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10/05/2011

às 14:13 \ Voo AF447 (Rio-Paris)

Resgate dos corpos das vítimas do AF 447 será seletivo

Os magistrados do Tribunal de Grande Instancia de Paris, Silvie Zimmerman e Yann Daurelle, responsáveis pelo processo criminal do acidente com o voo 447 da Air France no qual morreram as 228 pessoas a bordo do Airbus A330, decidiram que o resgate dos corpos das vítimas será seletivo. “Resgataremos somente os corpos das vítimas que puderemos, decentemente, entregar as famílias e a condição de que eles possam ser identificados”, escreveram os juizes em carta endereçada aos parentes.

Apesar de não haver consenso entre os familiares das vitimas – 32 nacionalidades – sobre a realização do resgate e lamentar os “sofrimentos suplementares”, os magistrados lembram que “devem a verdade” aos parentes.

Os juizes explicam que dois corpos em estado de conservação diferentes foram resgatados  a 3 900 metros de profundidade no Atlântico com o objetivo de determinar se a identificação através de exames de DNA seria possível ou não depois de quase dois anos submersos no oceano. Sem esperar o resultado dos exames, quatro dos legistas do Instituto de Pesquisas Criminais da Gendarmaria Nacional (IRCGN) foram enviados para o navio lança-cabos ‘Ile de Sein’, na zona do acidente, 1 100 quilômetros à nordeste de Recife.

O Dr. Sergio Pena, do Laboratório Gêne e professor de bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais, um dos maiores especialistas em sequênciamento de DNA no Brasil, considera que embora não seja possível garantir com precisão antes de análises que podem ser longas, as condições são favoráveis para a identificação da maioria dos restos mortais das vítimas. “Quando há partes moles do corpo humano, as chances de extração de DNA são grandes”, disse ao Blog de Paris. “Neste sentido, as informações as quais tive acesso sobre as vítimas do voo AF 447 me deixam confiante .”

Leia o post do Blog de Paris: “Em maleta branca, caixas-pretas rumam para Caiena

Por Antonio Ribeiro

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1 Comentário

  • Luc

    -

    12/5/2011 às 5:30

    Pergunta: Como é que sabe antes de se resgatar a 3 900 metros o estado de conservação e a possibilidade de se extrair o DNA de um corpo? Além deste exame, não existem outras maneiras de se identificar os corpos? Arcadas dentarias, jóias, roupas, assento (no caso das vitimas ainda presas pelo cinto de segurança)? Isto esta me cheirando conversa para (peixe) boi dormir…

 

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