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Os 10 anos de Chávez no poder e o plebiscito pela reeleição

Duda Teixeira
Editor assistente de VEJA | Fotos de Manoel Marques

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Referendo da reeleição na Venezuela

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 12 de fevereiro de 2009

Isto é um assalto


"Estou muito nervoso. Tirem tudo dos bolsos e coloquem no chão. Estou muito nervoso". Fomos pegos totalmente de surpresa. Eu e o fotógrafo Manoel Marques estávamos entrevistando venezuelanos em uma rua após uma visita a um PDValito, os supermercados que deveriam ser abastecidos com alimentos com dinheiro da estatal petroleira PDVSA. 

Era apenas um jovem, com arma na mão. Foi-se quase tudo: câmera fotográfica, lentes, bloquinho de anotações, cartões de memória, mochila, carteira, documentos. Só ficamos eu, Manoel e os dois passaportes. 

Cinco minutos de caminhada dali, chegamos a uma delegacia. Duas horas depois, tudo o que conseguimos foi que um dos guardas metropolitanos rabiscasse nossos dados em uma folha de papel sulfite. Depois, perdemos um dia contornando a situação: cancelando cartões de crédito, conseguindo documentos na embaixada e fazendo um boletim de ocorrência em outra delegacia. 

Fatos como o que passamos não são exclusividade da Venezuela, é certo. O que chama a atenção aqui é o crescimento exponencial da violência nos dez anos de Chávez. Em 1998, havia 18 homicídios para cada 100 mil habitantes. Hoje são 48. 

Não há um lugar seguro em Caracas. Mais adiante, explicarei um pouco as razões do aumento da criminalidade no país.



Por Duda Teixeira - 14:36 | Enviar Comentário | Ler Comentários



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Comentários

Eduardo Ribeiro - Ora, mas não estão claras as razões? O roubo, sob a ótica que dominou a Acadêmia e os operadores de Direito é uma válvula de escape social. O roubo seria, para eles, compensação. Com uma moral turva, não é de estranhar que a leniência com a marginalidade tenha expiralado a tanto.

Ricardo S - Faz parte da profissão de "enviado de guerra".

Michael - Na Venezuela tem democracia até demais... - disse o apedeuta amigo do peito do ditador Chávez, deve ser isto que provocou a escalada da violência ,é liberdade saindo pelo ladrão...talvez fosse conveniente tolhê-la um pouco, mas nunca sem perder a ternura!

Rogério de Oliveira - É sério! Não é uma metáfora?! Lamento muitíssimo. Agora amigo, além de diferenças ideológicas que a maioria esmagadora dos leitores compartilham contigo, certamente a coisa precisa ir para o lado pessoal contra esse Chapolin dos Inferno. Onde já se viu uma coisa dessa, a essa altura do campeonato o policial que te atendeu deve estar filmando o aniversário do seu filho com suas câmeras! E VIVA LA REVOLUCIÓN!

 
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