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12/07/2010

às 16:52 \ Cidade

Nós não somos dinamarqueses

Em 1962, Copenhague, a capital dinamarquesa, foi tomada por uma polêmica. Estava nos jornais:

“Nós não somos italianos”, dizia uma manchete.

“Usar espaços públicos é contrário à mentalidade escandinava”, explicava outra.

O motivo da polêmica:

Um jovem arquiteto chamado Jan Gehl, que tinha conseguido um emprego na prefeitura meses antes, estava colocando suas manguinhas de fora. Gehl, que tinha 26 anos e era recém casado com uma psicóloga, vivia ouvindo dela a seguinte pergunta: “por que vocês arquitetos não se preocupam com as pessoas?”. Gehl resolveu preocupar-se. E teve uma ideia.

Havia em Copenhague uma rua central, no meio da cidade, cheia de casas imponentes e de comércios importantes. Era uma rua que tinha sido o centro da vida na cidade desde que Copenhague surgiu, no século 11 – a rua viva, onde as pessoas se encontravam, onde conversavam, onde os negócios começavam, os casais se conheciam, as crianças brincavam, a vida pública acontecia. Nos anos 1950, os carros chegaram e aos poucos essa rua foi virando um lugar barulhento, fumacento e perigoso. As pessoas já não iam mais lá. Trechos inteiros tinham sido convertidos em lúgrubes estacionamentos.

Pois bem. Aquele jovem arquiteto tinha um plano: fechar a rua para carros.

Copenhague não aceitou facilmente a novidade. Os comerciantes se revoltaram, alegaram que os clientes não conseguiriam chegar. São dessa época as manchetes de jornal citadas no começo do texto. O que os jornais diziam fazia algum sentido: Copenhague não é no Mediterrâneo. Lá faz frio de congelar – o mês de dezembro inteiro oferece um total de 42 horas de luz solar. Ninguém quer andar de bicicleta, ninguém quer caminhar. Deixe meu carro em paz.

Mas o jovem arquiteto ganhou a disputa. Nascia o Strøget, o calçadão de pedestres no meio da cidade que hoje é a maior atração turística de Copenhague. As pessoas adoraram a rua para pedestres desde que ela foi fundada. Na verdade, o comércio da região acabou lucrando muitíssimo mais, porque a área ganhou vida e gente passou a caminhar por lá a todo momento. É até lotado demais hoje em dia.

O arquiteto Gehl caiu nas graças da cidade e continuou colaborando com a prefeitura. Suas ideias foram se aprimorando. Ele descobriu que o ideal não é segregar pedestres de ciclistas de motoristas: é melhor misturá-los. Alguns de seus projetos mais interessantes são ruas mistas, nas quais os motoristas sentem-se vigiados e dirigem com um cuidado monstro. Outra sacada: que essa história de construir ruas para diminuir o trânsito é balela. Quanto mais rua se constrói, mais trânsito aparece. Quanto mais ciclovia, mais gente abandona o carro.

Em grande medida graças às ideias de Gehl, Copenhague é a grande cidade europeia com menos congestionamentos. 36% dos deslocamentos são feitos de bicicleta, mesmo com o clima horrível de lá, e a população tem baixos índices de obesidade e doença cardíaca.

“Copenhaguizar” virou um verbo: significa tornar uma cidade mais agradável à maneira de Copenhague. Jan Gehl abriu um escritório de arquitetura cuja filosofia é “primeiro vem a vida, depois vêm os espaços, depois vêm os prédios”. Ele passou a ser contratado por várias cidades australianas interessadas em “copenhaguização”. Seus projetos revolucionaram Sidney, Perth e Melbourne, tornando seus centros mais divertidos, cheios de cafés, arte e vida, reduzindo carros, atraindo gente para fora de casa. De uns tempos para cá, Gehl, que hoje tem 74 anos, passou a ser procurado pela “big league” das cidades: Londres e Nova York o contrataram como consultor para transformar seus espaços urbanos. Ambas têm feito muito desde então.

Enquanto isso, aqui na minha cidade, se alguém fala em melhorar o espaço público, logo ouve:

“Nós não somos dinamarqueses. Usar espaços públicos é contrário à mentalidade brasileira.”

50 anos atrasado.

Outra frase que se ouve muito aqui:

“Brasileiro adora carro.”

Adora nada, meu filho, presta atenção. Isso é propaganda de posto de gasolina!

Por Denis Russo Burgierman

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46 Comentários

  1. Felipe Monteiro

    -

    18/05/2012 às 16:00

    Uma das melhores matérias que tenho lido ultimamente.
    É a mais pura verdade.Para que serve adorar carro em uma cidade desordenada? Brasília, a exemplo de várias outras cidades brasileiras, sofre com o transito caótico porque os políticos não se preocupam com as pessoas. Além disso, carece de pessoas educadas.

  2. Catarina Vitória

    -

    01/05/2012 às 5:19

    Seria ideal se esse texto virasse assunto semanal. Chegasse, em forma de palestra a arquitetos, engenheiros, urbanistas, escolas! O Brasil iria agradecer muito…

  3. Alexandre

    -

    18/03/2012 às 21:42

    Denis, maravilhosa essa abordagem, as ruas são a extensão da casa, quando nos acolhem. Pensar assim relembra o sentimento quando as cidades amavam as pessoas, assim como vi numa camiseta “Berlin Loves Me”! postei no nosso Face “Cradle to CradleC Brasil” https://www.facebook.com/C2CBrasil

  4. Leonardo

    -

    17/03/2012 às 19:47

    Pela primeira vez em (muitos) anos leio alguma coisa na Veja que faz algum sentido.

  5. Lekkerding

    -

    17/03/2012 às 16:18

    Eu acho o brasileiro sedentário no quesito transporte. Acho mesmo. Se assim não fosse, as coisas nesse quesito não seriam tão precárias e caras.
    Talvez seja no mínimo interessante começar a mudar de idéia. Mas é o Brasil, como o texto aponta. Talvez, daqui 50 ou 100 anos (se houver planeta até lá), as pessoas comecem a pensar.

  6. Carol

    -

    15/03/2012 às 19:53

    Eu nem acho que brasileiro goste tanto de carro assim… acho que brasileiro “precisa” de carro pra se sentir mais seguro. Ou se esqueceram da violência no nosso país? Primeiro que ajeitem o caos da violência, dps façam ciclovias etc… aí sim a coisa anda como deve ser. ;)

  7. Gustavo

    -

    14/03/2012 às 19:55

    Sensacional. Bem escrito, bem argumentado, preciso. Não consigo acreditar que ainda exista gente pró-carro com o caos que as cidades estão enfrentando.

  8. Teo Fernades

    -

    13/03/2012 às 20:21

    De fato, onde o carro vai, a vida acaba. Como é boa uma praia onde o carro não chega, por exemplo.
    Vamos lá povo brasilis, bóra trocar gasolina por oxigênio!

  9. Paulo Barreto

    -

    12/03/2012 às 22:37

    Visitei e aprovei os espaços para pedestres e bicicletas e menos carros em Copenhague, Sidney, Londres e Nova Iorque.
    Semana passada odiei os engarrafamentos em São Paulo.

  10. Gustavo

    -

    12/03/2012 às 11:01

    Sensacional. Parabéns!

  11. Serafina

    -

    11/03/2012 às 10:39

    Porto Alegre está muito necessitada desta consultoria.Apenas ciclovias seria injusto com os idosos, já que as pessoas estão vivendo mais, mas acredito que trens seriam bem vindos.

  12. Verdadeiraitalia blog

    -

    09/03/2012 às 20:46

    Cara,isso nao é coisa do Brasil nao.Parece mais coisa da Italia.Pra quem nao sabe nem toda Europa é igual e tem muito pais mais antigo que o Brasil com essa mentalidade atrasada.Parabéns pela reportagem,mais ciclovias e também ferrovias.Isso ajudaria em muito o Brasil.Temos que questionar e fazer a nossa parte.Ponto positivo pra Veja pela reportagem.

  13. Rodrigo Hisgail

    -

    09/03/2012 às 9:22

    Denis, o texto é de arrepiar!!! Nós temos consições de fazer muito, e muito melhor também!

    Abs

  14. Marcos F

    -

    08/03/2012 às 16:03

    Desculpe-me denis, mas não é verdade.
    A Rua Augusta, no auge dos anos 68 se transformou em calçadão, com carpete cor de grama … e não deu certo. Não foi falta de vontade.
    São Paulo tem importantes calçadões, você sabe, no centro.
    É grande demais – nós não somos dinamarqueses, mas já fomos “novos”.

  15. Tolstoy Cardoso

    -

    08/03/2012 às 13:51

    Parabéns pelo texto. Além de Copenhagen, Amsterdam é um exemplo de política de transporte. Ainda tenho esperanças de um dia ver nosso país se preocupar primeiro com a vida, depois com os espaços e prédios. http://www.mistertube.com.br/2011/12/holanda-o-paraiso-das-bicicletas.html

  16. Anonymous

    -

    07/03/2012 às 23:53

    Palavras muito bem escritas. Parabéns!

  17. Cristina Aragpon

    -

    07/03/2012 às 15:57

    Oi Denis

    Reproduzi seu texto em meu blog de trânsito
    http://www.ibahia.com/a/blogs/transito/2012/03/07/aqui-nao-e-dinamarca-ou-nao/

  18. Ligia

    -

    07/03/2012 às 15:31

    Só posso dizer que adorei!

  19. Lucy Marcucci

    -

    07/03/2012 às 13:14

    Adorei! é isso mesmo. Adora nada, meu filho, presta atenção. Isso é propaganda de posto de gasolina ou melhor ainda de Montadora automobilistica.

  20. Laura Escorel

    -

    07/03/2012 às 12:34

    Grande Denis!

  21. PAULO

    -

    06/03/2012 às 20:20

    É, realmente, brasileiros adoram carros, mas atualmente não estamos podendo usá-los, Pois compramos carros potentes e confortáveis para andarmos a 2km/h. Assim é melhor caminhar.

  22. Cristina Aragpon

    -

    06/03/2012 às 17:55

    Olá Denis

    Tudo o que posso dizer é que “Guehlaniar” faria muito bem a todos nós abaixo do Equador.
    Tive a felicidade de conhecer o Professor e Mestre Jan na Dinamarca e posteriormente recebe-lo aqui em Salvador, onde por 5 dias ( detalhe : veio sem cobrar um centavo) encantou a todas as plateias que selecionamos para proferir suas palestras na linha de “cidades para pessoas”. Na última palestra, que seria só para técnicos, os estudantes de arquitetura e urbanismo, (presentes no dia anterior em palesta na UFBA), me convenceram quase chorando, a duplicar o salão na última hora e o número de aparelhos de tradução simultânea.
    Com sua simplicidade encantou a todos e plantou aqui uma semente da concepção de que as cidades devem ser para as pessoas e não para carros. Visitou conosco alguns locais de Salvador e deu valiosas opiniões. Pena que nossos dirigentes não tenham tido a sensibilidade de aproveita-lo melhor. Quem sabe nos próximos governos….
    Tenho falado recorrentemente em Jan Gehl no meu blog de trânsito no ibahia.com. Um espetáculo de arquiteto e urbanista.

  23. Ivan

    -

    06/03/2012 às 17:11

    Blog interessantíssimo sobre o assunto:
    http://cidadesparapessoas.com.br/

  24. Cristina

    -

    06/03/2012 às 16:32

    Minha filha de 23 anos e moradora de São Paulo se locomove de bicicleta o máximo possível, ela faz isso desde que veio da França, onde morou por 1 ano. Ela só andava de bike por lá, e em Amsterdam também, onde a maioria das pessoas só andam de bicicleta, e até nas baladas noturnas os jovens vão de bicicleta.

  25. Luiz

    -

    06/03/2012 às 16:19

    Ótimo texto. “Quem planta avenidas, colhe congestionamentos”!

  26. Júlio

    -

    06/03/2012 às 13:52

    Hoje, 19hs, pra quem for de São Paulo, bicicletada às 19hs na Paulista. Pra quem for de outras cidades, veja se a sua vai ter. Quem puder, engrosse a “Massa”!

  27. Andreia

    -

    06/03/2012 às 12:56

    Texto curto e muito objetivo. Vamos seguindo adiante, nos mobilizando em prol de um mundo com menos morte, menos motor, menos odor… e mais amor! Parabéns!

  28. Caio

    -

    06/03/2012 às 8:08

    Valeu pela reportagem, Denis. Espero ler algo desse nível na Veja de domingo, como crítica ao que aconteceu na paulista. Será que a editora abril abraça a causa?

  29. Renato Fuzz

    -

    06/03/2012 às 6:54

    fantástico! Fiquei com inveja ao ler. Que desalento a forma como tratamos os recursos públicos e naturais. Ainda sem a perspectiva de uma mudança pra melhor, vamos nos espremendo em engarrafamentos que tiram a nssa saúde e nosso tempo.

  30. Diego

    -

    05/03/2012 às 23:20

    O cara nao é visionário. O que ele tem é sensatez. Pra mim isso que ele fez é obvio, mas pra maioria nao. A diferença é que a populaçao de lá é mais inteligente e madura que a daqui, por isso

  31. Michel

    -

    05/03/2012 às 22:37

    Só um visionário Jan Gehl para ver ‘além da normose’ que impera na maioria da população, causando uma miopia coletiva como a que vivemos hoje no Brasil. Estamos só começando… o brasileiro (esperto) está cansando de fumaça e engarrafamento. Até que em fim!

  32. Felipe

    -

    05/03/2012 às 21:45

    Acho q o sistema de bicicletas do itau que foi implantado recentemente no Rio irado. Não há como esperar que o Rio seja igual copenhagen, que é uma cidade muito densa, ou seja, muita gente em pouco espaço. Lá tudo é relativamente muito perto. E com o frio que faz, ninguem sua na bike.
    No Rio, territorialmente muito maior, o percentual de pessoas que conseguem incorporar a bike pra ir ao trabalho é muito menor. E além da distância, faz um calor terrivel aqui!!! Quem trabalha de terno vai fazendo sauna no caminho…hahaha

  33. Renato

    -

    05/03/2012 às 20:27

    Acabei de voltar de Copenhagen, essa rua é espetacular. Comércios, pedestres, bicicletas, funcionando em harmonia durante o dia inteiro, inclusive de madrugada.O que falta no Brasil é alguém com essa visão, atrasada “somente” alguns poucos anos e o mais importante mudar a mentalidade das pessoas, porém isso é outro problema, para outra discussão.

  34. Djalmo da Silva

    -

    05/03/2012 às 18:22

    Temos leis para construção de ciclovias e não são cumpridas. O povo deve exigir que sejam implantadas. É muito carro na rua.

  35. guilherme

    -

    05/03/2012 às 17:12

    a melhor saída é o aeroporto.

    no brasil as coisas são resolvidas por ignorantes na churrascaria e/ou no puteiro.

    (ps. o texto é otimo).

  36. Bruna

    -

    05/03/2012 às 16:51

    A matéria é interessantíssima, visto que, nós brasileiros sofremos tanto com o trânsito tanto dos transportes públicos quanto dentro de carros próprios. só espero chegar o dia que as autoridades compententes dentro da area consiga um olhar e posicionamento moderno, como os dinamarqueses! =D

  37. Bruno SL

    -

    05/03/2012 às 15:41

    Olá, alguns comentários ao final foram realizados automaticamente por spammers. O google tende a diminuir o rank de páginas com links como este.

    Adorei o artigo e espero ter ajudado.
    Bruno

  38. Luiz

    -

    05/03/2012 às 12:30

    Excelente matéria.
    Aos poucos estamos despertando para esse assunto. Será que dá tempo?

  39. João Hermes

    -

    05/03/2012 às 9:44

    Galera, a reportagem é perfeita, não podemos ser rótulo de revendedora de carros e muito menos de postos de gasolina, é provado que as cidades que melhora suas causadas e alargam as pessoas caminham mais e onde tiver ciclovias aumenta o número de ciclista, mas infelizmente ainda tem outro agravante que pior de todos é que o pouco que tem também é pouco respeitado, é isso aí, não vamos fica nessa, sempre que podermos vamos nos fazer ser houvidos.

  40. tereza

    -

    04/03/2012 às 16:50

    Seria Maravilhoso transformar parte das ruas em ciclovia, seria maravilhoso o poder público agir com firmeza contra os motoristas, motoqueiros e ciclistas e pedrestres que fazem do trânsito o seu ou o nosso inferno. Ah! como seria fantástico os pedestres obedecerem que só devem atravessar as ruas na faixa e com o farol verde ao seu favor e que as regras de trânsito também fossem cumpridas pelos demais usuários via pública. Com a palavra os médicos , os cirurgiões e fisioterapeutas, com a palavra os diretores dos hospitais públicos para dizer sobre o terror causado por essas criaturas que fazem da via pública o caos das suas vidas. Certamente, os médicos vão dizer que se não mudar e humanizar a forma de transitar nas cidades o atendimento de saude em breve vai explodir e deixar de atender pacientes com outras necessidades visto que a demanda ao atendimento de acidentados está causando desfalques radicais para outros adendimentos de urgêcia, seja em São Paulo, seja em qualquer Capital ou Cidade mais populosa do país. Só para lembrar , recentimente na Capital de São Paulo, o Governo Estadual e Municipal usou da força bruta para retirar da cracolândia viciados em drogas, foi uma operação de guerra , para não dizer inaceitável , diremos que foi absurda, selvagem e desonesta. Essas mesmas autoridades, deixaram anos a fio, tudo aquilo acontecer sem qualquer preocupação ou ação positiva contra aquela barbaridade. A sociedade de São Paulo, também teve sua parcela de culpa, fechou os olhos para o que acontecia, só sabia se indignar e reclamar , mais por medo de assaltos, crimes ou desvalorização dos seus imóveis e também da zona comercial, do que pela degradação social existente. Enfim, já que não somos selvagens, é hora começarmos um novo rítmo de vida , educar com firmeza motoristas, motoqueiros , ciclistas e pedestres. O poder público precisa agir com firmeza, quando ele quer faz. Precisa mobilizar a sociedade em torno dessa questão e corrigir as barbaridades cometidas por todos. Convocar a cidadania para uma ação educadora e se for o caso até punitiva. Educar motoristas, motoqueiros, pedestres e ciclista para exercer um novo comportamento , cada um cuidando do próximo, obedecendo as regras de trânsito e de civilidade, por exemplo: Está mais do que na hora esclarecer aos ciclistas que o uso das calçadas é para os pedestres e não para o trânsito de bicicletas, está mais do que na hora de corrirgir essa prática enquanto é tempo , ela está se tornando visível e exagerada e o que é o pior, os ciclistas descaradamente apresentam a deculpa criminosa que usam as calçadas porque não querem correr risco de vida na via pública. Muito bem! E o que nós os pedestres temos haver com isto? Eles sabem ou não que as calçadas são de uso exclsivo dos pedrestres. Infelizmente, parece que não! Essa prática a cada dia está se tornando mais intensa e também ao “deus dará”, sem qualquer política de fiscalização ou correção por parte das autoridades, elas fecham os olhos e os pedestres que se virem e corram riscos. Que se danem ! Pois bem! Essa barbaridade em breve poderá se tornar um grande e grave problema, aos poucos esse descaso está fazndo das calçadas ciclovias, do mesmo modo que as ruas da cracolândia se tornaram perigosas para as pessoas que não faziam uso do crack. Fica aqui o alerta, a situação precisa ser controlada enquanto é possível, enquanto é controláve. Vale salientar que nós brasileiros, (inclusive eu), somos perniciosos por natureza, só pensamos na solução do nosso interesse.Portanto, solucionar essa prática perigosa e também crimonosa é possível enquanto é insignificante e no início , é como cancer, se tratado no início o paciente pode ser curado.
    Outro ponto importante é sobre ação dos ladões ciclistas que se utilizam das calçadas para cometerem pequenos furtos, já presenciei vários assaltos aqui em Higienópolis, principalmente nas calçadas do Parque Buenos Aires a menos de 100 metros do Quartel da Polícia na AV: Angélica.Por último uso da ESPERANÇA DA CONFIANÇA, no sentido de que nós os moradores de HIGIENÓPOLIS estejamos sempre em alerta para que não aconteça ao Parque Buenos Aires o mesmo que aconteceu com à Praça Marechal, o descaso do poder público fez daquele local ao cair da noite um antro de drogados e de ladões, principalmente após ao suposto desmanche da cracolândia , o problema foi apenas afastado daquela região para outros locais, não será aquele modelo de ação que vai trazer a solução problema. Tudo leva tempo e impões uma ação humanizadora e continua.Eu quero acreditar que sem violência, porém com firmeza é possível solucionar os nossos tantos problemas, pricipalmente se a sociedade se fizre presente , não podemos deixar que terror faça como está fazendo de nossas cidades um campo minado , uma praça de guerra. Alô Governador! Alô Prefeito! Alô Sociedade! Acorda! Aqui não é Dinamarca! Mas podemos viver melhor e mais humanamente.

  41. demolition york pa

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