que […]

GREECE - JUNE 21: Blessing Christ, fresco in the dome of the monastery of St John the Theologian (Unesco World Heritage List, 1999), Chora, Patmos island, Greece. (Photo by DeAgostini/Getty Images)

Imagem de Jesus Cristo no monastério São João Teólogo, na ilha de Patmos, Grécia. Crédito: DeAgostini/Getty Images

Na época de Jesus Cristo, não existiam sobrenomes. Para se referir a alguém, era comum dizer a cidade onde a pessoa tinha nascido e vivido ou quem era o pai. Nos evangelhos, Jesus é chamado de “Jesus de Nazaré”, “Jesus, o nazareno”, “Jesus, o filho do carpinteiro” ou “Jesus, o filho de José”.

Por aí, o mais natural seria imaginar que Jesus nasceu em Nazaré… mas a Bíblia carimba que foi em Belém.

No Evangelho de Lucas está escrito que José e Maria viviam em Nazaré, mas tiveram de deixar a cidade para responder a um censo. Segundo Lucas, o imperador Augusto decretou que todo mundo tinha de se registrar no local onde nasceu. Como José era descendente da família do Rei David, saiu para Belém com a mulher grávida.

Faz sentido isso?

Não havia censos na região da Palestina durante o reinado do imperador Augusto. Além disso, os que existiam naquele tempo, como os que aconteciam no Egito, província do Império Romano, nunca pediam para que as pessoas fossem para a cidade onde nasceram. Se alguém estivesse perambulando por aí, era obrigado a ir para onde trabalhava. Do ponto de vista da coleta de impostos, é o que faz sentido. “A ideia de que todos tivessem de voltar a suas casas ancestrais para se registrar e depois voltassem para onde viviam seria, como hoje, um pesadelo burocrático”, escreve o historiador irlandês John Dominic Crossan no livro Jesus, a Revolutionary Biography.

O mais provável é que a ida para Belém e todos os seus coloridos pormenores (manjedoura, presépio, estrela cadente, três reis magos, etc) tenha sido uma invenção.

Os autores dos evangelhos queriam convencer os judeus de que Jesus era o messias, ou o “Cristo”. Como esperava-se que o messias viesse de Belém, a cidade do Rei David, o jeito foi fazer uma adaptação.

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  1. Rudy Dennis Farias

    é só isso? o cara cria uma matéria pra falar só isso? e quer que eu acredite que isso é um argumento para a contrafação da verdade apresentada pela biblia?

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  2. Rudy Dennis Farias

    é só isso? o cara cria uma matéria pra falar só isso? e quer que eu acredite que isso é um argumento para a contrafação da verdade apresentada pela biblia?
    que tal estudar sobre o governador Quirino.

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